Quinta-feira, Junho 24, 2010

Das Bobagens e Da Política


Adoro Ciências Humanas! O atestado de não somos exatas estampado na testa do rótulo é maravilhoso! Sublime. Sendo filosófico, o que vem a ser o humano? O falho. O civilizado. O racional. O inventor das privadas e do saneamento básico. Vamos adiante, mas lembro que voltarei a falar das privadas e de sua função importantíssima em nossa sociedade. E ciência? Conhecimento sistematizado? Ordenado? Especializado? Verdades certas e comprovadas? Poderíamos então tratar as ciências sociais como algo mutante. Aquilo que se adéqua às mudanças da sociedade. Não sou bom em definições, e nem quero definir nada, mas posso contrapor Ciências Humanas com Ciências Exatas, e logo ficará claro o que quero expor. E ciência política é uma ciência humana! Política habita o campo do ser, do homem, do abstrato ser humano. E do larápio também, como sabemos. De Brasília também, é claro! E a bobagem também habita o campo humanístico da parada, para ser descolado como de costume! De Brasília também! Então, para tentar concatenar as idéias, política e bobagem são imãs perigosos, atraídos pelo magnetismo da consciência. Eis o tema, consciência política!
Brincando com a massinha, é de conhecimento de alguns que nem sempre existiu essas ramificações bacanérrimas da ciência. Alguns filósofos, grandes deles por sinal!, eram matemáticos, médicos, apostadores safados, pederastas e se procurarmos, até engenheiros! Hoje temos um prédio que se chama Faculdade de Ciências Humanas em nossas universidades. E lá são produzidos os conhecimentos humanos. A título exemplificativo, numerus apertus, de lá saíram filósofos, sociólogos, antropólogos, juristas, psicólogos, designers (sério!), maconheiros e propagadores de bobagem! É disso que a academia brasileira é feita!
Uma grande bobagem inventada em nossa academia é a famosa consciência política. É o tipo de faculdade que temos para nos atentar ao que acontece na sociedade, na política, na economia. Assim como temos o anjinho que belisca a ponta da orelha ao pensarmos em furtar coisa alheia móvel, ou bebês em maternidade, ou bater na mãe, sendo cruel, abissal!, não devolver o troco a mais recebido na grande e poderosa manipuladora capitalista rede de megamercados do Carrefour, temos, ou temos que ter segundo o imperativo categórico do cidadão corretamente politizado, a noção do que acontece de errado no mundo político. Qual a utilidade desse tipo de consciência? Como ela deve ser exercida? É de comer?
Nossa consciência pode se materializar em uma omissão. Por exemplo, não levar embora o dinheiro achado na carteira perdida. Esse atributo também pode se expressar de maneira torpe, deficiente, quando levamos o dinheiro, mas deixamos todos os documentos. O mesmo ocorre com nossa consciência política. Estou utilizando o itálico para que, ao lerem, imaginem a voz do Cide Moreira. Vamos lá, releiam. Super descolado esse blog! Enfim, temos uma doença social no Brasil. Uma não! Milhares! Mas a síndrome da consciência política (podem alongar um pouco a palavra política, assim ó, “políííticaaa”, para lembrar “Jabulaniii”) é que nos interessa. Vamos analisá-la de maneira sucinta.
Preliminarmente, falo doença no sentido figurado. Ninguém vai sair por ai espirrando Maquiavel nos outros. Ou vai? Sacaram!? O pseudo-consciente, ou o adoentado, é aquele que consegue sim, ficar antenado ao mundo a sua volta, conhece o básico de uma estrutura governamental, já leu em algum canto o quê é forma de governo, sabe quem é o vereado (mas para que serve é um mistério!), tentou saber a definição de democracia, sabe a palavra Constituição (já o significado é outra história),e por ai vai. Em suma, somos todos, ao menos um pouco, falsos conscientes. Até ai estamos em nosso interior. Nossa consciência. Nossas certezas e críticas. O adoentado politicamente vai além, ele exterioriza sua indignação, muitas vezes fundada (nem tantas assim) em algo que realmente se deva indignar, dependendo da boa fé, vaidade, do tédio ou financiamento que o caboclo recebe. O rapaz ou moça pega um cartaz escreve três palavras, se filia a um sindicado ou partido ou movimento, fica pelado na reitoria, ocupa algum prédio público ou particular, leva mais semelhantes para tal ato, provoca apitassos, panelaços, estardalhaços, e hoje em dia, twittadas com jogo da velha (#). Podem até fazer blogs! Sério! Sentiram o catarro?
Brinco com isso para mandar uma mensagem importante! CONSCIÊNCIA POLÍTICA NÃO É SINÔNIMO DE: PASSEATA, PROTESTINHO BOÇAL (#), BADERNA, LEITURA DE RESUMOS DE MARX, e por fim, lembrando sempre que essa lista é, me remeto à expressão de língua morta que só vive no Direito, numerus apertus, FICAR NU! E é só olharmos ao nosso redor, ou na Praça Sete (para os belorizontinos e belorizontenses), também em nosso Congresso Nacional, com seus dinossauros despreparados, desrespeitosos e legisladores, nosso Executivo!, nosso Judiciário!, e até, por favor isso é preocupante, DENTRO DE NOSSAS UNIVERSIDADES!

Exemplos:

- Estudantes da UnB.
- #DiaSemGlobo.
- Antiamericanismo.
- Sindicalismo.
- Passe livre para estudantes.
- Liberação da maconha.
- Não vote, lute.
- MST.
- Ambientalismo exacerbado.

A bobagem surge da interpretação equivocada da realidade, do desconhecimento, da ignorância, ou então da sandice. Se brota da má-fé, é canalhice e bandidagem! Ter consciência política, antes de tudo é saber ler, no sentido mais largo que essa palavra possa ter.
PS: Caso ainda tenham vontade de sentir o vendo nas partes baixas... Se preparem para tal! Pelo amor do santo e único Camarada Supremo! Ilustro esse texto com a mais ofensa aos olhos alheios que se possa fazer. A prova do perigo da consciência políííticaaa.
PS2: Cuequinha verdinha, que gracinha!
PS3: "O corpo é meu", diz a mensagem, "de outra maneira não poderia ser", diz o poeta, e, "graças a Deus", nós agradecemos.

1 comentários:

Anônimo disse...

Acho que você generalizou um pouco. Tá certo que sair protestando pelado não adianta muito, mas do jeito que você escreveu parece que todo mundo que protesta é um ignorante político sem causa.