Mente De Um Zé Que Se Chama Pedro

Este é um espaço para expor meus pontos de vista sobre os mais variados assuntos, desde política até a nova banda que começou a tocar nas rádios. Espero que gostem e que também comecem a despertar seus espíritos para a crítica! Beijos para as mocinhas e abraços para os mocinhos!

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Nome: Pedro Augusto

Um Zé que se chama Pedro.

Sexta-feira, Setembro 04, 2009

O Porquinho e O Jatinho: Estudo Real e Prático Sobre a Natureza Feminina

Imaginem a seguinte situação. Um cara, normal, pacato e gente boa. Um homem regular. Este rapaz te convida para jantar, e você entusiasmada aceita. Afinal, feio ele não é. Quem precisa de um Brad Pitt não é mesmo? O indivíduo fazia sempre seu pé de meia, sua reserva financeira, investindo todos os dias na bolsa de valores caseira e sem atualização monetária... O famoso cofrinho. Claro que você não sabia disso. Era um jantar, vocês ainda estavam se "conhecendo".
O restaurante era bacana. Nada extravagante, ou copo sujo demais. O tão e desejado equilíbrio foi escolhido a dedo pelo homem. Tudo para agradar. A comida era boa. Você pode pedir tudo que quisesse! E você lá, à vontade, consumiu feliz, satisfeita, se sentiu importante e começou a gostar da beleza oculta do rapaz. Seu rosto era medíocre, mas a bondade tinha seu charme. Você solteira não tinha nada a perder... Pensa levemente em repetir a dose dessa noite...
Pede-se a conta. Você abre sua bolsa, por educação. Ele ergue o braço e diz, “não, eu pago”. Um sorriso brota do seu rosto, a idéia te agradou quando viu a conta passar os dois dígitos antes da vírgula. Então, um porquinho de cerâmica brota em cima da mesa. Automaticamente você busca os rostos vizinhos, se pergunta se alguém está vendo aquilo. AQUILO! Deus! Não! O porco se quebra...
Agora me respondam, se isso acontece com você. Sim senhorita! Você se sentiria envergonhada? Difícil? Eu ajudo com as seguintes opções:

A) Claro! Existe cartão de crédito hoje em dia! Que vergonha!
B) Depende. Se notas de cem saíssem do suíno porcelanado, tudo bem. Os bancos iam comer parte do dinheiro com juros, e outros gastos, poupar em casa é até uma idéia atraente. Mas se fossem moedinhas, tintilando ao se encostarem... Aí que vergonha!
C) Jamais! O que realmente importa é o ato cavalheiro do homem. A gentileza que é tão escassa atualmente.

Respondam nos comentários. A cena foi retratada em uma propaganda de cartão de crédito, logo, o objetivo era denotar a vergonha por não possuir o dinheiro plastificado.
Vejamos outra hipótese. O mesmo jantar marcado. O mesmo homem. Só que ainda escolhendo seus milhares de sapatos, infinitas blusas e numerosas calças, sem contar os vestidos no armário de sua mãe, uma vez que o seu está abarrotado das já citadas vestimentas. Cabide por cabide, você quer ficar linda! O celular toca. O moço avisa, “meu vôo foi cancelado, teremos que cancelar o jantar”. Você não chega a ficar triste, desapontada um pouco, mas isso é fácil de resolver. Passam alguns minutos, a idéia de ligar para amigas é boa. O celular vibra ao som Joven Pan. O moço avisa, “meu bem, me encontre no aeroporto, fretei um jatinho e estou indo a tempo do jantar”.

E assim acontece, lá está você na pista, o pequeno avião particular aponta no céu. É noite. O aeroporto iluminado faz o escuro parecer dia. Luzes brilhantes a sua volta colorem o céu. Os pneus do jato cantam ao encontrar o asfalto. Você descobre como um jatinho pode parecer grande. Ele para a poucos metros de você. A porta se abre. E quem desce? O Brad Pitt. É o mesmo homem? Sim. Ele está um pouco mais bonito? Não, e lá isso importa? Você pensava em namorá-lo? Não, só um affair. E agora? Já é uma idéia. Um plus significativo?
Mais uma vez caros leitores, se isso acontece com você, é... Como se sentiriam?

a) Uau! Minha mãe tem que saber disso! Aline também! Rebeca também! Patrícia! Sonia! Rose! Vou fazer questão de contar alto para Mirela... Ela vai morrer de inveja.
b) Com certeza isso impressiona. Óbvio! Mas prefiro esperar pra ver como ele irá pagar o vôo. Vai que surge um porquinho ali, bem na pista, meu Deus!
c) Ele ter ido cumprir o prometido, jantar comigo a qualquer custo. Isso é gentil. Não é o jatinho que impressiona... É ele querer me ver! E fazer de tudo pra isso.

