1 - Observações
Melhor! Bem melhor! Então... Essa classe específica de textos possui essa alcunha de modo proposital e auto-explicativo. Vide dicionário. Serão textos rápidos, curtos, reflexivos e pontuados. Um exercício narciso do meu eu pensador. Vulgo viadagem filosófica.
Por falar em filosófico, vivo me perguntando da utilidade da nossa queridinha Filosofia. E olhem que eu adoro Filosofia. Posso me considerar um admirador infiel, duvidando da fidelidade prática da busca pela sabedoria, do amor pela mesma. Ao mesmo tempo, e acho que é de claro entendimento para quem leu mais de dois livros na vida (Pequeno Príncipe e nenhum do Augusto Cury contam, por favor!), que temos o mundo que temos (Ocidental, Democrático, com liberdades, etc.) graças aos grandes pensadores! Aqui tenho a obrigação de incluir toda a gama de cientistas/filósofos que criaram os alicerces para deixarmos de lado, nem que seja um pouco, o nosso jeito animal de ser. Ou você acha que o homem criou a roda do nada? Ela brotou do chão? Presente divino? O ser humano deu um peido e caiu uma roda do céu!?
Aqui coloco as invenções tecnológicas ao lado da filosofia por um motivo único, de fácil constatação e bem bacana de se pensar... A inquietação com o status quo vigente. Inquietação intelectual, no caso da filosofia, das ciências humanas em geral, da necessidade de explicar e, apresento aqui o marco diferencial com ciências de cunho biológico/químico/matemático, de compreender os fenômenos/fatos sociais e individuais que nos cercam. Queremos um celular como? Queremos um mais prático, simples e moderno. Em suma, ansiamos melhorar! Precisamos entender como funciona a psique humana porque é chique? Porque ninguém se conforma em ter fantasias inconscientes de pegar a sua mamãe? Édipo para os meninos, Elektra para as meninas? Não! Isso acontece pela razão de existirem matérias que não conseguimos explicar, isso gera um desconforto e dá-lhe neguinho pesquisando, chafurdando, refletindo, e quantos mais gerúndios você quiser. Gerúndio?
Uma propaganda de certa Universidade, nos apresentava um rápido resumo da evolução, tinha música de fundo e voz grave de narrador (aquela misteriosa e confortante). Ao final, depois de expor Galileu, Einstein, a narrativa conclui que são as questões que movem o mundo. É a necessidade do homem em, aqui vou eu simplificar as coisas, perguntar é que nos trouxe tanto avanço e prosperidade. Bonito, não é? Mas não. Não penso assim. Perguntas por si só não saem do lugar. Nem pensamentos em si. Nada disso presta, ou fez o mundo ser o quê é. Perguntamos porque queremos saber a Verdade. De uma vida mais confortável, mais justa, mais... Humana. Somente questionar não considero nem ao menos o começo. Pensar não pressupõe necessariamente uma questão. Ela é necessária, como marco inicial? Tudo bem. Mas ao darmos importância em demasia para as questões, nos esquecemos das verdades (leia-se respostas) que elas nos dão. Deixamos escapar entre os dedos a finalidade... Disso tudo! Essas verdades temporárias. Sim, temporárias, e ainda verdades! São nossas certezas momentâneas que trazem o avanço, e delas posteriormente surgirá a inquietação. Qual a nossa verdade? “Só sei que nada sei”, diria Sócrates. Não meu estimado e retórico amigo. Só sei que um dia saberei!!!
Como primeira Observação não saiu como deveria. Grande em demasia. Muito prolixa, eu diria. Estava lendo Schopenhauher domingo. Era algo sobre tipos de escritor. Me encaixei em um dos três tipos que me foram apresentados, não lembro muito bem. Acredito que sou da trupe que pensa, depois escreve. Será?


4 Comments:
Eu sou da trupe vulgar ! rss
Que pensa enquanto escreve, isso quando eu não dou uma de yoda e fico naquelas história de "não pense, sinta !" rsss ...
Mas o que eu tenho a dizer sobre todos os catedráticos, intelectuais e teóricos de plantão nem fui eu que escrevi. Portanto, eis que mando um ctrl + c, ctrl + v aqui :
" Mulé cê quer um papo cabeça? Liga pro Pedro Bial não me formei na PUC, fugi da Federal
não quero falar sobre física quântica filosofia, democracia, poesia romântica nada de kant ou schoppenhauer não quero que cante, paga 1 chopp e dá um real aí
não leio jornal a dois anos e não assino a Veja mas posso fingir que sei se cê pagar uma cerveja ... "
' só sei que um dia saberei.. ' para não saber de novo depois.
hahahaha
essas certezas momentaneas que levam ao avanço também servem para recomeçar o ciclo, e aumentar a curiosidade.
Algum desses grandes filosófos se perdeu em devaneios também, e disse que deus e a essência do mundo está na incerteza. Nosso apego às respostas é superficial, sempre queremos mais.
Daí o grande destaque pras perguntas, e principalmente, para as grandes questões sem reposta.
eu acho que eu sou do tipo de trupe do leitor que viaja demais nos textos.. hahaha
adorei essa nova categoria :]
seu exercício de eu pensador começou complexo, ein zé?
viva a ociosidade nos ônibus
ahahahha
beijo
:*
É Zé...
Observações curtas, histórias medianas, textos longos.
A forma com que escrevemos nem sempre é aquelas que procuramos demonstrar.
Até porque, se demonstrássemos tudo o que queremos logo em nossa escrita, a "graça" da escrita perderia o sentido.
"Como em tudo na vida, vão-se as pessoas, mas as idéias ficam".
Ayrton Senna.
Nao comentarei sobre a grandeza do seu novo tipo de texto...so comentarei que Filosofia não é estilo de vida Zé ¬¬?!?!?!
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