Mente De Um Zé Que Se Chama Pedro

Este é um espaço para expor meus pontos de vista sobre os mais variados assuntos, desde política até a nova banda que começou a tocar nas rádios. Espero que gostem e que também comecem a despertar seus espíritos para a crítica! Beijos para as mocinhas e abraços para os mocinhos!

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Nome: Pedro Augusto

Um Zé que se chama Pedro.

Segunda-feira, Maio 28, 2007

O Ciclone e o Aguaceiro


Um breve comentário:

Ao pensar em algo para escrever notei algo curioso, a maioria das pessoas que lêem meus textos são mulheres. Será que meus amigos, os meus colegas homens não estão interessados em minhas humildes palavras? Curioso, não? Então, por isso dedico meu discurso de hoje a vocês, minhas queridas amigas.

Agora o texto:

Lá estava eu, em mais um dia de trabalho, fritando pásteis, atendendo ao público, quando como de costume recebo dezenas daqueles mini-jornais, vocês devem saber quais são, aqueles que sempre aparecem as mesmas pessoas, o Prefeito fazendo pose de quem está trabalhando, uma garota nem tão bonita como destaque da semana, e um bucado de notícias um tanto quanto desnecessárias. Mas não vem ao caso, quando abri o ilustre periódico algo me chamou atenção, um espaço reservado a divulgação de livros, e lá estava um sobre o Papa Bento XVI, é não vem ao caso também, o livro interessante estava abaixo! Era um livro que surgiu para defender o indefensável, era a luz para algo que sempre sonhei, seus autores Patricia Love e Steven Stosny (também não conheço, mas são terapeutas que passei a admirar), e o nome dessa obra prima máxima da terapia é: Não Discuta a Relação: como melhorar seu relacionamento sem ter que falar sobre isso. Não tive o prazer de lê-lo ainda, mas deixarei aqui meus pareceres a respeito do tema.
Quem não tem horror aos famosos DRs? Não estou me referindo aos doutores, mesmo que você tenha horror a eles, estou falando de algo muito mais tenebroso, aquela situação desconfortável, o karma de todos os relacionamentos, o momento que seu namorado(a), parceiro(a), marido(a, ops esposa), amigo(a) colorido(a), ficante, chega até você e lança o golpe fatal: "Vamos discutir a relação".
É nesse instante que é preciso ter sabedoria e não cair nessa armadilha. Mas antes vamos entender o que leva a tamanho perigo, isso ocorre em quatro fases: o problema, a vontade, a conversa e a consequência . Normalmente, essa atitude finalistica é tomada em uma situação, no mínimo, desesperadora, o casal está em constante conflito, um não agrada mais o outro, enfim, é claro a existência de um problema que está impedindo a harmonia de seu relacionamento. O segundo momento, é quando o homem ou a mulher (ou a mulher e a mulher ou o homem e o homem, hoje em dia é assim, vai saber), pensa que o problema é a falta de comunicação entre eles, "vou colocar tudo em pratos limpos" ou algo parecido passa pela mente aflita, assim surge à vontade de se ter o DR (Discutir a Relação). Vale ressaltar que, na maioria das vezes é das mulheres que parte a vontade, será porque elas gostam de falar muito, seria a famosa ladainha? Continuando, a terceira e principal fase é a conversa, é aqui que o pior acontece, surgem falas tristes, agressivas, insensíveis, o problema que existe não será exposto de maneira correta pela fragilidade da situação, aflições antigas virão a tona novamente, e novas intempéries surgiram devido ao DR. A conversa pode se dar de duas maneiras distintas, em um monólogo, aonde a pessoa que falar melhor ou então coordena de forma mais rápida seus pensamentos e falas domina o papo, outro modo é o diálogo, aparentemente mais correta, mas a chances de uma briga surgir é consideravelmente grande. E por fim, vem a conseqüência, e com ela uma gama enorme de resultados negativos, ilustrarei alguns possíveis: com o fim da discussão o relacionamento dará por terminado, uma vez que, términos em sua maioria acontecem oriundos de DRs; ou poderá surgir algum tipo de ressentimento sobre o assunto tratado, se for alguma característica intima de qualquer uma das partes; mas o mais importante é que a pessoa que propôs o DR será vista como "inimigo", causando certa aversão na pessoa querida. Resumindo a conseqüência é o fato configurado após a conversa.
Entendido os tramites do DR, veremos que ele nem sempre é a solução mais sensata para retomar a harmonia de um relacionamento. Quem um dia proferiu a frase "tudo se resolve conversando", não teve uma visão ampla e nem deu importância para os atos que podem ser feitos em silêncio. Um abraço, um beijo, um olhar, um presente, uma surpresa, a própria presença do carinho são várias as formas de se resolver desavenças, e nenhuma palavra precisa ser falada. O desgaste causado pelo DR é tão nítido, a falta de preparo para ouvir, a falta de consideração para falar, pode trazer o resultado oposto ao pretendido pela discussão. Utilize-o como último recurso, não como primeiro. Ao contrário de quem afirmou tal ignorância de que tudo pode ser resolvido pelas palavras, deixar de usá-las pode ser uma atitude muito mais ponderada. Viver a relação é mais importante do que discuti-la. Vale a pena seguir recomendação da obra Não Discuta a Relação, e também a do sábio fundador do taoísmo Lao-Tsé (Lao-Tzu depende da tradução) em suas tábuas de transcendental metafísica "poupem as palavras e tudo andará por si mesmo, um ciclone não dura a manhã inteira, um aguaceiro não dura todo um dia".

