Mente De Um Zé Que Se Chama Pedro

Este é um espaço para expor meus pontos de vista sobre os mais variados assuntos, desde política até a nova banda que começou a tocar nas rádios. Espero que gostem e que também comecem a despertar seus espíritos para a crítica! Beijos para as mocinhas e abraços para os mocinhos!

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Nome: Pedro Augusto

Um Zé que se chama Pedro.

Terça-feira, Abril 28, 2009

A Imaturidade Política de Lagoa Santa: O Andar Sobre Quatro Patas da Preguiça

É fato que ainda há um grande número de fossas em Lagoa Santa. Por quê não uns fósseis também? Ambos simbolizam um passado que não volta mais. Sexta-feira foi um daqueles dias. Aguardando o final de semana, as farras, a ausência de responsabilidade, e todas as regalias que merecemos. Afinal, vivemos em um país livre, com leis e tudo mais do que há de moderno! Uma vanguarda da civilização ocidental. E é justamente por isso que somos obrigados a conviver com a bobagem. E acreditem, ela não é pouca. Liberdade é uma coisa curiosa. Desculpe meu vagar, vamos aos fatos. O Prefeito de Lagoa Santa e seu Vice tiveram o mandato cassado. Motivos: corrupção eleitoral, compra de votos, distribuição de cestas básicas e abuso de poder econômico na disputa do ano passado. Ponto!
Ao ouvir essa notícia, qual foi a sua reação? Apatia. Revolta. Alegria. Carreatas. Bandeirolas rodopiando pelo ar. Comemorações. E acreditem! Festa de comemoração. Parece que 30 % do eleitorado lagoasantense estava estonteantemente... Feliz.
Antes de prosseguir na minha jornada, preciso dar alguns avisos. Não gostaria, mas... É aquela velha história de conviver com a bobagem. Esse texto não é a favor ou contra fulano, obeso ou vesgo. Tenho um lado. A razão.
Partirei agora para a analise dessa tal "felicidade". Todo sentimento é motivado por algo. Ao escutar que o autor da ação, aquele que exerceu seu direito de ação, instaurando o dito processo contra o atual Prefeito, teve suas alegações acatadas, e em seguida, o tão cobiçado mandato foi cassado, qual foi a força propulsora de tamanho gozo festivo? Darei algumas opções: 1) a justiça foi feita e a corrupção foi punida; 2) sempre confiei na capacidade do candidato derrotado, sabia que a eleição tinha sido fajuta!; 3) eu votei nele! Eba!; 4) nunca gostei desse Prefeito; 5) é primo de quarto grau da minha tia avó! 6) agora sim eu vou trabalhar na Prefeitura!
Escolheram suas alternativas? Infelizmente a que menos retrata o espírito político (que expressão mais abstrata!) de Lagoa Santa é justamente a única que vale a pena ser escolhida. "A opção 6?", grita uma voz oriunda das massas. Não. A primeira alternativa é a única que vale a pena. Não preciso me delongar nesse aspecto, uma pequena pesquisa boca a boca pela nossa cidade já é prova o suficiente. Faça o teste. Tente outros interiores, mas guarde espaço para a decepção.
Esse cenário é a pior coisa para nossa cidade! Estão brincando no Judiciário de "mamãe eu quero mamar". É descarado! Imoral! Em menos de quatro anos, dois Prefeitos entregues aos papéis forenses, as abstrações legais e procedimentos processuais (sendo "quase" prolixo). A quem pense que há algo de positivo nisso tudo. Deve ser aquele tipo de gente otimista. Detesto otimistas. Prefiro os esperançosos. É mais difícil ter esperança, acreditem. Voltando ao absurdo. Chamo esse jogo de "picuinhia" política. Já sabemos que não foi o fazer valer das leis e de nosso Estado de Direito Democrático que impulsionou o êxtase de alguns entusiastas. Agora buscarei a intenção do autor da ação. É de notório conhecimento que o dito cujo possui em sua carteira profissional a palavra Prefeito. Eu arriscaria algumas coisas mais depreciativas, tais como Senhor Feudal. Vamos nos ater ao básico. Com esse vasto número de mandatos poderiamos facilmente comprovar a eficácia do homem como administrador. Bastaria olhar para trás. Aquela velha remechida na memória. E pronto! O controle democrático estaria completo. Eficácia comprovada. Candidato eleito! Lindo mundo de Poliana. Não é bem assim, o que explica alguns processos do mesmo em instâncias superiores, e o seu enquadramento como um político de "ficha suja".
Ausência de envergadura moral? Clamor por justiça? Vamos brincar com os opostos. Para os desavisados, e como eu mesmo previ. Tal decisão, a de cassar o mandato do atual Prefeito, foi suspensa, e toda a "picuinha" será decidida por uma instância superior. E seguindo a força inevitável do óbvio, futuramente solucionada em Brasília. Segue notícia do Estado de Minas:

