Mente De Um Zé Que Se Chama Pedro

Este é um espaço para expor meus pontos de vista sobre os mais variados assuntos, desde política até a nova banda que começou a tocar nas rádios. Espero que gostem e que também comecem a despertar seus espíritos para a crítica! Beijos para as mocinhas e abraços para os mocinhos!

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Nome: Pedro Augusto

Um Zé que se chama Pedro.

Terça-feira, Outubro 21, 2008

Uma Pergunta Para o Vento


Isso não era para ser um texto. Muito menos estar aqui, aos olhos de quem quer ver. Então resolvi deixar tudo rolar, botar a cara a tapa, ou melhor, colocar o quê sinto perante o julgamento alheio. O que importa? Você não lembrará de nada mesmo daqui a alguns minutos.
Acho que todos pensaram a mesma coisa que eu na sexta-feira. Quando aquele temporal invadiu nossa cidade sem ser convidado. Eram ventos ferozes! Não chegava a uma tempestade tropical, mesmo assim já estava dando alguns estragos consideráveis. Placas e outdoors balançando loucamente, galhos quebrados voando, como se assim pudessem agir. Como trabalho próximo a lagoa central, tive um assento privilegiado para ver esse espetáculo. As águas revoltodas empurradas pelo vento, folhas lançadas ao ar. A barba do hippie criando vida. Tudo que todos viram, aonde quer que estivessem. Todos pensaram por um instante, ou até comentaram, nem que fosse de brincadeira: "o mundo está acabando".
Não ele não está. Eu, você, e os et's que deram bolo na velhinha no 14 de outubro, temos a certeza de que nada acabará. Pelo menos não o mundo. Por isso essa minha inquietação, esse "tudo acabar" latejando na caxola. No meio do temporal, enquanto estava assistindo de camorote, tive uma vontade imensa de ligar para quem eu me importo, tranquilizá-los, dar um aconchego a distância, falar o quanto eu gostaria de estar ao seu lado no momento do fim. Nem que fosse para repetir o que já disse para vocês leitores, "relaxe, o mundo não vai acabar", e completaria, "eu estou aqui, do seu lado". É arrogante pensar assim, essa pitada de carência que tenho camuflada com a preocupação por quem amo. Que seja! Eu me preocupo, se é egoísmo ou não, que se foda! Se o mundo acabasse, gostaria de segurar a mão de alguém e tentar protegê-la até a escuridão final! Como já disse, "se".
Aqui vai uma pergunta, ao lado de quem você gostaria de estar, instantes antes do mundo acabar? Cabe a você responder. Não escondo quase nada nessas linhas escritas, quase nada. Esconderei minha resposta. Deixo apenas um viés. Naquela mesma sexta-feira, após a ventania e a chuva, nunca vi o céu tão lindo. O amarelo vencia o céu nublado, refletia entre as nuvens, mostrando sua beleza sem nenhum pudor. Repito. Nunca vi o céu tão maravilhoso, como aquele após a tempestade.

NOTA: A foto que uso para ilustrar esse pequeno desabafo, foi tirada pelo meu irmão, Victor Augusto, naquela mesma sexta-feira.

10 Comments:

Blogger Fabíola said...

Estou aqui pensando, "o que diria Drumont de Andrade se lesse isso?"
Ele diria: Nasce mais um poeta envolto pela sensibilidade!Perfeito... Um privilégio a quem se destina...

12:22 PM  
Blogger Danielle Kimura said...

Oi migo (:
Que fofo!
Nem acho arrogância pensar assim.
Tenho certeza que se o mundo tivesse acabando, com certeza ela ía querer um abraço desses que fazem a gente se sentir pequena e protegida =]
Também queria uma braço desses. Só que também vou deixar escondido nessas linhas
*--*

p.s: amei seu comentário, você enxergou tudinho sabia?
beijinhos (:

1:17 PM  
Blogger Danielle Kimura said...

Esta postagem foi removida pelo autor.

1:34 PM  
Blogger Danielle Kimura said...

Vem cá!
Você tem vergonha?
Eu gosto de textinhos assim =p
Esse é um daqueles textos, que é tipo um recadinho né?
Também faço isso (:
Nem ligo de me expor, e nem me importo com a opinião alheia.
Tem coisas que escrevo e quase ninguém entende. É legal assim, quando a gente escreve sem pretensão.

Que emo né?
Adoro...
*--*

1:37 PM  
Anonymous Anônimo said...

É mto bom ler seus textos,me deixo levar p outro mundo,o mundo do coração,o mundo da sinceridade infinita,que vem de um homem com olhos de menino.

4:31 PM  
Anonymous Anônimo said...

É mto bom ler seus textos,me deixo levar p outro mundo,o mundo do coração,o mundo da sinceridade infinita,que vem de um homem com olhos de menino.

4:32 PM  
Blogger Amanda said...

quer contraste maior que este texto e o do Jack?
e como podem ser maravilhosos do mesmo jeito?

Você se superou nesses, Zé.

E eu acho que não é arrogância não.. Mesmo querendo receber em troca, é uma doação despretenciosa, de cuidado.. precisa-se mais disso no mundo :]

e é incrível a delicadeza do texto, com uma mensagem tão forte!

Parabéns Zé!
Beijos

PS.: Linda a foto do seu irmão!

4:36 PM  
Blogger Letícia Torquette said...

Ainda bem que não foi o fim do mundo, ainda tenho muita coisa pra fazer por aqui...

Sempre penso que o fim do mundo está se aproximando em dias de temporais e consequentemente penso nas pessoas que realmente importam pra mim. Fico feliz quando descubro que tenho elas sempre ao meu lado, sempre quando preciso...

Post inspirado esse seu, sinal de que está feliz... A tempestade passou e surgiu um céu claro e mais lindo do que os de antes na sua frente, acertei?
Isso é bom, isso é muito bom! Fico feliz por vc! ;)

1:17 PM  
Blogger Matheus Sá Motta said...

O mundo ainda vai viver muito depois de mim, mas quando eu acabar pro mundo pretendo passar despercebido se possível sozinho.

9:58 AM  
Anonymous Tita said...

Não adiantaria escrever aquui o nome de com quem eu gostaria de estar quando o mundo estivesse acabando, ninguém saberia quem é...

Mas amei o texto...
Leve, verdadeiro, profundo, inspirador...

Quando a sua preocupação com os amigos, rsss
acho vc meio mãe... mas não é novidade...
bjm

1:43 AM  

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