Arte: Matheus Sá Motta
Leia também:

- O artigo "Vamos NÃO Discutir a Relação", da revista Marie Claire, edição de Maio de 2007.

- O livro "Não Discuta a Relação: como melhorar seu relacionamento sem ter que falar sobre isso", dos autores Patricia Love e Steven Stosny.

Sexta-feira, Maio 11, 2007

Evite Trair


Antes de ler meu breve discurso a respeito da traição (famoso adultério, cujo "bagulho estava sério"), gostaria que lessem um trecho de um texto do, saudoso, Arnaldo Jabor "Evite Ser Traído" (link disponível no final do post), para entendimento completo do que irei tratar a seguir. Todos nós sabemos, conhecemos ou fomos vítimas/agentes de tal tema, composto por uma crueldade transcendental, algo tão condenável quanto praticado.
Jabor em seu texto disserta a respeito da "mulher moderna" de forma sublime, verossímil, um verdadeiro retrato do sexo feminino ocidental dos dias de hoje, enfim essa mulher é " aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante... a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem deninguém, olha a vida de frente,fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer". Arnaldo também cria um pequeno manual de "mancadas" que nós homens jamais devemos cometer, tendo como sanção um belo par de chifres. Enfim, ele nos ensina como agrada-las e como evitar a "corneada".
Estando claro o que é a "mulher moderna", então quem seria o "pretenso corno"? Melhor, mas o que seria o "homem moderno"?
A princípio, vejo o "homem moderno" como o oposto do "homem antigo", e uma versão afeminada do "homem contemporâneo".
Na antiguidade, época de impérios, reinos, grandes batalhas, grandes conquistas, desde Roma até as grandes navegações, o homem era o supra-sumo de algo subordinado apenas a Deus, quando ele não o desafiava. Conquistador, dominador, guerreiro, quem não lembra dos samurais? Dos espartanos? Como não se apaixonar pela sua inteligência, sua genialidade que atravessou séculos, Sócrates, Platão. Maquiavel! Quem não admira Maquiavel? Sua preciosa lição ao comparar mulher com a fortuna (grossamente, fortuna pode ser entendida como o acaso, a sorte), de como o Príncipe deve dominá-la. O homem era o dono do mundo! E nem citei Jesus...
Mas ai apareceu Shakespeare, seus poemas de beleza indiscutível, falava de amor, colocando a mulher em um pedestal, transformando-a em Deusa. O sexo masculino submisso às vontades, aos frágeis flertes para conquistá-las. Era o surgimento da mulher como essencial em um campo alheio à reprodução, o amor.
E assim perduraram séculos, surgiu o Romantismo, e tal, e tal. Onde foi parar o "H"omem? Foi o ápice do homem romântico, o infeliz declínio do "homem antigo".
Para nossa felicidade, no século XX, apareceu o "homem contemporâneo". Criaram o Super-Homem, não o de Nietzche , o grande e azulão, com seu imponente "S"! A figura máxima (apesar da cueca de fora) máscula, salvador do mundo, paixão das repórteres, algo maior que os grandes conquistadores, é nosso herói. Após a segunda e triste Grande Guerra, podemos citar o soldado americano, que deixa a família para lutar contra os sádicos Nazistas de Hitler. A palavra é herói! Foi uma era de galãs, Marlon Brando entre outros. Importante lembrar, que o "homem contemporâneo" era também romântico, perguntem a suas avós como foram conquistadas. Ligados diretamente a família, ao melhor estilo "O Poderoso Chefão", quando Michael Corleone (Al Pacino) faz o impossível para proteção de sua família. Todos eles "INCORNEÁVEIS", dispensavam qualquer manualzinho que seja. Éramos românticos, fortes, heróis, protetores. Grandes rock stars, suas músicas faziam o mundo tremer! Era Axel Rose, James Hetfield, Freedy Mercury (sim gay, mas homem másculo)!