Uma liminar obtida junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) suspendeu os efeitos da decisão judicial que cassou, em primeira instância, o prefeito de Lagoa Santa, Rogério Avelar (PPS). Ele permanecerá no cargo até o julgamento pela corte eleitoral do mérito da ação de impugnação de mandato, proposta por Genesco Aparecido (PMDB), segundo colocado nas eleições. Com a reviravolta do caso, Genesco Aparecido não será mais diplomado hoje.

Por decisão da juíza eleitoral da comarca de Lagoa Santa, Sandra Sallete da Silva, Rogério Avelar e o vice, Leônidas Araújo (PP), reeleitos com 55,98% dos votos, tiveram o mandato cassado na sexta-feira. O processo corre em segredo de Justiça. Eles foram acusados, por Genesco Aparecido de corrupção eleitoral, compra de votos, distribuição de cestas básicas e abuso de poder econômico na disputa do ano passado. Aparecido teve 30% dos votos válidos nas eleições passadas.

Em seu despacho, Sandra Sallete da Silva acatou as alegações de Aparecido e determinou que ele fosse empossado. No recurso apresentado ao TRE, Rogério Avelar argumentou ter havido cerceamento de sua defesa. "Não tínhamos acesso à sentença. As testemunhas apresentadas pelo meu adversário foram cooptadas", disse Avelar.

O presidente do TRE, José Tarcízio de Almeida Melo, expediu liminar em favor de Rogério Avelar no sábado a noite: ele se mantém no cargo até o julgamento do caso em segunda instância. De acordo com Tarcízio de Almeida Melo, a ação de impugnação de mandato deve ter rito respeitado: a decisão precisa ser publicada em órgão oficial ou comunicada pessoalmente. No caso em questão, a decisão foi afixada no cartório eleitoral. Para Almeida Melo, a afixação da decisão no cartório eleitoral, sem sequer especificar se foi julgada procedente ou não, obstou o conhecimento do seu conteúdo, o que fere o direito de ampla defesa. (BM)

Jornal Estado de Minas - 27/04/2009


Pronto. Agora todos são "fichas sujas". Nada está decidido. Nada foi transitado em julgado. Nos resta aguardar. Chorar dessa lambança. Sei que é difícil apontar o dedo e exteriorizar a vontade alheia, como tenho tentado fazer nessas linhas. A intenção, o elemento subjetivo, é algo custoso de ser provado. "Essa é a opinião do Zé, não é a verdade". Mas me permitam apresentar alguns sintomas, uma pitada de doutrina Italiana e Francesa, sobre desvio de poder. Abaixo estão alguns indícios, de quando a coisa começa a feder:


“contradição do ato com atos posteriores; contradição do ato com atos
anteriores; motivação exagerada; motivação contraditória; motivação insuficiente;
alteração dos fatos; ilogicidade manifesta; manifesta injustiça; disparidade de
tratamento; derrogação de norma interna; precipitação com que o ato foi editado;
inexistência de fato, dos motivos apresentados pelo administrador para justificar a
decisão tomada; desigualdade de tratamento dispensada aos interessados; caráter
sistemático de certas proibições; caráter geral atribuído à medida que deveria
permanecer particular; circunstâncias locais que antecederam a edição do ato e,
finalmente, um fim convergente de indícios."

MORTARA, Comentário, 4ª ed., v.I, pp. 482 e segs., nota 1 e ALESSIO,
Istituzione di diritto amministrativo italiano, 4ª ed., 1949, v. II, p.245, nota 1 apud
CRETELLA JR. (1998:331).

Voltemos ao controle clássico, acima exposto. Uma vez que o atual Prefeito ganhou as eleições com 55% dos votos, e o autor da ação discutida teve 30%, podemos comprovar que o tal controle clássico, por mais ineficiente que seja, funcionou. O derrotado como podemos perceber tem vários mandatos a mais que o vencedor. Nesses vários mandatos, por também vários anos, seria mais fácil a comprovação da eficácia administrativa de quem? Olhemos nossa cidade hoje. A segurança pública está falida. Nossa Polícia é um enfeite, e a criminalidade cresce cada vez mais. Saneamento básico é uma piada! Século XXI e fossa ainda é a melhor opção em muitos bairros, aos moldes da Idade Média. Um poder público entregue ao marasmo, ao nepotismo, a burocracia desnecessária, a corrupção. Não foi pensando um plano sequer para o bruto crescimento que tivemos, tendo em vista a influência do Aeroporto de Confins. O turismo é uma piada! Arrisco a dizer, e não fui o único, Lagoa Santa daqui a alguns anos será a nova Santa Luzia. E isso não é uma coisa boa! Tal mazela é culpa de alguém com dois anos e meio de mandato?
Se a lei foi descumprida, que sejam punidos os culpados. Sem festa! Que aconteça de forma fria e devida. Isso não é um show, ninguém aqui está lutando por você, muito menos pelo interesse público. Tudo bem. Afinal, sou obrigado a viver com a bobagem. E essa filha da puta é como a miséria... Adora companhia.

Segunda-feira, Abril 27, 2009

Nós

“Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, os a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil.”

Brasília, 5 de outubro de 1988.


- Kurt Cobain é o maior ícone da nova geração!
- Como é que é?
- Sério! Sem dúvida.
- Uhun. E os Mamonas Assassinas a maior banda do Brasil.
- Calma, não é por ai. Eu falo que Kurt Cobain foi o maior ícone de nossa geração, porque ele é o melhor reflexo dela.
- O cara deu um tiro na boca! Um suicida.
- Você está chegando onde eu quero. Kurt foi definitivamente uma pessoa de personalidade frágil. Atingiu o sucesso rapidamente, se tornou uma Cristo temporário para a mídia. Sua guitarra grunhenta era escutada em todo canto do planeta! Essa escalada repentina, vem junto com pressões de todos os lados, inclusive dele para com ele mesmo. Sua rebeldia era direcionada para o nada. Logo, logo, toda essa energia ia acabar se esgotando. Daí a sua fuga para as drogas. Que também acabariam por se tornar insuficientes! Nesse “marasmo” angustiante, qual foi à solução encontrada?
- Um tiro na cabeça?
- Não. Fuga. Não é novidade para ninguém que os jovens de uns vinte anos para cá são, em sua maioria, alienados. Encontraram um mundo já com mudanças sólidas. Um mundo feito e pronto para se viver. Não há contra o que lutar. Nada para se reivindicar. No Brasil por exemplo, desde o caso Collor ninguém mais pinta a cara e sai defendendo seus direitos. Estão todos entregues aos prazeres da grande mídia. Sendo levados por tendências e modismos.

- Como assim? Só porque ninguém é idealista, ou quer simplesmente... Viver sua vida?
- É por ai sim. E é uma tendência que se perpetua já a um bom tempo. Politicamente falando o jovem se tornou insignificante. Não é visto mais como um participante na mudança. É somente um beneficiário dela. O exemplo do Nirvana é perfeito! Tudo se baseia na diversão. Política, filosofia, e outras coisas do ramo do saber, são assuntos chatos. Há uma aversão ao espírito verdadeiramente rebelde, que não se acomoda. Bill Clinton é outro retrato dessa geração.
- Com certeza! Ainda mais depois do...
- Esse é só um detalhe, que também confirma o que estou dizendo. Há uma relativização de certos valores na mente dos jovens. Um Presidente ganhar um boquete na Casa Branca, foi no mínimo, admirável! Pela mente jovem atual. Digo atual, de uns vinte anos pra cá.
- Ninguém se tornou antiamericano por isso!
- E, sinceramente, deveriam.
- Você fala de relativização de quais valores?
- Antigamente não acontecia desse jeito. Tínhamos valores fixos e determinados. O pudor seria um deles. O rock, o sexo e as drogas, são as únicas coisas que atraem os jovens. Pela sua facilidade de envolvimento e prazeres rápidos. Basta ver a comunidade universitária. Como se não houvesse mais uma necessidade de revolução! Chega a ser ultrajante.
- Vamos, responda a minha pergunta. Quais valores?


