Mente De Um Zé Que Se Chama Pedro

Este é um espaço para expor meus pontos de vista sobre os mais variados assuntos, desde política até a nova banda que começou a tocar nas rádios. Espero que gostem e que também comecem a despertar seus espíritos para a crítica! Beijos para as mocinhas e abraços para os mocinhos!

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Nome: Pedro Augusto

Um Zé que se chama Pedro.

Domingo, Dezembro 24, 2006

Adeus...

É 2006 está indo embora, como todos os anos anteriores ele deixou lembranças, marcas e por que não dizer que modificou vidas inteiras sozinho, apenas ele e seus 300 e tantos dias. Suas intermináveis horas, seus incontáveis minutos, nos bombardeando com acontecimentos, fatos, notícias, aventuras, enchentes, calor, corrupção, decepção, e é claro “etc”. Foi um ano e tanto não concordam?
Pelo menos pra mim. E aqui escreverei uma carta para nosso “quase falecido” 2006.


Querido ano Dois Mil e Seis,

Ainda bem que vossa excelência está no fim, como você pode fazer essas coisas comigo? Logo a meia noite, em seu primeiro dia de vida o seu recado já estava dado! Na euforia de sua chegada pessoas lançaram chamas aos céus, e nesse incrível show meus cachorros fugiram! Isso mesmo! O barulho dos fogos enlouqueceu a cachorrada, abriram um buraco na cerca de minha casa e se foram. Pelo menos por dois dias, quando os encontro na beira da lagoa, com sede e fome. Mas ainda faltava um, Bandit, lindo, robusto, imponente, enfim, um exemplo de cão de guarda. Ele não voltou, procurei por dias, mas em vão. E a culpa foi de quem? Para minha família, minha é claro. Para mim, a culpa foi de vossa senhoria.
Depois do cachorro perdido, meu namoro já se encontrava em crise, só estava piorando, 2, 3, 4, 5 e, por fim, 6 de janeiro, lá se vai uma história de amor. Por uma semana, fiquei com aquele aperto no peito, que ninguém consegue sentir ou explicar. Mas passados os sete dias consigo retomar meu romance (fui obrigado a resumir todos os fatos, também o preço da minha conta de celular). Mas não graças ao senhor.
Perdoe-me, tenho omitido um fato que teve inicio com seu semelhante 2005, eu havia passado na Primeira Etapa da UFMG. Estava estudando (mas nem tanto) para alcançar o tão sonhado sonho de entrar em uma Universidade (mentira, sonho de estudar de graça). Mas sozinho em casa (pais e irmão viajando), os fatos citados acima, seguiram os dias de prova, eu realmente me esforcei para dar o meu melhor nos tortuosos quatro dias. Você novamente interferiu, e não passei.
É como falam a esperança, é, o que mesmo? Não importa, eu tinha arrumado um emprego, ganhando bem, em uma empresa de renome em todo país, lá estava eu aprendendo sobre licitações, vendas públicas, marketing e estratégias. Mas o que realmente aprendi foi que “trabalhar em empresa é uma merda”, “ninguém quer realmente te ajudar”, “o capitalismo é foda e o Brasil também”, não posso esquecer “fui incompetente” e “preciso de terapeuta” (essa ultima foram palavras da psicóloga da bendita empresa). Ela estaria certa? Hein 2006? Resumindo, fui demitido.
Carnaval, foi bom. É nem de...é, esquece.
Em março, outra crise no namoro, mais feia, mais cruel, e muito mais marcante. Envolvendo outras pessoas, pra variar. Você sabe muito bem do que eu to falando seu imbecil! Foram dois meses de sofrimento e confusão. E novamente eu comecei a aprender “ninguém vale nada”, “ficou com minha ex? Eu te odeio”, “é namoro, terminou, vai voltar”, e por fim “Lagoa Santa é um ovo”. Em maio retomo (novamente) minha história de amor.
Nesse tempo minha querida mãe (Tia Beth), assume as redias do barzinho Lanches 9sete, ou seja, lá vou eu dar aquela mãozinha. E lembrando, a pessoa que falou “trabalhar com mãe não é trabalhar” com certeza não trabalho com minha mãe.
Voltando, maio, junho e julho iriam passar como uma luva, se você 2006, sim você! Não tivesse levado embora o velho Duke, meu incrível e fiel cão, mas já estava em sua hora, foram 13 anos de amizade, verdadeira amizade.