Por fim, chegamos ao "homem moderno", semelhante ao contemporâneo em poucos aspectos notáveis, mas com uma nova característica fulminante, a sensibilidade. Antes reservada apenas as mulheres, que sempre foram e sempre irão ser sensíveis. O homem atual chora, vergonhosamente, extrapolando os casos aceitáveis de morte e tragédia. Além disso, nos dias de hoje o homem não é mais a figura suprema de uma relação social, agora divide o pedestal com a mulher. O sexo masculino do século XXI não se valoriza , não batalha, não promove as devidas e necessárias mudanças, que o mundo tanto precisa. Os soldados americanos do Iraque? Todos traídos e morrendo. Onde estão os novos modelos para nos dar força? Em quem as crianças irão buscar sua masculidade? Bob Esponja? Meninas Super-poderosas? Nós TODOS cornos e chorosos, bobos e sensíveis, burros e afeminados. Nós metrosexuais! Nós Harry Poter, nós EMOS, onde está nossa força?
Assim após um processo "investigatório", totalmente empiricamente pessoal, pude constatar o pior:
- Você mulher, poço de força e tentação, poderá criar os motivos para você mesma cometer traição, uma vez que, seu namorado "moderninho" não possui a mesma força e a mesma atração para o sexo oposto, que você possui.
- Quanto mais sensível (para não falar chorão), mais desesperado e meloso seu parceiro será, gerando em você impaciência entre outras peripécias, depois das milhares de vezes que você mesma o incentivava "ai que lindo, ele é sensível". E no final ele será traído. Já imaginou a choradeira? E você achava "bonitinho".
- Ele irá fazer joguinhos de ciúmes com sua melhor amiga, tendo em vista que ela não é sua amiga, não quer ficar com ele, mas o fato dela ser bonita irá chamar a atenção dele, e você o trairá, pois não soube escolher suas amigas.
- O pobre medíocre sensível tentará com todas as forças te satisfazer sexualmente. Mas se por motivos variados (estresse, trabalho, a morte do gatinho, coitado o seu namorado é sensível) ele falhar? Impotência ta na moda, pela confusão psicológica que é viver. E você insatisfeita, o trairá.
- Se você tiver um amigo, que você julga verdadeiro, cuidado ele nunca irá ser seu amigo se não achar nada ao menos repugnante em você. E seu namorado sabe disso (sabe que você é bonita, educada e tem um corpinho show), tentará te avisar, mas você deduzirá, erroneamente, que é um ciúme bobo. Não lhe dará ouvidos (na melhor das hipóteses), ou irá provocar uma briga (a partir daí tudo se torna mais previsível). Se houver briga, e a senhorita estiver triste quem irá procurar? Então. Da-lhe galhada!
- E ele poderá ter uma amiga? Para você, para suas "melhores" amigas, para seu fiel amigo, para sua mãe, no caso particular do "moderno" namorado, amizade de mulher e homem não existe. Consequentemente, você desconfiada, trairá.
- Homem inseguro é uma máquina ciumenta, chorona e dramática. E você o trairá.
E aplicando o velho jargão "quem não da assistência, abre concorrência e perde a preferência", e em seguida rompendo seu paradigma, já que se ele der assistência, e for um "pé no saco", excessivamente "moderno", sensível, inseguro, lembrando que todas essas características são oriundas de atitudes femininas (sim SUAS, as "mulheres modernas"), faça o possível e não cometa tal crueldade, não o traia. E assim falou Arnaldo Jabor para nós, e assim eu adapto para vocês, proteja-o,ame-o,e principalmente,faça-o saber disso. Tente transforma-lo no SEU homem ideal, e pode acreditar o "outro" não o é, pelo simples fato dele ser "outro".


Arte: Matheus Sá Motta
Leia também o artigo "Evite Ser Traído" de Arnaldo Jabor: