<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236</id><updated>2012-01-31T06:33:44.154-02:00</updated><title type='text'>Mente De Um Zé Que Se Chama Pedro</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>111</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-9051958430722514421</id><published>2011-12-23T17:19:00.003-02:00</published><updated>2011-12-23T17:43:03.539-02:00</updated><title type='text'>O Último Texto</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rAZdCvPoB6o/TvTX31PP3tI/AAAAAAAAAq8/Dr0T9B75_fM/s1600/PQAAADbZhFyWfKzFW5TyNrt3_CCRIIH6qJAcuDRy-RPMpFYNWLgewRdPvzJlsniy7j0TTu0vdzJSePHyfye2Lz1YRHwAm1T1UEhWqB-fqHsiI7ZzqV3tFpwvyHKB.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-rAZdCvPoB6o/TvTX31PP3tI/AAAAAAAAAq8/Dr0T9B75_fM/s320/PQAAADbZhFyWfKzFW5TyNrt3_CCRIIH6qJAcuDRy-RPMpFYNWLgewRdPvzJlsniy7j0TTu0vdzJSePHyfye2Lz1YRHwAm1T1UEhWqB-fqHsiI7ZzqV3tFpwvyHKB.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689409583459589842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Hoje é o último dia que escrevo no blog.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Isso mesmo!, é o que chamamos de fim. O inevitável de todas as coisas vivas, e eu sempre acreditei, o blog, minha escrita, todos esses anos, foi algo vivo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;A decisão tinha que ser tomada neste ano, 2011, pelos mais variados motivos. E faço com orgulho, pitadas de tristeza e um sentimento de realização. Esta página virtual acompanhou coisas demais! Comentei dos roubos descarados e da incompetência de nossos políticos, critiquei esquerdistas, dissertei sobre economia e Direito. Por outro lado, minha faceta mais descolada, ensinou as moças a se portarem melhor diante de nós moços, psicologicamente e também no vestuário, por que não? Tentei dar dicas importantes aos rapazes para não morrerem encalhados, e acreditem se quiser, já ouvi comentários pessoais de que as dicas foram muito úteis ao casal, que por felicidade do destino, estão juntos até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Consegui extrapolar o mundo virtual e me aventurei em jornais como os locais de Lagoa Santa e o Estado de Minas, revistas também locais e, um dos dias mais empolgantes, quando o blog ficou disponível no site da Veja, e sites variados, de artigos, e no Ocioso. São pequenas conquistas, bobas eu diria, mas me deu a sensação de ser lido, como falei acima, me senti vivo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Num geral nunca busquei ter leitores. Digo, óbvio que quero ser lido, pelo maior número de pessoas possíveis. Quando se fala em liberdade de expressão, dar a cara a tapa, é necessário! Estar aberto a receber de volta opiniões variadas, muitas vezes ofensivas, faz parte do jogo, e eu gosto desse jogo. O que eu quero transmitir é que escrever não é minha profissão. Eu não preciso disso financeiramente e, podemos brincar com o neologismo, egocentricamente. Escrevia porque gostava. E confesso, é a única coisa que gosto de fazer, de verdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Foram 3 eleições, guerras, tragédias, 3 namoros, um curso de Direito...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Seis anos bem escritos, eu diria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Estava preparando um texto bombástico, prometido há quase seis meses. Trataria das obras públicas, exaltaria a importância de termos uma instituição, tudo para tentar clarear um debate político diário que me parece um tanto quanto infantil, imaturo e burro. Na esmagadora maioria das vezes tem-se uma ignorância latente das opiniões, e longe deu ser um analista político, porém creio ser imprescindível ter certa noção daquilo que debatemos. Não flerto com o “tem que acabar com tudo para dar jeito”, golpes, revoluções e protestos não me interessam. Tais facetas não merecem credibilidade, iria dizer o porquê, só que tratamos hoje de um fim, e não da continuidade, a dissertação me tomaria um tempo, que hoje, não quero ter.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Prometi também escrever sobre o Cruzeiro. Quase que por conseqüência, falaria do sofrimento, e como sofremos em 2011. Mais pela incompetência da administração desta instituição (vejam como o texto que não virá iria se entrelaçar!), quando não do mau caratismo evidente em alguns momentos. Aplicaria isso ao futebol em geral, dominado pela ganância de poucos, que fazem do coração de muitos o alvo principal. Alguma semelhança? Instituição logicamente está ligada à perpetuação no tempo, ao transcender do homem, ser finito. Essa paradinha super descolada e essencial em termos civilizatórios tem como objetivo se desprender da figura humana. Não temos o Presidente fulano, do Cruzeiro, ou o Prefeito ciclano, de alguma cidade. Temos a instituição Cruzeiro e a instituição chamada Prefeitura. Divaguei um pouco, como sabem, nunca fui mestre em concatenar idéias. Zombaria dos estimados atléticanos e de seu amor patológico (algo aqui daria um bom trocadilho, rá!). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Por fim, fiz voto de escrever sobre meu coração. Afinal, o blog também foi uma terapia importante sobre minha pessoa. Há tantas palavras da minha alma aqui. Me conhecer é a tarefa mais fácil, eu acho. Há cada inconveniência escrita por aqui, sem arrependimento, juro! Claro que me arrependo de muitas coisas, demais até. Menos de ter me exposto quando isso era necessário. E ao fazer coisas boas saíam, textos bonitos, de verdade!, alguns tristes, outros esbanjando felicidade. Disso que somos feitos, de alegrias e tristezas. No fundo, esperava que o leitor se identificasse, que não se sentisse sozinho ao saber que outro possuía sensações e sentimentos parecidos. Somos seres distintos passíveis de emoções muitas vezes similares. Quem nunca sofreu uma desilusão amorosa? Ou teve alguma amargura, ou queria explodir de felicidade após uma farra com os amigos do peito. No fim, meu coração ao se transformar em palavras poderia fazer bem a alguém indistinto, um terceiro desconhecido que se veria traduzido nesse personagem real que sou eu. Que coração nunca se sentiu perdido afinal? Quando dois perdidos se encontram, nem que seja no campo das idéias, a solidão é menor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Fiquei mais insensível (alguns não irão acreditar nessa afirmação – risos) ao decorrer dos anos. Não só eu, o Pedro, o Zé, o dono da mente. As pessoas num geral, ao envelhecerem, se tornam levemente mais amargas. É a conseqüência óbvia, e eu gosto de flertar com o óbvio, da vida. É a resposta primeira pelas experiências que vivemos como seres humanos. Eu não me sinto confortável com isso, e por mais contraditório que seja, creio que os homens não devem ser sensíveis, esclareço, em público. A sensibilidade que se perde não é simplesmente o choro, ou uma carência, é algo mais abstrato e sem nome. E é isso que terão de meu coração, por último, uma sensação perdida, abstrata e sem nome.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Agradeço aos leitores que sempre tive... de coração. Oh, outra contradição, além do exposto, outro pedaço meu lhes é entregue, minha gratidão! “Menino confuso”, diriam!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Outros também verão esse texto com pouca importância, assim como sempre viram o blog. Ignorando-o. Assim como ele começou, ele vai terminar... Do meu eu para mim. Fazendo jus ao nome, Mente De Um Zé Que Se Chama Pedro. Hoje ela se cala.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;Meio mórbido não? E claro que morbidez e esse Zé não combinam. Moçada, me calo porque não quero ficar limitado! Vou incrementar meu sonho, e em 2012, farei o possível para publicar o primeiro livro, em 2013 o segundo e assim por diante até que este mundo acabe!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt; Não nasci para ser blogueiro, eu parto hoje para ser escritor. Serei um bom? Um medíocre? Um péssimo dos péssimos! Eu não faço a mínima idéia. Sei que vou ser aquilo que eu quiser! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span &gt;So close no matter how far&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span &gt;Couldn't be much more from the heart&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span &gt;Forever trusting who we are&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span &gt;And nothing else matters&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span &gt;Sinto e sentirei saudades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span &gt;Para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-9051958430722514421?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/9051958430722514421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=9051958430722514421' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/9051958430722514421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/9051958430722514421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2011/12/o-ultimo-texto.html' title='O Último Texto'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-rAZdCvPoB6o/TvTX31PP3tI/AAAAAAAAAq8/Dr0T9B75_fM/s72-c/PQAAADbZhFyWfKzFW5TyNrt3_CCRIIH6qJAcuDRy-RPMpFYNWLgewRdPvzJlsniy7j0TTu0vdzJSePHyfye2Lz1YRHwAm1T1UEhWqB-fqHsiI7ZzqV3tFpwvyHKB.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-1135891452868479581</id><published>2011-07-28T22:22:00.003-03:00</published><updated>2011-07-28T22:52:45.330-03:00</updated><title type='text'>Eu e Meus Sonhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-ZBkc3Waq8no/TjINRMrWhmI/AAAAAAAAAq0/FvxO6qKsOuk/s1600/Metallica_2.jpg"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634580672905905762" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZBkc3Waq8no/TjINRMrWhmI/AAAAAAAAAq0/FvxO6qKsOuk/s320/Metallica_2.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;Bom, eu iria começar esse texto com três frases um tanto quanto ocas, opacas, sem sal. Falta de prática, o Direito nos da tudo, menos qualidade na escrita! Não há como não chegar à conclusão de que o Direito é o assassino de uma boa escrita. Leia-se bastante, porém... Limita-se ao bastante. Por isso, moçada, peço ligeiro perdão à queda de qualidade nas idéias deste escriba. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;Não escrevo mais, isso me deixa um pouco triste. Me lembra que ainda tenho certas emoções infantis. Não tenho mais sonhos. Me considero um ser humano que viveu de maneira completa. Não tenho maiores ambições, as que eu tinha, eu completei. Vocês devem estar se perguntando quais são elas, pois bem, eu trago meus sonhos para vocês.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;O primeiro deles era ver o Metallica. Essa banda magnífica que salvou minha vida! Não, não estava na mesa de hospital prestes a perder a vida. Eu estava afundando em pensamentos derrotistas, tristeza profunda e sem explicação. Não, não é depressão. Era só a adolescência. O Metallica carrega um conteúdo do qual me orgulho bastante. É uma banda que cresceu, evoluiu, e o melhor, de maneira integra, sempre! 30 anos ainda no topo? Quem fez isso? Nem o Elvis, nem o Michael Jackson, nem os Beatles (eita bandinha medíocre!)! O Metallica me ensinou a sentir, a me emocionar. James Hetfield é um grande homem! Meu ídolo. Vê-lo cantar fez meus olhos lacrimejarem e o coração ir de encontra à garganta!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 18px;font-size:medium;" class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;O outro era amar. Sou um carente nato! Com carteirinha e tudo mais. Nunca fui um conquistador enquanto novo. Era gordo, cabeludo, metaleiro. Um horror em forma de gente! Feio que dói! Quem diria que cortar meu cabelo iria mudar tanto minha personalidade. O cabelo curto abriu portas que jamais achei que abririam! Não tive muitos exemplos de homens competentes. O meio no qual eu vivia era demasiadamente... sensível. Era uma choradeira de dar vergonha! Mas o cabelo curto veio para mudar! Me tornei um rapaz bonito. Juro! Não que eu quando feio não me apaixonada, não sentia. Não! Mas as coisas começaram a ficar fáceis, como mágica! Fui aprendendo sozinho a ganhar espaço e aprender a... conquistar. Mulheres se contem com o mais ou menos. O medíocre. Não condeno, o amor é medíocre. Ao menos aquele que pensam existir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 18px;font-family:arial;font-size:medium;" class="Apple-style-span"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 17px" class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-2DahZE29yuw/TjINQ3mSnDI/AAAAAAAAAqs/vbrbC28dpbc/s1600/foto-james-hetfield-06.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 239px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634580667247533106" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-2DahZE29yuw/TjINQ3mSnDI/AAAAAAAAAqs/vbrbC28dpbc/s320/foto-james-hetfield-06.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;Eu amei! Demais algumas vezes. Esse era um pedaço que queria em mim. Essa experiência. Nomes bobos e colo aconchegante. Isso é ótimo! Maravilhoso! Guardo todas as lembranças de meus amores. O cheiro. Sou ligado ao olfato e ao tato. Quem não o é afinal? Não faço questão de perfumes, gosto do aroma natural da pele de uma mulher. Aquele delicioso aroma que se esconde por detrás do falso, do doce, do exagerado perfume. Amei as mulheres certas no tempo certo, por mais errado que tenha acontecido. Sou completo nesse aspecto. Sei que não acabou, está longe de acabar, mas a completude está alcançada. Eu amei. Eu amo. Ponto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;O terceiro sonho era ser um profissional. Quando eu der alguma entrevista, seja na Praça Sete ou no jornalzinho que roda gratuitamente nas salas de espera, estará lá, Pedro Augusto, profissão Advogado! Mamãe morre de orgulho. Papai também. Isso me basta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;Eu já escrevi um livro. Quase um manifesto da moral que envolve meu indivíduo. Adoro super-heróis! A idéia do herói me contagia! Aquele indivíduo que abre mão de seu bem estar por um objetivo maior é instigante. Ao mesmo tempo amigos, ela é perigosa. Todo herói é pretensioso. Se engana e se propõe a carregar o mundo nas costas, mesmo não podendo. O herói impõe seu ponto de vista e esmaga quem discorda. O herói é o ser mais perigoso para o mundo! Isso me fascina! Criei um personagem com tais características. Tão carismático tão complexo! O personagem cativa, sei disso porque faço minhas coisas com qualidade. O livro vai amadurecendo num ritmo incrível! Começa inocente, admito. Quase que bobo, mas eu cresço, empolgo, dou ritmo frenético à narrativa. Eu amo meu livro! Daria um ótimo filme! Quero publicá-lo, lógico! Foda-se a crítica! É uma puta história de ação... E drama! Um dos capítulos muda a narração para Maria, uma das personagens, brinco com a lenda do boto que rezo para quando alguém ler, entenda minha mensagem. O livro está pronto e acabado, vai além do meu blog, que mantenho há 5 anos com textos que me orgulho e envergonho. Não gosto de lê-los. Aliás, nunca releio o que escrevo. Incomoda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;Já plantei feijão no algodão. Conto como minha árvore. Já brinquei um pouco de pai. Gosto de crianças, paro por aqui por hora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;Poucas pessoas podem se dizer completas. Eu posso. Afirmo isso com certo pesar, porque julgo que são os sonhos que nos movem. É mórbida a frase que se segue, mas é verdade, minha verdade. Se eu morresse hoje não ligaria. Não brigaria com Deus por coisas pendentes. Não deixo nada para trás. Escrevi o que quis. Falei o que quis. Defendi meus pontos de vista. Sou um indivíduo, repito, completo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 18px;font-family:arial;font-size:medium;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Fiquem tranquilos que não contemplo o suicídio, nem buscarei prazeres fáceis para dar cor à minha vida. Sou exigente demais para isso. Estou ai, aguardando um novo sonho. Quem sabe ele surja! Vida morna nunca combinou comigo. Sou muito nervoso! Bravo! Sério! Perguntem à minha mãe. Continuarei crescendo. Publicarei meu livro certamente. Serei algo mais do que um advogado. É o que chamo de continuidade. Sei lá o que os planos cósmicos me reservam. Eu faço minha parte, planejo e vou com calma em busca do intenso&lt;/span&gt;...&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 18px" class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-mlJRG0uM2p8/TjINQqWv2AI/AAAAAAAAAqk/pmar4lKaVH8/s1600/jame.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 219px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634580663692679170" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-mlJRG0uM2p8/TjINQqWv2AI/AAAAAAAAAqk/pmar4lKaVH8/s320/jame.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;Menti para vocês, confesso. Tenho um anseio, um desejo, porém ele vai de encontro com a moral, com a ética. Claro que ter duas mulheres juntas na cama é O (maiúsculo mesmo!) sonho. Calma, calma, calma. PIADA MOÇADA! Acabou, vamos em frente. Sonho em ter uma filha. No entanto carrego comigo um defeito genético, nada de horripilante, mas torra o saco de vez em quando. Sou hemofílico. Graças aos avanços da ciência sabe-se que é a mulher que carrega o gene defeituoso. Se eu tiver um filho existe a possibilidade, e grande!, de que a hemofilia pare aqui. Entretanto, uma filha minha carregaria esse defeito, essa mácula. Não sofro horrores, vivo uma vida normal, mas quem desejaria isso para alguém? Eu não desejo, e tenho o poder, a decisão, a escolha, de não “passar a bola” da hemofilia. Vale a vontade de criar uma criança, formar um indivíduo, frente ao direito da criança de não ter que “tomar cuidado” sempre que se deparar com um esbarrão, ou o risco de sofrer um acidente simples e ele se tornar algo maior. Ninguém tem o direito de passar a dor para frente. Aceito meu dilema. Convivo com ele. Sem decisão, sem certeza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 18px;font-family:arial;font-size:medium;color:#000000;" class="Apple-style-span"   &gt;O parágrafo acima atesta minha incompletude. Minha mentira. Afinal, só é completamente completo, no melhor do pleonasmo, o idiota. E caros amigos, eu não sou um idiota.&lt;/span&gt; &lt;span style="LINE-HEIGHT: 18px;font-family:arial;font-size:medium;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 18px" class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="WIDTH: 640px; HEIGHT: 390px"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RUNYUwQgSIg?version=3"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RUNYUwQgSIg?version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="640" height="390"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-1135891452868479581?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/1135891452868479581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=1135891452868479581' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/1135891452868479581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/1135891452868479581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2011/07/eu-e-meus-sonhos.html' title='Eu e Meus Sonhos'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ZBkc3Waq8no/TjINRMrWhmI/AAAAAAAAAq0/FvxO6qKsOuk/s72-c/Metallica_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-409589925778616960</id><published>2011-05-04T02:23:00.004-03:00</published><updated>2011-05-04T02:53:26.851-03:00</updated><title type='text'>O Forró, A Dança e A Natureza Masculina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 18px; "&gt;Ando um pouco parado, eu sei. Tenho lá meus motivos, são vários projetos paralelos, entre eles, um em especial, é o que me ocupa mais tempo, pode ser chamado de ócio. Bom nome. Nunca pensei que o ócio fosse o maior inimigo desse blog. Meu inimigo, em suma. Tento me adaptar a uma nova rotina, malhando muito e assistindo ao Jô toda noite. Agora inclusive! A Sandy (no Programa do Jô) minha companhia, isso mesmo!, a devassa das devassas. Inspirador! Vamos lá?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-us84pPQjiV4/TcDjH2boc8I/AAAAAAAAAqY/IgMf3ONg7xs/s1600/forro012.jpg"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602727660458898370" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-us84pPQjiV4/TcDjH2boc8I/AAAAAAAAAqY/IgMf3ONg7xs/s320/forro012.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 18px; "&gt;Todas as pessoas gostam de forró. Não? Muitas pessoas gostam de forró? Ainda não? Poucas pessoas gostam de forró? Calma, calma, tentarei melhorar. Existem pessoas que gostam de forró! Nem muitas, nem poucas, sem preconceitos, exclui-se aqui a subjetividade, bem aos moldes do politicamente correto que nos acomete em dias atuais. Pessoas que gostam de forró são parte do nosso dia a dia. Comem o quê comemos, respiram o mesmo ar que o nosso, adoecem como nós adoecemos, choram como nós choramos. Não é mesmo? Eu entendo esse afeto pela dança desse seleto grupo. Afinal, são calorias a menos, e sempre isso será uma coisa boa! Há aqueles que apreciam a cultura brasileira, tamanha festividade folclórica, o forró nos remete a tempos remotos, a bailes, ao som da sanfona, ao magistral triângulo. Segundo o Faustão, há também as competições. Temos também Itaúnas e suas Dunas! E é claro, a dança em si, que as mulheres que gostam de forró apreciam. Para os mais desatentos, não gostaria de prolongar a introdução, portanto declararei o mistério a ser desvendado nesse texto, eu exclui os homens (héteros, machos, peitos peludos, etc.) desse último aspecto convidativo da dança. Afinal, respondam por mim, por que os homens vão ao forró?