Mente De Um Zé Que Se Chama Pedro

Este é um espaço para expor meus pontos de vista sobre os mais variados assuntos, desde política até a nova banda que começou a tocar nas rádios. Espero que gostem e que também comecem a despertar seus espíritos para a crítica! Beijos para as mocinhas e abraços para os mocinhos!

Minha foto
Nome: Pedro Augusto

Um Zé que se chama Pedro.

Sábado, Outubro 25, 2008

Uma Tragédia - Se o Filme Fosse Meu

Não sou especialista em nada! Só gostaria de mostrar o quê eu penso a respeito da recentre tragédia brasileira. Me sinto meio mal porque vou fazer parte da espetacularização. Eu supero, fiquem tranquilos. Muitas vezes, na maioria delas, colocam a culpa da tragédia nos bendidos Direitos Humanos. Muita gente boa, inteligente, bem intencionada, acaba falando asneiras do tipo, "isso é culpa dos Direitos Humanos", ou então, "viu? São os Direitos Humanos". Sinto muito galerinha. O criminoso é criminoso e que seja punido, não coloquem a culpa em quem não estava naquele momento! Foi justamente a falta dos cândidos que acabaram em tragédia. Não é novidade para quem me conhece, se o "filme" fosse meu, todos sabem como isso terminaria. É só ler o Jack Built, o Louco.
Existe um caso semelhante, dentre vários, "sequestros terminados em morte" - não é a terminologia científica penal adequada, mas... Foda-se! O importante é a compreensão. Todos se lembram do drama de uma certa tragédia carioca (das várias!). Um garoto que sobreviveu a Chacina da Candelária, e futuramente veio a sequestrar um ônibus, causando assim a morte de uma professora. E o quê acabou acontecendo, e o quê acontece na mentalidade de alguns cineastas e pseudo-intelectuais, que amam uma antropologia dos quatro membros no chão, e disseminam uma sociologia animal, a vitimização do criminoso! Como produto do meio. Aqui vai um recadinho para essa turma, que de bem intencionada o escambal! Quem puxa o gatilho sabe que puxa o gatilho, o fato do meio, ou de alguma emoção influenciar, repito, INFLUENCIAR, não o torna inimputável. É criminoso, é filho da puta! E a tragédia? Virou a porra de um filme! Canditado a Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Esses quadrúpedes adoram uma meleira sem qualidade, e o pior! Justificam um crime com outro. Assim não dá. Quem lia meus e-mails, lembram-se da vontade tentadora do suicídio? Ela some, o que vem a tona é a vontade de matar. Só a vontade...
NOTA: Abaixo segue um comentário meu a um texto do jornalista Reinaldo Azevedo, dono do maio Blog de política do país e autor do País Dos Petralhas. Em seu blog os comentários são mediados, ou seja, só aparecem os previamente aprovados. Fiquei com medo de não ser aprovado, por fim eu fui. Vale ler o comentário, sintetisa muita coisa em poucas linhas.
"Fiz um comentário sobre se essa tragédia fosse um filme, como eu terminaria com ele. Está em um post mais recente do que este. Sempre leio "descendo" o mouse na tela. Lembrei do filme que representa o Brasil no Oscar, Linha alguma coisa, não sei ao certo. Indicarei aqui um viés cinematográfico, semelhante ao do sequestrador de um certo ônibus, em um certo Rio de Janeiro. A história é de um garoto inseguro, meio pertubado e possessivo, que no fundo queria é ter a sua namorada ao seu lado. Nem que fosse para mantê-la amarrada, ou sob a mira do revolver. Mas coitadinho não? Vítima dessa sociedade cruel que o motivou a buscar um relacionamento, cobrando-o saber cuidar de seus sentimentos, trabalho arduo, não exigível a qualquer pessoa. Esse pobre rapaz, inseguro, ciumento, vítima da insegurança, do amor não realizado pelo término do namoro! "Lindemberg, o Romeu que não morreu!" Cantidatíssimo a Oscar! Como o carinha lá do Rio, também fez reféns anos atrás. De quem foi o tiro? Não me pergunte, vá ao cinema.Tenho saudade de quando os criminosos eram legais e matavam sem escrúpulos, Tony Montana, Michael Corleone. Isso só no cinema!"

Terça-feira, Outubro 21, 2008

Uma Pergunta Para o Vento


Isso não era para ser um texto. Muito menos estar aqui, aos olhos de quem quer ver. Então resolvi deixar tudo rolar, botar a cara a tapa, ou melhor, colocar o quê sinto perante o julgamento alheio. O que importa? Você não lembrará de nada mesmo daqui a alguns minutos.
Acho que todos pensaram a mesma coisa que eu na sexta-feira. Quando aquele temporal invadiu nossa cidade sem ser convidado. Eram ventos ferozes! Não chegava a uma tempestade tropical, mesmo assim já estava dando alguns estragos consideráveis. Placas e outdoors balançando loucamente, galhos quebrados voando, como se assim pudessem agir. Como trabalho próximo a lagoa central, tive um assento privilegiado para ver esse espetáculo. As águas revoltodas empurradas pelo vento, folhas lançadas ao ar. A barba do hippie criando vida. Tudo que todos viram, aonde quer que estivessem. Todos pensaram por um instante, ou até comentaram, nem que fosse de brincadeira: "o mundo está acabando".
Não ele não está. Eu, você, e os et's que deram bolo na velhinha no 14 de outubro, temos a certeza de que nada acabará. Pelo menos não o mundo. Por isso essa minha inquietação, esse "tudo acabar" latejando na caxola. No meio do temporal, enquanto estava assistindo de camorote, tive uma vontade imensa de ligar para quem eu me importo, tranquilizá-los, dar um aconchego a distância, falar o quanto eu gostaria de estar ao seu lado no momento do fim. Nem que fosse para repetir o que já disse para vocês leitores, "relaxe, o mundo não vai acabar", e completaria, "eu estou aqui, do seu lado". É arrogante pensar assim, essa pitada de carência que tenho camuflada com a preocupação por quem amo. Que seja! Eu me preocupo, se é egoísmo ou não, que se foda! Se o mundo acabasse, gostaria de segurar a mão de alguém e tentar protegê-la até a escuridão final! Como já disse, "se".
Aqui vai uma pergunta, ao lado de quem você gostaria de estar, instantes antes do mundo acabar? Cabe a você responder. Não escondo quase nada nessas linhas escritas, quase nada. Esconderei minha resposta. Deixo apenas um viés. Naquela mesma sexta-feira, após a ventania e a chuva, nunca vi o céu tão lindo. O amarelo vencia o céu nublado, refletia entre as nuvens, mostrando sua beleza sem nenhum pudor. Repito. Nunca vi o céu tão maravilhoso, como aquele após a tempestade.

NOTA: A foto que uso para ilustrar esse pequeno desabafo, foi tirada pelo meu irmão, Victor Augusto, naquela mesma sexta-feira.

Jack Built, o Louco - Perto de Cristo, Longe de Deus! Capítulo XI - Uma Ponte Para Atravessar

RIO DE JANEIRO – 04 DE AGOSTO DE 2008
12:29 PM

Droga! Desvio rapidamente para a esquerda, deixando um arranhado enorme do ônibus. Dirigir em alta velocidade é realmente muito perigoso! Ainda mais em plena segunda-feira. Vou costurando carro por carro. Vendo os prédios passarem ao meu lado, alguns chegam a me amaldiçoar, xingam com toda a sua raiva. Não espero que eles entendam, e espero que eles não achem que vou tirar o pé do acelerador.
Merda! Um sinal vermelho! O automóvel a minha frente freia, as luzes do freio mal ascendem e eu já estou colado em sua traseira. Aperto o pedal do freio, diminuo a velocidade, verifico se vem alguém na esquerda, e o pior que tem uma maldita caminhonete! Olho para a direita, um carro azul que não especifico o modelo, tem que dar tempo, é a única solução. Jogo o Siena para a direita, o veículo azul faz cantar seus pneus, eu escapo ileso. Atravesso a avenida num piscar de olhos, e mesmo assim sinto o deslocamento de ar dos outros carros no cruzamento, quase morri. Quase.
Este Siena está dando o seu máximo, seu motor esgoela como uma puta louca, enquanto brinco de corrida com um adversário imaginário. Não me dou o luxo nem de reduzir quando vejo uma curva. Chega a ser emocionante. Pena que não posso aproveitar, estou preocupado demais para não ter nenhum inocente embaixo desses pneus.
Uma placa, “Ponte Pres. Costa e Silva”. Essa mesmo! Vou aonde à seta me manda ir. Tudo está tranqüilo por aqui, ainda não posso avistar a ponte, só que minhas narinas já sentem a maresia vinda do Oceano Atlântico. Nenhum policial na área. De duas uma, ou eles me obedeceram, ou então são lentos demais. O assalto acabou de acontecer, é sempre assim no Brasil, vagarosidade é a regra. Ainda mais no Rio de Janeiro. Matam gente aqui igual bebem água. O exército nas ruas seria uma boa. Sem dúvida! O narcotráfico já é uma espécie de quarto poder, um ente paralelo ou até mais forte do que o governo. Analisei alguns candidatos a vereador, uma boa parte da galerinha da periferia ou é condizente com o tráfico, ou faz parte do mesmo! É triste. O que me dá mais enjoou é como a televisão trata isso. Maldita cultura de massas, exaltando os bailes funks, os raps. Ridículo! É como a imprensa americana e européia trata o islamismo, com doce, com melzinho na boquinha! Filhos da puta! Não existe bom islamismo! Maomé que me perdoe, mas o Alcorão é uma sacolada de besteiras! “O islamismo é bom, os terroristas que são maus”. Meu cu! Eu já estive no Iraque, e fui torturado no Afeganistão. Eu sei do que falo. Faço um paralelo com o Rio de Janeiro, aqui não está tão fudido, a merda é que o caminho é o mesmo, e ainda bem que esses traficantes do caralho sabem que se matar com bombas no peito não é nada lucrativo. Cacete! Quase acerto aquela Kombi! Preciso me concentrar. Ali está... A Ponte Rio - Niterói.

