Quarta-feira, Maio 04, 2011

O Forró, A Dança e A Natureza Masculina

Ando um pouco parado, eu sei. Tenho lá meus motivos, são vários projetos paralelos, entre eles, um em especial, é o que me ocupa mais tempo, pode ser chamado de ócio. Bom nome. Nunca pensei que o ócio fosse o maior inimigo desse blog. Meu inimigo, em suma. Tento me adaptar a uma nova rotina, malhando muito e assistindo ao Jô toda noite. Agora inclusive! A Sandy (no Programa do Jô) minha companhia, isso mesmo!, a devassa das devassas. Inspirador! Vamos lá?

Todas as pessoas gostam de forró. Não? Muitas pessoas gostam de forró? Ainda não? Poucas pessoas gostam de forró? Calma, calma, tentarei melhorar. Existem pessoas que gostam de forró! Nem muitas, nem poucas, sem preconceitos, exclui-se aqui a subjetividade, bem aos moldes do politicamente correto que nos acomete em dias atuais. Pessoas que gostam de forró são parte do nosso dia a dia. Comem o quê comemos, respiram o mesmo ar que o nosso, adoecem como nós adoecemos, choram como nós choramos. Não é mesmo? Eu entendo esse afeto pela dança desse seleto grupo. Afinal, são calorias a menos, e sempre isso será uma coisa boa! Há aqueles que apreciam a cultura brasileira, tamanha festividade folclórica, o forró nos remete a tempos remotos, a bailes, ao som da sanfona, ao magistral triângulo. Segundo o Faustão, há também as competições. Temos também Itaúnas e suas Dunas! E é claro, a dança em si, que as mulheres que gostam de forró apreciam. Para os mais desatentos, não gostaria de prolongar a introdução, portanto declararei o mistério a ser desvendado nesse texto, eu exclui os homens (héteros, machos, peitos peludos, etc.) desse último aspecto convidativo da dança. Afinal, respondam por mim, por que os homens vão ao forró?

Delimitado a nossa problemática, antes de respondermos a tal pergunta, devemos analisar alguns elementos da natureza masculina. O homem condiciona sua vida de maneira simples, bem aos moldes que a professorinha do Mobral nos ensinou. Os homens nascem, eles crescem, se alimentam, jogam vídeo game, se reproduzem, e por fim, morrem. Eis o mistério da vida! Não entendo porque os gregos passaram tanto tempo buscando a natureza das coisas. Tenho lá minhas teorias, que vão da vestimentas usadas na época, aos hábitos moderninhos dos atenienses, a ausência do vídeo game, mas isso não é assunto para ser tratado aqui. Provavelmente, o leitor foi chamado atenção para duas etapas da vida masculina. O jogar vídeo game, muito auto-explicativo. Melhor, totalmente auto-explicativo. O outro ponto é reproduzir. Bem animal, eu sei. Nossa natureza é animal! E animais não dançam! Posso afirmar de antemão que homens não gostam de dançar, e se dançam eles o fazem para completar uma das etapas de sua vida. Adiante.


Como foi apontado no parágrafo anterior, a etapa reproduzir (diferente de adotar, plantar, criar poodles como se fossem filhos) implica, até o momento (vai saber um dia!), a figura de outro indivíduo. Sim! As nossas queridas e únicas mocinhas! As mulheres! Essas obras de arte da natureza. E por elas, explicarei melhor, utilizando de eufemismos e floreios, a etapa reproduzir. É feio falar em sexo, quando a palavra não sai dos lábios delicados da Fernanda Lima. Reproduzir humanamente implica todos os romantismos, jogos de poder, telefonemas, mensagens e cutucadas no Facebook. Quando utilizo a palavra reproduzir, quero transmitir a propensão masculina em querer contato com a espécie feminina. Como os pavões! Por elas os homens são capazes de muitas coisas, e acreditem, muitas coisas constrangedoras, que colocam em cheque sua própria natureza. Exclui-se aqui o vídeo game, em um patamar quase que igual (mas jamais igual!, sentar no joystick não é opção garotada! – pode até ser, mas... pro escambau o politicamente correto!) ao das mulheres.