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Delimitado a nossa problemática, antes de respondermos a tal pergunta, devemos analisar alguns elementos da natureza masculina. O homem condiciona sua vida de maneira simples, bem aos moldes que a professorinha do Mobral nos ensinou. Os homens nascem, eles crescem, se alimentam, jogam vídeo game, se reproduzem, e por fim, morrem. Eis o mistério da vida! Não entendo porque os gregos passaram tanto tempo buscando a natureza das coisas. Tenho lá minhas teorias, que vão da vestimentas usadas na época, aos hábitos moderninhos dos atenienses, a ausência do vídeo game, mas isso não é assunto para ser tratado aqui. Provavelmente, o leitor foi chamado atenção para duas etapas da vida masculina. O jogar vídeo game, muito auto-explicativo. Melhor, totalmente auto-explicativo. O outro ponto é reproduzir. Bem animal, eu sei. Nossa natureza é animal! E animais não dançam! Posso afirmar de antemão que homens não gostam de dançar, e se dançam eles o fazem para completar uma das etapas de sua vida. Adiante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vumcmQlvFJk/TcDjHlOSvuI/AAAAAAAAAqQ/OQPZ8xvia6A/s1600/forro.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 228px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602727655839547106" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-vumcmQlvFJk/TcDjHlOSvuI/AAAAAAAAAqQ/OQPZ8xvia6A/s320/forro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 18px; "&gt;Como foi apontado no parágrafo anterior, a etapa reproduzir (diferente de adotar, plantar, criar poodles como se fossem filhos) implica, até o momento (vai saber um dia!), a figura de outro indivíduo. Sim! As nossas queridas e únicas mocinhas! As mulheres! Essas obras de arte da natureza. E por elas, explicarei melhor, utilizando de eufemismos e floreios, a etapa reproduzir. É feio falar em sexo, quando a palavra não sai dos lábios delicados da Fernanda Lima. Reproduzir humanamente implica todos os romantismos, jogos de poder, telefonemas, mensagens e cutucadas no Facebook. Quando utilizo a palavra reproduzir, quero transmitir a propensão masculina em querer contato com a espécie feminina. Como os pavões! Por elas os homens são capazes de muitas coisas, e acreditem, muitas coisas constrangedoras, que colocam em cheque sua própria natureza. Exclui-se aqui o vídeo game, em um patamar quase que igual (mas jamais igual!, sentar no joystick não é opção garotada! – pode até ser, mas... pro escambau o politicamente correto!) ao das mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Imaginemos um imã. Não. Imagine uma luz, bem brilhante, pode ser incandescente ou fosforescente, um verdadeiro sol majestoso, o sol é a garota, o rapaz é o mosquito, que ininterruptamente tenta alcança-lá. Essa é a força motriz da vida masculina. Não é segredo, pelo contrário, é bem comum escutarmos a seguinte afirmação, “homens vivem em função das mulheres”. E isso é verdade. Realização profissional? Amor próprio? Bens matérias? Um cachorro? Cá entre nós, satisfazem por um tempo, mas Freud não mente!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Espero que não restem dúvidas a respeito desse ponto. É simplista, pode ofender, mas mesmo os ofendidos devem admitir que há algum sentido. A dança em si eu considero algo um tanto quanto tribal. A idéia de uma fogueira e pessoas à sua volta se remexendo sempre me vem à mente. E possui elementos culturais, as tais calorias queimadas, mas quando tentamos encaixá-la nas etapas vitais masculinas, onde a dança se encaixa? Ninguém nasce dançando, somente o Michael Jackson. Crescer? Não, uma vez que crescemos enquanto dormimos segundo o doutor na Ana Maria Braga. Faz mal comer e dançar, e exige uma habilidade que não temos, e faz mal, nas palavras do mesmo doutor (que não existe, foi uma piada!). Jogar vídeo game? Não, não, não. Esses jogos dançantes são para meninas, isso pode ser notado pela quantidade de rosa nas caixas de tais games. Ou é corrida, futebol, luta ou guerra! Se reproduzir sim podemos notar a presença da dança. Ela é utilizada como meio para o fim, que é... Morrer e dançar não são compatíveis, ponto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="line-height: 18px; font-family: Arial, sans-serif; "&gt;“Mulheres associam a dança ao sexo”, disse grande Hitch. O homem quando dança ele se aproxima, não há no universo masculino aquele que dança por dançar. Os rapazes não ligam um para o outro convidando uns aos outros pleonasticamente para sair e dançar. E aqui retomo o estimado forró. Não é possível dançar o forró sem o mínimo de contato, e mais!, não se dança o forró sozinho. É impossível! Somente os bêbados e trapalhões imitam os passos pra lá e pra cá ao som da sanfona. Não existe o forró (hétero) entre homem e homem. O roçar de barbas não é nada convidativo, vai por mim. Logo, o homem convidará a mulher, e ambos, de mãos dadas, rostos colados, coxas entrelaçadas, iniciarão o vai e vem gostoso, seguidos de rodopios e manobras radicais. Ao ir em uma festa que toque o estilo musical adequado para tal acrobacia, a mulher quer dançar. Ela gosta disso. Se o prazer em si da dança é pouco, o queimar calorias é mais do que convidativo. Já o mocinho, vai ao forró porque a mulher gosta de dançar, ele sabendo dançar, temos um facilitador para a abordagem, para a aproximação, afinal há o contato das mãos, do rosto, das coxas!!! Dançando bem o homem aumenta suas chances em 68%, segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Dados Demográficos Falsos, eu creio em um percentual muito maior. Quando se dança bem, mais tempo a mulher quer permanecer em seus braços, e quanto mais delongas, maior o tempo para o “balangar de beiços”, para o “jogar idéia”, ou no carioquês, para o “caô”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fxpfHqBkOrw/TcDjHWOFa6I/AAAAAAAAAqI/z3gDIgkh0Zg/s1600/forro-1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602727651812141986" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-fxpfHqBkOrw/TcDjHWOFa6I/AAAAAAAAAqI/z3gDIgkh0Zg/s320/forro-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; line-height: 18px; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que os homens vão ao forró? Respondam vocês mesmos. O Tato do Fala Mansa, acompanha o entendimento de maneira tímida, ao dar destaque ao fato do forró ser “meio caminho andado” para a garotada. Esse é um verdadeiro especialista. Um leitor da sociedade! Eu prefiro ser um pouco mais rude, porém de clareza ímpar. Homens vão ao forró para pegar mulher. Se preferirem, valho-me do eufemismo e concluo que os homens vão em busca do amor de suas vidas. Não funcionou muito bem, não é? Porque não estamos de mãos dadas, minha boca não está sussurrando ao pé de sua orelha, e nossas coxas não estão em um movimento sugestivo, enquanto acaricio sua cintura.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-409589925778616960?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/409589925778616960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=409589925778616960' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/409589925778616960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/409589925778616960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2011/05/o-forro-danca-e-natureza-masculina.html' title='O Forró, A Dança e A Natureza Masculina'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-us84pPQjiV4/TcDjH2boc8I/AAAAAAAAAqY/IgMf3ONg7xs/s72-c/forro012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-9212151234858858388</id><published>2011-04-13T00:39:00.004-03:00</published><updated>2011-04-13T00:51:05.710-03:00</updated><title type='text'>Diga NÃO!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WNVcOFL_gjI/TaUbRwsL3kI/AAAAAAAAAp0/XHozDK1Z8Fg/s1600/campanha_desarmamento.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 119px; DISPLAY: block; HEIGHT: 133px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594908104019664450" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-WNVcOFL_gjI/TaUbRwsL3kI/AAAAAAAAAp0/XHozDK1Z8Fg/s320/campanha_desarmamento.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; BACKGROUND: white; mso-outline-level: 6" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Tahoma', 'sans-serif'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-fareast-: PTcolor:#333333;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falta integridade dentro do PT e em alguns setores (todos, ou quase) da situação. Ah!, e falta vergonha na cara também! Consultar a população (de novo) para um plebiscito sobre desarmamento é vergonhoso. Em 2005 já teve! Vamos fazer esse revisionismo a curto prazo pra asneira? Como se o rapaz "lélé da cuca", o maníaco, tivesse comprado uma arma em uma loja, ou seja, legalmente. Palavrões me tentam, mas decoro é preciso, até mesmo diante da sandice.&lt;!--?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-9212151234858858388?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/9212151234858858388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=9212151234858858388' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/9212151234858858388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/9212151234858858388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2011/04/diga-nao.html' title='Diga NÃO!'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WNVcOFL_gjI/TaUbRwsL3kI/AAAAAAAAAp0/XHozDK1Z8Fg/s72-c/campanha_desarmamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-1679459148275422002</id><published>2011-04-08T00:54:00.005-03:00</published><updated>2011-04-08T01:18:09.326-03:00</updated><title type='text'>Se Essa Outra Tragédia Fosse Minha</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4pQG6O7jq_0/TZ6LZP7Xg3I/AAAAAAAAAps/OFzOrPeqQW4/s1600/72817.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593061053129261938" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-4pQG6O7jq_0/TZ6LZP7Xg3I/AAAAAAAAAps/OFzOrPeqQW4/s320/72817.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A quantidade de besteiras que são ditas frente a uma tragédia é de se espantar. O maníaco agiu de maneira fatal, imprevisível, e faz parte de nossa cultura buscar culpados e explicações. Um segurança na escola evitaria tal massacre? Duvido, seria mais um cadáver. Segurança armado nas escolas então? Detector de metais? Sugestivo. Convidativo. Perigoso também. A voz pública logo se volta para o porte de arma, e clama por mais rigidez. Mais? O maníaco conseguiria passar passo a passo o caminho para o porte? Com certeza? Sim, a certeza, não, ele não conseguiria! E comprar as armas? Onde? Isso sim deveria ser respondido. Psicólogos, especialistas, "o pessoal do" direitos humanos, todos terão um pedacinho desse triste bolo. Tenho a impressão de que estamos tristes pelo criminoso ter si matado, escapando assim do linchamento que proporcionaríamos. Que cuidem das crianças agora, as vítimas, o culpado, o único, esta morto. Acabou. Para ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-1679459148275422002?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/1679459148275422002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=1679459148275422002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/1679459148275422002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/1679459148275422002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2011/04/se-essa-outra-tragedia-fosse-minha.html' title='Se Essa Outra Tragédia Fosse Minha'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4pQG6O7jq_0/TZ6LZP7Xg3I/AAAAAAAAAps/OFzOrPeqQW4/s72-c/72817.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-7797091745030183263</id><published>2011-02-16T18:34:00.006-02:00</published><updated>2011-02-17T12:16:39.112-02:00</updated><title type='text'>Lucian, o Dragão</title><content type='html'>&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 236px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574389114235883762" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-hWu07fPeVJc/TVw1XXHVkPI/AAAAAAAAApU/gq1CWcVvmSc/s320/luc_frd_det.jpg" /&gt; &lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="Content-Type"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5Cpedro%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CUsers%5Cpedro%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CUsers%5Cpedro%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:1; 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Lembro-me do clarão dentre as nuvens. Do estrondo percorrendo o céu. Sabia que não era Deus, pois Ele não existe. Também tinha a absoluta certeza de que a tempestade que estava por vir não era obra da natureza. Era pior.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sinto meu corpo chacoalhar. Ouço vozes. Dois velhos com odor amedrontado e corações lentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Outro clarão. Um de meus mais odiosos companheiros sorriu. Não é bom quando isso acontece. Aquele ser não pode sorrir.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Eles merecem mulher! – esbraveja o velho de voz rouca e sotaque italiano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ainda estou na Itália. Vivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;A janela de minha mansão se partiu em migalhas. Todos nós aguardamos. Era Fausto e seus guardas. Então houve sangue. Lâminas cortaram o ar mais rápidas do que o bater de asas de um beija-flor. Mais velozes do que os próprios relâmpagos de Zeus. Eu me transformei para alcançar os céus e assim me afastar da batalha. Não por medo. Estratégia.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Voei para as nuvens. Vi o raio se formar em azul eletrizante. Bati minhas asas e planei ao encontro daquele que usurpava os poderes de um deus. Escondido na árvore ele brandeava seus feitiços. Rugi como um dragão! Meus braços se abriram em uma envergadura maior do que a de um urso. Galhos se partiram. Experimentei o gosto das folhas misturado ao sangue do feiticeiro. Arrancava a carne com facilidade. Ele gritava. Me senti poderoso. Segurei-o pelo pescoço com uma das mãos de tamanho avantajado pela transformação. A outra, as pernas. Novamente, abro os braços, só que desta vez, para parti-lo ao meio!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Os céus se calam.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Volto para a mansão em vôo. Não aceitarei tal ofensa Fausto. Esta é minha casa! Minha!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Dois cavalos correm em minha direção. Hipnotizados não se aterrorizam com minha forma demoníaca. Não foi um ataque planejado. Nos subestimaram. Esses vermes. Comerei seus corações em bandejas de ouro! Preparo minhas garras e presas para derrubar de uma só vez os cavalos e seus cavaleiros. E assim o faço. Banho-me em cor escarlate. Os animais enormes se partem como seda, o mesmo posso afirmar sobre quem os montava. Me deliciei com a queda de meus ofensores. Sorria em forma de aberração. Tão bela forma maior do que uma casa. Um demônio de histórias macabras. Não. Pior.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Em meu peito uma ferida se abre.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Acabou homem. Deixe acabar. Por que raios carregar esses mortos? – reclama em tom elevado a voz da velha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Eram cristãos Rosetta! Entenda pelo amor ao Glorioso. A desgraça caiu sobre Santa Cecília por culpa de pensamentos como os seus. Enterrarei um por um, logo acima da colina. Agora te cala. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Eles olham para mim Carlino. Eles serão nossa desgraça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';font-size:100%;"  &gt;A velha está certa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 210px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574389113478312434" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-t3E6btAkEjs/TVw1XUSt8fI/AAAAAAAAApc/ckevwTo_E4o/s320/lucian_freud_autoportrait.jpg" /&gt; &lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="Content-Type"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5Cpedro%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CUsers%5Cpedro%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CUsers%5Cpedro%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:1; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-format:other; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-520092929 1073786111 9 0 415 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin-top:0cm; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} .MsoChpDefault 	{mso-style-type:export-only; 	mso-default-props:yes; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} .MsoPapDefault 	{mso-style-type:export-only; 	margin-bottom:10.0pt; 	line-height:115%;} @page WordSection1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.WordSection1 	{page:WordSection1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Fausto crava sua espada até que ela me atravesse. Não pude vê-lo. Por impulso dou-lhe um safanão. Ele gargalha. Corpo de homem jovem, músculos que denotam sua força e velocidade sobrenaturais, e é claro, face de príncipe. Sempre soube que teria de matá-lo. Suas presas são exibidas sem pudor. Volto a minha forma hominídea. As pernas fraquejam e eu me ajoelho perante sua força. A batalha cessa ao fundo. Um sentimento de desolação me percorre por completo, deixo transparecer em meu rosto perfeito. Minhas mãos tocam o chão.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O burro geme pelo peso que carrega. As rodas de madeira parecem imitar seu relincho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;“Sugarei sua alma Lucian”, disse Fausto antes de morder meu pescoço. Não protestei, deixei-o furar minha pele com seus dentes pontiagudos. Senti prazer ao liberar meu sangue. Fausto sugou com satisfação merecida. Com a glória de um vitorioso. E em instantes ele tremeu. Blasfemou contra mim segurando o pescoço com ambas as mãos. A ferida que fez em mim dói. Mal permaneço são. Mas o veneno ácido que corre em meu sangue também fere. O ardor deve estar matando-o nesse momento&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Asas negras e pesadas flutuam sobre a carroça. As aves sentem o mesmo cheiro que eu. O aroma do alimento. Da morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Fausto já não consegue falar. Suas maldições se calam. Uma pequena névoa sai de sua boca. Seu olhar... Que delícia. Essa é a mesma desolação que fingi segundos atrás. Sorri sem perceber, como meu companheiro no início dessa noite. Queria gargalhar. Apontar dedos e zombar de Fausto. Mas sei que irei morrer. Sua força foi suficiente para me enfraquecer. O ímpeto que me restou, usei para matá-lo junto comigo. Queria tantas coisas. Tantas maldades! Crueldades que poderia... Não... Ele não o fez. A visão embaça e torna-se vermelha. O desejo de matar não é meu. Mas eu tenho! É incrível! A ânsia por sangue surge de maneira surpreendente. Agarro Fausto pelos cabelos. Sei que ele irá morrer pelo meu sangue! Mas preciso sentir isso. Com as mãos, com os dentes, com cada parte de meu corpo. Dilacero-o como um suculento alimento. Derramo seu sangue sobre a grama sem vida. Urro enquanto o faço. Por um momento de clareza mordo meu próprio braço. Tal atitude me rendeu alguns segundos de terror e pavor. Todos a minha volta eram como eu. Um animal ensandecido! Crianças e mulheres também. Alguns choravam, pedindo perdão a Deus. Esses eram esmagados por outros que pareciam exaltar alguma divindade bestial. Não havia Fausto em meus braços. Eu estava nu. Pintado de vermelho sangue. A ferida em meu peito arde!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ergo meu braço em meio aos cadáveres para sentir a noite. A velha grita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:100%;" &gt;Eu vi meu companheiro em pé no topo da torre mais alta da Catedral. Braços abertos e a insanidade no olhar. Ele me fita. Seus longos cabelos lisos dançam em seu rosto. Leio em seus lábios. “Nós viveremos Lucian. Mas a cidade pagará pela ofensa que nos fizeram. Somente nós sobreviremos à desgraça de Santa Cecília”. Minhas pernas em vão tentaram correr em sua direção. Então eu vi fogo e morte. Por fim, trevas.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Assisto a velha partir em disparada em meio à mata. Ainda estou com seu marido em meus braços. Sangue velho tem um sabor horrível, mas preciso de forças. As aves acima de mim parecem me agradecer por mais um a ser oferecido aos seus bicos esfomeados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A velha cai. Uma ferida brota de seu rosto, superficial. Seu sangue é ralo, mas sinto seu cheiro daqui. Coitada, não posso culpá-la, não sei a quanto tempo estou entre corpos em decomposição. Deixarei o burro vivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Pare mulher! – ordeno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ela não mais correrá, eu sei. Aguarda-me paralisada pelo meu comando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ela murmura em latim. Suplica a Deus a piedade que não teve para com aqueles que carregavam em sua carroça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Toco com a ponta de meu dedo sua testa flácida. Sugo seu último pensamento em Santa Cecília. Pode ser um desperdício de sangue, mas preciso saber. Preciso ter a certeza de que a cidade agora se resume a escombros. Seus únicos proprietários são os ratos e os cachorros moribundos. E é claro, os fantasmas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dou as costas para a velha. Percebo seu olhar percorrendo todo meu corpo nu, imundo pelo barro e pelo sangue. O gosto amargo deixado pelo sangue velho me incomoda. Você não morrerá pelas minhas mãos, velha. Viverá! Contemple o dragão. Ordeno que meu corpo cresça, meus braços se mesclam à carne de meu tronco e formam um belo par de azas avermelhadas. Meu crânio se molda sozinho e brindo-a com a face do demônio vivo. Meus ossos se tornam pontiagudos como se fossem uma armadura natural. Abro as asas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ouço o frágil coração acelerar em temor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A velha cai sobre a terra macia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu menti.