Como é grande! É monumental! Uma das maiores pontes de todo o mundo! São treze quilômetros de extensão e até setenta metros de altura no trecho do Vão Central. Primeira vez que eu a atravesso, gostaria de estar em uma situação mais... Tranquila. Assim poderia observar melhor essa obra-prima da engenharia. Aprenda senhor arquiteto que fez Brasília!
Nunca gostei de pedágio, mas aqui é necessário, esse tipo de edificação merece uma manutenção descente. Como uma segurança adequada também. Há muitas câmeras de segurança, monitoramento on-line, o problema é que já sabemos que é um carro forte, o veículo usado na fuga, e que ele está na indo para ponte. Câmeras auxiliam. Mas o que ela pode me dar eu já sei! E ali está... Parado no pedágio aguardando na fila, calmamente, como se nada tivesse acontecido. Será que é esse carro forte?
Hora de fazer algumas previsões. Esses criminosos se forem profissionais, tanto os que foram em direção a Linha Vermelha, quanto esses supostos ali na frente, devem pertencer à mesma quadrilha. Chega a ser muita sorte assaltos ousados ao mesmo tempo! Sendo eles profissionais, devem ter acesso ao rádio de polícia, ou pelo menos uns gaiatos dentro dela. Devem estar bem armados. É muito dinheiro, para tanta ousadia. Esse é o foco! O atrevimento, a criatividade. Só que eles não contam que o papai aqui esta na cidade! Provavelmente sabem que estou aqui, só não sabem que estou bem na traseira deles.
Vou calmamente a uma fila para pagar a tal tarifa. E aguardo. O carro forte é amarelo, chamativo, tem uma palavra escrita na sua lateral, algo derivado da palavra proteção, misturado com um inglês, brasileiro gosta! Ainda não é a vez do bufão enfrentar a caixa, que conta o troco do veículo a sua frente. Um pobre fusquinha separa o carro forte da guarita. Na minha frente há quatro carros, ou seja, estou a dois automóveis de distância do carro forte, o que não é muito. O que acontece em seguida é ridículo! Boçal! Minha burrice superou qualquer expectativa! Não que um Siena prata seja chamativo. A merda está no motorista. Que está... Mascarado! Quem em sã consciência dirigia em plena luz do sol, com uma máscara preta na cara? E de quem é a máscara que está na capa de todas as revistas e jornais da cidade? A raiva é maior que a vergonha, quando o motorista do fusca a frente do carro forte, olha para trás e grita! Alto, bem alto com sua voz aguda! “OLHA LÁ GENTE, O JACK BUILT!”, eu sei o que é ter vontade de matar alguém, e sei que esmagaria o pescoço desse inconveniente, só para descontar a minha burrice!
Como mágica, todos os motoristas começam a apontar e sorrir, tiram os celulares dos bolsos, a criançada bate palma, a caixa que atendia o escandaloso, da um sorriso tão grande que a luz do sol reflete em seu aparelho, e começa a dar um tchauzinho. Alguns chegam a descer do carro. Tento não me distrair, o motorista do carro forte fica incomodado com minha presença, isso confirma tudo! Não sei quantos homens estão ali dentro, seu motorista acabou de dar a maior bandeira, fechou a cara quando me viu e verificou algo em seu colo, olhando novamente para meu carro, com ódio em seus olhos. Queria que visse meu sorriso, a como eu queria. Ele sabe que sou eu, sabe que não tiro os olhos dele! O motorista do fusca desde do carro, todo serelepe, como se tivesse visto um artista, o assaltante disfarçado de segurança, o maldito do carro forte, se irrita! Isso é bom! Minha idiotice vai ser suprimida pela idiotice dele. Acelero o carro, apenas acelero, fazendo o motor gritar! Ele entende o recado, e começa a suar. Vamos lá, vamos! Desespere-se! Imagine tudo em câmera lenta, assim que gosto de analisar um momento. O assaltante, que vê seu disfarce inutilizado pela minha presença, olha para frente, olha para trás, olha para mim, para a guarita, esbraveja algo, e faz o quê eu quero! Acelera o carro forte, arrancando com brutalidade em cima do fusca, o escandaloso solta um grito histérico ao ver aquele brutamontes de aço acertar a traseira do seu carro, empurrando-o para frente, como se fosse de brinquedo! O carro forte abre caminho com facilidade, quebrando a cancela e seguindo em alta velocidade pela ponte. Faço o mesmo, só que sou obrigado a ir para a faixa paralela a minha, raspando o Siena nos demais, causando alguns prejuízos consideráveis. Aproveito o vácuo deixado pelo meu inimigo. E assim como ele, parto em velocidade máxima!
O céu está parcialmente nublado, deve chover daqui a alguns dias. Ironicamente em cima da ponte, um azul exuberante força passagem entre as nuvens, deixando o sol iluminar tudo com seu calor. O asfalto está quente! Posso sentir! Nessa ponte não há curvas! Somente uma reta, uma reta de treze quilômetros para nós brincarmos de gato e rato. Acelero o máximo que posso antes de mudar cada marcha. Devo encerrar essa perseguição antes que os seguranças da Ponte S/A cismem de aparecer. Ele está em vantagem, conseguiu uma boa distância do meu carro. Só que este carrinho aqui anda mais do que o deles! É questão de tempo até eu me aproximar. O pepino é outro! Como eu vou parar um carro forte? Com minhas espadinhas? No braço? Saco! Estou fudido.
Abro o porta-luvas na esperança de encontrar uma arma. Não gosto de armas. Torna tudo tão sujo. E também é muito mais difícil acertar acidentalmente um inocente com uma espada, do que com uma arma. Achei! Delegados sempre andam armados, eles precisam! Se eu fosse um delegado e morasse no Rio, eu andaria com uma bazuca no carro, e não com uma simples Glock. Vai servir. Seguro o volante com uma mão, com a outra confiro o pente, quinze balas e uma no canhão. Deve servir. Tomará!
O carro forte ignora os outros veículos a sua frente. Sai abrindo caminho como se fosse o dono da estrada, deixando alguns carros batidos no percurso. O que não é nada bom. Tenho que ficar desviando de cada coitado que acaba rodando no meio da rodovia. Cada acidente tem seu próprio som, seja um grito, ou o amassar do metal, seu próprio cheiro, da fumaça e felizmente, não farejo sangue.
Consigo me aproxima, estamos a alguns metros de distância um do outro. Meus olhos saltam do carro forte, para o trânsito. Não quero acabar preso em nenhuma ferragem. E uma batida a cento e sessenta por hora não seria nada agradável! A porta traseira do carro forte se abre! Vejo malas e mais malas negras, provavelmente com o objeto do roubo! Três homens ao todo aparecem no meu campo de visão, excetuando o motorista, todos com roupas de segurança. Dois deles estão armados! Uma mini Uzi é ostentada nas mãos de um deles, essa pequena arma é capaz de causar um bom estrago! Uma maldita submetralhadora! O outro segura um fuzil de assalto automático! Agora sim tenho algo para me preocupar, além do tráfego a minha frente! Eles começam a atirar! Os tiros salpicam no capô do carro, alguns atingem o vidro, fazendo pequenos buracos seqüenciais. Piso forte no freio! Os pneus reclamam, e exalam uma fumaça atrevida! Quase rodo, ainda bem que acelero logo em seguida para não piorar a minha situação. Os desgraçados nem pensam em mirar, podem até ser profissionais o bastante para planejar o assalto, mas atirar em movimento não é nada fácil. A maioria dos disparos atinge o asfalto e a lataria do Siena. Também são burros o bastante, para não alternarem os turnos de disparo. Quando seus pentes se esvaziam, é a minha vez! Sou ruim com a esquerda, fazer o quê? É o jeito! Coloco uma parte do meu corpo para fora da janela, continuo dirigindo com o braço direito e atiro! Tenho dezesseis tiros! Cada um deles é precioso. Erro os três primeiros, quando vejo faíscas surgirem próximos à porta traseira do carro forte. Merda! Acerta pelo menos um seu asno! Repito a seqüência de três disparos. Isso! Acerto a perna do garotão da Uzi, duas vezes! No joelho direito e na coxa esquerda, ele cai, gritando de dor. Com sorte poderá consertar o joelho estraçalhado pela bala. O outro tiro acerta dentro do carro forte, mas não atinge ninguém. Tenho mais dez disparos. O outro homem, o do fuzil, termina de recarregar a sua arma. Ele a aponta, agora vai tentar mirar, cacete! E ele é bem sucedido, sua rajada de tiros acerta o vidro a minha frente, fazendo-o explodir em pequeno cacos. Agora o vento vem direto em meu rosto, chega a ser refrescante! Tento fazer um zig-zag para escapar, a porcaria do Siena já está muito avariado! Parece um queijo suíço! Ele continua atirando, e eu começo a ficar com raiva! Filho da puta! Agora sem o vidro, pego a Glock com a mão direita, a esquerda vai ao volante! O que acha disso agora hein? Filho da puta! Dou cinco disparos a esmo, mas todos bem direcionados, em todos tive sucesso. Três acertaram o “atirador de elite”, tornozelo, canela, joelho, um bom lugar para mirar. Com sorte um atinge o ombro do mesmo! O quinto disparo vai no outro desarmado, nada fatal, nada que não vá doer também. Como eu vou para o carro forte? A Glock foi útil para neutrazilá-los, mas é como ferrão de abelha em elefante, se eu tentar atirar no carro forte. E o pior, essa merda de Siena, começa a reclamar dos tiros que levou. Preciso pensar!


Os pneus! Isso! Preciso acertar os pneus do carro forte. Só tenho cinco balas, merda! Não posso errar. Concentro ao máximo a minha mira, os traseiros serão mais fáceis. O vai e vem do meu automóvel não ajuda, a movimentação do carro forte também não. Pronto! Agora! Segundos antes deu apertar o gatilho, sou forçado a desviar de um Ford K, a minha frente, no susto aperto o gatilho e o tiro vai para qualquer lugar, menos para o pneu! Xingo todos os santos e demônios possíveis. Sou obrigado a aumentar a velocidade para me aproximar novamente do carro forte. Mais uma tentativa, não posso errar... Prendo a respiração... Tive um bom professor de tiro, nunca gostei, mas fui bom aluno... É só ter a mão firme, dominar a arma, e o... Resto... Ela... Faz... Sozinha! A Glock cospe o fogo! Por alguns segundos eu rezo... Caralho! Merda! Buceta! Desgraça! Cacete! Caralho! PORRA! Erro o tiro! Tenho só mais três, sorte a minha que essa ponte é enorme. Acertar os pneus foi uma péssima idéia! Clichê burro! Idiota! Imbecil! Boçal! Asno! Como foi parar essa porra?

Os homens lá dentro estão feridos, nada fatal. Talvez eu devesse segui-los simplesmente. Isso seu retardado, estão feridos e bem armados! Você quer um tiroteio no meio da rua, sorte sua que está na ponte! Imagine em uma área central, o número de cadáveres para o seu caderninho. Saco! O rádio começa a chiar, recebo a mensagem.