Escutei esse caso durante a aula. Vamos admitir... Relações humanas são engraçadas. O quê funcionaria mais para conquistar: um sorvetinho atarde ou uma ida ao Cirque de Soleil?

Quarta-feira, Setembro 02, 2009

2 - Observações

Quando era mais novo sempre gostava de tomar banho de chuva. Repare na expressão que utilizei. “Tomar banho”. Claro que não levava sabão e bucha vegetal para debaixo do céu nublado, mas todo o objetivo transmitido pela palavra “banho” poderia ser encontrado no meu ato de… tomar banho de chuva. Qual seria ele (o objetivo)? Me limpar de alguma maneira. Nem que fosse só por diversão.
Além disso, e não distonando completamente do exposto acima, a chuva me lembra fim de ano. “Por ser época de chuva Zé”? Pela força do óbvio, claro!, mas também pelo final do ano representar de alguma maneira – além da nostalgia de praxe! – o corte do antigo para o novo, do já maculado para o puro, do sujo… Para o limpo.
A chuva caí para todos! Mesmo com seus diversos significados.

Terça-feira, Setembro 01, 2009

O Homem Mais Forte do Mundo

O trovão ressoa. A descarga de eletricidade corta o céu. A luz ilumina o campo em minha frente. Ventos furiosos moldam a vegetação à sua vontade, de um lado para outro os ramos dançam. O mesmo acontece com meu quimono. Agora indomável pela tempestade que chega. Ajeito a faixa vermelha em minha cabeça, aperto mais do que devo. Ela precisa estar firme. Repito com a faixa preta em minha cintura. Um relâmpago cai, silencioso por poucos segundos. A silhueta do homem mais forte do mundo surge no horizonte. Minhas mãos ainda agarram o tecido em minha cintura, firmo-o mais uma vez.
É um monstro. Um verdadeiro gigante. Ele caminha lentamente em minha direção. O vento está a seu favor, os ramos deste campo também. Sinto o frescor da chuva que ainda não cai. Mais uma vez o céu negro é iluminado, assim posso ver com mais detalhes o homem. Colossal. Não há outra palavra. Dois metros, ou mais, de pura força bruta. O peitoral é imenso, assim como todos os outros músculos do corpo, em especial as pernas enormes. Sua arma. Os ventos mudam de direção. Mal notei que tinha segurado minha respiração. A terra parece tremer. Outro relâmpago. Suas faces são rudes. Ameaçadoras! O rosto com cicatrizes e um tapa olho. Seu olhar é de um caçador... Não! De um lutador.
Não há necessidade de comprimentos. Nossos espíritos agora lutam. Permaneço firme, encarando-o sem desviar uma única vez. Como ele é grande! Com certeza o mais forte. O mais habilidoso. O único. Os céus entendem o que está acontecendo, esbravejam e tentam nos acalmar com seus ventos e gritos! Não vou fugir. Eu vivo por isso. Para isso! Gostaria que Ken estivesse aqui. Sua boca não se fecharia, o tempo todo lançaria piadas, faria graça do tamanho de meu oponente. Só para tentar aliviar a tensão. No fundo somos iguais... É aqui, na arena de luta, que somos verdadeiros. O raio demora um pouco mais, chega a parecer dia.
Escurece novamente. As nuvens se encontram e a terra geme. Ele corre em minha direção! Suas pernas gigantescas dão uma velocidade fora do normal, seu tamanho e peso nem chegam a atrapalhar. Em poucos instantes o monstro está próximo. Ele salta! Arqueia o joelho para frente. Uso meus antebraços para me defender do poderoso golpe. O impacto quase parte meus ossos! Giro rapidamente e busco seu rosto com meu calcanhar! Acerto! O gigante nem ao menos sente o golpe, esperava ao menos atordoá-lo. Ele contra ataca. O peito do seu pé acerta minha cabeça. Antes de conseguir me recompor sua outra perna atinge meu abdômen. Escarro sangue. Um estrondo percorre as nuvens negras. Tento golpeá-lo com socos. Sua defesa é rápida. Não vejo buracos! Droga! Seu punho acerta minha face. A grande massa muscular de usa perna me acerta mais uma vez. Não! Lute! Vamos! Acerto sua barriga! É como bater em rochas. Seguro por um instante meu punho em seu abdômen, e forço-o para frente para aumentar a dor. Tenho que feri-lo por dentro! Maldição! Ele mal sentiu... Mal consegui enxergar o golpe... Cambaleio um pouco. O vento me lembra que estou sangrando. Sangue e suor refrescam meu rosto. O ogro avança, não há nada que eu possa fazer. Como um tigre, rápido e mortal, agora o homem está abaixo de mim, com o corpo quase agachado. Meu olhar encontra o seu. Peço força às minhas pernas... Em vão. O punho grotesco acerta meu queixo, de baixo para cima, me elevando às alturas!


Se apaguei foi por alguns segundos durante o vôo. Não sei quantos metros eu fui lançado ao ar. Acordei com o impacto de minhas costas no chão. O barulho foi oco, abafado por outro trovão. Os ramos me abraçam. Acariciam meu rosto aos mandos do vento. Tento respirar. Uma gota de chuva caí em minha face. Me levanto. Com dificuldade, admito. Um espasmo de dor me faz cair de joelhos, meus pés descalços e minhas mãos agora tocam o barro. Tento respirar. Peço forças. A risada do homem é cavernosa. Ele ri! Zomba da minha fraqueza, com a certeza que é mais... Forte.
Algo pulsa em meu interior. Percorre todo meu corpo, até a ponta dos dedos. A mão que outrora tremia, agora não treme mais. Fecho-a com força. Firmo a perna e levanto. O ar entra com violência em meus pulmões. Ergo meu corpo, a dificuldade parece ter desaparecido. Eu vivo por isso! Com o rosto ferido, mas firme, fito o homem. A risada cessa. Um clarão. Eu avanço! Meus pés são ágeis, minha velocidade maior do que a dele. Salto! Preparo a voadora! Acerto seu rosto. Logo que caio, giro meu pé em rasteira, ele esquiva! O gigante também sangra. Chego a gostar desse momento. Parto para o ataque! Com violência! Com a brutalidade que o momento merece. Nossos golpes se encontram, o som é estrondoso. A cada ataque o vento é forçado a mudar seu caminho. O monstro passa a me tratar com respeito, mesmo ainda com a certeza de sua superioridade. Suas mãos agarram a gola de meu quimono! Sou erguido, não tenho mais o apoio da terra firme, o joelho maciço golpeia meu abdômen. Duas vezes! Três vezes! Quatro vezes! Perco a visão. Tudo embaça. Sou arremessado para longe! Quico no chão, arranco a folhagem com o atrito. Me levanto! E corro em direção ao monstro! Agora suas mãos são tomadas por um fogo amarelo fosco e brilhante, por mais contraditório que seja, é assim que vejo! A energia ilumina a escuridão. O plasma percorre seu braço de forma mágica, seu peito infla, e, repentinamente, seus punhos se unem e o fogo é disparado. Sinto o que emana do poder antes mesmo dele atingir meus braços, mais uma vez utilizados em minha defesa. A bola de energia explode! O ardor agora consome meus antebraços. Mas estou de pé. Aos poucos a fumaça amarela dispersa no ar. Encaro-o. Ele vacila. Corro! Dou um pequeno salto e giro! Como um helicóptero! O primeiro chute atinge sua defesa, o próximo também, na terceira vez seu braço magno fraqueja e atinjo seu rosto com violência. Quando ponho meus pés no chão, Sagat ainda está de pé. Mais uma vez o estranho pulso percorre meu corpo, agacho, firmo o braço direito, aperto meu punho... E subo! Ganho os céus! Após o clarão, me vejo em terra novamente...

Sagat geme, agora caído em meio à folhagem. Mal noto o sangue em minhas mãos. Vermelho intenso, como de minha faixa. Em todo meu braço! Sagat se levanta, com a mão no peito. Um corte em diagonal. Uma cicatriz agora desenha seu tronco monstruoso. A vergonha da derrota. Símbolo de que o homem mais forte do mundo pode ser ferido! Seu rosto agora denota raiva. Ódio! Desespero! Sagat urra! Ruge como um tigre. É isso que ele é agora... Um animal ferido. Aprecio o momento com uma crueldade incomum. O pulso agora é constante.

Nos encaramos mais uma vez. Eu firme. Ele cambaleia. Os raios aumentam seu ritmo. As nuvens negras agora são contornadas pelo azul das descargas elétricas. Estou calmo. O vento deixa de bailar a esmo. Eu o comando agora. A minha volta a mata se distancia. Repelida pelo meu poder. Respiro fundo, como se tempo tivesse. Sagat ainda ruge, correndo em minha direção. Aproximo a palma de minhas mãos. Meus bíceps e demais músculos se enrijecem. A força começa a surgir. O fogo azul é atraído para a palma de minhas mãos. Ele surge. Como mágica! A bola de energia não se limita em meus dedos. As chamas azuis percorrem meu corpo. Canalizo o poder. Tento controlá-lo, agora mais selvagem. Mais incontrolável! Mais poderoso! Estou calmo. Sério. Paciente. Sagat avança... A energia pede para ser liberada. Exito um pouco. Apenas por um instante... E assim... Grito seu nome... Libero aquilo que vive em mim!
- HADOUKEEENNNN!!!

