Mente De Um Zé Que Se Chama Pedro

Este é um espaço para expor meus pontos de vista sobre os mais variados assuntos, desde política até a nova banda que começou a tocar nas rádios. Espero que gostem e que também comecem a despertar seus espíritos para a crítica! Beijos para as mocinhas e abraços para os mocinhos!

Minha foto
Nome: Pedro Augusto

Um Zé que se chama Pedro.

Terça-feira, Setembro 01, 2009

O Homem Mais Forte do Mundo

O trovão ressoa. A descarga de eletricidade corta o céu. A luz ilumina o campo em minha frente. Ventos furiosos moldam a vegetação à sua vontade, de um lado para outro os ramos dançam. O mesmo acontece com meu quimono. Agora indomável pela tempestade que chega. Ajeito a faixa vermelha em minha cabeça, aperto mais do que devo. Ela precisa estar firme. Repito com a faixa preta em minha cintura. Um relâmpago cai, silencioso por poucos segundos. A silhueta do homem mais forte do mundo surge no horizonte. Minhas mãos ainda agarram o tecido em minha cintura, firmo-o mais uma vez.
É um monstro. Um verdadeiro gigante. Ele caminha lentamente em minha direção. O vento está a seu favor, os ramos deste campo também. Sinto o frescor da chuva que ainda não cai. Mais uma vez o céu negro é iluminado, assim posso ver com mais detalhes o homem. Colossal. Não há outra palavra. Dois metros, ou mais, de pura força bruta. O peitoral é imenso, assim como todos os outros músculos do corpo, em especial as pernas enormes. Sua arma. Os ventos mudam de direção. Mal notei que tinha segurado minha respiração. A terra parece tremer. Outro relâmpago. Suas faces são rudes. Ameaçadoras! O rosto com cicatrizes e um tapa olho. Seu olhar é de um caçador... Não! De um lutador.
Não há necessidade de comprimentos. Nossos espíritos agora lutam. Permaneço firme, encarando-o sem desviar uma única vez. Como ele é grande! Com certeza o mais forte. O mais habilidoso. O único. Os céus entendem o que está acontecendo, esbravejam e tentam nos acalmar com seus ventos e gritos! Não vou fugir. Eu vivo por isso. Para isso! Gostaria que Ken estivesse aqui. Sua boca não se fecharia, o tempo todo lançaria piadas, faria graça do tamanho de meu oponente. Só para tentar aliviar a tensão. No fundo somos iguais... É aqui, na arena de luta, que somos verdadeiros. O raio demora um pouco mais, chega a parecer dia.
Escurece novamente. As nuvens se encontram e a terra geme. Ele corre em minha direção! Suas pernas gigantescas dão uma velocidade fora do normal, seu tamanho e peso nem chegam a atrapalhar. Em poucos instantes o monstro está próximo. Ele salta! Arqueia o joelho para frente. Uso meus antebraços para me defender do poderoso golpe. O impacto quase parte meus ossos! Giro rapidamente e busco seu rosto com meu calcanhar! Acerto! O gigante nem ao menos sente o golpe, esperava ao menos atordoá-lo. Ele contra ataca. O peito do seu pé acerta minha cabeça. Antes de conseguir me recompor sua outra perna atinge meu abdômen. Escarro sangue. Um estrondo percorre as nuvens negras. Tento golpeá-lo com socos. Sua defesa é rápida. Não vejo buracos! Droga! Seu punho acerta minha face. A grande massa muscular de usa perna me acerta mais uma vez. Não! Lute! Vamos! Acerto sua barriga! É como bater em rochas. Seguro por um instante meu punho em seu abdômen, e forço-o para frente para aumentar a dor. Tenho que feri-lo por dentro! Maldição! Ele mal sentiu... Mal consegui enxergar o golpe... Cambaleio um pouco. O vento me lembra que estou sangrando. Sangue e suor refrescam meu rosto. O ogro avança, não há nada que eu possa fazer. Como um tigre, rápido e mortal, agora o homem está abaixo de mim, com o corpo quase agachado. Meu olhar encontra o seu. Peço força às minhas pernas... Em vão. O punho grotesco acerta meu queixo, de baixo para cima, me elevando às alturas!