-click-
Jack? Responda Jack!
-click-
Aqui é o Jack! Fale rápido, estou ocupado!
-click-
Precisamos de você na Linha Vermelha! Na altura do túnel! O trânsito está todo paralisado! Um engarrafamento dentro do túnel, uma obra da prefeitura parou tudo! Os assaltantes estão em tiroteio com a polícia, dentro do túnel! Os reforços estão com dificuldade para chegar! Três policiais estão feridos! O pessoal está em pânico!
-click-

Não respondo nada! A coisa está feia, e esse povo já se acostumou comigo! Não posso culpá-los, eu não tenho mordaças como eles. Eu sei que represento um pingo de esperança. O foda é que sou apenas um, e não muito sortudo! Agora preciso parar esse trambolho de aço amarelo! E salvar o pessoal no túnel! Deixo por conta do instinto, da raiva, da minha experiência! Esgoelo o Siena! O máximo que ele agüenta! Acelero! Meu pé está no fundo do acelerador! O carro responde! Vai ser sua última viagem...
Ultrapasso o carro forte, pelo canto do meu olho vejo o motorista acompanhar meu carro, que agora se encontra em sua frente. Não olho para trás, não penso, não calculo, apenas vou em frente, o mais veloz possível! Ainda firme olhando para frente, reduzo a marcha, o motor geme de dor, a velocidade diminui, e dou um cavalo de pau bem no meio da Ponte Rio - Niterói. Os pneus cantam a sinfonia que devem cantar, desafinados e escandalosos. A fumaça toma conta do ar. Então, o Siena prata para atravessado na pista. O motorista do carro forte está feliz agora, pega algo em seu colo, uma Magnum 357, americana, um boi em forma de arma. Ele a põe para fora da janela e começa a atirar, enquanto vem em direção ao meu automóvel parado bem no meio da pista. Me abaixo, e vou me entrelaçando até sair na porta do passageiro, os tiros atingem o que resta do Siena. Um disparo chega a atravessar a lataria e quase me pegar de raspão. Sorte! Estou abaixado do lado de fora do carro, conto com meus ouvidos, se eu brincar de bicar a distância do carro forte posso levar um tiro no meio da cabeça. O trambolho amarelo é escandaloso, a medida que seu rugido vai aumentando, vou agachado até a ponta do Siena, quando o monstro parece gritar no meu ouvido, eu pulo para frente! O carro forte arrebenta o Siena que agora está com os pneus voltados para cima, e agarrado ao monstro amarelo. Quase não diminui sua velocidade, tratando o automóvel como um simples animal frágil agarrado no seu pára-choque, sangrando faíscas junto ao asfalto. Agora é minha vez. São três disparos! Tenho que ser rápido. Fico em pé, em posição de tiro, agora estou parado, tudo vai ser mais fácil! Dou os três disparos em seqüência. Bang, Bang, Bang! Os três acertam seu alvo... O tanque de gasolina do Siena! Que explode! Trazendo a fúria das chamas! O negro sabor da gasolina em combustão! Que faça o calor infernal dentro daquele carro forte, expulse-os, pare-os! Agora estou parado, rezando para que o deus do fogo faça seu trabalho.
Como o previsto, veículo inimigo para. Vou andando até ele. Faço sinal para os outros motoristas pararem, eles obedecem. Continuo andando. Os homens saem desesperados do carro forte. O motorista que ainda tem pernas consegue correr, os outros tenta carregar uns aos outros, enquanto seus ferimentos latejam. Vejo suas faces. O desespero que queria. Paro de andar e aguardo... Penso em contar... Um... Dois... O grande ser de aço amarelo também explode! O estrondo é ensurdecedor! Faço questão de não me mover, isso intimida, ainda mais quando todos se assustam ou se escondem do barulho. A força da explosão atinge os assaltantes, que agora gemem no asfalto quente. Só assim, continuo a andar.
Os quatro estão em choque. A sirene da segurança da Ponte aponta no horizonte. Meu trabalho está feio aqui. Corro até a mureta central e pulo. Vou para o meio da pista sentido Rio de Janeiro, um Porsche vem em alta velocidade. Ele é azul. É esse que eu quero! Paro na sua frente e abro meus braços. Um teste para seus freios. Os malditos respondem como o esperado, agora o Porsche está parado bem a minha frente. Vou até o motorista. Um garotão com a cara assustada. O playboy tem gel no cabelo, perfume caro exalando do seu corpo, e uma música de qualidade duvidosa no volume máximo.
- Preciso do seu carro. – falo calmamente.
- Mas é um Porsche... – o meninão responde com a voz trêmula.
- Preciso do seu carro senhor. Pessoas estão correndo perigo. – insisto.
- É um Porsche... – repete, agora com cara de criança pidona.
Fico em silêncio, enquanto as chamas da explosão estalam. Viro-me para olhar o carro forte e o Siena totalmente destruídos pelo fogo. O playboyzinho faz o mesmo, e volta seu olhar para mim. Pula para o banco do passageiro e começa a falar.
- Pode levar Jack. – sua voz muda de tom. – Mas você eu vô contigo brother! Pode ser?
- Como quiser! – sento no lugar do motorista.
Não posso perder meu tempo socando qualquer um, se ele quer ir tudo bem. Só preciso chegar até o túnel antes que seja tarde demais! O garoto pega o celular.
- O quê está fazendo? – pergunto.
- Pô rapá, você acha que eu não vou gravar isso? O esse vídeo vai bombar no youtube!
Mudo o câmbio para o manual. Bato a chave e escuto o motor. Não é um Siena, é um Porsche! Bombo o acelerador uma vez, só uma. Olho para o garoto.
- Como quiser! A partir de agora, o problema é seu! – ameaço sorrindo debaixo da máscara. – Coloque o sinto.
- O quê? Desculpe, estava configurando a câ... ARGH!
Arranco fazendo os pneus cantarem. O carro não responde bem, ele simplesmente responde aos meus pensamentos! Dei um susto no cara, que mesmo assim não larga o celular, filmando tudo que acontece. Espero que tenha pixels o suficiente para captar imagens a duzentos quilômetros por hora!

Sexta-feira, Outubro 17, 2008

Refletindo Sobre a Vida - Para Tudo Melhorar

Refletindo um pouco, concluo que esse lance de ter um blog não me deixa nem um pouco descolado. Não que eu tenha pensando em começar a escrever, criar uma página no mar "internetal", e agora sim, virar um cara maneiro. Eu apenas queria escrever. Torcendo para alguém ler e gostar, o que é óbvio! Então, eu sou digno de ser lido? Penso que sim, ninguém encontrará nenhuma asneira escrita por aqui. Tudo que escrevo quando causa indignação, ou alguma discórdia, faz parte do jogo. É a crítica que busco.
Estou em um momento muito, alguns dirão, "gay", "na bad", vou preferir o vocabulário de divã, estou introspectivo. Há muito tempo não escrevo sobre mim, o “Cu do Universo” não posso considerar, foi algo que fluiu, simplesmente saiu (uei!), e não é necessariamente sobre o garoto que vos escreve. O que não quer dizer que vou tomar seu tempo com bobajadas zezísticas nas próximas linhas. Estou guardando isso para a grande retrospectiva de 2008, eita aninho do mal! Será nos moldes de outros textos que escrevi, o “Adeus” e “O Ano e O Novo”, sairá lá para dezembro.
Se não vou dissertar sobre o ser que sou, como se isso interessasse a alguém, excetuando a minha mãe, sobre o quê estou enrolando vocês, até esse terceiro parágrafo? Um minuto para pensar.
Se resolveu pular para a linha de baixo, tudo bem, aqui vai, quero contar-lhes como nossas vidas podem ser medidas por fases. Tipo a lua, a menstruação sabe, ou então a maré dos oceanos, a bolsa de valores, o cio. Não foram lá grandes exemplos, espero que tenha dado para visualizar que, uma hora estamos tomados pela felicidade, fertilizando o nosso ambiente com entusiasmo, otimismo, e em outra estamos no fundo do poço, na pindaíba, utilizando um eufemismo, totalmente fudidos! Se você vier e falar quer é sempre feliz, lhe darei um par de orelhinhas e te colocarei no canto da sala, pois tu és uma besta!
O que demonstrei acima é apenas o gênero das fases, a fase em que você fode, e a fase em que você é fudido. Perdoe-me as palavras, mas é na simplicidade que mora o entendimento... Bem... Nem sempre. Sendo prolixo, uma hora você está bem, outra você está mal. Eis o gênericão da coisa!

(abrindo um parêntese) Há também os períodos biológicos de nossa existência nesse mundinho. Nós crescemos, sim você cresceu, por mais baixinha(o) que fosse, você cresceu! Reproduzimos, nesse caso nem todos nós, pois existem padres (criancinhas não contam Vossa Santidade, e as lésbicas contam porque existe uma parada cabulosérrima chamada inseminação artificial, e temos também a fertilização in vitro), e por fim, nós morremos (até comunismo morreu! Ou o quê você acha que foi a queda do muro de Berlin?). (fecha parêntese)
Vou me ater nesse texto às fases emocianais, as genericonas ali de cima. Quando você está bem, você está bem! Ponto final. Ou alguém aqui quer ler sobre como é bom viajar? Você se sente bem viajando. Quem sabe quando você está com seu amorzinho embaixo de um edredom, vendo Três Vezes Amor, e a pessoa amada vira e fala, "aí como eu te amo". Estar de bem com a vida não precisa ser escrito, e sim ser vivido! Concorda? Ninguém quer saber ao fundo o porquê de estar feliz. Apenas esteja. A não ser que esteja feliz assistindo Faces da Morte, ou filmes sanguinolentos com vítimas reais, aconselho procurar um médico. Aplica-se o mesmo para os pedófilos, e outros dementes, como também figurinhas marcadas do mau caratismo (no sentido real da palavra).
Muitas vezes nós sorrimos a toa, sem motivo. Andando pela rua, vem a memória de algo engraçado, por exemplo, quando o C... (ops! Deixa quieto.). Quando não soltamos uma gargalhada em um escritório silencioso, e olhamos para os lados cheios de vergonha. Mesmo assim você está bem! Não há mistério, enigma, fórmula do amor, nem livreto do Augusto Cury, muito menos aquele tal “O Segredo”, que quase comprei ao ler no seu verso algo mais ou menos assim, "você vai descobrir o maior segredo de todos e isso vai mudar a sua vida para sempre", porra!, vou descobrir o telefone da Ilsa Fisher!
O problema é que é tudo passageiro. Como poderíamos prolongá-la? E aqui vem o real motivo daquela introdução narcisista. Quando comecei esse blog, escrevia sobre coisas mais banais. Duvida? Leia o primeiro texto deste humilde sitio, se chama “O Namoro e O Oriente Médio”, mais forçado e cômico impossível. Desse tipo de texto passei para os políticos, ou alguém tem alguma dúvida que não me sinto bem com o nosso governo, se você se sente, as orelhinhas do burrito estão à disposição. Em seguida, e durou um bom tempo, escrevi sobre amor, relacionamento, e sobre mim. Tais escritos só foram possíveis porque eu estava tentando me encontrar. Me descobrindo. E o ponto de sobrevivência para qualquer momento ruim de nossa vida, é saber quem somos! Esse é o limiar da felicidade e da tristeza. Sem se conhecer, sem ter a segurança de quem você é, surge algo que é muito conhecido entre nós, a insegurança. Essa maldita safada!
Um grande amigo meu, Matheus Sá Motta, falou que a insegurança não merecia um texto, e de fato não merece, merece apenas uma frase, e aqui vai ela: insegurança é uma merda! Evite, não tente flertar com esse artifício psicológico, você será tragado pela dúvida, desconfiança, e outras coisitas que prolongam a chamada "fase ruim".