1 - Observações

Vocês estão lendo uma nova categoria de textos. Eu a chamo de “Observações”. É uma idéia que tive durante o ócio. Calma, não ando tão à toa assim. Foi durante o ócio proporcionado pelo transporte público, dentre solavancos e curvas inconseqüentes. Ou aquele momento maionesístico (perdoem o neologismo) no qual nos perdemos em pensamentos, enquanto nossos olhos buscam algum significado na paisagem que nos cativa. Credo! Me perdi! Não, não! Isso não tem nada haver com essa categoria! Puta merda. Ops! Desculpem o palavrão. O quê acham de mudarmos o parágrafo?
Melhor! Bem melhor! Então... Essa classe específica de textos possui essa alcunha de modo proposital e auto-explicativo. Vide dicionário. Serão textos rápidos, curtos, reflexivos e pontuados. Um exercício narciso do meu eu pensador. Vulgo viadagem filosófica.
Por falar em filosófico, vivo me perguntando da utilidade da nossa queridinha Filosofia. E olhem que eu adoro Filosofia. Posso me considerar um admirador infiel, duvidando da fidelidade prática da busca pela sabedoria, do amor pela mesma. Ao mesmo tempo, e acho que é de claro entendimento para quem leu mais de dois livros na vida (Pequeno Príncipe e nenhum do Augusto Cury contam, por favor!), que temos o mundo que temos (Ocidental, Democrático, com liberdades, etc.) graças aos grandes pensadores! Aqui tenho a obrigação de incluir toda a gama de cientistas/filósofos que criaram os alicerces para deixarmos de lado, nem que seja um pouco, o nosso jeito animal de ser. Ou você acha que o homem criou a roda do nada? Ela brotou do chão? Presente divino? O ser humano deu um peido e caiu uma roda do céu!?
Aqui coloco as invenções tecnológicas ao lado da filosofia por um motivo único, de fácil constatação e bem bacana de se pensar... A inquietação com o status quo vigente. Inquietação intelectual, no caso da filosofia, das ciências humanas em geral, da necessidade de explicar e, apresento aqui o marco diferencial com ciências de cunho biológico/químico/matemático, de compreender os fenômenos/fatos sociais e individuais que nos cercam. Queremos um celular como? Queremos um mais prático, simples e moderno. Em suma, ansiamos melhorar! Precisamos entender como funciona a psique humana porque é chique? Porque ninguém se conforma em ter fantasias inconscientes de pegar a sua mamãe? Édipo para os meninos, Elektra para as meninas? Não! Isso acontece pela razão de existirem matérias que não conseguimos explicar, isso gera um desconforto e dá-lhe neguinho pesquisando, chafurdando, refletindo, e quantos mais gerúndios você quiser. Gerúndio?
Uma propaganda de certa Universidade, nos apresentava um rápido resumo da evolução, tinha música de fundo e voz grave de narrador (aquela misteriosa e confortante). Ao final, depois de expor Galileu, Einstein, a narrativa conclui que são as questões que movem o mundo. É a necessidade do homem em, aqui vou eu simplificar as coisas, perguntar é que nos trouxe tanto avanço e prosperidade. Bonito, não é? Mas não. Não penso assim. Perguntas por si só não saem do lugar. Nem pensamentos em si. Nada disso presta, ou fez o mundo ser o quê é. Perguntamos porque queremos saber a Verdade. De uma vida mais confortável, mais justa, mais... Humana. Somente questionar não considero nem ao menos o começo. Pensar não pressupõe necessariamente uma questão. Ela é necessária, como marco inicial? Tudo bem. Mas ao darmos importância em demasia para as questões, nos esquecemos das verdades (leia-se respostas) que elas nos dão. Deixamos escapar entre os dedos a finalidade... Disso tudo! Essas verdades temporárias. Sim, temporárias, e ainda verdades! São nossas certezas momentâneas que trazem o avanço, e delas posteriormente surgirá a inquietação. Qual a nossa verdade? “Só sei que nada sei”, diria Sócrates. Não meu estimado e retórico amigo. Só sei que um dia saberei!!!
Como primeira Observação não saiu como deveria. Grande em demasia. Muito prolixa, eu diria. Estava lendo Schopenhauher domingo. Era algo sobre tipos de escritor. Me encaixei em um dos três tipos que me foram apresentados, não lembro muito bem. Acredito que sou da trupe que pensa, depois escreve. Será?