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Times New Roman','serif';" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ela está morta, pelo pecado de ter me visto como realmente sou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GmwDd50r9k4/TVw1XuzM7JI/AAAAAAAAApk/KvPzPVaRDVc/s1600/LucianFreud%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 294px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574389120593882258" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-GmwDd50r9k4/TVw1XuzM7JI/AAAAAAAAApk/KvPzPVaRDVc/s320/LucianFreud%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-7797091745030183263?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/7797091745030183263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=7797091745030183263' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/7797091745030183263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/7797091745030183263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2011/02/lucian-o-dragao.html' title='Lucian, o Dragão'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hWu07fPeVJc/TVw1XXHVkPI/AAAAAAAAApU/gq1CWcVvmSc/s72-c/luc_frd_det.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-6043172235702599952</id><published>2010-12-07T09:50:00.002-02:00</published><updated>2010-12-07T10:09:05.910-02:00</updated><title type='text'>Cinco Anos e Um Texto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TP4h6yqP6yI/AAAAAAAAAo8/Rcfq5lfO8hw/s1600/TURMA.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547909084882135842" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TP4h6yqP6yI/AAAAAAAAAo8/Rcfq5lfO8hw/s320/TURMA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acabou. Engraçado é esse sentimento que fica antes e após o fim. Gostaria de colocá-lo aqui, nesta despedida, mas creio que minha linguagem limita meu pensamento, e ela ainda é pobre. Arriscaria dizer que minha linguagem neste momento é tão deficiente que me envergonho, afinal, minha profissão lida com palavras. Com a linguagem. O melhor que posso fazer é constatar o óbvio... Acabou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não estou triste. Definitivamente não! O fim não é ruim. Muito menos a linha de chegada de um curso superior. Se me permitem arriscar eu diria que sinto um alívio angustiante. Foram um pouco mais de cinco anos de estudos dedicados ao Direito. Falarei dele um pouco adiante, ou acham que tudo se resume ao que aprendi dentro das salas de aulas e com a doutrina que nos é passada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vivi o que muitos consideram a melhor fase da vida, a juventude. Agora me encontro nos degraus finais do que acredito ser uma pessoa adulta. Ora, não poderei nem mais pagar meia entrada como estudante! Muito menos me esquivar de certas responsabilidades, "tenho que estudar para prova!". Conheci tantas pessoas e lugares que fazem o Direito em si ser o coadjuvante nessa saga. Dramático? Este é o fim, não há como se esquivar do drama, da nostalgia que azeda nossa boca e adoça nossas memórias. Eu queria não ter arrependimentos, mas não sou tão bom assim. Tenho! Vários deles. Mas também tenho orgulho! Das farras que fiz! E, principalmente, dos exemplos que me foram dados. Mestres e amigos integros são mais inesquecíveis que o primeiro amor da puberdade. Tenho uma certa tara decorosa pela qualidade integridade. Tão rara e tão preciosa. Nada de nomes. Não agora! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ah, o Direito! Essa ciência complexa. Humana? Não tanto quanto gostaríamos. Exata? Formar em Direito é antes de tudo se tornar um insatisfeito. Impossível estudar o que estudamos e acreditar que vivemos em um mundo, digamos, aceitável. Não dá! Caso contrário é preciso buscar mais uma vez as carteiras, os quadros e os livros. Com este termo último carrego um fardo, o de conhecer as regras que regem nosso mundo. As leis dos homens.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TP4h6TC-LpI/AAAAAAAAAo0/m7TndWWiupE/s1600/Foto0217.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547909076395896466" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TP4h6TC-LpI/AAAAAAAAAo0/m7TndWWiupE/s320/Foto0217.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Algo gelado não quer permitir que eu me despeça de maneira digna. Desde os primeiros dias de aula eu fantasiava esse texto. No fundo era de se esperar que nada épico ou poético saltaria dessas letras. Nomes! Isso que todos esperam, os tão e graciosos nomes. O reconhecimento de um apoio, uma mão amiga... Não, não são tantos assim. Estão todos seguros comigo, salvos em minha memória e aquecidos em meu coração. Obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-6043172235702599952?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/6043172235702599952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=6043172235702599952' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/6043172235702599952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/6043172235702599952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2010/12/cinco-anos-e-um-texto.html' title='Cinco Anos e Um Texto'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TP4h6yqP6yI/AAAAAAAAAo8/Rcfq5lfO8hw/s72-c/TURMA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-6488019503970927945</id><published>2010-11-15T12:47:00.003-02:00</published><updated>2010-11-15T14:44:07.575-02:00</updated><title type='text'>A Incompetência e a Ignorância... Delas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TOFIgAo1HjI/AAAAAAAAAok/Mwp0Ne0FcZo/s1600/jennifer_aniston.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TOFIgAo1HjI/AAAAAAAAAok/Mwp0Ne0FcZo/s320/jennifer_aniston.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539788731406687794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Existem várias coisas que as mulheres não conseguem fazer. Várias mesmo! Querem exemplos? Bom, temos uma lista de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;numerus apertus&lt;/span&gt;, ou seja, não exaustiva. As mocinhas não sabem: dirigir, trocar lâmpadas, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;trocar pneus, dar exemplos claros, falar de sentimentos sem se embolar no meio do caminho, ver um filme com a Julia Roberts e não chorar, e a lista se estende com um óbvio etc. Sem querer ser crítico, acho que mulher tem o dom de ser mãe e pilota um fogão como ninguém! Vocês são o Airton Senna do seis bocas! Olha que coisa legal! Vou pisar no desacelerador agora, comecei abusado vocês viram! Com latim já na introdução (risos). Reparem nas qualidades faltosas de suas características amigas. Pensem. No mínimo enumerei três coisinhas que homens fazem de olhos fechados! Com facilidade e destreza felina. Quais são? Dirigir, trocar lâmpadas e ver um filme com a Julia Roberts e não chorar. Sacaram o tom de arranca-rabo (ou seria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;arrancarrabo?&lt;/span&gt;) dos sexos. Essa guerrinha que não existe arte, nos denota algo verdadeiro, e tão essencial que esparantará você no decorrer do texto. Mulher, o gênero, a média, a geral, uma vez que particularidades são várias e tão distintas que é preciso generalizar para ai sim, adaptar-se às especificidades da realidade (pelo menos funciona com as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;leis&lt;/span&gt; e homens, se vai funcionar com vocês garotas, perguntem ao Augusto Cury). Retomando o raciocínio. Mulher não sabe flertar e não sabe dar um fora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É uma constatação que incomoda? Para falar a verdade não incomodará muitas por ai. No fundo a idéia de inércia é boa para elas. Ou então falarão, "não preciso". Será? Por isso dividirei o texto em três partes, "O Jogar Idéia", "O Tôco" e "A Conclusão". Sou um exímio conquistador. Perigosíssimo na arte da sedução. Nunca nenhuma garota que eu realmente quis escapou de meus braços (mentira!). Nenhuma foi difícil devido aos meus dotes e falas rápidas. Frases prontas e laminadas, afiadas por um ego bem treinado, corpinho estrategicamente montado para equilibrar a todas necessidades femininas (mentira!). Os rapazes já aprenderam com o descolado que vos escreve, deu certo! Vamos lá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TOFIfuDe3XI/AAAAAAAAAoc/WJvpY6N7HMs/s1600/jennifer_aniston3.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 274px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TOFIfuDe3XI/AAAAAAAAAoc/WJvpY6N7HMs/s320/jennifer_aniston3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539788726418201970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Jogar Idéia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Qual o motivo deu ter sido categorico ao afimar, "mulher não sabe flertar"? Ora, porque mulher não sabe flertar e ponto! E no fundo ela realmente não precisa. Cá entre nós, sabemos como os homens são. Fáceis! Facílimos, para evitar eufemismos hoje. O pensamento que reina é o de que a atitude é deles. Eles que se movimentem-se. No fundo, esse tipo de idéia rebaixa o homem e a mulher ao mesmo tempo, concordam? "Não", responde a abusada. Quando conclui-se que a mocinha é boa demais para ter iniciativa, ela se engana ao colocar-se em uma espécie de pedestal intocável, e terá ajuda de alguns para continuar lá, já que ela não se importa em ficar sozinha aquela noite, afinal... Saiu para dançar. Ou então, saiu com as amigas. Perde-se algo nesse caminho, algo desconhecido, mas o ego não, ele está ali, ludibriado por si mesmo. Por outro lado, conclui-se que não existem homens dignos de sua iniciativa, ou seja, nenhum homem é bom o bastante para que a garota saia de sua zona de conforto, em outras palavras, desça do seu pedestal templário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Busquei o empirismo e a análise para me salvaguardar nesse assunto. Fui a baladas e observei, como faço a vida inteira. Sou um observador. Reparo em roupas, calçados, e até unha! Persegui o conhecimento das mais profundas bibliotecas &lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Marie Claire, Nova, Caras, etc.). Sabem o quê encontrei? Quando se fala em flertes femininos o máximo que conseguem escrever é sobre um "sorriso nada inocente", ou se oferecer para ELE pagar um drinque a mocinha. Vamos raciocinar comigo... Existem filmes de como homens devam se portar! Eu escrevi um texto de três páginas, e ainda julgo lacônico. Para as mocinhas, duas linhas desse moderníssimo blog são o suficiente. Há injustiça no ar. Longe de mim fazer proselitismo da igualdade, seres diversos, necessidades diversas. Repito, somos facílimos. "Então Zé, qual o problema? Já temos o sorrisinho nada inocente, e a idéia do drinque, serei a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dominatrix &lt;/span&gt;da &lt;/span&gt;balada!", você acha? E quando isso não for o suficiente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mais uma vez trarei a abusada para responder, "então não vale a pena". Viram como a dignidade da marota e seu orgulho saem intactos? Eis o cerne da questão. O peso do orgulho feminino é tamanho que faz inveja a própria Preta Gil. E ele deve ser preservado. Mulheres temem homens abusados e conversadores. Daí que surgem tantas limitações em suas atitudes. Não que isso seja correto, "limitar-se". Mas não é algo que brotou das raízes pintantas, sacaram? Nem acredito na coleira moral do politicamente correto, relacionamentos ainda não foram dominados por tal corrento do (in)pensamento. A mulher quando se depara com o complexo perde a dança, cai do salto. Quando seu sorriso lindo e branqueado não é suficiente, e agora? Trabalhar-se-á o olhar? Como portará? Afirmo, categoricamente como sempre, uma vez que, eis o dono da verdade, mulheres quase nunca têm o que querem. "Eu quero meu namorado, ora", abusa, um momento, quem escolheu quem? Aposto que foi ele. Ou a mocinha teve que se desdobrar em pensamentos de como agradar/conquistar? Na balada, quem veio e pegou no seu braço e gaguejol? Ou seja, ele te escolheu. Na maioria dos casos, as mulheres são escolhidas. Medieval demais? Casa das Sete Mulheres demais? Não falo de futuras escolhas, como namorar ou engravidar e dar o golpe, falo da fonte, o ato propulsor de todo o emaranhado de hormônios e sentimentos que irão explodiar caso haja... amor, ou tesão.  Quem "chegou"? O cara, logo, traduz-se assim, "eu QUERO ela".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Isso implica, necessariamente, que mulheres não possuem vontade? Que são seres vazios e fúteis? Não posso me esquecer, consumistas? Meio tendenciosa minha resposta. Óbvio que não (surpreendi agora)! Nossas dondocas também possuem desejos. Também podem se apaixonar previamente por algum mocinho, como também podem ver aquele bonitão ao som de música eletrônica, cutucar a amiga, aponta, e fala, "eu QUERO ele". Como se portar? A dúvida permeia em um paradoxo interessante, tenho que ser sedutora e não uma vadia. Linha tênue. Hum, vamos usar extremos? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ERRADO - A ESTÁTUA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ir até o rapazinho, se postar ao seu lado, olhar para o horizonte como se fosse uma estátua de Michelangelo, e deixar sua beleza magistral roubar a atenção do garotão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pode dar certo? O petismo conseguiu eleger a Dilma. Claro que pode! Mas caso pelo decorrer do tempo, e nada. Você ficará como idiota tentando não dançar demais, já que está travada em sua pose de Vênus sem sal, e nada acontecerá. Por qual razão? O menino não é adivinho! Homens não possuem a visão periférica além do alcance que vocês possuem. Sem contar que podemos estar tratando de um lerdinho fofo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ERRADO - A DANÇA DA MOTINHA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ir até o rapazinho, se postar ao seu lado, dar as costas para mostrá-la desnuda, coloca as mãos no joelho, da uma abaixadinha, e... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pode dar certo? Puts! Com certeza! Sempre dá. Afinal, somos facinhos. Mas caso queira que ele seja o pai dos seus filhos e não só um pagador de pensão, melhor usar outra tática.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Peguemos esses extremos. Vamos suavizá-los. A estátua logo acima, misture com um pouco de charme inocente, aquele sorrisinho esperto e cheio de intenções, um "oi", ou um aceno. Muito esforço? Penso que não, mas já temos expressa a vontade. Exterioriza-se aquilo que quer! Compartilha com o mundo sua vontade, e com quem importa... seu alvo. A partir daí pode voltar ao pedestal, facinho, facinho, ele virá. "E se não vier Zé?", a abusada começou a gostar do que trato aqui. Se não vier, ou é gay ou é daqueles bem lerdos. Caso ache charmoso um lerdinho empacado, insista, no fundo são homens bonzinhos (regra geral, passível de excessões).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A dança da motinha peca porque é vulgar. Um rebolado é sempre bem vindo, aquele sexy que só mulheres sabem fazer. Não há a necessidade de encostar a bunda no chão e levantá-la num salto, balançando ambas bandas. Siga a batida. Passinho pra lá e pra cá. Dance junto de uma amiga, entrelace as pernas, cheguem perto uma da outra, deslize suas mãos pelo cabelo dela e aproxime sua... PAREI! Divaguei um pouco. Dance, só isso. É... Então... Bom... Adiante, né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passaremos ao próximo tópico desse estudo, onde será tratado o fora, a dispensa, o famoso tôco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Tôco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eita espéciezinha essas mulheres. Flertam somente com a ineficiência e com a ineficácia. Não sabem nem ao menos apreciar um bom filme como O Poderoso Chefão, e perdem o tanto que ele ensina. "Ser mafioso Zé?", mocinha já entendemos que você é curiosa, mas, DA PRA FICAR QUIETA? Claro que não! Eu só faço perguntas retóricas, é quase que uma mania revestida de técnica argumentativa. Toda a série dos Corleone nos ensina a ter atitude. Tomarmos a frente dos nossos interesses, e defendê-los com veemência. E tudo que tratei até agora é atinente à vontade. De um lado, no primeiro tópico, a vontade referente ao QUERER, neste trata-se do NÃO QUERER. Quantos capslock num mesmo parágrafo, repararam? Talvez seja uma raiva inconsciente minha por isso. Por quê será? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A idéia do fora é justamente isso, "não te quero". Simples e fácil. Acontece que existem papas na língua, medos, receios de machucarem, de passarem vergonha. O fora vem com um desvio de beijos, que pode ser interpretado como se fazendo de difícil. A dispensa também vem com palavras e desculpas esfarrapadas e sem fundamento, por exemplo, "hoje meu pai foi a loja, meu tio está com câncer e a prima da colega da minha amiga já ficou com o irmão do seu tio, por isso acho melhor hoje não". &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acontece demais meninada! Nos dois casos abre-se margem para um questionamento, ou uma flexibilização do não, como se em outras hipóteses um sim poderia ser dito! E realmente existem essas hipóteses do sim... Só quando o cara nascer de novo! Nesses dois exemplos vemos a dificuldade das mulheres em expressar-se com clareza (reparam no hífen depois o "se", é porque não é bom colocar o pronome reflexivo antes do verbo). O dia que mulheres descobrirem o poder de um "não, não estou interessada em você". Facilita tanta conversa mole. Eu por exemplo, expert na conquista, só me aproximo realmente quando analiso as opções de tôco, e quando ele não é feito claramente, é sinal para avançar, do contrário... VAI ENROLAR OUTRO PÔ! Claro que comigo nunca sou enrolado, sou do tipo que enrola, repetindo perigosissímo no flerte (mentira!).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entenderam? A experiência me ensinou que se um homem segura sua mão, ele não sendo seu parente (com excessão de primos e diversos graus), seu amigo gay, e você permanecer com a mão dele entre seus dedos macios... Há interesse. Mas a mesma experiência me ensinou que pode não haver interesse! Mocinhas tímidas podem ficar ali, segurando aquela âncora, por pura falta de iniciativa, só por segurar. Aí teremos um cenário meio embarassoso. Um tenta de um lado e a outra esquiva. E o cara vai pensar... VAI ENROLAR OUTRO PÔ! Entretanto, revoltado rapaz, não é enrolar é só a pura falta de clareza em exteriorizar vontades. O toco foi dado na décima tentativa de beijar. Há como contornar isso, mas é um texto pros rapazer, o quê não é o caso deste.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não! Não! E não! Ninguém magoa ninguém com um fora. Se magoar? Problema alheio, não seu. E não é o fato da dispensa em si que pode vir a machucar eventuais sentimentos (que coisa adolescente, Capricho demais para mim), é você não estar entrelaçando línguas com ele que o fará ficar chateado. Complicado em demasia? Não mocinhas. Não! Puro e simples. Belo e poético.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TOFIfcbI-SI/AAAAAAAAAoU/CZBIVPbbWDc/s1600/jennifer-aniston1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 234px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TOFIfcbI-SI/AAAAAAAAAoU/CZBIVPbbWDc/s320/jennifer-aniston1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539788721685592354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sempre busco em meus textos uma conclusão digna. Que feche as amarras deixadas por mim. Também sempre lutei contra a mistificação feita em torno de relacionamentos, em suas várias fases, seja da conquista até as temíveis discussões (DR). Nesses quatro anos de blog, cada vez mais eu tive a certeza de que precisamos evitar a sinceridade se quisermos algum sucesso. Isso me incomoda porque perde-se a sensibilidade, a beleza, o acelerar do coração. Sou menos sensível do que a quatro anos. Sou mais eficiente, anos luz do que eu era, e agora sinto-me inquieto. Não buscarei essa sensibilidade, não me fara bem, importa em abrir mão de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Do mesmo modo não vim ensinar nada a ninguém, essa pretensão é piada, diversão, prefiro expressar assim para falar verdades. Não tenham vergonha de suas vontades, seja ela positiva (agir) ou negativa (não agir). Elas estão ai, eu sei, eu vejo. Defenda-as! Orgulhe-se delas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não seja um(a) Zé! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-6488019503970927945?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/6488019503970927945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=6488019503970927945' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/6488019503970927945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/6488019503970927945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2010/11/incompetencia-e-ignorancia-delas.html' title='A Incompetência e a Ignorância... Delas'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TOFIgAo1HjI/AAAAAAAAAok/Mwp0Ne0FcZo/s72-c/jennifer_aniston.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-1528538533469508168</id><published>2010-10-06T16:03:00.003-03:00</published><updated>2010-10-06T16:44:58.772-03:00</updated><title type='text'>Eu, um hemofílico</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TKzIED7S_iI/AAAAAAAAAoM/QmkWOHj8cy0/s1600/hemofilia.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 227px; display: block; height: 236px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525010814975802914" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TKzIED7S_iI/AAAAAAAAAoM/QmkWOHj8cy0/s320/hemofilia.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Ser hemofílico antes de tudo é passar por situações inusitadas. A hemofilia vem de muito tempo, rola um boato que o alto escalão russo pré-esculhambação socialista, época dos Czares e tal, era cheio de hemofílico. Sangue azul irmão! Bom, azul mesmo são os hematomas, o sangue é vermelho igual ao de todo mundo, com exceção da coagulação. Com isso, passo a definir o que venha a ser hemofilia. Pode-se definir assim:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A hemofilia é uma característica genética que se manifesta por um defeito na coagulação do sangue.