Terça-feira, Dezembro 07, 2010

Cinco Anos e Um Texto

Acabou. Engraçado é esse sentimento que fica antes e após o fim. Gostaria de colocá-lo aqui, nesta despedida, mas creio que minha linguagem limita meu pensamento, e ela ainda é pobre. Arriscaria dizer que minha linguagem neste momento é tão deficiente que me envergonho, afinal, minha profissão lida com palavras. Com a linguagem. O melhor que posso fazer é constatar o óbvio... Acabou.

Não estou triste. Definitivamente não! O fim não é ruim. Muito menos a linha de chegada de um curso superior. Se me permitem arriscar eu diria que sinto um alívio angustiante. Foram um pouco mais de cinco anos de estudos dedicados ao Direito. Falarei dele um pouco adiante, ou acham que tudo se resume ao que aprendi dentro das salas de aulas e com a doutrina que nos é passada?

Vivi o que muitos consideram a melhor fase da vida, a juventude. Agora me encontro nos degraus finais do que acredito ser uma pessoa adulta. Ora, não poderei nem mais pagar meia entrada como estudante! Muito menos me esquivar de certas responsabilidades, "tenho que estudar para prova!". Conheci tantas pessoas e lugares que fazem o Direito em si ser o coadjuvante nessa saga. Dramático? Este é o fim, não há como se esquivar do drama, da nostalgia que azeda nossa boca e adoça nossas memórias. Eu queria não ter arrependimentos, mas não sou tão bom assim. Tenho! Vários deles. Mas também tenho orgulho! Das farras que fiz! E, principalmente, dos exemplos que me foram dados. Mestres e amigos integros são mais inesquecíveis que o primeiro amor da puberdade. Tenho uma certa tara decorosa pela qualidade integridade. Tão rara e tão preciosa. Nada de nomes. Não agora!

Ah, o Direito! Essa ciência complexa. Humana? Não tanto quanto gostaríamos. Exata? Formar em Direito é antes de tudo se tornar um insatisfeito. Impossível estudar o que estudamos e acreditar que vivemos em um mundo, digamos, aceitável. Não dá! Caso contrário é preciso buscar mais uma vez as carteiras, os quadros e os livros. Com este termo último carrego um fardo, o de conhecer as regras que regem nosso mundo. As leis dos homens.

Algo gelado não quer permitir que eu me despeça de maneira digna. Desde os primeiros dias de aula eu fantasiava esse texto. No fundo era de se esperar que nada épico ou poético saltaria dessas letras. Nomes! Isso que todos esperam, os tão e graciosos nomes. O reconhecimento de um apoio, uma mão amiga... Não, não são tantos assim. Estão todos seguros comigo, salvos em minha memória e aquecidos em meu coração. Obrigado!

4 comentários:

Pepper disse...

Drama? Pra que drama? Você é hemo, não emo, lembra?
E pô, fiquei te procurando mó tempão na primeira imagem deste texto e nem te achei... mó vacilo isso! ¬¬

Pepper disse...

Ah, parabéns! :)


bjs!

Andréa Rodrigues disse...

Parabéns meu Lindo Afilhado! Sinto tanto orgulho de vc. Como sempre, vc escreve com o coração e muito saber. Parabéns por ter concluído esta etapa tão importante e grandiosa da sua vida. Bjs. Te amo!!! (Vovó também).

Amandinha disse...

Parabéns é a melhor expressão, porque engloba todo os sucessos e os não tão sucessos desses 5 anos, e significa que há um mérito ao final desse tempo..

esse misto de sentimentos, de nostalgia pelo que já foi, e pelo desconhecido de ser profissional, não dá nem pra imaginar! Dá pra sentior pelo texto a emoção, e tudo que vai deixando pra trás...

No mais, Parabéns de novo! E boa sorte =D