Imaginemos um imã. Não. Imagine uma luz, bem brilhante, pode ser incandescente ou fosforescente, um verdadeiro sol majestoso, o sol é a garota, o rapaz é o mosquito, que ininterruptamente tenta alcança-lá. Essa é a força motriz da vida masculina. Não é segredo, pelo contrário, é bem comum escutarmos a seguinte afirmação, “homens vivem em função das mulheres”. E isso é verdade. Realização profissional? Amor próprio? Bens matérias? Um cachorro? Cá entre nós, satisfazem por um tempo, mas Freud não mente!

Espero que não restem dúvidas a respeito desse ponto. É simplista, pode ofender, mas mesmo os ofendidos devem admitir que há algum sentido. A dança em si eu considero algo um tanto quanto tribal. A idéia de uma fogueira e pessoas à sua volta se remexendo sempre me vem à mente. E possui elementos culturais, as tais calorias queimadas, mas quando tentamos encaixá-la nas etapas vitais masculinas, onde a dança se encaixa? Ninguém nasce dançando, somente o Michael Jackson. Crescer? Não, uma vez que crescemos enquanto dormimos segundo o doutor na Ana Maria Braga. Faz mal comer e dançar, e exige uma habilidade que não temos, e faz mal, nas palavras do mesmo doutor (que não existe, foi uma piada!). Jogar vídeo game? Não, não, não. Esses jogos dançantes são para meninas, isso pode ser notado pela quantidade de rosa nas caixas de tais games. Ou é corrida, futebol, luta ou guerra! Se reproduzir sim podemos notar a presença da dança. Ela é utilizada como meio para o fim, que é... Morrer e dançar não são compatíveis, ponto.

“Mulheres associam a dança ao sexo”, disse grande Hitch. O homem quando dança ele se aproxima, não há no universo masculino aquele que dança por dançar. Os rapazes não ligam um para o outro convidando uns aos outros pleonasticamente para sair e dançar. E aqui retomo o estimado forró. Não é possível dançar o forró sem o mínimo de contato, e mais!, não se dança o forró sozinho. É impossível! Somente os bêbados e trapalhões imitam os passos pra lá e pra cá ao som da sanfona. Não existe o forró (hétero) entre homem e homem. O roçar de barbas não é nada convidativo, vai por mim. Logo, o homem convidará a mulher, e ambos, de mãos dadas, rostos colados, coxas entrelaçadas, iniciarão o vai e vem gostoso, seguidos de rodopios e manobras radicais. Ao ir em uma festa que toque o estilo musical adequado para tal acrobacia, a mulher quer dançar. Ela gosta disso. Se o prazer em si da dança é pouco, o queimar calorias é mais do que convidativo. Já o mocinho, vai ao forró porque a mulher gosta de dançar, ele sabendo dançar, temos um facilitador para a abordagem, para a aproximação, afinal há o contato das mãos, do rosto, das coxas!!! Dançando bem o homem aumenta suas chances em 68%, segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Dados Demográficos Falsos, eu creio em um percentual muito maior. Quando se dança bem, mais tempo a mulher quer permanecer em seus braços, e quanto mais delongas, maior o tempo para o “balangar de beiços”, para o “jogar idéia”, ou no carioquês, para o “caô”.

Por que os homens vão ao forró? Respondam vocês mesmos. O Tato do Fala Mansa, acompanha o entendimento de maneira tímida, ao dar destaque ao fato do forró ser “meio caminho andado” para a garotada. Esse é um verdadeiro especialista. Um leitor da sociedade! Eu prefiro ser um pouco mais rude, porém de clareza ímpar. Homens vão ao forró para pegar mulher. Se preferirem, valho-me do eufemismo e concluo que os homens vão em busca do amor de suas vidas. Não funcionou muito bem, não é? Porque não estamos de mãos dadas, minha boca não está sussurrando ao pé de sua orelha, e nossas coxas não estão em um movimento sugestivo, enquanto acaricio sua cintura.

1 comentários:

Amandinha disse...

é tudo questão de prioridade...
tudo bem, pode ate acontecer, a proximidade é propícia, mas forró é divertido, uai! hahahaha
pode não ser lá um videogame, mas...dá até pra esquecer todas as artimanhas! dá pra pegar na cintura da moça sem pensar em outra coisa! (ou não?)