Essa fase poderá acontecer quando, (1) um relacionamento vier ao fim, (2) quando você for demitido do seu trabalho, (3) quando você estiver pobre, literalmente zerado, (4) quando brigar com sua família, excetuando aquele cunhado chato pra caramba, e por fim, (5) quando o PT ganha uma eleição. Taís acontecimentos são passíveis da chamada cumulação, ou seja, podem acontecer ao mesmo tempo, retomando o eufemismo, você estará "fudido". Essa lista não é exaustiva, ou seja, não é numerus clausus, é exemplificativa (numerus apertus). Quando esses períodos periódicos nos atacam, muitas vezes nossa "segurança" é abalada. Nos vemos perdidos, sozinhos, desolados, tristonhos, alguns gostam de escutar Sertanejo, o que piora tudo!, uns bebem, outros dançam, alguns se matam tomando um vidro de cat-chup, outros se enforcando com o cadarço... Enfim, o bicho pega geral no nosso interior! A gastrite fulmina seu estômago, o estresse vira rotina, a barba cresce, os pelos pubianos também, você fica desleixado, tosco, uma figura horrenda perambulando no filme de terror chamado vida! Nada está bom, todos te odeiam! Não há solução! "Ninguem me quer, ninguem gosta de mim". Apelam pra macumba! Para um cházinho! Pra mesquita! No fim, todos acabam xingando a Deus, e o raio que o parta! Ruim isso, não acha? Que segurança que sobrevive a tanto pessimismo, derrotismo, comodismo? Nenhuma! Por isso vim aqui passar umas fórmulas para espantar a "zica", chutar a "chupa que é de uva" da sua vida! Inflar a auto-estima e ir pro fight! Não é fácil, e devo admitir que esse blog super descolado me ajudou bastante! Seguem algumas dicas:

Primeira dica: Fique tranqüilo, existem pessoas mais feias que você! Isso é uma certeza quase que absoluta, há alguém nesse mundão que possui qualidades menos vistosas que as suas. Se for magro, há magricelos por toda parte. Lembre-se das modelos anorexias, fizeram até um site exaltando isso! Sério. Viu? Gente feia é o que não falta. Elas brotam da terra. Saiba disso e fique feliz!

Segunda dica: Já que agora você sabe que não é a pessoa mais horrenda do planeta, tente verificar se você não é um peso para a gravidade do mesmo. Reflita sobre suas ações, elas o movem para frente, ou para trás? Não deixe de analisar o seu “desconfiômetro”, o tanto que você é chato. Se fala demais, se é nojentinho demais. Isso é importante! “Agora o Zé está empurrando agente para se importar com o quê os outros pensam”, nada disso mané. Já dizia algum fodão grego, somos animais políticos, e viver a margem da sociedade quase nunca é bom para a auto-estima. Os emos são os melhores exemplos da banalização do benefício da marginalidade, os góticos também entram nessa sacolada.

Terceira dica: Deu pra perceber que tais dicas vão se acumulando, dão uma segmentação ao que está sendo exposto. Você sabe que não é a pessoa mais feia do mundo, sabe também que não é a mais chata, agora cuidemos do seu “conteúdo”. Nem só de casca e conversas de dez minutos vivem o homem, assim dizia Jesus. Cuide do seu cérebro, quanto mais conhecimento mais possibilidades de conversação com diversos tipos de pessoas. Sua opinião poderá ser requisitada, e quando precisar de alguma, terão uma para te dar.

Quarta dica: Tendo a cabecinha em ordem, cuidaremos agora do seu corpitcho. Faça algum exercício! Qualquer um. Um lembrete para a garotada pré-adolescente, masturbação não te deixará mais “bombado”, como também não fará brotar espinhas no seu rosto, nem pelos nas mãos, e muito menos terremotos no Japão. Malhe, caminhe, ande de bicicleta, alongue seus músculos. Você irá se sentir melhor, eu garanto!

Quinta dica: Todo esse processo está contando apenas com você, e só você. Pode chamá-lo de fortalecimento. Pessoas assim pela própria natureza, já atraem os seus semelhantes. Agora é hora da “propaganda”, da marquetagem. Tal instrumento funcionou até para colocar um apedeuta lá em Brasília, não funcionará com você? Sem coitadismo, por favor. Mude a cor do seu cabelo, ou então faça um corte diferente. Algo ousado, nada de moicanos cor-de-rosa, ou se você é homem, pelo amor de Deus!, não faça luzes, é barango e muito homossexual até para o Clodovil! Seguindo a linha Barack Osama (ops!, que paia, há, há, há, corrigindo, Obama), mude! Não a mudança sem pé nem cabeça que o candidato à presidência americana apresenta, mude algo em você, mude para melhor! O estilo de roupa, algum maneirismo, a foto de exibição no orkut, isso sempre funciona. Vale alertar para as mudanças orkutianas, nada de fotos semi nuas, de biquínis ou com o bundão para cima (para as mocinhas), e nem de sunga travando até o músculo localizado no anel anal (para os mocinhos), nada de imagens aparecendo apenas a sua testa, nem exagere no photoshop. Até a publicidade precisa de limites. Busque suas melhores fotos, com amigos, com seu cachorro, enfim, valorize o produto! O mercado é competitivo, e é se valorizando que você consegue um lugar no “capitalismo relacionamental”.

Sexta dica: Já fortalecido, fazendo a sua marquetagem, agora é hora de distrair. Não há melhor meio para não pensar no que não deve, do que se ocupando! Passeie, divirta-se, esqueça a auto-piedade, e busque o novo! Faça um blog e vire uma pessoa maneiríssima, descoladérrima! Vá para Ouro Preto ou Tiradentes, cidades históricas possuem um ar tão renovador, que contrasta com a antiguidade de suas edificações.

Tais conselhos são eficientes, e provavelmente você já deve ter tentado algum deles. Valem o risco, não valem? Tudo que se vai, seja um antigo amor, um emprego, você sabe o quê está perdendo, e isso muitas vezes é doloroso. Mas dentro dessa dor, há algo tão charmoso, tão encantador, que sempre passa despercebido. Você não sabe o quê poderá ganhar com isso! Quando abrimos mão do “velho” em virtude do “novo”, sabemos o que perdemos, mas não o quê nos aguarda. Fases ruins, são apenas fases, cabe a você decidir o quanto durará. Eu gosto de viver assim, vivendo, e escrevendo também é claro! Seja quando estou bobo de felicidade, ou até quando meu coração cisma de apertar, bem aqui, no meu peito.

“Você se ergue
Você cai
Você está derrubado
Então se ergue de novo
O que não te mata te torna mais forte”

Metallica – Broken, Beat and Scared

Sábado, Outubro 11, 2008

Jack Built, o Louco - Perto de Cristo, Longe de Deus! Capítulo X - Nadando Com Tubarões (Parte 1 de 2)

RIO DE JANEIRO – 03 DE AGOSTO DE 2008

22:15 AM


A apresentação é bacana. Cheia de efeitos computadorizados. Coloridos, dramatizados, a voz do Cid Moreira da um tom ainda mais especial a esse programa. O cara que leu a Bíblia vai falar sobre o garotão aqui, entre outros jornalistas globais.
Liguei para o serviço de quarto do Copacabana Palace para pedir uma pipoca. A atendente soltou uma risada tímida, só então fui entender o porquê. Estou em um dos melhores hotéis do país, e fui pedir... Pipoca! Fui bem atendido, só que me informaram que não servem pipoca, o quê não impediu a eficiência da funcionária, após alguns minutos ela já me oferecia vários... Sabores de pipoca, de várias marcas diferentes! Hotel é realmente o supra-sumo de como tratar um cliente. Achei curioso um dos sabores, era de uma fruta típica da Grécia. Só em uma pequena cidade, situada nas encostas rochosas do perigoso mar grego, que tal fruta era encontrada. Pedi esse sabor! Na hora! Só imaginando o local, me veio o sabor desconhecido dessa pipoca, enchendo minha boca de saliva. Não há nada mais exótico do que a Grécia.
Relaxado em frente à televisão, quem diria? Há alguns dias eu estava tão furioso. Talvez essa sensação seja normal, sei lá, uma ressaca pós-fúria. Também não é todo dia que tenho um programa só meu na tv. Remexo um pouco na poltrona macia, apenas para ajeitá-la ao meu corpo, que por sinal está um pouco dolorido. Trabalhei muito, nesses dias. Muita gente foi mandada pro xadrez e pro hospital. Isso é bom! Não posso esquecer de ligar para minha mãe. As aulas começam amanhã, vou faltar uma semana, nada irrecuperável. Esse período promete!
O som da estática toma conta do quarto. É um pequeno rádio que me permite interceptar a freqüência da policia. Não é um grampo, propriamente dito, funciona somente para ondas de rádio. O que não quer dizer que não tenho algo para os telefones também.
- Droga! Onde está você? - tateio a minha bagagem, não o encontro. – Já sei! – procuro perto dos meus equipamentos. – Achei!