- Já falei um deles, o pudor. A moral também é um deles. Vamos pegar o Brasil. Vivemos em uma ditadura ferrenha por vários anos, de sessenta e quatro até meados dos anos oitenta. Nesse período, com a liberdade sendo engasgada pelos coturnos militares, os jovens eram a única chance de mudança. Jovens que lutavam por aquilo que achavam certo! Que defendiam a democracia! E hoje? Quando virá a próxima etapa? Temos uma democracia mal aproveitada, essa liberdade sem sentindo, sendo usada somente para a subversão de valores e de uma diversão desmedida.
- Quem lutava pela democracia em sessenta e quatro? Ninguém! Isso é mito.
- Não mesmo! Os jovens eram ativos! Não se entregavam. Hoje o nível de percepção é limitado à televisão e internet.
- Então, o que faz um jovem ativo, não apático, é querer fazer parte de uma revolução armada comunista?
- Que seja. Desde que ele se movimente, queira abrir suas asas e se lançar no mundo como um fator modificador. Esse espírito morreu nos anos noventa. Musas siliconadas. Músicas com anencefalias sonoras. Drogas sintéticas. Estamos entregue às traças do tempo. Ainda vamos nos dar um tiro.
- Mudando um pouco o foco do assunto, quando se fala em 11 de Setembro, o quê você pensa?
- Bem... Foram conseqüências de uma política externa...
- Do Bush? Não. Do Bill Clinton. Concordo com alguns pontos, como a relativização de valores, mas ter uma postura saudosista não é a melhor das opções. Colocar a culpa do que não ocorre hoje, naqueles que vivem hoje, é correto, no primeiro momento. Sinto informar, mas a juventude sempre foi alienada.
- Como assim?
- Nas revoluções do século dezenove, era alienada pelo Iluminismo. No século vinte pelo espírito revolucionário. Atualmente, nesses “anos negros” e apáticos que você coloca... Pelo niilismo aparente, que deriva da palavra latina nihil. Podemos conceituar isso como uma condição cultural em que os indivíduos não valorizam nada, nada parece certo ou errado, bom ou ruim, bonito ou feio. Falo aparente, porque há certa insatisfação dos jovens com mundo, pequena mas ainda há. Ou seja, os jovens ainda são jovens... Só que possuem um paradigma diferenciado de tratar com o mundo.
- Claro! Estão apáticos. Inertes.
- Segundo você, porque já conquistaram a tão desejada liberdade. Já estão inseridos em um mundo democrático, falando das nações ocidentais, obviamente, e não há mais o que reivindicar.
- Não é tão simples. Há o que reivindicar.
- Com certeza! Mas essa apatia não é totalmente condenável. Pela sua lógica alguém que nasceu em 1986, hoje em 2009, terminando sua vida acadêmica, querer somente constituir uma família, ter um emprego, paga suas contas e só, estaria cometendo um “crime”. Transgredindo uma “lei”, de que os jovens não devem estar satisfeitos. Sei que a satisfação pode ser perigosa, e até concordo que ainda há o que reivindicar. Mas não podemos condenar quem está feliz pela sua situação.
- E o mundo que se foda, não é assim?
- Estamos nesse “buraco”, considerando o antes melhor que o agora, justamente por termos pessoas querendo mudar este mundo. Também vou me valer de um ícone de nossa geração, um pouco mais antigo, e mais condenável, o famoso Che Guevara.
- Um símbolo de luta e revolução definitivamente.
- O oposto do Kurt Cobain?
- Podemos dizer que sim.
- Pois eu falo que não. São extremos da mesma porcaria que existe. Um é a personificação cult da fragilidade, do culto ao suicídio, o outro um assassino guerrilheiro, transformado em herói. Duas caras para vender chaveiros.
- Onde você quer chegar?

