Um Pouco de Mim Para Você
Pontos finais não são dados de um dia para o outro. Ele vai surgindo aos poucos, completando aquela frase que desejamos que acabe. Essa frase é minha vida. A sua também. Quando a escrevemos, podemos sim – óbvio, escolher as palavras, e – mais óbvio ainda – as escolhas. Elas ditam a história. A narrativa. Mas, e agora cuidado, as conseqüências chegam sem ser convidadas. Tentamos por um fim em certos fatos que não nos agradam. Em especial, aqueles que nos presenteiam com borboletas no estômago.
Enquanto o fim não vem nos confortar, nós sofremos. Somos imbecis demais para simplesmente negar o sentimento. Seria mais fácil se houvesse um botão para desligar os hormônios. Aqueles lançados em nossa corrente sangüínea, fazendo o prazer virar dor. Isso não existe. E ao usar o plural nesse parágrafo, me refiro a mim. Não sou tão bom assim. Tão controlador de mim mesmo. Prefiro soluções circunstanciais. Dialogar com o inconsciente. Falar, “você está errado! Não quero isso”.
Esse outro eu, no fundo acho que entende a minha vontade. Faz o quê faz de pirraça. Pois sabe que não preciso, não mereço, não devo! Claro que não sou santo, só que sou preocupado demais. Isso embola as coisas um pouco. Confesso. Já me aconselham, “não se preocupe tanto”. Farei isso. Mas assim deixarei de ser... Eu? O preocupado. O burro. O Zé. Tudo em mim, o quê me deixa inquieto, ou o quê me deixa orgulhoso, esse conjunto de defeitos e qualidades me transforma em indivíduo. Único. Autêntico. Só. Assim eu falo, os erros são meus. E só meus! Daí a visão que jamais irão ver... Meu dedo apontado. Sou melhor do que isso. Sou a burrice e a inteligência. Ambas vivem em harmonia ao som de Raul. Por mais piegas que isso possa parecer.
A lógica acima se aplica ao ponto final. Aquele que só vem quando quer, lembram? O vagaroso. O lento. Paulatino e tão desejado. Opa! Desejado? Ao menos para mim. Tão querido como nunca. Acho que precisamos de um parêntese aqui. Algum problema com isso? Espero que não. Não sou do tipo cara valente. Maria Rita sabe.
Resumo dos Fatos
Eu namorava. Eu a amava. Nós terminamos. O ciclo comum. Problemas pré-conjugais, de praxe. Brigas. Discussões também como o seu namoro tem ou teve. Surgiram boatos, conversinhas ali, e aqui. Algumas decisivas (não para mim), outras não. Mas o interessante, e é mais comum do que se pode imaginar... O fim se deu sem nenhum senso de amizade ou carinho. Foi bruto e odioso. Não me conformei. Sei, não sou nenhum Zé em seu Mundinho de Polianna, que amizade pós-término é algo parecido com o tesouro no pé do arco-íris. Quando você chega lá, Murphy nos avisa que o tesouro está do outro lado. Enfim, ao menos eu esperava aquela consideração mínima, aí a parte egoísta de meu ser – esperar que seja como eu quero, de quem dividiu a vida com o outro por um ano. Não tive. Isso não me incomoda mais. Mentira. A falta de educação e a rudeza sim! São um incomodo. Motivos à parte, adiante.
Perdoem o excessivo grau de sinceridade. Isso é desconfortante para vocês. Pra mim é terapia. Confesso aqui que meu ponto final demorou a aparecer, justamente pela minha necessidade desse nível mínimo de consideração. Que, repito, não tive. Daí minha escolha pelo silêncio, pela ausência. Quando a presença não é querida, meu amigo, saia correndo e se esconda. É assim que venho agindo desde então.
“Olha ele ainda gosta dela”. Não. Sinto muito, mas a psicologia é mais profunda e complexa do que esses tipos de conclusões simplistas. Algum nível de conexão eu desejava manter? Sim! Talvez porque meu antigo término, com uma outra estimada ex, tenha tido esse contato. E o ponto final veio, justamente de uma conversa, de um contato. Dessa vez ele veio da indiferença que recebo. Duas situações distintas. Em ambos eu dizia “eu te amo”. Em ambos eu de coração amei. Ambas tiveram seu ponto final.
Triste não é? Um pouco, admito para não ser taxado de hipócrita. Mas não é o fim. Muito menos meu ponto final. Continuo escrevendo a próxima frase, melhor e mais interessante do que a sua antecedente. Minha vontade? Eu espero que eu consiga escrevê-la de maneira perfeita... Nem que seja com uma palavra... Pois assim a vejo... Assim ela já é Perfeita.
“Olha ele ainda gosta dela”. Não. Sinto muito, mas a psicologia é mais profunda e complexa do que esses tipos de conclusões simplistas. Algum nível de conexão eu desejava manter? Sim! Talvez porque meu antigo término, com uma outra estimada ex, tenha tido esse contato. E o ponto final veio, justamente de uma conversa, de um contato. Dessa vez ele veio da indiferença que recebo. Duas situações distintas. Em ambos eu dizia “eu te amo”. Em ambos eu de coração amei. Ambas tiveram seu ponto final.
Triste não é? Um pouco, admito para não ser taxado de hipócrita. Mas não é o fim. Muito menos meu ponto final. Continuo escrevendo a próxima frase, melhor e mais interessante do que a sua antecedente. Minha vontade? Eu espero que eu consiga escrevê-la de maneira perfeita... Nem que seja com uma palavra... Pois assim a vejo... Assim ela já é Perfeita.



4 Comments:
É meu amigo Zé...
Não é fácil ser blogueiro, universitário, estagiário...
Principalmente quando se tem uma vida social girando ao seu redor a todo o momento.
Momento, palavra que demanda tempo.
Tempo, provoca sintomas.
Sintomas, sentimentos.
Sentimentos... enfim, vida.
Viva a vida, e vamos pelo caminho mais longo. =)
Ehhh... Pedro e seu lado "mulherzinha"!! mulherzinha no sentido de ser tão complexo, de um jeito que só as mulheres costumam ser! E mais, uma complexidade que faz um imenso sentido pra gente, nem sempre (ou quase nunca) pros outros, pra quem a gente queria q fizesse.
A gente não é mais próximo, então não posso dizer do Pedro de hoje, mas o Pedro q eu conhecia tinha menos sensibilidade. Ou pelo menos fazia por onde pra acharem isso. Acho que eu peguei uma má fase né?! hahaha. Gosto dos seus textos "você por você mesmo", não q todos os outros tipos não sejam tão bons quanto, mas é o egoísmo né! oq eu leio neles serve para minha terapia.
To precisando de ler a sua avaliação deste ano pra conseguir botar em ordem os meus pensamentos e conseguir visualizar o peso desse ano na minha vida, e começar a ver as mudanças necessárias pro ano que vem! E isso pq estamos no meio de 2009 ainda. Assim q tiver um rascunho que seja, me manda! hahaha!
Beijos!
É zé. ' não é fácil ' :p
muito bom o texto. em algumas partes até liguei com as coisas que te falo as vezes. tem sentido.
um grande beijo gaúcho, pra você mineiro =)
Pedro o coração sente mais do que se devia, e muitas vezes a gente se sente tolo por isso, mas cada momento vivdo mesmo que pareça o pior de todos algo bom vc vai tirar e qdo algo parecido surgir vc vai agir de uma maneira muito melhor.
Eu compreendi totalmente este texto...e eu me identifiquei muito com ele, mas principalmente senti o quanto foi vc mesmo nele!
Se muitos...tivessem um pouco dessa sensibilidade existente em vc..muitas meninas sofreriam menos e muitos homens viveriam mais...
um Beijo da sua amiga!
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