-click-
"Um casal precisa de ajuda na rodovia. Alguém disponível? Parece que o marido da mulher que ligou teve uma crise diabética, acabaram arrancando algumas placas, nada fatal. O problema é que a moça não sabe dirigir, e o homem está muito mal”.
-click-
“Eu vou, pode deixar comigo amorzinho”.
-click-

Isso não me cheira bem. Principalmente porque conheço essa voz. Programei esse “radinho” para interceptar somente as transmissões para policiais corruptos. Como? Nem eu entendo muito bem como funciona. Só pego o nome dos “supostos”, mando para um amigo meu nos Estados Unidos, e tudo se resolve como um passe de mágica. Magia tecnológica, a evolução magnífica da humanidade!
O nome do safado é Moreira. Colega do Toninho, um filho da mãe que vai ver sua sorte acabar daqui a uns dias.
Meu programa ficará para depois, hora de trabalhar. Visto o uniforme. Saio pela janela.

RIO DE JANEIRO – 03 DE AGOSTO DE 2008
22: 37 PM

Essa parte da estrada é escura. Imagino o desespero da mulher, dentro de seu carro, com a cabeça do marido em seu colo. A única luz que o casal pode contar é um tímido led, pregado no teto do seu Gol bolinha. A viatura se aproxima. Sua chegada não é discreta, trazendo consigo o vermelho e o amarelo alternado do giroflex.
A mulher desce do carro, seu rosto demonstra um alívio. O policial também desce.
- Ainda bem que o senhor chegou. Meu marido não está bem! Ele é diabético... – a fala da pobre mulher é embolada.
- Tudo bem senhora. Eu cuido de tudo. – um sorriso aparece no rosto de Moreira.
Ela o leva até o carro, aponta para o marido. O casal é jovem, parecem universitários prestes a se formarem. O policial parece não dar importância, seus olhos ficam percorrendo todo o veículo. Ele chuta de leve o pneu com seu coturno.
- O golzinho não tá mal, né? – pergunta o homem.
- Nós demos sorte. Jorge conseguiu conduzir o carro até o acostamento, assim que sentiu seu corpo ficar fraco. Só chegou a perder o controle já no acostamento, por isso acertamos aquelas placas, mais nada. – suspira a jovem. – Graças a Deus.
O policial faz uma careta, balança a cabeça para frente e para trás, e começa a falar aquilo que eu já esperava.
- Olha senhorita. Vou ter que te revistar.
- Pra que senhor?
- Procedimento, apenas procedimento.
- O senhor não pode me revistar! – ela protesta.
- Claro que posso! Está vendo isso aqui? – aponta para o uniforme. – Autoridade mocinha. Ou você prefere que eu mande seu maridão ficar de pé para ser revistado?
- Jorge nem consegue ficar em pé, isso é um absurdo.
- A vida é um absurdo. Vamos lá, chega de papo! Anda, anda! – o ignorante nem sabe que sua primeira frase era uma corrente filosófica, mas sabe que o que está fazendo é errado. Muito errado!
Enquanto apalpa a coitada, que treme sem ter o que fazer, ele profere seu discurso.
- Eu tenho que cuidar da segurança do meu povo, entende? – passa a mão pela coxa. – Vocês jovens só querem saber de sexo e drogas, fazem esse país uma bagunça. Quem sabe vocês dois não estão drogados. – agora suas mãos nojentas apalpam as nádegas, ele demora quando chega nessa parte, vejo a ereção surgir entre suas pernas. Não posso interferir agora, perdoe-me. – Quem sabe também seu marido não está alcoolizado. Ou então estão transportando algum presentinho para mim. – a revista acaba com todo o corpo da garota tateado.
A coitada chega a chorar. O filho da puta continua.
- Agora abre o porta-malas pra mim. Quero ver o que posso encontrar.
O momento está chegando... O porta-malas se abre. Moreira fuça mala por mala, não poupa nem ao menos a nessecer. Pega um dinheiro reservado em um compartimento da pequena bolsa, conta quanto tem. Duzentos reais. Coloca no bolso. Depois de chafurdar mais um pouco, como um porco na lama, ele joga um pacote branco no porta-malas. O pacote não é pequeno, nem tão grande, apenas o suficiente para enquadra o casal como traficantes. O policial sabe que ser subornado por usuários hoje em dia não leva a nada, afinal, são tratados com mel pela nova legislação.
- Senhorita! Venha aqui um minuto.
Ela obedece.
- Está vendo isso daqui. – aponta para o papelote.
- De onde saiu isso? – pergunta a mulher, agora mais assustada do que na revista.
- Espero que você possa me responder. – como o desgraçado é cínico.
- Eu não... – a moça de esvai em lágrimas.
- Calma, não precisa chorar. Vamos fazer assim, eu sei que não tem muita escapatória para você e seu marido, vou tentar ajudar. Terei que levar o carro apreendido, sabe como é... É o procedimento. – ele gesticula com os braços. – Se vocês me passarem umas verdinhas, um capilé... Sabe como é...
- Vou pegar minha bolsa. – responde friamente, envolvida pela humilhação e pela raiva.
O corrupto assobia uma música, tranqüilo, calmo, como se aquilo fosse rotina. Não duvido que seja. Ele abaixa para pegar o papelote, coloca quase metade do seu corpo gordo dentro do porta-malas. Agora eu entro em cena. Chega de ficar escondido escutando tudo!
Chego bem perto da bunda do policial, empinada para o alto enquanto pega sua ferramenta ardil. Não penso duas vezes, não demoro para chutar com força o traseiro desse filho da puta! Ele grita com o susto, enquanto cai dentro do porta-malas! Apenas suas pernas estão do lado de fora. Rapidamente retiro seu 38 do coldre, não quero resistência alguma.
- Peça desculpa para a mulher, agora! – eu grito!
Não sei se é o medo, ou então ele não quer pedir. Fica em silêncio, com aquela cara de susto, suando igual um porco!
- Não vai pedir? – eu ameaço.
- Eu sou um policial seu doente! – o coitado tenta me enfrentar.
- Você é policial? – momento do cinismo.
Seguro a porta do porta-malas com uma das mãos, começo a gargalhar, então fecho bruscamente, acertando em cheio as pernas do boçal! Quase como uma guilhotina... Quase... Apenas uma perna se quebra. O homem grita de dor.
- O que está acontecendo? - surge a mulher, com os olhos mais esbugalhados que um peixe morto.
- Desculpe não aparecer antes. Eu gravei tudo. Toma. – jogo um pequeno gravador em suas mãos. – Precisava de algo mais do que uma revista indevida pra usar como prova. O suborno vai dar conta de deixar esse desgraçado longe das ruas. Já chamei a ambulância, devem chegar a qualquer momento. Aqui a arma dele. – desmonto o revólver com facilidade, entrego os pedaços do brinquedo para ela.
Seus olhos vão do gravador, para a arma desmontada e para mim. O movimento dos globos oculares se repete quarto vezes.
- Delegado! Porra! O Jack me atacou aqui na estrada. Vim ajudar um casal acidentado e ele me atacou... Quê? Ele também colocou droga no carro chefe! Manda todos pra cá, vamos pegar esse filho da puta! – mal percebi que o idiota tinha um celular no bolso, ele está chamando a policia enquanto chora de dor.
Volto minha atenção para o porta-malas, à cena é ridícula, um policial gordo com a perna quebrada e a outra sangrando, da para sentir latejando daqui, chorando como uma mocinha para o chefe dele. Apenas fico assistindo, ele continua...
- Manda logo os homens aqui! Ele ta olhando para mim... Acho que vai me matar... Como? Não... O quê? Você ta falando sério? Porra chefe! Tô morrendo aqui caralho... Não vou fazer isso... É ridículo! – isso está ficando curioso. Moreira para de esbravejar, o silêncio toma conta da cena. – Jack o delegado quer falar com você. – o safado está falando comigo? Me pegou de surpresa.
- Como? – pergunto.
- Quer que eu desenhe? Pega aqui ô. – estende o celular, só esse movimento provocou um espasmo de dor no homem, que já se encontra pálido.
Fico olhando para o celular, para o homem sofrendo no porta-malas e para a mulher com cara de quem não está entendendo nada. Eu também não. Era para ser simples, eu bato no homem, a ambulância chega leva o casal embora, a moça processa o policial, e todos felizes para sempre!
- Quem fala? – pergunto, mal espero pelo que me aguarda.
- Aqui é Thiago Firmato, sou Delegado da 13°. Preciso de sua ajuda. – o homem parece falar sério, ou é uma brincadeira da grossa.
- Escuta aqui. É bom você ir se explicando, se isso for brincadeira, eu não vou gostar!
- Não, não... Eu realmente preciso. Sei que pode parecer mentira, mas não é! Confie em mim, por favor. – o homem parece realmente desesperado, vamos ver o que tem a dizer.
- Não confio! Desembucha, não quero perder meu tempo!
- Claro, desculpe. É que tenho sido ameaçado...
- Mude de profissão.
- Eu sei, são ossos do ofício. É que...
- Quer proteção? Você tem muitos homens MUITO disponíveis em sua delegacia. Bando de gordo que deveria proteger a população e não reclamar de seus salários.
- Eu entendo... É que...
- Você não confia em ninguém. – afirmo.
- Isso! Acho que alguém daqui de dentro vai me...
- Provavelmente.
- Então Jack! Estou precisando...
- Mude de profissão. Vá vender livros.
O homem parece desolado no outro lado da linha, não posso ajudá-lo, não dessa forma.
- Você já falou sobre essa “ameaça” nesse telefone? – indago, para obter a resposta prevista, será um “não, até hoje”. Homens desesperados fazem merda. É fato.
- É a primeira vez que conto para alguém... Não agüento mais viver nessa paranóia! Acho que vão me matar amanhã! O bilhete continha a data de amanhã!
- Sem querer piorar as coisas... Seu telefone está grampeado. Escuta esse barulhinho ao fundo. Te grampearam delegado. Estão vigiando seus passos, seja como for, não saia de casa amanhã!
- Mas...
Desligo o telefone. Jogo o aparelho em cima do seu dono, acerto sua cabeça de propósito.
Em instantes a ambulância chega, todos são socorridos. Tudo acaba bem para o casal. Menos para o corrupto safado e para o Delegado. Provavelmente vão matar o homem. Vou salvá-lo? É claro que vou!

Capítulo X – Nadando Com Tubarões (Parte 2 de 2)


RIO DE JANEIRO – 04 DE AGOSTO DE 2008
12:10 PM

Descobri muito sobre o delegado Firmato. Homem honesto. Sua virtude o pune com pena capital, a morte. O homem será morto à luz do dia por ser honesto. Irônico. Morrer por não pecar. Se esse mundo é justo? Não sei.
Thiago foi o responsável pela saída do tal Toninho Pereira da polícia. O atual traficante, já era traficante, só que ao mesmo tempo também era um policial. Firmato por anos a fio investigou Toninho. Ano passado conseguiu pegar o filha da puta! Pena que não possuía provas o suficiente para prendê-lo, pelo menos longe da polícia ele está. Esse é o mérito do delegado, além de ser a maior pedra no sapato para qualquer criminoso daqui do Rio. Homens como ele, são diamantes em meio ao barro nojento da polícia carioca.
O delegado pega seus filhos no colégio, dois garotos, um pequeno outro já adolescente. Cumprimentam o pai, parecem conversar de maneira animada. O único que não parece animado é o próprio Firmato, suas olheiras são grandes e negras. Sua aparência é de um homem velho, abatido, eu diria calejado, essa é a palavra correta.
Criminosos brasileiros nunca são criativos. Talvez ousados, mas nunca criativos. Erram como a máfia italiana errava no meio do século passado, crimes copiados, iguais, sempre com o mesmo método. Não é difícil de prever a ação desses calhordas. A luz do dia é o momento perfeito para colocar um pouco de terror, as pessoas se sentem seguras durante o dia, protegidos pelo sol, ao fazê-las temer também o dia, a vitória é certa. Por isso o delegado está tão preocupado, o melhor momento para sua morte será na frente de seus filhos. A verdadeira punição. Toninho deve ter pensado assim, aquele famigerado! Isso é ousadia, desrespeito, nada criativo.
Vim preparado, quase todas as minhas armas estão espalhadas em meu corpo, tenho lâminas guardadas na coxa, na panturrilha, as pequenas foices nas costas e o meu favorito, o exoesqueleto no braço direito. Tal equipamento me permite brincar de super-herói, é uma espécie de armação metálica que envolve meu braço, com ligações do ombro até a coluna. Na altura do meu antebraço fica enrolado aproximadamente trinta metros de um cabo de aço, digamos, diferente. No pulso há um pequeno arpão, disparado a uma velocidade considerável ao simples apertar de um botão, é similar aos usado na pesca de baleias, só que em uma versão minimizada. A ponta do arpão parece uma flecha, é pontiaguda, quando adentra no concreto dos prédios, por exemplo, aciono outro dispositivo que faz a ponta se transformar em um “ouriço” de aço, podendo assim dar a segurança necessária para meu balançar nas alturas. A desvantagem de tal equipamento é seu peso. Atrapalha nas lutas, na movimentação, nada que eu não consiga me virar.
O carro segue até parar em um semáforo. Tudo normal, até surgir aquele limpador de vidro, com sua garrafinha contendo uma água porca misturada ao sabão e um pequeno rodo nas mãos. O delegado gesticula, negando o serviço daquele, “aparente”, sem-teto. Não adianta, o homem joga o líquido de natureza duvidosa no vidro, na tentativa de limpa-lo. O delegado se incomoda no primeiro momento, não há anda o que fazer.
Aqui do alto do prédio a visão é panorâmica, vigio todo o ambiente, inclusive aquela moto que segue o delegado desde as sete horas da manhã. São dois homens, um pilotando e outro na garupa, por força do óbvio. Hora de agir!
A motocicleta avança em direção ao carro do delegado, o semáforo causou um pequeno acúmulo de automóveis, o quê não é empecilho para a moto que segue costurando o trânsito. Atiro o arpão no topo do prédio em que me encontro, e salto! Como um bungee jump eu deixo a gravidade me puxar, no momento correto eu travo o cabo de aço, para liberá-lo em seguida, permitindo uma queda tranqüila e sem seqüelas. Caio em meio a um grupo de pessoas, todos se assustam, ficando excitados, em menos de poucos segundos todos estão gritando e apontando para mim. Não me deixo distrair e começo a correr para salvar o delegado. Pulo no teto do primeiro carro, um Honda Civic novinho. Salto para o teto de outro, um Brava, nem tão novo assim. O limpador de vidros se assusta ao me ver, os filhos do delegado gritam felizes apontando para mim enquanto vou em sua direção ao saltos. Firmato assusta, também olha para mim. Com as mãos gesticulo mandando-o se abaixar. Os homens na moto também notam minha presença, só que tarde demais, ao se aproximarem do carro do Firmato, o garupa já com uma arma em punho, tenciono minha perna para o grande salto! Me encontro no carro “vizinho” ao do delegado, na faixa paralela. Pulo usando toda a minha força. Ao saltar, passo por cima de toda a extensão do veículo que será alvo dos disparos, armo minhas pernas e consigo acertar em cheio o meliante na garupa! Acerto sua cabeça e seu ombro, voamos em direção a um Uno estacionado, causando um amassado feio na porta do passageiro, como também o estilhaçar das janelas. Este não causará mais problemas, ficará agonizando com os dois ombros fora do lugar. Levanto-me rapidamente, o piloto da motocicleta se prontifica a fugir, pena que não é tão rápido quanto eu sou para levantar. Seguro a parte traseira da moto, onde normalmente o garupa fica com as mãos. Isso deveria servir só para amarrar o capacete! Vou ensiná-lo sobre o perigo de andar sobre duas rodas. O criminoso tenta arrancar, só que eu levanto a parte de trás da moto. Como isso é pesado! Meu bíceps parece que vai estourar! Como o arranque da motocicleta fica na roda de trás, o palhaço se vê acelerando inutilmente. A roda gira de forma feroz logo abaixo das minhas pernas, a fumaça toma conta do ar. Ele olha para trás, está desesperado. Não sabe o quê fazer, noto sua hiper-atividade. Tudo acontece em poucos segundos, antes mesmo dele pensar em parar de acelerar.
- Quer fugir? – agora seguro a moto com apenas uma mão. Nossa! Meu antebraço quer sair do meu corpo, amanhã isso vai doer muito!
Pego uma das adagas, a da coxa direita, e estouro o pneu. Um pequeno estouro ecoa entre os prédios. Solto a moto, que ao encostar a roda traseira no chão, faz liberar faíscas do atrito metal e asfalto, a borracha não passa de uma camada quase vazia. Isso não impede da motocicleta ganhar certo movimento, este por sua vez inútil, o veículo sai cambaleando, arrancando alguns retrovisores, até capotar logo à frente.
O peso da moto sobre a perna do homem não o deixa continuar a fuga destrambelhada. Ao tentar amortecer sua queda com o braço, o coitado teve uma pequena fratura exposta, e eu espero que esteja doendo muito! Caminho calmamente ao som de aplausos arrepiados. Chego até o “acidente” que causei, pego a moto e a retiro de cima da perna do motoqueiro, ela está um pouco machucada, nada sério. Infelizmente. Levanto o homem pelo colarinho, ele é magro, levíssimo comparado a sua motoquinha fajuta. Agora deixarei tudo a cargo do delegado, ele saberá o que fazer.
Antes deu me virar, escuto um outro estrondo ecoando pelo ar. É um tiro! Como? Deixei um inconsciente e o outro está aqui em meus braços! Merda! O maldito limpador! Mendigo desgraçado!
Consigo ver a cara do assassino. Medo, e certeza do trabalho cumprido, é isso que está sentindo. Ele larga a arma e parte em disparada pela calçada. Ainda com o motoqueiro em meus braços, começo a correr, passo pelos gritos agonizantes, um pranto triste pelo pai baleado. Largo o lixo humano ao lado de seu parceiro. E grito para os garotos. “Peguem à arma no chão e vigiem esse aí!”. Um deles me obedece, e eu prossigo a perseguição.
Agora me encontro desviando de cada curioso, querendo suprir sua lascívia. O miserável é veloz! Não se preocupa em derrubar as pessoas que estão no seu caminho. Uma garota é mandada longe, após um encontrão com o infeliz. Não tenho tempo de ajudá-la. Minhas pernas agora começam a reclamar, tantas armas e esse maldito exoesqueleto no braço direito! Estou no mínimo uns vinte quilos mais pesado, e sou obrigado a correr o mais rápido possível. O cara está ganhando vantagem, caralho! Quase o perco de vista, quando ele entra em um quarteirão fechado, cheio de lojas exóticas, do tipo que vende incenso e baranguisses indianas. Há poucos transeuntes aqui, posso acompanhar seus movimentos com mais clareza, mesmo assim estou correndo um sério risco de perdê-lo. Isso não pode acontecer!
Em movimento, pego as foices em minhas costas. Duas armas de tamanho médio, ligadas por uma corrente que pode chegar a dois metros de comprimento. A corrente fica guardada dentro do cabo de uma das armas. Libero somente o necessário, menos de um metro. Começo a girá-las. Elas cortam o ar, cantando para meus ouvidos. Então as lanço em direção ao desprezível! As foices vão girando graciosamente, uma precisão cirúrgica, até a corrente atingir seu alvo. Sinto-me um caçador! Ele é minha presa! Uma presa frágil. O metal enrosca em sua perna, ao tentar continuar a corrida, as lâminas cravam em sua panturrilha, levando-o a queda certa. De queixo no chão! Um corte se abre, sujando os paralelepípedos de vermelho.
Paro de correr e diminuo o ritmo até o enfermo moral. Faço questão de amarrar ainda mais as correntes. Agora é só arrastá-lo até a cena do crime, a polícia que se vire com esses lixos. Começo a puxá-lo pela corrente, ele começa a se debater. Isso me irritou! E muito! Chego bem perto do ouvido desse desgraçado.
- Você acabou de matar um pai de família. É melhor ficar quietinho.
Ele tenta esbravejar algo, não lhe essa chance, aperto seu pescoço com uma das minhas mãos. Continuo apertando, esmagando-o nos paralelepípedos. Não consigo parar de apertar! Há força em meus dedos, uma força incontrolável que quer punir esse filho da puta! Ele está engasgando com a própria saliva, chega a babar. Não percebo um garotinho me olhando, até sua mãe fazer um comentário, atingindo meu ego. “São todos iguais, meu filho”. Afrouxo meus dedos. O assassino busca fôlego desesperadamente. Continuo a arrastá-lo até a cena do crime.
- Você é um cara de sorte! Não sou tão bonzinho a ponto de te matar. Seria muito fácil. – me viro. – Queria passar alguns dias com você... E no final você estaria implorando para voltar a limpar vidros de carros. Se ainda estiver mãos é claro. – agora é só medo em sua face. E eu gosto disso!
Meu coração aperta ao me aproximar do carro. Encosto o meliante perto dos outros. Vejo o garoto apontando a arma para os assassinos de seu pai, sua mão é firme, mesmo com o choro incontrolável em seus olhos. Gostaria de entender a sua dor, não... Espero nunca sentir uma dor como essa.
- Obrigado garoto. Você fez um bom trabalho. – tiro a arma da mão da criança.
- Ja... Ck... – uma voz tremula, é Firmato!
- Delegado! Você está vivo? – só depois percebo a idiotice dessa pergunta. É claro que está vivo! E falando comigo!
- Digamos... – ele tosse. – Que esse safado ai não sabia atirar. – ainda consegue dar uma risada, ele está bem. – Meu filho já chamou a ambulância... – mais uma tosse. – Não vai ser dessa vez que... Essa escória se livrará de mim.
Assinto com a cabeça.
- Tenho mais um trabalho pra você... – agora sai um espasmo de dor.
Esbanjo curiosidade. O moribundo agora deu para fazer pedidos. Vamos ver o que ele tem a dizer. Pelo visto nada. No rádio de seu carro, obtenho a minha resposta.

-click-
Todas as unidades, preciso de vocês agora! Acabam de assaltar diversas agências bancárias! São duas quadrilhas! Uma estava disfarçada de seguranças, e fugiram com um carro-forte, a outra está em dois carros, Fiat Bravo! O carro forte está indo em direção a ponte para Rio-Niterói, segundo testemunhas. Os outros estão indo para a Linha Vermelha, na altura da favela de Ramos, próximo ao aeroporto! O quê faremos? Alguém? Respondam! Alguém!
-click-

O delegado me olha. Seu olhar diz tudo que precisa. “Ajude-me mais uma vez!”. Esses assaltantes pegaram pesado, são profissionais, pelo visto. Apostaram tudo numa segunda feira! Policia desocupada e despreparada, e ainda se dividiram em dois grupos. Não há previsão tática para agir nessas situações. Irão parar todos os carro-forte, todos os Fiat Bravo, e nada! Preciso agir agora! Pego o rádio.

-click-
Aqui quem fala é Jack Built! Escute-me com atenção. Não discuta e obedeça. Mande todos disponíveis em direção a Linha Vermelha. Façam o que foram treinados para fazer! Eu cuido do carro-forte!
-click-

- Vou precisar do seu carro. – falo ao delegado.
- Claro... Tire-me daqui. – ele responde.
Com a ajuda de seus filhos, tiro o ferido cuidadosamente do banco do motorista, colocando-o deitado no asfalto. Tento ignorar o fedor de sangue impregnado no banco. Dou a partida no Siena prata. O motor não é dos melhores, mas servirá. Acelero um pouco para aquecê-lo. “Você irá correr como nunca antes amigão”, falo baixinho para o automóvel.
- Jack... – Firmato se esforça para falar. – Obrigado!
Dou a partida cantando os pneus, ignorando qualquer sinal e lei de trânsito. Vou a cem quilômetros por hora, e aumentando a velocidade. Sinto meu corpo um pouco cansado. Que se foda!

Sexta-feira, Outubro 10, 2008

Para As Mocinhas - O quê vestir e não vestir para conquistar um homem

Não tenho dúvidas, em uma coisa o Camarada Supremo acertou a mão. O Cara acertou em cheio ao criar as tão amadas, as românticas, os seres sensíveis, dotados de sentimentos e hormônios que nunca ninguém entende... Oh Deus, acertaste ao fazer a sua maior obra... Que imaginação maravilhosa e perfeita a sua... Não! Ainda não estou escrevendo para a "Mery Clearry", nem virei consultor sentimental, muito menos vou escrever textos ao nipe de Augusto Cury (isso não é uma comida?, Cury). Voltando. A maior beleza desse mundo, e arrisco, do Universo, são as nossas dondocas, as mulheres! Outra coisa que tenho certeza também, é de que elas não vivem sem agente! Isso mesmo! Por mais lindas e maravilhosas, sem nós, os másculos (com nem tão raras exceções), os HOMENS, vocês estariam perdidinhas, e ainda, perdidinhas da silva. Por isso, eu vim a seu socorro, já que somos peças essenciais a suas doces vidas, ensinarei o quê vestir e o quê não vestir, uma vez que é pelo olhar que tudo começa, o primeiro passo para a conquista (com nem tão raras exceções).
NOTA: Antes de tudo, vale lembrar que quanto menos roupa melhor. Sem sacanagem, sabendo dosar a "curtesa", todo homem é passível de ser conquistado. Observando as gordurinhas e as magrezas é claro! Se quiser parar de ler aqui tudo bem, vou aprofundar um pouco mais, só que o segredo está dado.
Primeiro tratarei da "rotina", aquela repetição contumaz da mesma coisa, a prática reiterada, suas ações de segunda a sexta, por exemplo. Você acorda com a cara inchada e se prepara para as próximas duas horas de arrumação. Olha para o armário e pensa, "estou sem roupa", vasculha todas as milhares de blusas, as centenas de calças, então começa o desespero, "estou sem roupa!". Não se preocupe, no dia-a-dia (Lula acabou com o hífen, não pararei de usá-lo!, juro!, até 2015 pelo menos) você não precisa se emperequetar toda! Recorra ao basic ele sempre te salva. Se está calor, pense em tecidos leves. As batinhas, as famosas salvadoras, as que "escondem a gordurinha", são a melhor pedida, definitivamente. Quando um homem olha uma mulher de bata, ele pensa, "como esse tecido cheio de buracos consegue ficar no corpo?", ou então, "como veste uma 'blusa' (para ele a bata é uma blusa) com três ou quatro buracos?", mas no fim o quê ele pensa não importa, a bata não parecendo uma cortina florida, ela sempre agrada! Para as pernocas eu aconselho um short, não o "short balão", aquele que você coloca e da a impresão que está usando uma calça, transformada em bermuda, do século XVII. Estou falando do short, reitero, basic. Não use o jeans muito curto, lembre-se que estamos falando de rotina, procure outros tipos, e de preferência que combine com a bata. Um vestido também é uma ótima pedida! Sempre funciona, todo homem adora um vestido (não tratarei o porquê aqui, a obviedade não me permite), tome o mesmo cuidado da bata, não use cortina no corpo! No frio se agasalhe, tudo fica tampado mesmo. Só não me venha com calça de moleton, elas servem só para dormir ou malhar! Nada de blusa do namorado também, aqueles agasalhos largos e surrados, vocês sumirão dentro deles. E lembrem-se vocês nasceram para brilhar (hum)!
Agora pensaremos na balada, qualquer coisa serve! Lembre-se da maquiagem, da calça apertada ou da sainha. Devo alertar que a maquiagem deve ser tratada com carinho, não se esqueça que, de Coringa o Batman morreu velho. Não exagere pelo amor de Deus! Não há nada mais horrendo do que uma mulher exagerar nos enfeites faciais, nas encondisses de espinha. Quando o uso passa do limite vocês se tornam monstras, umas cores que não deveriam existir saltam na cara... Sinceramente, seu rosto não é uma tela para modernistas, assim como o mundo não é feito para idéias "progressistas". Suave, baby, tente ser suave. Se você é gordinha, e o aviso que se segue serve para as magrinhas também!, não use blusas coladas, junto com calças apertadas ou saias curtas. Não funciona, não da certo! É fato! Se você lembra a Olívia Palito, você parecerá um palito, se está flertando com as "bordinhas de catupiry", ficará neurótica arrumando a blusa, na tentativa desastrosa de esconder as já salientes "bordinhas". No mais, tudo vale na balada, menos os avisos dados e a saia no joelho, ridícula, desnecessária e... medonha! Saia no joelho não cumpre sua função.
Um outro momento em que vocês, beldades, deveriam saber se vestir e se portar, acontece nas festas de formaturas, de quinze anos, casamentos, etc, ou seja, quanto terão que colocar o tão elegante, vestido longo. Mais uma vez, cuidado para não parecerem cortinas! E algumas cortinas ainda podem ser tão enfeitadas que parecerão uma verdadeira publicidade natalida, cheio de lantejolas brilhantes e detalhes desnecessários. É bom abrir os olhos para as partes de tecidos inúteis, por exemplo, você não vai precisar de uma capa enrolada no seu pescoço e se prolongando até o chão. Ou vai? Evite isso! Festas que exigem essa elegância, não exigem que você se vista de Superman. Não apele para o decote. Pode deixar um decote sim, só que é bom salientar que o umbigo não deve fazer parte do mesmo. As costas aparecendo são show! Funciona! Só verifique antes se, (1) você está usando um invisible bra, (2) não foi atacada por um enxame de abelhas, e (3) seu confrinho virá a tona. Não use amarelo "alienígena", muito menos o verde "UFU", conhecido também como verde "etzinho psy-trance", ou coloquialmente como verde limão. O vermelho é uma boa pedida, se você casar bem "maquiagem-cabelo-vestido", senão vai acabar sendo a esposa do Drácula, no máximo uma Vampirella (o quê não é em si uma coisa ruim, só que procure saber quem é Vampirella). O rosa calcinha não dá! Nem mesmo! Falando em calcinha, nada de cirolas! Só nossas avós podem usar a cirola, os fraudões! Esse aviso vale por toda a sua vida, até a gravidade começar a reclamar o quê é seu por direito.
NOTA 2: Não tire o salto alto, a não ser que estejam distribuindo chinelos. Ninguém merece um pé preto cortado pelos cacos de vidro, dos copos que irão se quebrar.


Separei um parágrafo especial para falar a respeito dos calçados. Para alguns eles não terão tanta importância, mas como eles são essenciais para a maioria, merecem um tratamento diferenciado. Saltos são sempre bem vindos! Sempre mesmo! O efeito mágico deles é incrível. Separa a menina-moça da mulher. Proporciona aquela "empinadinha" que todas vocês conhecem, não é? Só devo avisar para não acharem que ser Spice Girls está na moda, eles funcionam, mas tijolo de dois metros no pé não rola! Scarpins são realmente muito charmosos, merecem atenção. Uma coisa que não da pra gostar são aqueles sapatinhos que deixam aparecer o dedão e seu vizinho. Um que dois dedos do pé ficam a mostra, acho que você sabem de qual estou falando, ele é um sapato normal, só que aonde deveria ser o bico, temos um buraco. Lembraram? Horrível! Medonho ver aquelas duas únicas unhas apondanto para fora dele, como se fossem melhores do que os outros dedos. "Olhe aqui, tem dois dedinhos te olhando". Não mesmo. Outro calçado que merecer ser expurgado dos pés femininos são as sandálinhas "eu amo Maximus", ou então, "sou uma gladiadora". A sandália não consegue ser amarrada somente no próprio tornozelo? Pelo visto essa não! As cordas se entrelaçam até o joelho! Sério! Me lembram o Coliseu, César, Império Romano. Não há como algo tão ultrapassado, a quanto tempo mesmo? Mil e quinhentos anos! Acompanhando essa sandália, existe outra que chama "shinobi", as sandálias ninjas! Você já deve ter visto uma por ai, lembra ou não lembra o pé de um ninja? Ou então as botinhas "Power Rangers", lembram as botas dos heróis de colantes que lutavam contra os bonecos de massa. São feias. Muito feias! Não use, só é legal quando você é do futuro ou está lutando contra monstros. As psy-bots são legais, quando usadas no momento certo é claro, nem pense em usá-las em algum churrasco ao meio-dia com o pagode rolando. Vale lembrar que o tênis sempre possui um lugarzinho especial no singelo pézinho, fica fofo, eu aprovo!
Outro ponto que merece uma ponderação são as pulseiras. Algumas são tocos de madeira tão grande, mas tão grande, que eu culparia a moça pelas queimadas na Amazônia. Ou então são tantas, milhares de milhões, de pulseiras em um só pulso que aquilo acaba lembrando uma armadura do cavaleiro do zodíaco. Essas bagulhisses são interessantíssimas, cuidado com o exagero. O mesmo pode ser aplicado aos braceletes, como também aos brincos e pircings.