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Com as aulas de ciências que temos no Mobral sabemos que o sangue possui várias substâncias. E como Papai do Céu é bem esperto, cada uma dessas substâncias tem uma função! Chamaremos algumas dessas de fatores da coagulação, que auxiliam a estancar as hemorragias. Os fatores são numerados em algarismos super descolados, os romanos (I a XIII) e trabalham como uma equipe, um time, um conjunto, cada fator age em um momento passando a bola para o seguinte. Quem possui hemofilia não possui um destes fatores em quantidade suficiente para exercer suas funções, logo, o sangue do hemofílico demora mais para formar um coágulo, não estancando um eventual sangramento. Em outra palavras, o sangue hemofílico é como o Atlético Mineiro, e o sangue normal é como o Cruzeiro. Fácil não?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Existem dois tipos de hemofilia, a A e a B. Hemofilia A, que é o caso deste escriba, temos a ausência do Fator VIII. A Hemofilia B, a pessoa não teria em seu sangue o fator IX.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Feita essa pequena introdução biológica, pretendo aqui mostrar o lado humano e real de possuir essa “característica”. Lancei uma frase solta logo no começo do texto por uma razão, de cara nota-se que característica é a palavra politicamente correta, hemofilia beira os significados de doença e deficiência. Os hemofílicos já nascem hemofílicos, não se pega, se herda. Por outro lado não temos os benefícios de certas leis para portadores de necessidades especiais. Um hemofílico não pode concorrer em concursos públicos, nem ser empregado, em vagas para deficientes físicos, sendo prolixo, portadores de necessidades especiais. Os hemofílicos ao meu ver são deficientes casuais, sendo prolixo, portadores de necessidades especiais eventuais. Vamos adiante que explico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O hemofílico é um indivíduo normal, com aspirações normais, o velho sonho americano, se é que me entende? Quer se reproduzir e morrer. Nesse meio tempo, se der tudo certo, talvez constituir família, fazer amizades, ter um emprego descente, e quem sabe, ser famoso sem ter que morrer de AIDS para isso (já estamos fora do grupo de risco a uns bons anos livros de biologia!). O problema bate a porta no momento em que nosso dedo mindinho vai de encontro à quina maldita. Surge também quando dormimos por tempo demasiadamente longo em cima do cotovelo. Ou até quando o pequeno garoto quer bater uma bolinha, praticar algum esporte, e assim, joelhos se encontram... Enfim, é chato quando há sangramento, e por definição, este sangramento não vai parar! Vai inundar articulações ou músculos, travará movimentos e nos brindará com dor, muitas vezes, com muita dor! Ressalto que este sangramento pode vir, assim como a Dilma, do nada, sem esperarmos, e criar um problemão! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A partir desse sangramento os hemofílicos (por favor me perdoem a confusão entre terceira e primeira pessoa, afinal também faço parte desse barco, mas quero me distanciar para o texto ser mais interessante, menos Zé, menos eu) estão limitados! Quando sangram passam a ser sim deficientes, ou, portadores de necessidades especiais. Notem que não eram antes, até sangrar ocasionalmente/rotineiramente, e por conseqüência, necessitam de cuidados especiais, como lugar reservado em coletivos e atendimentos prioritários. Agora, se isso acontece é outra realidade, este é o meu momento preferido do texto, hora de contar as tais situações inusitadas! Vamos lá?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Um idoso com uma bengala transmite sabedoria, vida cansada de tantos trabalhos e experiências. Um jovem de vinte anos com uma bengala no mínimo desperta uma dúvida, que pode ser traduzida assim, “que merda esse moleque arrumou?”. Difícil ter a boa vontade para ceder seu querido e duro acento ao rapaz, não é? Compreensível. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Outra situação é quando seus amigos sabem e não sabem ao mesmo tempo do que você sofre. Sabe que seu sangue não coagula, mas no fundo têm dúvidas quando a sua destreza em caminhar, ou se exercitar. É normal as articulações serem as mais desgastadas, joelhos, cotovelos e calcanhares são as partes do corpo que mais sofrem. No mínimo uma vez ao mês você verá seu amigo hemofílico mancar, e você pensará, “de novo!”, como se fosse um absurdo aquele sangramento. Quando não for indignação, transmitida pelo citado pensamento, a boa vontade se reveste em cuidado, e o amigo tenta alertar você para que não machuque mais. “Você tem que tomar mais cuidado Zé!”. Realmente, tem que se haver mais cuidado. MAS COM O QUE SE FALA! O cara não está feliz por estar com sangramento, por estar com dor, e por ter que ir buscar o fator VIII fora do seu corpo. Nasceu com a hemofilia. Vive anos com ela, uma média de 400 machucados em toda a vida! E o amigo bem intencionado ainda o avisa... “Mais cuidado!”. Palavrões percorrem a mente neste momento, vai por mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Até em desenhos e quadrinhos encontramos piadinhas sobre hemofílicos. Não que eu me sinta ofendido, longe disso! Adoro um humor ácido! Mas quando é a respeito de sua própria situação, a risada acaba sendo um pouco mais maldosa. Peter Griffin, da Família da Pesada, comprou uma catapulta medieval para se divertir, lançando-se para o alto. A cena corta, e passamos para um homem mostrando a grande escultura feita com dominós, cuidadosamente empilhados, em seguida ele mostra suas porcelanas chinesas caras e frágeis, por fim, eis a piada negra, o homem aponta para seu neném hemofílico. A cena corta mais uma vez, Peter Griffin voa pelo ar, feliz e gordo ao vento! O espectador fica apreensivo. Será que o gordo vai cair em cima dos dominós, da porcelana chinesa e do neném hemofílico? Antes de contar o final, vamos refletir um pouco, por que raios d’água o neném tem que ser hemofílico? Se um gordo cair em cima de um neném normal, já é algo grave, não? Claro que sim! Assim como porcelana normal! Entretanto, não tem tanta graça se não denotar a fragilidade do momento. Eu ri, juro! E o melhor... Peter Griffin cai do lado de fora da janela e elogia os dominós, as porcelanas e o neném. “Ufa!”, pensa o telespectador. Eu, hemofílico, também, só que como disse, com mais maldade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O Brasil não é o melhor dos países para se nascer. Cá entre nós, Noruega e coisa e tal é um lugar bem melhor para se viver. Por outro lado temos nossas vantagens, os shorts curtos e o carnaval! Os hemocentros do nosso país são tristes! Melhoraram muito! Só que ainda deixa aquele gosto azedo na boca, normal, diriam. Uma das coisas que nos deixam super descolados é a dose domiciliar! Seus amigos em sua casa, você abre a geladeira, pega aquele frasco que contém um pozinho branco, o mistura na água e aplica enfia a agulha em si mesmo! Igual ao Rambo! Sussurros assustados à sua volta, e você domina a seringa, espera o sangue percorrer todo o plástico e calmamente injeta a droga em suas veias. Uau né? Todo hemofílico é quase um médico/enfermeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Há momentos de glória! Na escola todos nós necessitamos de um momento de fama. Daqueles que todos seus coleguinhas ficam ofuscados com seu brilho e talento, a professora só tem olhos para você, e o utiliza como exemplo. Pode ser exemplo a ser seguido, ou a não ser seguido. No meu caso, exemplo prático de aula de ciências. Estuda-se hemofilia, a professora aponta para o garoto e mostra, “isso aqui é um hemofílico.”, a meninada deve pensar, “ah, isso.”. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Então todos passam a entender porque você aparecia com o braço enfaixado uma vez por semana, e só fazia uma aula de educação física a cada três. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Meus amigos no geral sabem da minha situação, mas não escapam desse tipo de situação. Brigas! Todos jovens brigam. Normal! Meio animal, isso acontece. Se tomam gosto por isso a primitividade fala mais alto, fazer o quê. Me lembro de uma rixa entre primeiro e terceiro ano, antes de começar a lutinha, falaram, “não vale bater no Zé”. Lá se foi meu orgulho masculino. Como eu disse, fazer o quê?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Retomando os hemocentros, o Hemominas (hemocentro de Belo Horizonte) deixou de ser vinte e quatro horas, repassando todas as emergências para o Pronto Socorro João XXIII. Arrepiaram? Passem uma noite em meio a baleados e doentes tendo convulsões ao som de apitos de aparelhos médicos. Os profissionais exemplares do Pronto Socorro estão preparados para as mais extremas situações, mas nunca para receber um hemofílico. Fato! Nós precisamos de uma coisa, FATOR VIII ou IX. Só! Estamos com dor! Me dê fator! Pronto, amanhã voltarei para mais uma dose. Pena que antes disso temos que nos submeter aos mais diversos procedimentos. Se não fosse a dor, ia ser cômico. Há casos de ter que se dar aula ao médico do que seja hemofilia; de enfermeiras quererem furar o dedo do coitado para conferir se ele é diabético; de colocarem soro na sua veia; de quererem, pasmem, diluir o fator no soro (utiliza-se água destilada – ÁGUA!, não destilados!); te carregam de lá para cá, fazem ultrassom, ressonância magnética, raio-x; para no fim, trazer a dose básica e fraca do que precisamos. É divertido! Juro! Perguntem a um hemofílico como foi passar a noite do João XXIII, ele dará um sorriso e contará algo inusitado!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Esses são apenas alguns exemplos do que aturamos nessa vida de deficientes casuais. Nada a reclamar! Faço tudo que qualquer um faz! Como uma boa intencionada amiga tentou me consolar (sem eu precisar ser consolado, só estava contando o quê eu era), “você é normal! Não vou deixar você se diminuir assim!”, eu ri, pois já sabia disso. O duro é ter que agüentar piadinhas como, “Zé, você é o único EMO de verdade”. Sim! “EMO” com “H”! Sem choro, nem coitadismo! E o melhor, nunca estarei fora de moda, nasci assim e assim morrerei. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-1528538533469508168?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/1528538533469508168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=1528538533469508168' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/1528538533469508168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/1528538533469508168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2010/10/eu-um-hemofilico_06.html' title='Eu, um hemofílico'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TKzIED7S_iI/AAAAAAAAAoM/QmkWOHj8cy0/s72-c/hemofilia.gif' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-3442505015558401572</id><published>2010-10-01T11:20:00.001-03:00</published><updated>2010-10-01T11:24:55.735-03:00</updated><title type='text'>Um Pequeno Desabafo: Eleições 2010</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TKXu1kZ6S7I/AAAAAAAAAn0/GNvE0zZaKrE/s1600/jose-serra.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 223px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TKXu1kZ6S7I/AAAAAAAAAn0/GNvE0zZaKrE/s320/jose-serra.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523083122112613298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O fato de não querer uma presidenta sem lastro político e que se sustenta somente na popularidade de seu antecessor é ser de "direita"? Beira o absudo? É um contra-senso? A questão principal dessas eleições é a seguinte: a votação é somente um procedimento homologatório? Pensem na Dilma sendo eleita no primeiro turno. Nem Lula que é Lula conseguiu isso. Na minha sala de aula ocorreu algo interessante, vou citar como exemplo, quando foi perguntado quem votaria na Dilma, ninguém levantou a mão. O mesmo ocorre no círculo de amizade, Serra e Marina estão dividindo os votos. A idéia de isenção da floresta encantada pegou na imagem da Marina, o que não é lá muito interessante, pois ela também foi "inventada" esse ano. Não quero comentar a desonestidade intelectual (que ficou clara pós debate da Globo) da nativa de Avatar, a idéia é ser breve e objetivo. Lula foi multado cinco ou seis vezes pela justiça federal, ou seja, desrespeitou o jogo e começou sua campanha em tempo inadequado, isso porque agora estou sendo educado. As duas crises que pipocaram (quebra de sigilo e aquele baguncismo na Casa Civil) demostram o que viso evitar. Crises um pouco "complexas" e que a maioria das pessoas ignora, pois necessitaria de certo conhecimento para... ficar indignado. Isso sem falar nos mais de 70 ataques à imprensa e à liberdade de expressão. Quem precisa disso não é? De que vale se ninguém escuta. O Poder Executivo é uma instituição, não a imagem desse ou daquele, se me permite, "palanqueiro". Ouvi também uma bobagem neste final de semana, "Lula investiu na base da pirâmide". Chega a ser sacanagem o que uma popularidade faz com o próprio povo! Já escrevi isso uma vez e repito, na democracia somos obrigados a conviver com a bobagem, e ela é como a miséria, gosta de companhia. Meu voto é Serra. Meu voto é pela Democracia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-3442505015558401572?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/3442505015558401572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=3442505015558401572' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/3442505015558401572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/3442505015558401572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2010/10/um-pequeno-desabafo-eleicoes-2010.html' title='Um Pequeno Desabafo: Eleições 2010'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TKXu1kZ6S7I/AAAAAAAAAn0/GNvE0zZaKrE/s72-c/jose-serra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-4883555316632847689</id><published>2010-09-21T00:32:00.007-03:00</published><updated>2010-09-21T01:45:06.356-03:00</updated><title type='text'>Do Sushi às Asas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TJgoV2MITDI/AAAAAAAAAns/xo8YkUyQ380/s1600/Red+Bull+te+d%C3%A1+asas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 239px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TJgoV2MITDI/AAAAAAAAAns/xo8YkUyQ380/s320/Red+Bull+te+d%C3%A1+asas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519205699131296818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desejo é uma coisa engraçada. Falo do desejo de grávida que nos acomete de vez em quando. Mesmo sem estar esperando o bonecão isso pode acontecer, acredite. Tive isso a uns anos atrás com comida japonesa. O que aconteceu? Descobri que curto alga com peixe cru. Movido por essa lascívia alimentícia fui até o Kiboo. Matei o tal desejo. E lá, empanzinado, fazendo jus ao panceps que ostento, tive outro desejo. Tomar Red Bull. Esse mesmo, aquele que te dá asas licitamente. Estou ou não estou grávido? Não tenho certeza a quem devo recorrer para desvendar meus anseios, se à psicanálise ou à publicidade, uma coisa é fato, eu quero celebrar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui um rapaz festivo. Essa frase ficou meio assim, me valendo do neologismo, afrescalhada. Vou consertar porque meu filme preferido tem Al Pacino e Marlon Brando, logo, fresco em mim é cerrado! Curto uma farra! Por mais careta que possa parecer, curto uma farra lícita e que pague ICMS, se é que me entende. Não? Prefiro algo legitimamente constituído e que pague seus funcionários em dia, com benefícios trabalhistas e previdênciarios. Quando não um planinho de saúde. E com propagandas de mulher gostosa! Falando uma língua mais direta e menos inteligível, eu repudio drogas. Do tapinha, do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;brown&lt;/span&gt;, à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pedra&lt;/span&gt;, ao pó, ao ácido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo debate que travo na vã tentativa de demonstrar o óbvio, usam argumentos como descriminalização e o fato deu nunca ter experimentado. Bom, como já afastei qualquer caráter afrescalhado de minha pessoa, penso que usar droga e dar o cu sejam as mesmas coisas. Sendo que, moralmente/legalmente/eticamente falando, dar o cu não envolve nenhuma condenação, nem deve pois se refere à disposição do próprio corpo. Já as drogas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usei a comparação para afastar o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não experimentar&lt;/span&gt;. Uma vez afastado, o caráter descriminalizador é a maior balela contada pelos maconheiros. E lembrem-se que maconheiro nunca foi elogio em lugar nenhum, por mais descolado que o careta possa parecer na sua mão. Vamos pensar na droga lícita, como os remédios. Resumidamente, do que precisamos para ter o remedinho na farmácia? Alguém que os forneça. Chamaremos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;empresa&lt;/span&gt;. Essa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;empresa&lt;/span&gt; para ser constituída necessita de um investimento pesado, para arcar com mão de obra, aparelhamento legal, que engloba vencer as burocrácias, como escoar a mercadoria, publicidade, e agora meu cargo chefe, ou melhor, a carga tributária. É alta, abusiva e imoral. Mas menos que o produto que tento "descriminalizar" para vocês. A cadeia dos tributos é tão grande, mas tão grande, que o impostômetro de São Paulo é uma mentira, uma palhaçadinha para nós olharmos e nos indignarmos por alguns segundos. Pois, se fosse "calculável" o espanto seria maior. Adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos então uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;empresa&lt;/span&gt;. Pronto, hora de tratarmos o caráter político da parada. A sociedade brasileira é leviana com os consumidores do nosso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;produtinho&lt;/span&gt;? Óbvio que sim. Somos tolerantes, nós os brasileiros. A maioria é usuária? Mais uma vez, óbvio que não. A sociedade é hipócrita tanto quanto dar o cu. Sabemos quem são os consumidores, mas ninguém chega numa sala com várias pessoas e faz o convite, ou conta a notícia. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vamos pitar um pai?"&lt;/span&gt;, ou então, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Pai, dei o cu hoje.". &lt;/span&gt;Viram? Troquem o "pitar" por "tomar uma cerva"., ou "cigarro" . E "cu" por "sexo" ou "transa". Falo do impacto! Mais uma vez, o corpo é de cada um. Voltando ao caráter político, o lobby anti-drogas é grande, de religiões à profissionais da saúde, daí concluo que (como acontece com o cigarro) a carga tributária em cima do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;produto  &lt;/span&gt;seria estrondosamente alta! E isso levando em conta que é possível tributá-la, ou vocês acham que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;produto&lt;/span&gt; ia vir da Bolívia com todos os benefícios/facilidades que usualmente tem mais o selo do inmetro? em consequência disso, eleva-se o preço a um patamar nada viável ao que estamos acostumados a conseguir com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;brother&lt;/span&gt;. Quem paga R$ 5,00 em poucas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;g&lt;/span&gt;, pagaria R$ 200,00 pelas mesmas poucas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;g&lt;/span&gt;? Caso você tenha que refletir sobre essa pergunta mobral, é bom parar o uso. NÃO SUA MULA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu nem analisei a questão moral, a questão de valores, do ato de fazer uso dessas substâncias. Nem vou fazer isso hoje. Dá preguiça. Todos sabem que o filme Tropa de Elite fala uma verdade que incomoda. Quem financia o tráfico é quem o consome. Quero me valer do meu desejo de farrear sim!, mas sem ser  a custa de bala... De AK e de fuzil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-4883555316632847689?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/4883555316632847689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=4883555316632847689' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/4883555316632847689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/4883555316632847689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2010/09/do-sushi-as-asas.html' title='Do Sushi às Asas'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TJgoV2MITDI/AAAAAAAAAns/xo8YkUyQ380/s72-c/Red+Bull+te+d%C3%A1+asas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-4923911680135634251</id><published>2010-09-15T09:57:00.003-03:00</published><updated>2010-09-15T10:21:06.920-03:00</updated><title type='text'>Afastamento do Blog ou Monografia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TJDDXHDJ6GI/AAAAAAAAAnk/V_XYf5npK-k/s1600/Como+fazer+uma+monografia+Modelos+e+Downloads.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 274px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TJDDXHDJ6GI/AAAAAAAAAnk/V_XYf5npK-k/s320/Como+fazer+uma+monografia+Modelos+e+Downloads.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517124345325545570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Fazer monografia é fácil. Você precisa de uma folha de rosto, uma introdução, de capítulos e da bibliografia. Pronto! Toma-se o diploma e mamães ficam orgulhosas.&lt;br /&gt;Mesmo diante dessa facilidade extrema, meu compêndio de citações (porque é isso que uma monografia é!), me gasta tempo e anda me abalando psicologicamente. Não só ele, claro! Nesses últimos dois meses me encontrei num estresse jamais visto! Foram momentos tensos e de reclusão social, tinha me cansado do mundo. Pensei em suicídio (mentira), em me mudar para a Europa, com mochila nas costas (mentira) e um curso de Direito abandonado no limiar da colação de grau (mentira). Por mais que eu jogue essas mentiras, elas escondem verdades. Pasmem!, há verdades nas mentiras. Seja o mau caratismo, ou significados nas entrelinhas. Fato que não pode haver na monografia. Bom, caso seja mentira, coloque aspas e indique a fonte. Quais verdades eu quis compartilhar? Vamos clicar no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;enter.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A primeira é a de que o mundo não é dos melhores lugares para se viver. Caso alguém ainda creia em sóis brilhantes e arco íris o tempo todo, hora de suspender a medicação. A segunda transparece aquele surto da necessidade de não acomodação. Tenho isso. Não me acomodo nem no video game! Clássicos existem, mas não consigo jogar Super Nintendo sem pensar, "sua época já passou", e completo, "ainda bem", desdenhando dos poucos bites oferecidos pela plataforma. E a última parte, Direito é um saco. Definitivamente Direito é chato, enfadonho, e para a tristeza geral de um Estado Democrático, mais desconhecido do que acreditamos. Estudar o Direito na graduação é como empurrar com a barriga um namoro já fadado pelo término. Nada prazeroso. Nadica! Uma hora ou outra há uma idealização disso ou daquilo, não dura até os exemplos práticos, e a piadinha fatal, "Constituição é uma piada". Notem que eu disse "chato", e não desnecessário. Melhorando a comparação, o Direito é como a sogra.&lt;br /&gt;Por esses motivos, me afasto do blog até meados de outubro. Já estando afastado desde julho, serão meses tristes, uma vez que a única coisa que sei fazer nesse planeta giratório é escrever. Eu gosto! Sinto prazer em brindar leitores com bobagens (mentira). Por isso, segue a introdução da minha monografia. Degustem, enquanto ignoro as normas da ABNT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///D:%5CDOCUME%7E1%5CUser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///D:%5CDOCUME%7E1%5CUser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///D:%5CDOCUME%7E1%5CUser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt; 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A edição da referida lei tem como objetivo a viabilização de obras de infra-estrutura, para as quais o governo não dispõe de recursos suficientes.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Seu conteúdo nos tráz uma nova espécie de relacionamento entre esferas pública e privada, onde se atribui ao particular o ônus da gestão do empreendimento público. Em contrapartida caberá ao Poder Público contraprestação pecuniária e compartilhamento dos riscos em favor do particular.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 6pt; text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A natureza jurídica dessa modalidade de contratação é a de contrato administrativo de concessão de serviço público. Em suma, o que torna esse tipo de concessão peculiar é a possibilidade de o Estado remunerar o investidor privado de maneira direta, e não somente atrás dos usuários do serviço prestado. Prevê o artigo 2º., do referido diploma legal duas modalidades de parceria público-privada, “patrocinada ou administrativa”. O objeto dessa contratação poderá ser a execução de serviços públicos remunerados mediante tarifa pelo usuário com adição da contraprestação pecuniária do Poder Público (patrocinada); ou prestação de serviço, direta ou indiretamente, à Administração Pública, mediante contraprestação do parceiro público (administrativa).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Um dos preceitos norteadores da Lei nº. 11.079/2004 é o de que esse tipo especial de concessão, Parceria Público-Privada, permite um amplo leque de investimentos, abrangendo áreas onde não haveria interesse de investimento por parte do setor privado. Infra-estrutura, segurança pública, saneamento básico, se beneficiariam com o financiamento particular, uma vez que ter-se-ia uma maior eficiência na gestão privada. Por óbvio, tal ajuste não seria atrativo para os parceiros privados sem que houvessem garantias eficientes, para uma resolução célere e confiável, de eventuais conflitos com o Poder Público. Tendo em vista este enfoque, a lei das parcerias público-privadas prevê uma série de mecanismos de garantias. O art. 8º menciona quais seriam essas garantias, a saber: vinculação de receitas; instituição ou utilização de fundos especiais previstos em lei; contratação de seguro-garantia com as companhias seguradoras que não sejam controladas pelo Poder Público; garantias prestadas por fundo garantidor ou empresa estatal criada para essa finalidade; dentre outros mecanismos admitidos em lei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;              &lt;/span&gt;O problema que se apresenta é se seria possível considerar a vinculação de receitas prevista no art. 8º, I, da referida lei, inconstitucional. A questão é a seguinte: Em detrimento da eficiência e de proporcionar maior confiabilidade ao particular na contratação com o Poder Público, poderia ser criada garantia que afronta a Constituição Federal? Seria a garantia de vinculação de receitas inconstitucional?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-4923911680135634251?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/4923911680135634251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=4923911680135634251' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/4923911680135634251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/4923911680135634251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2010/09/afastamento-do-blog-ou-monografia.html' title='Afastamento do Blog ou Monografia'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TJDDXHDJ6GI/AAAAAAAAAnk/V_XYf5npK-k/s72-c/Como+fazer+uma+monografia+Modelos+e+Downloads.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-4473087678447118129</id><published>2010-07-20T01:53:00.003-03:00</published><updated>2010-07-20T02:16:24.184-03:00</updated><title type='text'>ZÉ, ROUBARAM SEU CARRO!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TEUwsEyNK8I/AAAAAAAAAnU/afedVxkH9r0/s1600/miami_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495852454032255938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TEUwsEyNK8I/AAAAAAAAAnU/afedVxkH9r0/s320/miami_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nYR2r9itp8c&amp;amp;feature=related"&gt;I'm In Miami Beach&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;(escutem a música no youtube)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Amigos. Churrasco. Muita bebida. E adivinhem como acabou a noite? Ressaca! Com certeza! Telefone sem bateria, também. Sem contar que acordei sem saber onde eu estava. E graças ao bom Camarada Supremo, eu estava de roupa. Só que em meio a isso tudo, com direito a tigre no banheiro. Neném de garota de programa pendurado no peito do meu amigo. Noivo perdido. Peraí! Eu me perdi agora...&lt;br /&gt;Tudo começou com um telefonema. Tudo sempre começa com um telefonema. Maldita expansão das telefônicas. Saudades da época dos três segundos e dos trinta e um anos! Hoje são milhares de bônus e uma transmissão porca, sem falar do serviço de atendimento ao cliente. Tudo bem! Somos brasileiros e adoramos um bode! Bode no sentido de problema, pepino, atraso, pedra no sapato, cunhado, sogra, atleticano, corintiano, acredito que fui claro o suficiente. Não é Dilma? Me perdi de novo! Droga!&lt;br /&gt;Ao menos nas palavras temos o recurso de ler o que já fora escrito. Queria não ter lembranças embaçadas de sábado à noite. Estava ótimo! Apesar deu criticar veemente tudo e qualquer baladinha em minha cidade. Lagoa Santa é o antro das baladas ruins. E o pior que não é culpa das festas. É do povo. Essa massa amorfa e manipulável pela malvada e maquiavélica Rede Globo, o Big Brother (adogo!), o Gulag televisivo! Brincadeira. Adoro a Globo. As festas aqui ou sempre terminam em briga, ou permeadas pelos animais matilhentos chamados homens. Daí minha tendência em preferir ficar &lt;em&gt;“de boa na lagoa”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“de leve na neve”&lt;/em&gt; com meus amigos.&lt;br /&gt;Estávamos todos alegres, curtindo o estalar da picanha na chapa. Cerveja gelada. Caipvodka azedinha, até eu colocar açúcar demais. Montilla em homenagem ao Montillo. Sem contar com a cachaça que surgiu como num passe de mágica, como o cientista/médico/dentista/químico que aparece no seu banheiro nas propagandas de creme dental. Adicionem mais um tiquinho de limão e sal à música &lt;em&gt;I’m in Miami Beach&lt;/em&gt;. E como produto dessa gostosa operação você terá seu carro roubado! Isso mesmo senhor leitor brasileiro e que dá as costas a todo o mau que a criminalidade nos brinda! Meu carro foi roubado! Acordei (de ressaca), acordei meu amigo (também de ressaca), e requisitei a abertura dos portões de sua casa. Ele o fez, com gosto e sono em demasia. Com comentários nossos, &lt;em&gt;“foi muito bom ontem!”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“teve bão!”&lt;/em&gt;, o portão verde se movia sozinho desnudando de pouco em pouco o asfalto do Ovídio Guerra. Caminhei a passos curtos e doloridos. O sol forçava meus olhos a se apertarem. Meu rosto mais inchado do que de costume, como a lua cheia, ou como a Preta Gil. Ganhei a rua. Olho para direita. Olho para esquerda. Nada! Um vazio triste e melancólico ocupava o lugar de onde jazia um Corsa (não sei o modelo) verde escuro. E limpo! Sim! Ele estava lavado. Cheiroso e sozinho naquela noite escura. Eu o troquei pelas bebidas e por amigos. E lá ele se foi. Nas mãos de facínoras! Criminosos! Bandidos! Eu impotente... Quase chorei. Só não chorei porque isso é coisa de viadinho (adogo!)! E eu não quis ser preconceituoso com essa frase! Existem viadinhos heteros! No sentido de frouxidão, moleza, sensibilidade. Não tem nada haver com aceitar ou não pessoas namorando pessoas do mesmo sexo. Sou oquei com isso. Politicamente corretos do caralho! Vão se... Não chorei. Mas me desesperei. Tremi. Cambaleie. E como um macho alfa! Um verdadeiro justiceiro! Liguei para mamãe. E para minha surpresa (e de todos parentes do meu amigo que estavam a compartilhar minha dor), minha... MINHA MÃE HAVIA ROUBADO MEU CARRO! Sendo mais técnico. MINHA MÃE FURTOU MEU CARRO. Uma vez que não houve o emprego de... Parei com o Direito.&lt;br /&gt;Sorrateiramente, devido ao excesso de preocupação que movia o amor materno, mamãe (Tia Beth) partiu em busca de seu filho (eu), que relapso não ligou avisando que estava bêbado e apagou no sofá com o celular sem bateria. Ao encontrar o carro na rua, pois conseguiu informação do meu paradeiro com minha super fofa e linda namorada. &lt;em&gt;“Ele está no Pedrão”&lt;/em&gt;, ela disse com a voz rouca, charmosa e cheia de sono. O tal do Corsa verde no sereno despertou diabinhos na mente da mamãe. Com a chave reserva, ou sei lá eu como!, ela surripiou o veículo. E o pior! Com a chancela do meu Pai (Serjão). Sob seu olhar e testemunho, por mais redundante e prolixo que isso possa ser. E mais! Foi de propósito! Para me dar um susto. Aí se não fossem meus nervos de aço e a frieza para lidar com a situação.&lt;br /&gt;Amigos, uma coisa é certa e podemos tirar de lição nessa história. Parar de beber? Nnnãããooo. Se beber não dirija? Foi o que fiz! Ainda não é essa a lição. Antes sua mãe te sacanear do que seu carro ser roubado de verdade. É... meus netos vão ouvir boas histórias. Pode ter certeza disso! E os seus?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-4473087678447118129?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/4473087678447118129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=4473087678447118129' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/4473087678447118129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/4473087678447118129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2010/07/ze-roubaram-seu-carro.html' title='ZÉ, ROUBARAM SEU CARRO!'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/TEUwsEyNK8I/AAAAAAAAAnU/afedVxkH9r0/s72-c/miami_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-237391164884141710</id><published>2010-06-24T00:44:00.005-03:00</published><updated>2010-06-24T02:03:24.991-03:00</updated><title type='text'>Das Bobagens e Da Política</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.clubeletras.net/blog/images/peladas.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 432px; CURSOR: hand; HEIGHT: 324px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.clubeletras.net/blog/images/peladas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Adoro Ciências Humanas! O atestado de não somos exatas estampado na testa do rótulo é maravilhoso! Sublime. Sendo filosófico, o que vem a ser o humano? O falho. O civilizado. O racional. O inventor das privadas e do saneamento básico. Vamos adiante, mas lembro que voltarei a falar das privadas e de sua função importantíssima em nossa sociedade. E ciência? Conhecimento sistematizado? Ordenado? Especializado? Verdades certas e comprovadas? Poderíamos então tratar as ciências sociais como algo mutante. Aquilo que se adéqua às mudanças da sociedade. Não sou bom em definições, e nem quero definir nada, mas posso contrapor Ciências Humanas com Ciências Exatas, e logo ficará claro o que quero expor. E ciência política é uma ciência humana! Política habita o campo do ser, do homem, do abstrato ser humano. E do larápio também, como sabemos. De Brasília também, é claro! E a bobagem também habita o campo humanístico da parada, para ser descolado como de costume! De Brasília também! Então, para tentar concatenar as idéias, política e bobagem são imãs perigosos, atraídos pelo magnetismo da consciência. Eis o tema, &lt;em&gt;consciência política&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;Brincando com a massinha, é de conhecimento de alguns que nem sempre existiu essas ramificações bacanérrimas da ciência. Alguns filósofos, grandes deles por sinal!, eram matemáticos, médicos, apostadores safados, pederastas e se procurarmos, até engenheiros! Hoje temos um prédio que se chama Faculdade de Ciências Humanas em nossas universidades. E lá são produzidos os conhecimentos humanos. A título exemplificativo, &lt;em&gt;numerus apertus&lt;/em&gt;, de lá saíram filósofos, sociólogos, antropólogos, juristas, psicólogos, designers (sério!), maconheiros e propagadores de bobagem! É disso que a academia brasileira é feita!&lt;br /&gt;Uma grande bobagem inventada em nossa academia é a famosa &lt;em&gt;consciência política&lt;/em&gt;. É o tipo de faculdade que temos para nos atentar ao que acontece na sociedade, na política, na economia. Assim como temos o anjinho que belisca a ponta da orelha ao pensarmos em furtar coisa alheia móvel, ou bebês em maternidade, ou bater na mãe, sendo cruel, abissal!, não devolver o troco a mais recebido na grande e poderosa manipuladora capitalista rede de megamercados do Carrefour, temos, ou temos que ter segundo o imperativo categórico do cidadão corretamente politizado, a noção do que acontece de errado no mundo político. Qual a utilidade desse tipo de consciência? Como ela deve ser exercida? É de comer?&lt;br /&gt;Nossa consciência pode se materializar em uma omissão. Por exemplo, não levar embora o dinheiro achado na carteira perdida. Esse atributo também pode se expressar de maneira torpe, deficiente, quando levamos o dinheiro, mas deixamos todos os documentos. O mesmo ocorre com nossa &lt;em&gt;consciência política&lt;/em&gt;. Estou utilizando o itálico para que, ao lerem, imaginem a voz do Cide Moreira. Vamos lá, releiam. Super descolado esse blog! Enfim, temos uma doença social no Brasil. Uma não! Milhares! Mas a &lt;em&gt;síndrome da consciência política&lt;/em&gt; (podem alongar um pouco a palavra política, assim ó, “políííticaaa”, para lembrar “Jabulaniii”) é que nos interessa. Vamos analisá-la de maneira sucinta.&lt;br /&gt;Preliminarmente, falo doença no sentido figurado. Ninguém vai sair por ai espirrando Maquiavel nos outros. Ou vai? Sacaram!? O pseudo-consciente, ou o adoentado, é aquele que consegue sim, ficar antenado ao mundo a sua volta, conhece o básico de uma estrutura governamental, já leu em algum canto o quê é forma de governo, sabe quem é o vereado (mas para que serve é um mistério!), tentou saber a definição de democracia, sabe a palavra Constituição (já o significado é outra história),e por ai vai. Em suma, somos todos, ao menos um pouco, falsos conscientes. Até ai estamos em nosso interior. Nossa consciência. Nossas certezas e críticas. O adoentado politicamente vai além, ele exterioriza sua indignação, muitas vezes fundada (nem tantas assim) em algo que realmente se deva indignar, dependendo da boa fé, vaidade, do tédio ou financiamento que o caboclo recebe. O rapaz ou moça pega um cartaz escreve três palavras, se filia a um sindicado ou partido ou movimento, fica pelado na reitoria, ocupa algum prédio público ou particular, leva mais semelhantes para tal ato, provoca apitassos, panelaços, estardalhaços, e hoje em dia, twittadas com jogo da velha (#). Podem até fazer blogs! Sério! Sentiram o catarro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Brinco com isso para mandar uma mensagem importante! CONSCIÊNCIA POLÍTICA NÃO É SINÔNIMO DE: PASSEATA, PROTESTINHO BOÇAL (#), BADERNA, LEITURA DE RESUMOS DE MARX, e por fim, lembrando sempre que essa lista é, me remeto à expressão de língua morta que só vive no Direito, &lt;em&gt;numerus apertus&lt;/em&gt;, FICAR NU! E é só olharmos ao nosso redor, ou na Praça Sete (para os belorizontinos e belorizontenses), também em nosso Congresso Nacional, com seus dinossauros despreparados, desrespeitosos e legisladores, nosso Executivo!, nosso Judiciário!, e até, por favor isso é preocupante, DENTRO DE NOSSAS UNIVERSIDADES!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estudantes da UnB.&lt;br /&gt;- #DiaSemGlobo.&lt;br /&gt;- Antiamericanismo.&lt;br /&gt;- Sindicalismo.&lt;br /&gt;- Passe livre para estudantes.&lt;br /&gt;- Liberação da maconha.&lt;br /&gt;- Não vote, lute.&lt;br /&gt;- MST.&lt;br /&gt;- Ambientalismo exacerbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bobagem surge da interpretação equivocada da realidade, do desconhecimento, da ignorância, ou então da sandice. Se brota da má-fé, é canalhice e bandidagem! Ter consciência política, antes de tudo é saber ler, no sentido mais largo que essa palavra possa ter.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS: Caso ainda tenham vontade de sentir o vendo nas partes baixas... Se preparem para tal! Pelo amor do santo e único Camarada Supremo! Ilustro esse texto com a mais ofensa aos olhos alheios que se possa fazer. A prova do perigo da &lt;em&gt;consciência políííticaaa&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS2: Cuequinha verdinha, que gracinha!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PS3: "O corpo é meu", diz a mensagem, "de outra maneira não poderia ser", diz o poeta, e, "graças a Deus", nós agradecemos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-237391164884141710?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/237391164884141710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=237391164884141710' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/237391164884141710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/237391164884141710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2010/06/das-bobagens-e-da-politica.html' title='Das Bobagens e Da Política'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-2596518767298799002</id><published>2010-05-12T09:52:00.002-03:00</published><updated>2010-05-12T10:07:08.774-03:00</updated><title type='text'>Comentário sobre Justiça: O Documentário</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S-qnzl7DcQI/AAAAAAAAAm8/bSYzFdyh7EQ/s1600/justica-poster01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470369202189857026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S-qnzl7DcQI/AAAAAAAAAm8/bSYzFdyh7EQ/s320/justica-poster01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O documentário &lt;em&gt;Justiça&lt;/em&gt; trata de maneira real a rotina instaurada pelo processo penal brasileiro, através da atuação do judiciário e do sistema carcerário. Trás a tona os entraves diários dos sujeitos das relações penais, seja em face do excesso de formalismo, ou quando garantias constitucionais são ignoradas não fazendo jus ao sua própria designação como direito, como garantia. Percebemos a morosidade do judiciário como algo verdadeiro, problemático e perigoso à dignidade da pessoa do acusado. O filme aguça e desperta para uma reflexão tão primária, friso, e muita vezes esquecida. Para que serve o Direito Processual Penal?&lt;br /&gt;Algo é certo ao seguirmos o procedimento penal, da prisão em flagrante à denúncia, passando pelas audiências até desembocar em uma sentença condenatória. Essa certeza é a dor. Trato como sinônimo do sofrimento perante a privação de liberdade, o último recurso para se valer o Estado. O acusado sofre, pela demora da prestação jurisdicional, e até pela ineficácia da mesma, quando o processo deixa de observar princípios como dignidade da pessoa humana, presunção de inocência e o do devido processo legal. O réu deixa de ser pessoa e passa a ser papel. A insensibilidade por parte de juízes e promotores é claramente visível. A formalidade impera. Temos o procedimento pelo procedimento, e não com o foco em sua finalidade que, agora respondendo a pergunta supramencionada, se materializa na concretização das garantias constitucionais.&lt;br /&gt;A “rede” formada na relação jurídica se expande, vai de encontro às famílias, levando também o sofrimento. Com o acusado privado de sua liberdade, resta aos seus próximos a busca por qualquer auxílio à sua defesa, como demonstra o documentário. A Defensoria Pública muitas vezes de mãos atadas frente ao procedimento, tendo que responder situações penosas ao ser humano que deseja, sobre tudo, não permanecer enclausurado.&lt;br /&gt;Outra situação que nos é apresentada é  a super lotação de cadeias e presídios, transformados em verdadeiros depósitos humanos. Como se a solução mais eficaz a ser apresentada pela civilização para o problema da criminalidade fosse o confinamento humano! Essa situação é desconcertante porque não há quem defenderá a causa dos chamados presos. Causa? Não. A garantia constitucional. Não há quem defenderá direitos constitucionais dos presos. A idéia de punição é bem servida. O arbítrio para punir é tratado como o bom arbítrio. Como se existisse o bom arbítrio por parte do Estado.