Em agosto, a expectativa de voltar a estudar Direito, continuar preenchendo minha casca com algum conteúdo, com estudo, voltado para a vontade de ler, falar ao vento pensamentos de filósofos, desejando saber mais e mais. Lá estou eu, de volta a faculdade! Agosto era a promessa do ano! Se você não colocasse em meu caminho uma pessoa chamada Leandro. E tudo desmoronou como um frágil castelo de cartas. Tudo em um curto espaço de tempo, um lapso temporal de uma noite, aquele “fato” determinou todas minhas ações até hoje. Foi um singelo acontecimento sem importância para alguns, uma vergonha para outros, eu no meio desse furacão sem saber o que fazer. Sem rumo, sem abraço, humilhado por mim mesmo. Eu me julguei, eu me condenei. Eu decepcionei, fui decepcionado. Eu machuquei, eu estava machucado. Foi o pior episódio da minha vida! Então, meu caro 2006, descobri certas coisas em meu interior, “não confio em ninguém”, “vejo coisas que não quero, falo o que não quero, nunca faço o que eu quero”, “não consigo perdoar” e, por fim, “Lagoa Santa é um ovo”.
Nesse dilema pessoal em que me encontrava, meu querido (nem tanto) Brasil também estava em frangalhos. Era época de eleição, e de praste o show estava garantido. Pessoas agredindo nosso incompetente Presidente da República, fatos vergonhosos sendo expostos ao decorrer dos meses, “caixa 2”, “mensalão”, “dossiê”. E nosso coitado “semi-analfabeto”, não sabendo de nada. E da-lhe petista, professorinha, médico com jeitão de caipira, reitor de faculdade cheio de boas intenções (coitado), todos na corrida pelo poder. Logo atrás, milhares de figurões, gays (Clodovil, sem comentários), militares, prostitutas, padres, pastores, todos! Todos atrás de um pedacinho de nossa República, um pedacinho de não sei o que, para fazer não sei o que, mas uma coisa eu sei! Tudo as nossas custas! Ta chega, todos estão cansados de política, certo? Cheios da maracutaia, da bandidagem, da mediocridade governamental, certo? Quem dera. Da-lhe Luís Inácio LULA da Silva! Mais quatro anos de um governo sem projeto, um governo “da porra” (me perdoem). Repitam comigo, atleticanos, cruzeirenses (nunca cai Galo hehe), mineiros, gaúchos, nordestinos, vamos comigo nação brasileira: Obrigado 2006!!
Agora me encontro escrevendo essa carta, revendo fases, tragédias, e mais decepções, romances, tudo passa pela minha mente como se fosse um filme, o filme de minha vida, sempre olho para mim e me pergunto “o que é você”? “Quem sou eu”? E chego à mesma conclusão de que essas perguntas não servem para nada. Como todas as teorias filosóficas, toda a moral, nossos valores de nada servem. Nada serve para mim. Sou um insatisfeito nato. Insano, nervoso e vingativo. Não quero suas regras, quero as minhas. Não vejo sentido em suas falas, muito menos nas minhas. Você 2006, me deixou perdido, anestesiado de qualquer tristeza, é, isso mesmo, não fico mais triste. Não choro, não lamento, só raiva vem a minha mente. Poderia ser pior? Claro! Tenho família, condições ótimas para viver, uma namorada, quatro cachorros lindos (ganhei outra, linda boxer chamada Kitty), amigos maravilhosos. Mas de onde vem a raiva? Seria desse mundo? Ou apenas do fato que nós humanos somos vítimas de uma falsiabilidade incrível. Tenho ódio das guerras? Das grandes, das pequenas vividas em nosso íntimo? Por que não sinto mais? O que é o Pedro (Zé se preferirem)? Eu gostaria de responder, como não sei, falo que não essas perguntas não servem para nada.
Daqui a sete dias você esta indo embora amigo, deixando essas feridas que tenho fé que um dia fecharão. Você está indo, mas eu fico. Como uma brisa que espanta o calor no verão ou uma tempestade que arranca telhados você se vai, e eu fico. Adeus 2006.


Pedro Augusto Alves Pereira

Feliz ano novo para todos!

Segunda-feira, Dezembro 04, 2006

Apenas Fragmentos

Apenas Fragmentos


Eu contrui minha casa
Moldei minha imagem
Eu sou o espelho e o reflexo
Perfeito e fragmentado você é minha casa
A casa que Jack Construiu