Depois de ler essas indispensáveis dicas, você deve ter reparado algumas coisas. Que eu não entendo nada de moda. Não sei qual o modelito "outono-inverno", da estação "primavera-verão", que deve ser usado. Que também não sei vestir alguém, e que meus conselhos não te ajudaram em nada. Você leu esse texto na ânsia de descobrir o quê usar para conquistar seu amoreco, e no fim só quebrou a cara, já que quem lhe escreve é um homem, e homens não entendem nada... É justamente o ponto que o papai aqui queria chegar! Nós não entendemos nada de roupa! Para nos conquistar não é a roupa a real ferramenta (também não é a falta dela, como algumas precipitadas podem pensar, "que absurdo, olha o cara falando pra gente usar pouca roupa"). Por mais que nos esforçamos, a resposta para a pergunta, "como eu estou?", sempre será, "você está linda!". Não a nada mais mágico do que ser tragado por um belo par de olhos, que dentro deles dançam a segurança e a certeza. O andar muda, a fala é firme. A pergunta acima, passa a ser uma mera retórica, na qual a resposta já sabemos. Não falo de mesquinharia ou "metidesa". Uma verdadeira mulher deve saber desse poder. E afirmo, só se conquistará um homem (de verdade!, e sim, ele existe), aquela mulher que demonstrar a verdadeira beleza, a certeza de que ela é o ser mais perfeito da natureza. A maior obra de arte já feita.

Segunda-feira, Outubro 06, 2008

O Cu* do Universo: um lugar chamado planeta Terra


Detesto depressão, ainda mais quando ela me ataca. Hoje é sexta! Eu deveria estar pulando de alegria, seguirão dois dias sem enxeção de saco. Também não gosto de comunistas. É difícil encarar essa gente como um povo legal, eu só não gosto, sei lá. Coisa do passado entende? Acabou. Perderam, tudo era mentira, esse lance de utopia também, tudo não passava de uma maneira de tomar o poder.
Odeio metaleiros! Sério. Quando falam coisas tipo "você já escutou a banda Veerveermotredoror From Hell In Maximum Doom Of Death", sabe, aquela banda que ninguém quer saber e faz um som, não pesado, mas barulhento! E falam também que o Metallica nunca mais foi o mesmo, entre outras asneiras. Só que não conseguem entender como essa banda é a maior do mundo na atualidade. Sim senhores, tocando alto, rápido e pesado!
Terroristas são o pior tipo de gente possível, só não conseguem ganhar dos estupradores, talvez do "bom estrupador", segundo alguns famigerados, aquele nipe "estupra mas não mata". Seja muçulmano, irlandês, espanhol, colombiano, esse povinho é tudo farinha do mesmo saco, e que saco de merda é esse. Fede longe e mata muita gente. Talvez você veja isso como algo bom, afinal, a comida do mundo está acabando e quando mais gente morre melhor! Odeio também quem da muita atenção para a crise de alimentos! Como se de uma hora para outra, nós, seres humanos, pararemos de nos reproduzir e de comer, só assim a crise acaba. Não, podemos também colocar um selo verde nas empresas, até acho agradável a idéia. O quê isso tem haver com a crise dos alimentos? Pergunte a uma ONG, também odeio ONG's. Só não confio, qual o problema? Se quer acabar com a fome no mundo, dê comida para a galera... Ops... Falta comida. Sempre faltou comida! Deus quando fez o mundo devia ter pensado nisso. Ou Ele pensou? E nós ferramos com tudo?
Outra coisa que não consigo admitir é a porra do falso-moralismo! Peraí... Lula acabou com o hífen! E agora? Foda-se o Lula! Apedeuta ignorante. Sim, isso foi um pleonasmo! Voltando ao falso-moralista. Aquele tipo de pessoa que passa o algodão (molhado no álcool) no braço do condenado a morte, antes de injetar a passagem direto para o inferno! Quer mais um exemplo? Eu lhe dou milhares. Sabe quando uma garota é dita como "vadia", só porque ela tem vontade própria? Vontade de ficar com quem quiser, de fazer o quê quiser, sem ligar para o quê você pensa! Do tipo que dá no primeiro encontro! E é taxada de "vadia". Quem são os falsos-moralistas? Aqueles que tem inveja de alguém querer fazer o que quiser com o que é dele por direito! A sociedade está embreagada com o moralismo, do católico hipócrita (não use camisinha, abaixo a orgia) ao crente da bunda quente (só libero depois do casório, antes só a cabecinha), não deixando de passar pelo espírita "não fui eu que falei, eu apenas fui o intermediário" e sua supra-moral, quem sabe um budismo ao sabor monge torrado na Tailândia. Odeio esse tipo de gente!
Não me dou muito bem com políticos. Gente asna, verdadeiros porcos na lama chamada República. Eu acredito em Democracia, eu luto por ela! O quê não me agrada é justamente o "povo". Me da arrepios quando tento visualizar o quê seria essa porcaria de "massa". Massa pra mim é de bolo, amorfa, moldada a vontade do cozinheiro. O problema que no Brasil ninguém sabe cozinhar! Triste não é? Não me venha com a idéia de revolução, pelo amor de Deus! "Reforma Ag(r)ária" no meu saco. Papinho calhorda, demagogo que não leva a lugar nenhum.
Não consigo suportar problemas de relacionamentos. Eu sei, são inevitáveis. O quê não me tira o direito de detestá-los. Tentei várias vezes mostrar a luz para os desavisados, o perigo em discutir relação, a sinuca de bico que é ser inseguro, aos homens, por favor, não chorem por qualquer coisa! Está afim de trair a "patroa"? Brinca com a covardia de outro modo, nipe "cinco contra um". Chifrar os outros da merda, sofrimento, ainda mais se você for do nipe "cafageste ingênuo". Aquele tipo de cara que vive em uma massa cinzenta, nebulosa, que o separa do "cafageste legítimo". Não consegue esconder suas tramóias, não separa o sentimento da burrada e ainda se arrepende! Se vai arrepender? Pra que fazer? É óbvio, racionalmente previsível. Mas... Nããããoooo! E depois ainda tem a cara de pau de chorar pedindo perdão. Sim, eu já fui corno. E você também. Acha que não? Plantada a sementinha do mal.
Odeio expressões jurídicas. São inúteis. Preciosismo vaidoso de jurista. Esse pensamento que elitiza o Direito, não faz ele servir para nada, a não ser discussões doutrinárias, digamos, inúteis. Meu alvo aqui são as expressões em latim, a língua morta, preciso falar alguma coisa? Todo professor de Direito (e alguns alunos também) amam falar algo em latim, pra quê? Sei lá. Coisa da cabeça de cada um. O princípio que demostra a necessidade do cumprimento dos contratos firmados, ou seja, os pactos devem ser cumpridos, no direitês, se chama pacta sunt servanda. Uau! Mudei sua vida... E os juristas ainda acham que vão mudar algo... "Latim"do. Tenha dó.
Eu devo confessar que apesar da minha crítica, logo acima, eu flerto com o elitismo. Flerte que não dura dois segundos, já que a imbecilidade não escolhe raça, crença, classe social e muito menos poderio econômico.
Não há nada que me faça gostar de Funk! É baixo, nogento, indigno, de má qualidade, além de pertencer a "cultura das massas". Deixe-me viajar da maionese por um instante. Por quê o funk é cultura das massas? A maioria gosta? Maioria de onde? O "povo" gosta? Essa merda só agrada o ouvido de uns brasileiros abaixo na linha medíocre! Madonna vende 200 milhões de disco no mundo, seus shows são caríssimos, todos gostariam de ir! Madonna sim é cultura das massas! Da massa mundial! Todos amam a Madonna, quase ninguém ama o funk. Alguns gostam dessa merda para "zuar", outros aumento o volume do que deveria ser um porta-malas e quase têm um orgasmo, quando a blaca treme ao som do grave. Rídiculo! Boçal! Agora compre um Pitt-bull.
Adoro artes marciais, o contrário eu sinto por quem pratica. O motivo? Se realmente alguém entrasse no tatâme para aprender algo, a não ser estrupiar alguém na balada, eu até seria mais light na crítica, só que isso nunca acontece! Violência só é legal em Garth Ennis e no Frank Miller, no resto? Bando de macacos que ainda não aprenderam o poder da masturbação!
Falei e falei, não disse nada. O real motivo disso tudo é criticar o Big-Bang. Nunca precisei estudar isso a fundo, nem quero. Se viemos parar nesse canto do universo por uma explosão, tudo bem. Eu aceito. Ou você acha que eu vou... Lutar contra isso? Quem sou eu. O problema é... E antes da grande bola? O quê vem antes? O primórdio. Aquilo que antecede o Caos. O período em que Chronos não existia. Eu acabei de desvendar o maior mistério de todos os tempos! De onde nós viémos. Acho que você já sabe não é? Somos a maior cagada já feita! De onde vem as cagadas? Ou do cú*, ou da cabeça de alguém.
Hoje é segunda, estou aqui em frente ao teclado, derramando palavras sem nenhum propósito, brincando com o absurdo. Eu estou apenas desencantado, nada mais, nada menos.

*NOTA: Nunca entendi o problema do "cu" ter o acento "´". Vai ver é uma daquelas regras gramaticais que nunca ninguém entende, tipo "oxitôna tônica zero sem açúcar", ou "pretérito passado mais do que perfeito". A partir de hoje eu só trato de gramática com o Lula!