Se apaguei foi por alguns segundos durante o vôo. Não sei quantos metros eu fui lançado ao ar. Acordei com o impacto de minhas costas no chão. O barulho foi oco, abafado por outro trovão. Os ramos me abraçam. Acariciam meu rosto aos mandos do vento. Tento respirar. Uma gota de chuva caí em minha face. Me levanto. Com dificuldade, admito. Um espasmo de dor me faz cair de joelhos, meus pés descalços e minhas mãos agora tocam o barro. Tento respirar. Peço forças. A risada do homem é cavernosa. Ele ri! Zomba da minha fraqueza, com a certeza que é mais... Forte.
Algo pulsa em meu interior. Percorre todo meu corpo, até a ponta dos dedos. A mão que outrora tremia, agora não treme mais. Fecho-a com força. Firmo a perna e levanto. O ar entra com violência em meus pulmões. Ergo meu corpo, a dificuldade parece ter desaparecido. Eu vivo por isso! Com o rosto ferido, mas firme, fito o homem. A risada cessa. Um clarão. Eu avanço! Meus pés são ágeis, minha velocidade maior do que a dele. Salto! Preparo a voadora! Acerto seu rosto. Logo que caio, giro meu pé em rasteira, ele esquiva! O gigante também sangra. Chego a gostar desse momento. Parto para o ataque! Com violência! Com a brutalidade que o momento merece. Nossos golpes se encontram, o som é estrondoso. A cada ataque o vento é forçado a mudar seu caminho. O monstro passa a me tratar com respeito, mesmo ainda com a certeza de sua superioridade. Suas mãos agarram a gola de meu quimono! Sou erguido, não tenho mais o apoio da terra firme, o joelho maciço golpeia meu abdômen. Duas vezes! Três vezes! Quatro vezes! Perco a visão. Tudo embaça. Sou arremessado para longe! Quico no chão, arranco a folhagem com o atrito. Me levanto! E corro em direção ao monstro! Agora suas mãos são tomadas por um fogo amarelo fosco e brilhante, por mais contraditório que seja, é assim que vejo! A energia ilumina a escuridão. O plasma percorre seu braço de forma mágica, seu peito infla, e, repentinamente, seus punhos se unem e o fogo é disparado. Sinto o que emana do poder antes mesmo dele atingir meus braços, mais uma vez utilizados em minha defesa. A bola de energia explode! O ardor agora consome meus antebraços. Mas estou de pé. Aos poucos a fumaça amarela dispersa no ar. Encaro-o. Ele vacila. Corro! Dou um pequeno salto e giro! Como um helicóptero! O primeiro chute atinge sua defesa, o próximo também, na terceira vez seu braço magno fraqueja e atinjo seu rosto com violência. Quando ponho meus pés no chão, Sagat ainda está de pé. Mais uma vez o estranho pulso percorre meu corpo, agacho, firmo o braço direito, aperto meu punho... E subo! Ganho os céus! Após o clarão, me vejo em terra novamente...

Sagat geme, agora caído em meio à folhagem. Mal noto o sangue em minhas mãos. Vermelho intenso, como de minha faixa. Em todo meu braço! Sagat se levanta, com a mão no peito. Um corte em diagonal. Uma cicatriz agora desenha seu tronco monstruoso. A vergonha da derrota. Símbolo de que o homem mais forte do mundo pode ser ferido! Seu rosto agora denota raiva. Ódio! Desespero! Sagat urra! Ruge como um tigre. É isso que ele é agora... Um animal ferido. Aprecio o momento com uma crueldade incomum. O pulso agora é constante.

Nos encaramos mais uma vez. Eu firme. Ele cambaleia. Os raios aumentam seu ritmo. As nuvens negras agora são contornadas pelo azul das descargas elétricas. Estou calmo. O vento deixa de bailar a esmo. Eu o comando agora. A minha volta a mata se distancia. Repelida pelo meu poder. Respiro fundo, como se tempo tivesse. Sagat ainda ruge, correndo em minha direção. Aproximo a palma de minhas mãos. Meus bíceps e demais músculos se enrijecem. A força começa a surgir. O fogo azul é atraído para a palma de minhas mãos. Ele surge. Como mágica! A bola de energia não se limita em meus dedos. As chamas azuis percorrem meu corpo. Canalizo o poder. Tento controlá-lo, agora mais selvagem. Mais incontrolável! Mais poderoso! Estou calmo. Sério. Paciente. Sagat avança... A energia pede para ser liberada. Exito um pouco. Apenas por um instante... E assim... Grito seu nome... Libero aquilo que vive em mim!
- HADOUKEEENNNN!!!

4 Comments:

Blogger papito said...

bem legal velho =)

parabéns!

abração!

1:11 AM  
Anonymous Victor Hugo said...

É meu amigo...

Grande parte da nossa infância (e da nossa vida, em geral), é marcada pelas histórias que conhecemos.

É incrível a beleza da criação.

Nossos olhos brilham, a boca seca, nossa face se contrai.

Nada importa naquele momento. Apenas "aquilo".

O poder, a magia, a beleza daquilo que nos encoraja, fortalece, constrói.

Coisas que aprendemos ainda criança, e que carregamos ao longo da vida.

Coragem para enfrentar os obstáculos.

A busca pela melhora.

A capacidade do ressurgimento.

A felicidade da vitória.

11:05 AM  
Blogger Mike said...

Dá Raduqui RIU o/_ ==== )

1:54 PM  
Blogger Victor said...

legal...nao sou como vc pra escrever, entao vai soh o "legal" msmo, pessoalmente comento direto...e eu sou melhor q vc!

10:21 PM  

Postar um comentário

<< Home