&lt;br /&gt;Confesso que não é difícil sucumbir a tentações totalitárias e danosas, de modo geral, a todos nós como sociedade. Em um momento no documentário a câmera registra as celas sem que nenhum preso seja identificado. Vemos apenas alguns braços entre as grades amarelas, peças de panos amarradas e a sujeira. Uma voz grita, “na escuta!”, e começa o coro, o hino, várias vozes, muitas!, repetem as mesmas palavras em saudação a alguma facção criminosa. Quem estaria disposto a defender criminosos? Quem se lembraria do estado de inocência de bandidos? Poderiam ser assim considerados sem um trânsito em julgado? Quem aguardaria?&lt;br /&gt;Todos sabemos como devemos agir. A norma está para todos. Tanto para “eles”, quanto para “nós”. Perdoe mais essa pergunta, mas assim a considero necessária, quem tem o direito de NÃO respeitar a lei? Eu respondo, ninguém. Nem “nós”, nem “eles”, muito menos o Estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-2596518767298799002?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/2596518767298799002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=2596518767298799002' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/2596518767298799002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/2596518767298799002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2010/05/comentario-sobre-justica-o-documentario.html' title='Comentário sobre Justiça: O Documentário'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S-qnzl7DcQI/AAAAAAAAAm8/bSYzFdyh7EQ/s72-c/justica-poster01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-2597587899105754127</id><published>2010-05-08T01:34:00.004-03:00</published><updated>2010-05-08T01:49:50.631-03:00</updated><title type='text'>Aos Incompetentes e Meu Machismo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S-TqZm0N1SI/AAAAAAAAAmk/r4AYs7uXsMA/s1600/20091028151420_113392_large_fiuk.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468753573171811618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S-TqZm0N1SI/AAAAAAAAAmk/r4AYs7uXsMA/s320/20091028151420_113392_large_fiuk.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;(você no antes de ler o texto)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Venho apresentar dois fatos. Não sou machista e existem coisas que os homens não andam prestando atenção. Cuidado com a leitura dessa frase porque o “não andam” pode induzir a interpretação de que homens notavam essas coisas anteriormente, o que não é verdade. Vamos formular comigo então a frase supra: existem coisas que homens não prestam atenção. Quais são elas? Por que você fez uma introdução desse tamanho só para falar isso? Sabia que você tomaria pau no vestibular por escrever demais?&lt;br /&gt;Antes de tudo não sou machista pelo simples motivo de não desejar a submissão da mulher a nada. Bom... Talvez... Calma. A lei, por exemplo. Escapei bem! Honestamente meus textos sempre são feministas. Sou super pró-mulher. Menos na hora de queimar sutiã, eita manifestação mais brega. Mulheres são seres autônomos e possuidores de vontade, assim como os homens. São iguais? Se pensou que sim acho melhor voltar pra aulinha de ciências e lembrar que: meninas usam rosa, meninos usam azul. Em outras palavras, mulheres têm coisinha, homens têm coisinho. São iguais perante a lei! Isso sim! Mas são seres distintos. Seres humanos distintos. E lembrando que não estou falando de opção sexual, por mais bizarro que se possa chegar, se um homem gosta da fruta, ele ainda é homem biologicamente falando, se fez cirurgia, bom, ai caberá ao judiciário ou a ele mesmo escolher o que ele virá a ser. Sempre sendo, por óbvio, um ser distinto. Antes homem, agora mulher. Frisando que, para a face fria, gélida, e muitas vezes, bagunceira da lei, são seres iguais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468753554060616306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 206px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S-TqYfnwInI/AAAAAAAAAmM/cC-oN46QJ4o/s320/burca.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Essa distinção é importante porque pessoas confundem direitos iguais com obrigações iguais, ou atitudes iguais. Achismo que só fomenta o arranca-rabo dos sexos, alimentando besteiras. Mulheres jamais serão iguais aos homens (ela querendo ser mulher é claro!, alguns esteróides e cirurgias plásticas transformariam a mocinha em... mocinho, cuidado para não se confundir). Não serão seres idênticos porque sua constituição biológica e psicológica são totalmente diferentes. Isso não é generalização. Trato aqui do ser humano médio, ou seja, da regra geral. Homens jamais terão TPM, pois não podem sangrar por vários dias e não morrer. Não poderão engravidar, a não ser em uma ficção esdrúxula estrelada pelo governador da Califórnia. Assim como mulheres não possuem GPS em seu sistema direcional, localizado na parte central e máscula do cérebro. Muito menos poderão mijar em pé, sem fazer lambança nas próprias coxas (no muro alheio vale!).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S-TqYzLcX4I/AAAAAAAAAmU/Dr7eLaldr1Y/s1600/burca2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468753559310589826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S-TqYzLcX4I/AAAAAAAAAmU/Dr7eLaldr1Y/s320/burca2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Outras diferenças inatas da condição de cada ser são, no caso das mulheres, a facilidade em reclamar de atitudes normais, no caso dos homens, a facilidade de não agradar as mulheres em situações normais. Homens não usam roupas com abotoaduras nas costas. As gatinhas não coçam o saco em público. Trato disso com ênfase, uma vez que, é importante nos darmos conta da diversidade que permeia ambos os seres. Aceitá-las. Entendê-las. Isso não é só importante, é essencial! E é recorrente mulher achar que deve carregar o ônus do mundo nas costas para não depender de nenhum homem, como também homens desleixados de qualquer gentileza pelo comodismo trazido pela ascensão da mulher ocorrida no século XX. Não que isso chega a ser uma doença social como o petismo, mas é preciso ser bem tratado para que não venham a me taxar de machista. Coisa que não sou. Tento dar dicas e opiniões reais, exageradas e carregadas de humor. Sabendo disso, fiquem felizes feministas e carentes de plantão, hoje eu vou enumerar e tentar consertar o incompetente que vive ao seu lado! Isso! Seu namorado, parceiro, colega, amigo, flerte. Ai vai, aos incompetentes!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468753564625412978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S-TqZG-mI3I/AAAAAAAAAmc/9smHktCLibI/s320/esto_si_es_machismo+%40.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não é porque as mulheres reclamam mais do que pobre na chuva que elas nunca terão razão. É chato eu sei, só não custa prestar atenção. Fácil não é, vamos nos esforçar tudo bem? Homens incompetentes são aqueles que não conseguem o quê querem com a eficiência devida. Faltam condições. Faltam coisas que eles não prestam atenção. Não vou me citar, e não estou ensinando ninguém a conquistar ninguém. A questão é outra.&lt;br /&gt;Ser meloso demais é uma incompetência latente e pulsante nos bobos de plantão. O grude nunca é bom. É bonitinho, diria uma amiga sua. Mas eu, seu real amigo, vos digo, evite! Fuja! Corra! Essa idéia de giríco não funcionaria nem se você for um vampiro que brilha no sol! Não caia nessa enrascada. É fato que vai dar errado qualquer tentativa de aproximação, ou de flerte, ou de sustentar uma relação, caso você seja o Doce Novembro nos outros doze meses do ano! Não funciona! Dá raiva de ver homens fazendo loucuras de amor como se as mulheres fossem cair a seus pés. Usei o português correto? Senão, pelo menos a descrição o é! Ser grosso é necessário. De maneira pontual é claro, não me referindo ao júnior daí de baixo, e esclarecendo que tamanho não é documento antes de qualquer ilação por parte de vocês leitores safados e pervertidos. Podem falar o que quiserem meninas, mas uma grosseria na medida certa serve para impor certos limites, principalmente os que precisam ser impostos pela masculinidade. Não falo para o mocinho ser um neandertal, enfiando dedo no nariz e socando a mulher. “Entendi Zé, meio termo então”. Não! Odeio meio-termismo. Ou é, ou não é, com as ponderações devidas.&lt;br /&gt;Outro tópico esquecido pelos caras é a pegada. Não parem de ler agora, isso é sério. Nem tanto, vamos falar a verdade, mas é real. Homens precisam ser homens. Ao tratar sua companheira, amada, namorada, mulher, o faça com as propriedades que Papai do Céu lhe deu. Superioridade no intelecto? Na força? Isso foi uma piada garotas, relaxem. Trato aqui da necessidade que os seres frágeis, dóceis, do sexo feminino (até parece!), possuem de se sentirem protegidas, desejadas e amadas. Um pouco de força em um agarrar pela cintura não vem a configurar um ilícito pela Lei Maria da Penha. Deixando o pudor e a hipocrisia de lado, nossas mãos devem ter o peso necessário. Meio termo? Não pondero violências. E dou total liberdade a paixões!&lt;br /&gt;Carinho! Aqui peço atenção redobrada aos senhores incompetentes e desleixados. Isso não pode faltar! Quase usei a palavra “jamais”, entretanto ele pode faltar sim. Elas irão atrás de um currículo, caso carinho não esteja em suas especificações, outras habilidades poderão suprir essa falta. Absurdo? Também acho, para mim carinho é essencial, paralelo ao respeito e amor. Pena que a realidade dita outra faceta. Namorados não carinhosos brotam da face da terra como mandioca, lembrando que mandioca da pra dentro da terra! Homem que não é carinhoso é incompetente. Ponto final.&lt;br /&gt;Hoje quero ser breve. Não há necessidade de maiores delongas. Homens são simples. Ao menos nesse aspecto. Neste porque é aqui que podemos mudar, modificar, melhorar. Não se inventa amor, diversão sim. Respeito e confiança são conquistados. O que tratei acima é similar à educação, pode vir de berço, mas pode ser aprendida. Homem deve ser homem, e deve tratar a mulher como mulher (se complicar demais me embolo, trato de heterossexualidade aqui, podem inverter os fatores ou a passividade, acredito que dê para utilizar o raciocínio). Aos incompetentes: nada de meleira; uma pitada (de leve na neve) de grosseria; pegada firme e segura (nada de safanões e shoryukens); e por fim, carinho. Agradá-las/satisfazê-las é fácil, basta querer. Aturá-las? Bom, aí é outro história, outro texto e paciência...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468755237538950690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S-Tr6fEQ7iI/AAAAAAAAAms/D2KWgEJgv3U/s320/matthew_mcconaughey300withdog.jpg" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(você após ler o texto - mentalmente é claro!) &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-2597587899105754127?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/2597587899105754127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=2597587899105754127' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/2597587899105754127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/2597587899105754127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2010/05/aos-incompetentes-e-meu-machismo.html' title='Aos Incompetentes e Meu Machismo'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S-TqZm0N1SI/AAAAAAAAAmk/r4AYs7uXsMA/s72-c/20091028151420_113392_large_fiuk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-1969862409204367459</id><published>2010-04-20T19:11:00.006-03:00</published><updated>2010-04-20T20:01:32.359-03:00</updated><title type='text'>Desmascarando a Feminilidade ou Confronto de Idéias com a Futilidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S84poNj3dzI/AAAAAAAAAl8/gYeY9wQX0mU/s1600/lady-gaga-periquita-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462349168858593074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S84poNj3dzI/AAAAAAAAAl8/gYeY9wQX0mU/s320/lady-gaga-periquita-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todos nós em algum momento temos que aprender algo. Essa frase é dotada de uma sabedoria ímpar. Algo milenar e transcendental que derivou do que gostamos de chamar de razão. “Meu cachorro sabe sentar Zé”, parabéns ao canino!, mas o fofinho não é um ser racional, e espero não ter de explicar o porquê. Citar Mamonas Assassinas nessa introdução mataria qualquer tentativa de ser inteligente. Calma, calma. Eu também gostava deles. Então né? Homens necessariamente devem aprender algo, o instinto não dá conta de tudo, não é Darwin? Sobrevivemos a tantas adversidades por conta desse presentinho divino/fisiológico/biológico/evolutivo. Isso é fato. Como é fato também de que as mulheres possuem uma complexidade inerente ao gênero e que, graças a razão, pode ser explicada, dissecada, exposta e, pasmem!, desmascarada! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já ensinei meus irmãos de matilha, os machos, como conquistar seus amores. Como também já ensinei as senhoritas, que agora estão com as nucas arrepiadas de raiva e curiosidade, a se vestirem (coisa que preciso me atualizar, o vestuário muda com as estações, e como muda!). Se citar massageia o EGO, então como humilde e super descolado (tenho Facebook) blogueiro me abstinarei de fazê-lo. Outrora também usei exemplos verdadeiros e práticos que denotavam o aspecto... Deixe-me escolher bem as palavras... Fútil da personalidade feminina. Fútil sim senhora! Ou o quebrar de um porquinho de porcelana não lhe incomodaria. Vamos aos fatos. A verdade! (risos macabros).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ao lerem meu pequeno manual, notaram algo de absurdo? Algo inverídico? É notório, sabido por todos os seres pensantes dessa pequena bolha denominada sociedade. Tá. Parei. Estou com um sério problema em concatenar idéias. É notório, sabido que ao tratarmos com mulheres (nós homens) a última coisa que devemos fazer é sermos nós mesmos. Outra é não dar atenção demasiada, como por exemplo ligar mais de uma vez ao dia, ou achar de celular é MSN (pode até ter, mas aí é outra situação). E a pior atitude a se tomar, caso esteja interessado na bela musa de Dante, é falar “gosto de você”. Que cruel, pensa você. Verdade, crueldade aqui é mato. E é nessa falta de trato com os inexperientes que as mocinhas demonstram sua verdadeira face, a futilidade. Por quê? Porque em detrimento de um sentimento, valeriam mais as aparências. Condeno isso? Em termos. Como o tema de meu surgimento ao blog é o aprendizado, seguiram abaixo evidências do aspecto fútil feminino. Com a máxima vênia possível. (risos pilantras)Não sei como achei o blog &lt;em&gt;&lt;a href="http://cadadivaemumdiva.blogspot.com/2010/04/10-coisas-que-irritam-uma-mulher.html"&gt;Cada Diva Em Um Divã&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Acho que foi no twitter. Bom, não vem ao caso. De cara vemos o caráter feminista da página, sem demérito. De cara vemos um nu artístico também, de ótimo bom gosto por sinal. E que bom gosto. Paf! Put! Ai! (minha namorada me batendo). Em frente. O texto que li enumerava dez situações em que nós (machos) irritamos elas (fêmeas). São situações tão coloquiais, tão normais, que chega a ser difícil entender o porque da irritação (futilidade). Vamos a análise.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462347832719518434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 290px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S84oacDfKuI/AAAAAAAAAlk/u-FtfSVwCYo/s320/lady-gaga.jpg" border="0" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;Então... estive pensando... Sabe, as mulheres são complicadas né? Se irritam tão facilmente... e vou te falar, viu existem algumas coisas que REALMENTE IRRITAM MUITO MUITO MAIS AS MULHERES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Facilmente. Viram! O quê essa palavra nos demonstra? Aquilo que não custa fazer, que se consegue sem grande trabalho, simples, natural, provável, ou seja, se irritam ATOA, sem maiores motivos. Se já se irritam sem nenhuma razão relevante (futilmente), imaginem o que se segue quando REALMENTE irritamos nossas estimadas. 1 - Primeiro item da lista... Putz CONTROLE REMOTO. Quem que disse que o controle remoto tem que ficar na mão deles? Gente que coisa... Eu tive um Ex uma vez que depois de zappear novecentas vezes desligou a televisão e disse que não tinha nada de interessante e pediu para eu ler um livro COMO ASSIM GENTE? Eu ri, obvio e olha que eu gosto de ler!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Qual o problema em pegar o controle deixado de lado e ligar a televisão? Alguém ai viu algum problema? Isso irrita? E nessas zappeadas porque não houve nenhuma manifestação de vontade do tipo &lt;em&gt;“Amor Outra Vez! Deixa ai amor!”&lt;/em&gt;, ou então, &lt;em&gt;“Nossa adoro esse filme (Amor Mais Uma Vez e um Funeral)”&lt;/em&gt;. A senhorita fica em silêncio, não se manifesta em tantos cliques no CONTROLE REMOTO (letras garrafais), e ainda se irrita. Realmente. Chamem os Vingadores e a Liga da Justiça!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;2 – Amore, não existe nada pior do que cantadas fuleiras, é mais simples ir no direto “Oi, como você chama?” Se tiver um pouco mais de criatividade pode até arriscar, desde que saiba o que significa CRIATIVIDADE. Olha a não ser que o homem seja o Gianecchinni e tenha certeza que a menina não tem cérebro os “A gatinha tem telefone” e “A anjinha caiu do céu” realmente não vão funcionar portanto Pelamordedeus não invente.Buzinar e assobiar então amore, existe algo pior? Você conhece alguém que assobiou ou buzinou e se deu bem com a garota? Eu não conheço.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Adorei essa! Não tente nada se você for feio, pobre, índio, ou pensionista do INSS. Nem caso tenha sua própria ONG, que o protege das mazelas da maioria esmagadora intitulada burguesia (tecla SAP please). Aqui devo reconhecer que a passagem trás uma dica importante. “Somos fúteis”, portanto, não invente. Nada de ser CRIATIVO, ao menos que saiba o quê signifique CRIATIVIADE. O quê venha a ser criatividade? Espero que botões na parte de trás (costas) da blusa não seja um exemplo disso. Não venham com flores e cartinhas de amor, muito menos canções feitas sob a luz da lua. Muito menos com ursinhos ou “ondinhas”. Isso irrita! Futilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;3- Porque todo homem acha que tem um GPS dentro dele? Porque simplesmente não abaixam o vidro e não pedem informações quando estão perdidos? Pode crer amore, a mulher vai ficar muito mais irritada em ficar rodando horas e horas perdida em algum lugar do mundo do que simplesmente ouvir o homem admitir que esta perdido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Porque temos um GPS dentro de nós! É natural, lógico, ter um endereço a se buscar, recorremos à mente de caçador e memórias, dicas, lembretes de passagens pretéritas, e pronto!, achamos. Se irrita tanto, porque raios d’água não foram dirigindo? Ou consultaram o Google Maps com antecedência? E agora querem parar terceiros na rua, incomodá-los perguntando nomes de ruas que ninguém nem lembra! Agora fiquei irritado. E não só por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;4- Uma coisa que particularmente me irrita é NÂO SABER AONDE LEVAR A GAROTA. Putz é super legal perguntar para a moça se ela esta afim de ir a algum lugar específico. Se ela disser NÂO, se vire, pergunte se ela gosta de comida X ou balada Y se ela disse sim, vá direto ao lugar. Não fique rodando horas e horas até que ela escolha o local NÂO EXISTE NADA MAIS CONSTRANGEDOR. E aproveitando... passou para pega-la em casa? COLOQUE COMBUSTIVEL. Não vá até a casa dela e depois lembre que não abasteceu o carro. A menina vai ficar pensando... será que ele quer que eu ajude? Pode crer, se for esta sua idéia então nem vá a não ser que este já tenha sido o combinado, porque duas coisas são certas: A) Ela não vai te ajudar e B) Você só irá perder pontos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas. TENHA CARRO E DINHEIRO. Nada de chamar para passear de coletivo. E nem venha pagar a passagem dela! Não serve. Lembre-se tem que ser jantar e tem que haver um automóvel na história. Motos servem? Nossa, capacetes amassam o cabelo! Outras duas coisas. Você tem que levar, decidir, saber, não ter dúvidas, ter certeza, sendo mais do que prolixo. E também se antecipar, prevenir, antever, premonir (isso lá é um verbo, segundo o Word nem existe essa palavra), aahh!, é premunir. Depois reclamam de anos de submissão. Até o Código Civil de 1916 considera a mulher como relativamente incapaz, eis... Ta certo. Fico na futilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;5) Comportamentos estranhos na frente dos amigos dele: Tipo assim amore, eles encontram os amigos começam a esbofeteá-los puxar suas cuecas e chamá-los de bixas, gays, e coisas deste gênero. Este tipo de comportamentos realmente as mulheres não entendem. E o tanto que os homens ignoram as mulheres? Fingem que não estão ali, tratam com grosseria. Lógico que o homem não vai chamar-la de “Fofuxiquinha” Nenenota” “Bebeleco” Porque realmente é um micão. Mas não precisa trata-las de forma diferente. Isso também pode acontecer em frente de alguns familiares, segundo algumas fontes que possuo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Qual o problema em demonstrar afeto? De onde veio essa aversão feminina aos sentimentos meu grande e louvado Dourado! Homens demonstram carinho com comportamentos verdadeiros e sinceros perante seus amigos. É normal demonstrar estima por aqueles que são... estimados. É lógico e etimologicamente correto não? Essas mulheres além de fúteis também são dominadoras, vejam que ao darmos “espaço”, elas se irritam. São egoístas. Não que eu condene sabe, mas existem outros seres no mundo além da redoma de vidro sobre a rosa, saca? Agora, cá entre nós (cara de galã), quem gosta de ser chamada de fofuxinha, bebê, amoreco, neném, em público? Existe dignidade humana protegida em lei. Precisa realmente se irritar por isso? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;6) Amore... este é o pior, imagine a seguinte situação: O moço leva a mocinha para jantar, comer um lanche... enfim... primeiro encontro, e na hora de pagar a conta pega a carteira fica contando o dinheiro, olha a conta oitocentas e noventa vezes conta o dinheiro novamente. Amore do céu se você não tem dinheiro para levar a moça para sair nem chame ela então. Vou ser sincera, se é comigo faço a maior POKER FACE e finjo que isto não esta acontecendo.Pô, dê uma boa impressão para a garota, pode crer... você a convidou para sair... se for após alguns encontros ela vai se oferecer para pagar também. Isso só pode acontecer se você já tiver intimidade suficiente... afinal quem é o homem da relação? Já aviso pelo menos no PRIMEIRO ENCONTRO é inconcebível. Agora pelamore se for conta de motel então nem existe a possibilidade de discutir quem paga, estamos de acordo? &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S84oathtQBI/AAAAAAAAAls/eqt08F8Mwhg/s1600/lady-gaga-neyo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462349164527481442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 205px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S84pn9bP8mI/AAAAAAAAAl0/9MRlZRjvNQE/s320/08_MHG_pokerface.jpg" border="0" /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Po-po-po-poker face para vocês senhoritas e ladys! Já tratei sobre o tema. Não. Não! Não vou me citar. Segure o EGO Zé! O cara não pode nem contar o dinheiro sem que vocês se irritem! Não! Assim não dá! E o pior, TEMOS QUE PAGAR. Pecúnia. Dinheiro. Bufunfa segundo Mussum. Sem isso, irritamos. Conta de motel? Peraí! O rapaz é estudante pô! E o pior, nós, todos nós, pagaríamos. Como me enerva essa futilidade. Ora, desde quando é condição sine qua non pagar a conta para não irritar alguém. A última vez que vi isso foi em um filme de criminoso, agiota e mafioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;7 - Não praticar atos de cavalheirismo: Eu queria muito entender, amore... os homens não querem ter todas as mulheres do mundo à sua disposição à qualquer momento? Porque então eles não se tornam cavalheiros? Se eles abrirem a porta do carro para as mulheres, depois de um tempo elas não vao se lembrar da marca do carro em que estiveram ... mas com certeza nunca vão se esquecer de quem abriu a porta. Pode acreditar a mão não cai. Abrir portas, deixar a mulher entrar primeiro, protegê-las é sinal de zelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Bom, não acharia ruim ter todas as mulheres do mundo a minha disposição. Na verdade, isso me faz... PAF! PUF! POF! (minha namorada me batendo pra valer agora). Não vão lembrar a marca do carro? Pra quê vocês acham que abrimos a porta de algo. DE UM CARRO, frisando. Para abrir a porta (acessório), primeiramente temos que ter o carro (principal), não acha? Uma conclusão à luz do silogismo. Qual seria? Logo, futilidade. Fora que vão lembrar sim da marca do carro! Se for importado então! Nossa! “Quem é aquele amiga?”, pergunta a parceira invejosa, “A Ferrari?”, responde a sacana, “Não, o Porshe”. Protegê-las é sinal de zelo. Proteger seu bolso é sinal de prudência. Estou irritado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;em&gt;8 – Amore, vou te contar ... mulher sofre... tem TPM, colica, sangra todo mês e vou te falar viu... nenhuma entende como o homem consegue transformar uma gripe em uma tragédia grega, parece que vão morrer, não podem fazer mais nada à não ser ficarem estáticos na cama.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gripe é uma doença! Deus! O mundo sofreu com ela! Pessoas morrem todos os anos! Diriam os porquinhos! Agora quantas pessoas podem pegar TPM? Será que ela existe? Será que ela não nos irrita? Como entender que hormônios invisíveis agem em diversas partes de seu corpo causando efeitos desastrosos no seu cérebro, alterando sua capacidade volitiva (vontade) e seu auto controle? Vai por mim, nós entendemos isso. Só que de outra maneira é claro. E que, essa sim!, irritaria vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;9 – MARCAR UM ENCONTRO E NÃO IR. Amore este é o pior item para mim, eu acho. Putz, não deu para ir, arrumou um encontro melhor? Esqueceu a irmã do amigo do macaco do vizinho na rodoviária? LIGUE! Nem que seja de orelhão, a cobrar... mande sinal de fumaça, mensagem, Twitter, msn, telegrama, enfim. Qualquer coisa. AVISE de preferência LIGANDO, o melhor é dizer a verdade, mas na pior das hipóteses, nem que seja para mentir (MAS POR FAVOR MINTA DE FORMA COERENTE, NE AMORE, não vai falar que não vai poder ir porque sua avó saiu com seu carro, ou que esqueceu que era aniversario da cachorra do seu melhor amigo, enfim...) Os homens não tem noção a maratona que as mulheres fazem para se arrumar para sair, Ela se arrumou, se perfumou, se penteou, se trocou dezenas de milhares de vezes e de repente percebe que levou um “bolo” e que o mocinho não atende o celular? É sacanagem... imagine se fosse com ele? Avisar pelo menos ainda é sinal de respeito. Ela vai ficar brava, pode crer, mas será menos pior do que deixá-la esperando.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Por que as mocinhas ficam bravas quando não vamos até elas? “Zé, elas criaram expectativa em nos ver, ter um programa a dois pode mexer com sentimentos de alguém”. Uhun, com os da Alice e do Chapeleiro Maluco também. E a Poliana? Estão putas (sem ofensa, existe outro significado pra essa palavra sabiam?) porque gastaram tempo demais se arrumando, desperdiçaram maquiagem, tempo, perfume, roupa... o que concluímos... fu... isso, está indo bem... ti... li... dade! Aê!&lt;br /&gt;Se avisar? Não importa! Braveza é automática! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462347823941769026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S84oZ7WtV0I/AAAAAAAAAlc/v71fi9Efe78/s320/lady_gaga.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;10 - Vestir-se de qualquer jeito para sair. Isso irrita. A mocinha toda trabalhada no salto-alto para sair para jantar e o moço aparece de camiseta regata tênis e boné no primeiro encontro ainda? Nada contra o estilo, mas se não for para irem assistir algum tipo de jogo ou fazerem caminhada não custa nada se arrumar um pouquinho mais ne?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade. Dá realmente pra irritar. Quando colocam aquela porcaria de sandália da Grécia antiga, que só foi usada depois no Império Romano, e agora!, ninguém reclama. As unhas florescentes, tudo bem. “Tenho dez anos de idade, bom, pelo menos existe uma criança em mim” poderia dizer a mulher. Sinceramente, ainda (usei ainda porque já escrevi sobre isso, ai meu EGO) odeio aqueles sapatinhos onde o dedão e seu irmão lateral aparecem dando “oi”. Mil brincos, pulseiras, bolsas que carregam até pára-quedas. Tudo isso pode! Mas uma regata, afinal Brasil é um país tropical, um tênis, algo confortável e estiloso, e boné, pra esconder o cabelo ruim e não causar má impressão, não pode. Ira só é um pecado por conta delas, tá vendo Papai do Céu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora da conclusão. Segurem em suas cadeiras de rodinhas. Não nego que existam sentimentos nos corações das mulheres. Muito menos que elas sintam, que possuam amores, expectativas, fragilidades, e frustrações. Sei da dificuldade em ser mulher, mesmo não sendo uma. Isso é possível. Também compreendo a vinda de um príncipe encantado, já que a maioria dos homens que conheço (me incluo para não receber comentários raivosos) são tão incompetentes e paspalhos, quando não sacanas. Mas vale lembrar, de que vale um príncipe a pé, se é possível ter um sapo com carro importado, jatinho particular e cartão de crédito!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462350758771947010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S84rEwcv9gI/AAAAAAAAAmE/G7So60K5GeU/s320/sapo-caco-carro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-1969862409204367459?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/1969862409204367459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=1969862409204367459' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/1969862409204367459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/1969862409204367459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2010/04/desmascarando-feminilidade-ou-confronto.html' title='Desmascarando a Feminilidade ou Confronto de Idéias com a Futilidade'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/S84poNj3dzI/AAAAAAAAAl8/gYeY9wQX0mU/s72-c/lady-gaga-periquita-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-3370165840320342199</id><published>2009-12-24T20:01:00.012-02:00</published><updated>2009-12-24T21:09:40.200-02:00</updated><title type='text'>Dias e Estações, uma retrospectiva</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SzPsy5KI0MI/AAAAAAAAAk4/wzr91didKWg/s1600-h/PICT0008.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418935135737794754" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 240px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SzPsy5KI0MI/AAAAAAAAAk4/wzr91didKWg/s320/PICT0008.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sempre faço uma retrospectiva de cada ano que vivi. É um método interessante de me reavaliar. Buscar o errado e construir o certo. Mas cá entre nós, é meio idiota tentar resumir um ano em um texto, ou quem sabe em um programa especial de uma hora de duração. São fatos demais! Como li em algum lugar, readaptando a minha realidade, são seis bilhões de histórias. Já disse uma vez, todos somos livros em potencial. Histórias e dramas não faltam. Seguiremos então a lógica das retrospectivas, somente aquilo que vale a pena ser lembrado será revisto! Fatos que marcam. Que me moldam e fazem eu ser o que sou. E eu sou um escritor. Sou alguém que viveu um ano. Mais um. 2009 farei jus aos seus dias e estações! Hora de ler meu coração.&lt;br /&gt;Algo curioso anda acontecendo no decorrer dos dois mil. Escrever está cada vez mais difícil. Está tudo cada vez mais pessoal. Mais profundo, eu acho. Tenho uma paixão que às vezes me deixa louco. Paixão pelo intenso. Não, não gosto de esportes radicais, muito menos de me jogar dentro de uma arena com um touro em cólera. Gosto de sentir. Algo mais introspectivo se é que me entendem. Digo, me deixo sentir. Prefiro que a adrenalina flua de maneira selvagem com experiências que toquem o coração. Estimular tais experiências sozinho, e aqui dou a vocês uma verdade, é impossível! Pular de pára-quedas e ver a morte chegar pode ser gostoso, desde que tenha aquele salvaguardo em suas costas. Isso não existe quando nos arriscamos no amor. Ele é sentido em conjunto. No dar de mãos. Tá! Admito leitor amargo. É possível amar sozinho. Platonicamente, me perdoem o neologismo. Entretanto, esse amar só é possível pela existência de outro. Seja esse outro o quê quer que seja. Entenderam?&lt;br /&gt;Eu amei. E sofri por isso esse ano. Chegar no fim do caminho, olhar para trás, e lançar clichês do tipo “faria tudo igual”, “não me arrependo de nada”, “faria as mesmas escolhas”, não faz meu tipo. E quis escolhas eu fiz! Meu amigo. Danço entre a burrice e a inteligência quando se trata do meu esporte radical preferido. Desculpe! Não falei qual era. Eu sou viciado em me apaixonar. Calma, calma, calma. Aviso de antemão que não existem botões, muito menos atalhos para isso. Acontece assim... Acontecendo. Gerúndio caiu bem não? Estou divagando demais, me interrompam quando isso acontecer, por favor. Em 2009 eu decidi deixar de me apaixonar. Largar. Deixar ir embora aquilo que encontrava guardado no coração. Passando pela ala dos rudes, eu terminei meu namoro. Rompi um vínculo com uma pessoa. E que vínculo! Eu sei por que eu era uma ponta dessa ligação. A convivência entre nós (eu e a X-girfriend) não era a das melhores. Já diziam que o Oriente Médio é um lugar perigoso. Estar do nosso lado era emocionante. Sempre era esperada aquela situação de tensão, desconforto, por parte dos expectadores. Eram verdadeiros shows! Dignos de novelas. Não. Filmes. Livros. Um capítulo tormentoso. Gostam de dar o nome de clímax a isso. Eu chamo de falta de respeito. Da minha parte. Só minha. “Só você era o desrespeitoso Zé?”. Hoje sim. Porque estou expondo, deixando que leiam. Que me leiam.&lt;br /&gt;Falo em falta de respeito, uma vez que o amor existia. E aqui vai uma aula. Amor e respeito são coisas distintas, que devem existir em conjunto para uma relação se transformar em algo saudável. Quando um desses elementos está ausente... Ah, nos sofremos. Sou do tipo chato de se conviver. Cheio de vontades e amante de ter a razão. E olhem! Eu sempre acho que tenho, até que me provem o contrário. Estou errado muitas vezes! Tenho que admitir. E acerto também. Como acertei em romper esse vínculo. Foi difícil meu amigo. Me descuidei. Fiquei largado às traças do tempo e da preguiça. Como dá preguiça na foca! Acordava tarde. Larguei a academia. Não estudei como deveria (estudar não é lá... isso é outro assunto). Engraçado é que não chorei, para quem chorava tanto. Sim. Eu era um chorão! “Era”. Isso mesmo. Aprender com os erros é algo interessante, gostoso até. Chorar demais nunca é bom, e nada resolve. E meu Deus! Como eu chorava! Era um desespero. Querendo buscar o respeito, para que essa relação prosperasse. Irônico, não chorei quando tudo desvaneceu.&lt;br /&gt;A tristeza me impediu de muitas coisas, mas a mágoa era maior. Nunca terminei civilizadamente com ninguém. Minhas antigas namoradas que o digam. As amizades não chegam nem ao nível 1, em uma escala de 5. Quando os olhares não transmitem vontades assassinas. E isso me corroeu. Sou tão odioso assim? Cometo meus erros porra! Porque não posso odiar vocês também? Porque não consigo? Nosso Presidente é o maior canalha dos últimos tempos aos olhos de quem quer ver, e não posso nem receber um aceno de educação? Eu sou uma boa pessoa. “Pretensioso esse menino”. Tudo bem, eu acho que sou. Estou me exaltando um pouco, mas isso é o fantasma, o demônio que me atormentou em 2009. Sou tão asqueroso assim? Não. Falo que não! Não quero amizades forçadas. Nem acho que seja possível que exista, quando o respeito como companheiro se vai. Se amantes não se respeitam. Como assim fariam como amigos? Educação é uma dádiva em tempos de engodo falso. Bruna, nada foi relatado aqui, nada de relevante ou que possa ser enquadrado em um tipo penal (calúnia, difamação e injúria). Nós namoramos e pronto. Romper isso foi uma escolha minha, perpetuada por você em meus momentos de fraqueza e arrependimento. 2009 foi um ano importante, e mostrou que somos melhores separados. Nada tenho contra você. Nadica. Zero de remorso. Mas senti falta das pessoas que conheci estando com você, em especial seu filho. Meus amigos sabem disso. Ele é inocente e bom, isso é raro até mesmo em crianças. Ele é bom! E tenho orgulho de ter visto isso. Tenho orgulho dele. “O que quer com isso Zé?”, pergunta o leitor assustado com o nível de sinceridade. Quero me sentir vivo.&lt;br /&gt;Gastei muitas linhas, e friso, devidas linhas a esse término, porque superá-lo levou bons, e devidos dias. Encerro por aqui, segure minha mão Dante, hora de avançar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418935816055511010" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 283px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SzPtafihV-I/AAAAAAAAAlA/ACOzRoA7mds/s320/michael_jackson_4.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Michael Jackson morreu! Eu não acreditei quando meu pai me deu a notícia. Não quis acreditar. Não sou nenhum fã de suas músicas, mas quando pequeno o artista marcou minha infância – nada de piadinhas seus mentes sujas. Era o filme, em especial a cena do bar. Apesar da falta de lógica dos acontecimentos, ela é perfeita! A dança! A música! Eu queria dançar como ele. Sou duro como o Coisa. Pessoas gostam de ver a morte ao lado de grandes lições de moral. As vezes isso realmente acontece, como evitar? Michael foi atacado demais. Julgado demais. Isso é triste, do ponto de vista humano. Ele era excêntrico, mas ainda assim humano. Ele já era mito antes de morrer. Pra mim não foi sua morte que o dignificou, como nos foi passado. Michael já era maior que o Elvis há muito tempo! Descanse em paz, já era hora. Adiante.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cruzeiro Esporte Clube. Meu time! Uso a exclamação porque tenho orgulho disso. O Cruzeiro é meu time! Nunca fui fanático por futebol, mas esse ano meu time me fez feliz. Sempre acompanhava os jogos em bares, com amigos. Usava como desculpa para nos juntamos num domingo sem graça. Só que esse ano as vitórias não paravam! Ganhar de cinco a zero do seu maior rival é... Como posso expressar isso... Não consigo! Beira a comédia. E isso é bom (He, He). Na Libertadores nós reinávamos! Alçamos um vôo tão alto, tão pretensioso... Para cairmos. E caímos feio! Em nossa arena! Perante nossos irmãos celestes! Nós fomos derrotados! Moralmente humilhados aos foguetes e buzinas de nossos rivais, nossos patéticos rivais. Existe uma lição nisso tudo, continuem comigo. Os atleticanos iam bem no Campeonato Brasileiro, líderes e vencedores! Isso é fato, é história, que isso não é algo comum. Como diria o comentarista, “cavalo paraguaio”. O rótulo caiu bem. Nós, cruzeirenses, rebaixados moralmente, no pé da tabela, e eles, atleticanos, no topo, lutando para alcançar o maior título que um time brasileiro pode ter dentro de nossa pátria! Daí vem meu orgulho de ser cruzeirense! Do que aconteceu no decorrer das disputas... Cruzeiro de time derrotado, passou a lutar, erguer a cabeça e ter a certeza de que DERROTA NÃO PODE SER ACEITA! NÃO GOSTAMOS DE PERDER! FATO! Deslizamos, deixamos mais chances ir embora? Sim! MAS ESTÁVAMOS NO PÉ DA TABELA E TERMINAMOS NO TOPO! Mais uma vez, na frente dos flaneli... Ops... Atleticanos. Se meu time perde, fico triste, sofro, mas, prestem atenção, JAMAIS ME ACOSTUMAREI A PERDER! EU TENHO UM TIME E TORÇO SÓ POR ELE. Um ano e tanto não? Texto longo, eu sei. Tenho mais coisas para falar, quer ler? Pule a imagem da elite do futebol brasileiro.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418937059453943298" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 240px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SzPui3jzvgI/AAAAAAAAAlQ/59g8sQlv8ys/s320/cruzeiro_time_1024x768.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esse Brasil não cansa de me decepcionar. Falo como nação! Nosso legislativo é um show de horror. É ridículo! O executivo é boçal. Estou a tratar desses dois poderes porque eles refletem a vontade popular, ou seja, são o reflexo do que nós somos como nação. Fico indignado com isso. Sei que somos atrasados, mas não pensei que chegasse a tanto. Temos uma aversão à palavra instituição! Não sabemos o quão ela é importante! E continuamos a vê-la através de pessoas físicas. Presidência da República! Puta que o pariu! Esse cargo demanda contraprestações para seus eleitores. E ela veio? Com continuísmo mais veio. Com o solapar de leis! Com a inobservância de preceitos democráticos, em detrimento de ideologia! Nossos Senadores foram protagonistas de uma crise decrépita. É de notório conhecimento a corrupção, mas não é o pensamento que ronda essa canalhice. E digo, é o desprezo a coisa pública, é o DESPREZO A VOCÊ! Sarney e atos secretos. Prestem atenção, coloque em uma mesma frase poder público, tributos, princípio da Publicidade dos Atos Públicos e ATOS SECRETOS. Se sua nuca não começou a formigar, é hora de olhar para o relógio e ver se o gadernal ainda se encontra na cartela. Nosso estimado Presidente, agora com filme no pacote, é, repito, o maior canastrão da atualidade. Famoso por ter criado a fórmula “fale de bem de mim, e mal deles”. É fácil ser líder de uma nação ao contrapor governos. Friso, de maneira equivocada. Vou pegar o macro e trazer para a esfera do micro lagoassantense. Rogério Avelar é o Prefeito de Lagoa Santa, região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais. É de claro entendimento de todos que Lagoa Santa cresceu! Economicamente estamos na melhor fase. Brotam lojas pelas esquinas! Empresas estão crescendo aqui, em especial o mercado imobiliário (que deveria tomar cuidado... não é assunto para este momento). Pessoas estão se mudando para cá. Lagoa Santa não é mais, apesar dos bois e vacas pelas ruas, um interior. E toda essa estrutura que surgiu ocorreu com a cidade nas mãos do Rogério Avelar. Logo, sua administração deixou a cidade próspera, coisa que a administração anterior não chegou nem perto. É correto afirmar isso? De pronto não! “Por quê Zé?”, porque existem fatos e acontecimentos que fogem ao arbítrio administrativo do Prefeito. Em outras palavras, não é a vontade dele sozinha que fez o que fez! Praticamente, a respeito de Lagoa Santa, as coisas aconteceram quase que sozinhas, em detrimento de acontecimentos terceiros, falo do Aeroporto de Confins e a construção do Centro Administrativo do Estado. Voltando ao Lula, o Brasil que o petista teve em mãos era um país já estabilizado. Ou você notou a imensa variação dos preços em 2002? Não notou. Porque ela não existiu! Mudar nomes de programas sociais também funciona! Mude e fale que é seu. Funcionou. Estão entendendo o pensamento por detrás? Não é questão partidária. Nem de preferência deste ou daquele. Lula mente! Constrói mentiras se valendo da marketagem (outro neologismo). Exemplos são bem vindos. O pré-sal! Foi o Filho do Brasil que descobriu? NÃO! FOI UMA EMPRESA! Foram os pesquisadores dessa tal pessoa jurídica. Deus (ou sei lá quem tenha feito o planeta, o acaso, quem sabe?) não jogou o petróleo a uma profundidade absurda só para que um petralha venha e o desenterre chamando-o de seu! É picaretagem da grossa! O mesmo ocorre com a vinda da Copa e das Olimpíadas. São coisas extra-Lula. E mais uma coisa, essa será guardada para 2010, DILMA NÃO É LULA! SERRA NÃO É FERNANDO HENRIQUE! AÉCIO NÃO PEGA MAIS A ANA PAULA ARÓSIO? Brincadeira a parte, repito, DILMA NÃO É LULA! Isso não é uma coisa boa. Se falam que É, estão construindo uma mentira. E eu não gosto que governem na MENTIRA!