- Peguemos o que esses dois ícones da modernidade representam. Não quero utilizar Barack Obama, o único é conseguiu ser ícone por ser ele mesmo, não irá servir para o que demonstrarei. Um o ápice da revolução, o outro o representante da fragilidade juvenil dos anos noventa. Estou aliviado por você não ter usado o Rap como exemplo, nem o funk, dariam mais clamor para a discussão. Esses dois indivíduos, viveram épocas distintas, em circunstâncias distintas, um Guerra Fria, o outro a recente queda do Comunismo soviético, mas sua influencia incide sobre a mesma, digamos, geração. Somos filhos de um mundo onde não há mais guerras significativas. Nem frias, nem ideológicas. O mundo não está em paz. Mas o viés de combate ao status quo, não tem mais consistência. Os jovens atualmente não devem brandir armas e fazer revoluções. Afinal, revolução para que? Já temos liberdade.
- Liberdade a que preço?
- Ao preço das leis. Nossa Constituição por exemplo. É um verdadeiro marco de nossa geração. Direitos Fundamentais, princípios constitucionais, para não falar no próprio artigo quinto.
- E mesmo assim, ela ainda é tratada como piada...
- Seguindo suas palavras, ai a “relativização dos valores”. A China se tornou uma potência econômica, aliando economia de mercado e comunismo. Quer maior relativização do que isso? O quê esse fato implica na mentalidade jovem? A relativização do valor democrático. Já conquistado.

Utilizo esse exemplo porque não me importo com, por exemplo, a qualidade da música que é escutada hoje. Isso é insignificante. Apesar de que, poderiam elevá-la um pouco. Nem com qual programa passa na televisão, se ele é ou não uma descarga mental para cérebros. Presumir que esses instrumentos do entretenimento, alienam o indivíduo, sacrificar o próprio indivíduo e sua vontade, sua inteligência.

Concentro minha preocupação no que concerne à visão política e moral do mundo. Fenômenos como o ONGuismo governamental, a auto determinação dos povos confundida com terrorismo, a volta do populismo como arma política. Essas são as mazelas que os jovens devem tomar cuidado. O mundo não é uma piada. Muito menos algo que se pode mudar através da luta, de uma revolução. Jovens não tem poder para tanto. É complexo. A melhor ferramenta para nos libertarmos do nosso niilismo, é o conhecimento.

Uma postura saudosista não leva a nada. Não trás nenhuma vantagem. Somente obscurece o debate. O mundo hoje é diferente. Possui suas crises, como sempre possuiu, e há de superá-las. Um futuro negro nos espera? É papel da juventude mudar essa ordem caótica e apocalíptica na qual nós caminhamos? Não poluir mais. Combater o aquecimento global. Ficar firme durante a crise econômica. Assistir a pequenas guerras ao redor do globo, por motivos, na maioria das vezes, ausentes de razão. Ter uma opinião. Se divertir. Se indignar com os verdadeiros apáticos, os nossos congressistas. Nos preocuparmos com o crescente protecionismo europeu. Saber o que é Bovespa, Dow Jones, Nasdaq. Entender o motivo da euforia pré-sal! Conseguir diferenciar o político oportunista/populista/charlatão/calhorda/peculatista, do apedeuta, do competente. Entender a TPM da namorada. Decifrar o espírito simplista masculino. Aceitar o Complexo de Édipo. Resistir, ou ignorar, o fato de que o tráfico de drogas cresce, mata, e destrói mais vidas do que uma Alemanha Nazista. Conseguir um emprego. Entrar para Universidade. Saber quem foi Voltaire. Pescar uma mensagem subliminar em um outdoor publicitário. Operar o Windows. Usar o Google. Chorar pela África. Diferenciar civilidade de fundamentalismo. Escolher uma religião. Visitar asilos. Fazer caridade. Declarar imposto de renda, é necessário? Ler livros. Blogs. Jornais. Revistas. Informativos. Jurisprudências. Leis. Decretos. Resoluções. Java. COBOL. Teorias administrativas. Burocracia. Escrever um diário. Querer mudar o mundo é só a ponta do iceberg de uma mente jovem!

Um maluco e auto-intitulado mago, falou uma vez que assimilamos informações demais, em número “x” de segundos, e a cada instante, esse número de informações aumenta “y”... A nova geração tem um papel tão importante que é maior do que querer mudar o mundo... È não deixar que acabem com ele.