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418935818920641474" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 280px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SzPtaqNnw8I/AAAAAAAAAlI/y9RGkD3bkV8/s320/lula.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vivemos um tempo de aversão a críticas! A satanização delas! Falo mal do MST porque eles fazem coisas más! Falo mal de militantes de caras pintadas e cartazes de um futuro próspero e poético pois isso é uma coisa má! Odeio manadas de pessoas porque tenho medo. Medo de coisas más! Medo da irracionalidade. Aversão a decisão calorosa, que serve para saciar o gozo da sociedade! Eu gosto do manifesto solitário de um desabafo. Gosto de uma ação civil pública silente que pede justiça pela lei, perante um tribunal. Minha preferência é reclamar! Cobrar o serviço! Esse ano me provou mais uma vez esse ponto de vista, na USP, agora com o caso vergonhoso do Distrito Federal! Um dedo do meio grosseiro e sem educação para esse povinho! Vão ler um livro! Larguem esses cartazes!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;NOTA: Aviso aos eufóricos da Igreja Universal do Aquecimento Global, o mundo não acabará com ocultamento de dados e imagem de um pedaço de gelo caindo em um pólo, seguida de uma outra imagem no outro pólo de um pobre urso polar vagando em uma placa de gelo. Seriedade na ciência é o mínimo que peço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SzPqERopy6I/AAAAAAAAAkA/EhcgaoXjs9w/s1600-h/tay.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418932135831128994" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 227px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SzPqERopy6I/AAAAAAAAAkA/EhcgaoXjs9w/s320/tay.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fiz amizades novas! E umas muito boas e surpreendentes! Mudei o assunto do nada, eis uma retrospectiva. Ah, antes de me esqueça, Obama ainda está sendo “aquele é foi sem nunca ter sido”. Voltando às amizades. Muito boas! Distantes fisicamente. Inclusão digital é uma benção para aproximar pessoas. Muito obrigado Google! Monitore esse elogio! Vamos citar alguns nomes muito especiais: Tayzita, que cuida da minha sanidade; Rebeka Melo, enfim seu nome apareceu em um texto, não fique metida!, gosto muito de você e não sei o motivo (veja a foto abaixo he, he, he).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SzPqEFKgGhI/AAAAAAAAAj4/hoY3fXMrxa8/s1600-h/OgAAAMDfut7dgUFlIUJaM1S-D-GUvpp4WL8t5ry8AdywWWkvZoFnjrBuZHtbMZahr2XSB-nPX--GeXIrWFTVlifnh6oAm1T1UC3SzSNYJvlDYbFA-ra7xlJPy1VG.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418932132483439122" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 179px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SzPqEFKgGhI/AAAAAAAAAj4/hoY3fXMrxa8/s320/OgAAAMDfut7dgUFlIUJaM1S-D-GUvpp4WL8t5ry8AdywWWkvZoFnjrBuZHtbMZahr2XSB-nPX--GeXIrWFTVlifnh6oAm1T1UC3SzSNYJvlDYbFA-ra7xlJPy1VG.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi um ano que fiquei distante do Cometa (Daniel Bastos). Chorei em sua despedida com ajuda do Stonehenge com cerveja (“que faz pirar, só não vacilo bro...”), mas não sinto saudades já que considero isso coisa de viadinho. Homem não tem saudade de outro homem. Mas que faz falta faz! Sua também Júnior (Lucas Santana)! E é claro, Troll (Gabriel Bastos), que foi fonte de boas farras em Black Gold Rock City! Tem o “mais perfeito de todos, de todo o mundo, ou mais”, o Kku (Carlos Clark), que está amando! Gente!!! Vai por mim que isso é algo inédito!!! Já que a máscara caiu, não é Cometa??? Mike ainda é o mais bonito da cidade. Minha prima (Lulu, Luiza Magalhães) ainda é feia. Thata (Thais dos Santos) ainda é explorada por seus chefes, assim como o T (Lucas Bastos), em seus trabalhos! Quando eu for advogado esses patrões estão perdidos! Lucão (Lucas Braga) ainda sumido. Vou colocar uma foto sua nos ônibus, quem sabe assim ele aparece. A Erika (Erika Clark) já terminou a monografia? Lozim (Wesley Nunes) agora é Cogu, e ainda mais DJ! Fedok (Alfredo Gruber), ainda é o Dinho. Lobatinho casou e sumiu, pra variar! Leo e Guigui estão ressurgindo. Tenho saudade das minhas “inhas”, Elisinha e Barbarazinha. Piranha ainda é o Pedrão. Canhão sempre será canhão. E Matheus Sá? Cadê ele? Ainda sou melhor que meu irmão no Street Fighter, e qualquer jogo que eu jogue, afinal, sou o melhor do mundo! O Hugo que o diga, não é meu pato?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418932137642939010" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 240px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SzPqEYYn0oI/AAAAAAAAAkI/Zn4v20l4wPs/s320/OgAAAJvVLhTHqMknNmdjcm3qXuEMhRpM0xlB_nkglxj09uAWolrq4RC9P0X33PUx53-Xn8R-0aCWLOasiVpW2mi_m8MAm1T1UGFw0VOvzTeW6jQmV9ySHj0gErq5.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;2009 mexeu comigo. Qual ano que não mexe? 2010 tem show do Metallica! Aquela banda que “amo mais que sorvete” (fazendo citação a pré-adolescência que domina a internet). 2010 tem formatura! Minha! Vai ser o maior ano da minha existência. Desculpem anos anteriores, mas 2010 já vai chegar explosivo!!! Cheio de promessas e expectativas!!! E o melhor de 2009 é saber que 2010 está chegando!!!&lt;br /&gt;Estou no meu auge! Com exceção do panceps básico, que através da cerveja o tombei como patrimônio cultural. Assim como esse blog, indo para o quarto ano de existência e de mais de mil páginas escritas! Sem precisar aumentar a letra! Mas ainda PRECISO de mais. Mais estudo. Mais abdominal. Mais memória. Tenho que ser um amigo melhor... Coisa que vem me faltando. Sinto isso. Tenho que ser um namorado melhor. NAMORADO?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418932144802814770" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 200px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SzPqEzDq2zI/AAAAAAAAAkQ/iGCyh1DSSC4/s320/OgAAAGTIFl8xg-tB9Oi4qMYDij8VWJRWW3Kj4zKYjrquv09WGa8JrhAFIzq3EOZC4fdqaNtI8VtwvRTkOCYI4iPBt-kAm1T1UNuvrvl5BY9tCIKe9USlQ0ikBldI.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Isso mesmo minha linda! Não vou me esquecer de você! Deixarei de falar de outras coisas e vou encerrar esse texto falando de... VOCÊ. Nada de ficar vermelhar, balançar a cabeça e ficar coradinha. Amanda Ruas, você é muito mais do que linda. Não vejo defeitos em você! Nem o fato de ser atleticana, assim poderei sempre ser o superior em algo. Um alívio ao meu ego masculino (superior por natureza – isso vai me valer bons “tapas” He,He). Você “aconteceu” no momento certo. Aquele momento que falei no início, minha linda você aconteceu quando tinha que acontecer. Sem planos, e nada cronometrado. Nada mecânico. Apesar da minha imensa insegurança perante sua perfeição. Dedico esse texto a você! Que me ensina a amar de uma maneira diferente. Que já era minha amiga. Alguém que é calma, serena, tranqüila, mas, pasmem leitores!, brava e ciumenta (mais tapas He, He). Muito, muito pilantra (piadinha interna de casal é brega, maass...). Seu namorado já vai dando o fora, levando os cobertores, concluindo o texto e agora? Preciso errar menos não é minha linda? Melhorarei. Mas fique tranqüila amor, estarei com você em 2010. Estarei sempre com você Amanda!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418932490116808402" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 240px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SzPqY5c8PtI/AAAAAAAAAkY/TwjhjyxLbAg/s320/OgAAAHjcLRI7_O5YjtcIf0VeUTqSdzRkTOCt9TiCNCgt1VOvL9CBUwaPWOcC6Nj2X3zbtSh0fhcCMb-FsruVwU7oRHUAm1T1UJIBMMHaeh7z83xm-FKcCD_ULtmf.jpg" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-3370165840320342199?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/3370165840320342199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=3370165840320342199' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/3370165840320342199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/3370165840320342199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/12/estarei-aqui.html' title='Dias e Estações, uma retrospectiva'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SzPsy5KI0MI/AAAAAAAAAk4/wzr91didKWg/s72-c/PICT0008.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-5648377839264824602</id><published>2009-12-06T11:14:00.003-02:00</published><updated>2009-12-07T00:37:38.210-02:00</updated><title type='text'>Animais e o Progresso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SxuwIRZVh5I/AAAAAAAAAjc/vooy2-rrnE8/s1600-h/Images%255Cpitbull.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412113033370896274" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 254px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SxuwIRZVh5I/AAAAAAAAAjc/vooy2-rrnE8/s320/Images%255Cpitbull.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Mais uma vez uma festa em Lagoa Santa acaba em violência! Estou me sentindo um repórter investigativo. Vou pedir a globo uma vaga naquele programa que passa terça após o Casseta. Ia ser interessante, não acham? Eu com o microfone na mão vendo pessoas conhecidas se esbofetarem.&lt;br /&gt;Sou um cara muito racional. Ta bom, nem sempre. Mas me orgulho do meu eu nessas situações. Primeiro, porque sempre tento conversar antes, mesmo que seja para constatar a irracionalidade e a estupidez humana, beirando a mongolice de trogloditas da idade média. Segundo, porque nunca chego disparando socos a esmo. Lutar contra uma massa amorfa de braços e pernas? SÉRIO! Pessoas nunca brigam sozinhas. Covardia? Claro! Óbvio desvio moral e falta de coragem. E falo mais, apesar de não querer que este texto se delongue por demais, NÃO HÁ LUTA, NÃO HÁ BATALHA, AS BRIGAS QUE VEMOS SÃO REFLEXO DE UMA DOENÇA SOCIAL! “A covardia Zé?” Não caro leitor, o DESVIO MORAL. O que seria o desvio moral. Vamos seguir a lógica. Se caso você tenha um desafeto, disparar ofensas, querer se valer da violência para retomar o status quo de macho alfa da turminha, é NORMAL! Tudo bem. Só que qual é o modus operandi da turminha? TODOS JUNTOS A UMA SÓ BRIGA. Isso é um claro desvio moral. “Por quê Zé?” Há realmente a necessidade da resposta? O desafeto passa a ser geral! Todos em um conjunto solidário partem para cima do desafeto, ansiando sua destruição? Chegariam eles a matar? A descer esse patamar criminoso? Criminoso? Sim! Por incrível que pareça, isso é contra as leis democraticamente formuladas pelos nossos legisladores. Qual o motivo de criarem tais leis? SIMPLES! CONDUTA É CONTRÁRIA A MORAL.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SxuwH-xrKoI/AAAAAAAAAjM/dZ4FIau8400/s1600-h/Briga+de+Cachorro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412113028372703874" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 218px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SxuwH-xrKoI/AAAAAAAAAjM/dZ4FIau8400/s320/Briga+de+Cachorro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu chamo de doença social por constatar que o Brasil é um país litigioso. Enquanto pregamos a imagem de “amigo de todos” em nossa política externa, a parte do país, em especial seus indivíduos, vive uma constante guerra. Somos litigiosos por natureza! Anti-democráticos! Anti-civilizatórios! Somos a contra mão do progresso. Vejam o entrave do Judiciário. Falta de pessoal? Falta de juízes para um julgamento mais rápido da lide? Tá, pode até ser. Mas o brasileiro é incapaz de resolver seus desafetos/conflitos através de um dom que papai do céu nos deu para nos separar dos animais, falo daquilo que nos da capacidade para se constituir uma família (ou você é como um cachorro e visa engravidar mamães, titias e irmãs?), A RAZÃO. O conciliar é algo raro no dia a dia, ao contrário do litígio.&lt;br /&gt;Quando cachorros raivosos se embrenham numa briga sangrenta, gritar só irá gastar ainda mais as cordas vocais. Elevar a razão como característica iluminista do homem, hunf!, pra quê? Como podemos frear o intento violento de animais ferozes? Tenho uma solução simples, rápida, errada e amoral, não obstante eficiente... Exterminá-los.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Soluções alternativas pelo Blog &lt;u&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;&lt;a href="http://meuanimalamigo.blogs.sapo.pt/2009/06/"&gt;Meu Animal Amigo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(...) A reprodução é uma grande motivação das brigas territoriais e agressivas. A castração de um macho é absolutamente necessária para controlar e corrigir essas brigas. As fêmeas podem ser agressivas também, portanto, a castração é muito importante. (...)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(...) Lembre-se de que, para um cachorro, ser dominante ou subordinado é perfeitamente normal e natural. Não caia na besteira de achar que os cachorros devem tratar uns aos outros como iguais. Corrigir o comportamento de um cão muitas vezes significa pensar como um cão.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412113031020283906" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 214px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SxuwIIo6CAI/AAAAAAAAAjU/XJrAffKn0wI/s320/briga_de_caes_afegaos.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;NOTA: Uma reflexão rápida para o seu dia. A briga de galo aqui se tornou ilegal. No Afeganistão a de cachorros não. Continua sendo uma diversão popular. Temos um Estado Democrático aqui, e lá? O Taliban.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-5648377839264824602?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/5648377839264824602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=5648377839264824602' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/5648377839264824602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/5648377839264824602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/12/animais-e-o-progresso.html' title='Animais e o Progresso'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SxuwIRZVh5I/AAAAAAAAAjc/vooy2-rrnE8/s72-c/Images%255Cpitbull.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-5773894523116967235</id><published>2009-11-27T11:02:00.004-02:00</published><updated>2009-11-28T12:30:04.053-02:00</updated><title type='text'>Orgulho, Paixão e Glória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sw_PZeAIa2I/AAAAAAAAAjE/hMVQUuShAKA/s1600/OgAAANQJbNR_6VTGJP0d0dk2LMAgEty1c8MWqVuOTmJ44_ZxlkHc8qR7YUVYHZIOOTP3_Zc9Owb-Yldt-wA1H6CegPQAm1T1UD9r1zkwRj3-GyGls9kKB1VxiNAz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408769713952549730" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 315px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sw_PZeAIa2I/AAAAAAAAAjE/hMVQUuShAKA/s320/OgAAANQJbNR_6VTGJP0d0dk2LMAgEty1c8MWqVuOTmJ44_ZxlkHc8qR7YUVYHZIOOTP3_Zc9Owb-Yldt-wA1H6CegPQAm1T1UD9r1zkwRj3-GyGls9kKB1VxiNAz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O momento mais importante de nossas vidas chegou!&lt;br /&gt;O dia é 30 de janeiro de 2010.&lt;br /&gt;A cidade é a capital paulista São Paulo.&lt;br /&gt;A missão é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VER O SHOW DA BANDA MAIS PODEROSA DE TODOS OS TEMPOS!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que nos unir. Ficar juntos! É sentimento demais para uma noite só. Para um único momento. Serão poucas horas de adrenalina e demais hormônios sendo liberados em um êxtase louco (por favor, uma vírgula aqui, uma pausa), magnífico, colossal! Meus amigos, o Metallica está vindo! E nós vamos ao seu encontro!&lt;br /&gt;Falem o quê quiserem, Metallica é a banda mais importante que já existiu. Beatles? Cá entre nós, Iê-iê-iê é muito sacado pro meu gosto. E meu gosto são músicas poderosas! Músicas que nos fazem sentir algo. E algo pesado! Prefiro ter a sensação de querer explodir. Minha alma grita e agita dentro dessa casca descartável, que é meu corpo a propósito. E é isso que a música do Metallica faz! Ela toca a alma.&lt;br /&gt;Listem aqui quem vocês quiserem. Qualquer um. Qual banda saiu da garagem e foi para o topo do mundo? Qual banda com quatro caras feios, de calça jeans rasgada, tocara de maneira veloz e pesada, chegando a machucar os ouvidos, faz o quê faz, e com qualidade! QUEM PENSARIA MÚSICA PESADA COM QUALIDADE? Ninguém! Quem imaginaria música pesada em patamares de água com açúcar de U2?&lt;br /&gt;São filmes. Desenhos. Tributos. Video-game. Tão incontáveis e em tão variados estilos. Do rap ao trance. Do erudito ao industrial. MÚSICA DE NINAR!! Sério! Para bebês, para ajudar a fazerem eles dormir. Sem em inúmeros covers, também de variados estilos.&lt;br /&gt;Falo por mim. Pelo que sinto. Pelo que vejo. Metallica é a banda mais humana do planeta! Não precisa bancar a salvadora do mundo, não precisa de um Bono para lutar contra as mazelas da terra. Metallica faz algo melhor. Cuida de nossa sanidade. Fazem o quê querem, com autenticidade e integridade, dando-nos exemplos de humanos verdadeiros, não deuses do rock com suas guitarras irradiando trovões. Possuem famílias, as amam, superam diferenças e problemas, tornam-se melhores. São humanos. James através de suas letras nos transmite uma sabedoria inocente. Inocente? Talvez não. Mas com certeza muito maior do que ele mesmo pretendia. Por falar em James, existe voz e imagem mais marcante? Não mesmo.&lt;br /&gt;Brinco que Metallica salvou minha vida. Por um lado é verdade. Parte de minha moral é sustentada por músicas do Metallica. Ria se quiser, não ligo. Mas nunca usei drogas, cometi crimes (exceto alguns He, He, He), e todas as vezes que desci a baixo da cintura moral, eu vi, se não espero algum dia ver, e assim, ser alguém... Melhor.&lt;br /&gt;Chega de falar! Eles estão vindo e a expectativa está acabando com todos! Nenhuma banda nunca movimentou tanta gente conhecida para um só lugar! Então, aqui, neste momento, eu convoco a todos vocês! Cada um! Aqui em minha casa, dia 29 de novembro, fazermos uma operação em busca de ingressos! E assim... DAR O QUE O METALLICA MERECE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELES MERECEM NOSSA PRESENÇA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James.&lt;br /&gt;Lars.&lt;br /&gt;Kirk.&lt;br /&gt;Robert.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nunca me importei com o que eles diziam,&lt;br /&gt;Nunca me importei com os jogos que eles jogavam,&lt;br /&gt;Nunca me importei com o que eles faziam,&lt;br /&gt;Nunca me importei com o que eles sabiam,&lt;br /&gt;E eu sei!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nKM_JtFt330&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nKM_JtFt330&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;EU ESTAREI LÁ!  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;METALLICA 2010, EU VOU!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-5773894523116967235?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/5773894523116967235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=5773894523116967235' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/5773894523116967235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/5773894523116967235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/11/orgulho-paixao-e-gloria.html' title='Orgulho, Paixão e Glória'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sw_PZeAIa2I/AAAAAAAAAjE/hMVQUuShAKA/s72-c/OgAAANQJbNR_6VTGJP0d0dk2LMAgEty1c8MWqVuOTmJ44_ZxlkHc8qR7YUVYHZIOOTP3_Zc9Owb-Yldt-wA1H6CegPQAm1T1UD9r1zkwRj3-GyGls9kKB1VxiNAz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-4304086984090628375</id><published>2009-11-06T00:11:00.007-02:00</published><updated>2009-11-06T00:40:31.711-02:00</updated><title type='text'>A Moralidade no Paraíso das Bundas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SvOJIqfsA6I/AAAAAAAAAis/7XZdR9Vwnkc/s1600-h/brasil33.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um fato: Geyse Arruda, estudante da Uniban, foi agredida por outros estudantes da mesma instituição. Agredida? Vejam que maravilha a inclusão digital. O Youtube me poupa de narrar os acontecimentos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4jfLMrpHM1I"&gt;&lt;object width="445" height="364"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4jfLMrpHM1I&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4jfLMrpHM1I&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agredida moralmente. Humilhada! Por qual motivo? Alguns puritanos tentariam justificar o linchamento moral tendo como fundamento o... Vestidinho vermelho. No momento em que li a chamada no G1 já não esperava uma boa reação da “massa”. Quando assisti ao vídeo então! Temos algumas coisas a considerar, ou melhor, a condenar. Partirei da roupa indecorosa da garota. Assim sendo, me pergunto, “E daí?”. Qual o problema ético em usar roupa curta? “Em excesso não pode”, mais uma vez os puritanos ovacionam. O quê seria esse excesso? Mostrar as nádegas? As genitálias? Os peitos? É engraçado como homens podem tirar a camisa sem maiores sanções, ou represálias pela massa politicamente correta. “Não pode tirar a camisa na faculdade Zé”. Eu sei. Entretanto, se alguém o fizesse isso da o direito ao conglomerado de vingadores moralistas cantarem o coro dos justos, e humilharem o pobre rapaz desnudo? Não estou propondo o arranca rabo dos sexos, estou polemizando, mas arrisco isso não aconteceria.&lt;br /&gt;Como não condenar o quê aconteceu com a pobre garota? Sua dignidade foi para o ralo. A culpa é da sua opção pelo vestidinho indecoroso? Aí dos puritanos aparecerem novamente e gritarem, “é claro! Senão fosse por ter usado diminuta vestimenta, jamais a humilhação teria ocorrido”. Concordando com tal afirmação estaríamos sendo condizentes com o estupro. Não? Acompanhem o raciocínio da multidão. Por estar usando roupa não harmônica com o ambiente acadêmico da universidade, como também contrária a moral e os bons costumes, os demais estudantes estariam isentos da represália por terem humilhado a jovem, ou seja, sua ação é plenamente justificável e compreensível. ÓBVIO QUE NÃO! Troquem a humilhação por um estupro. Ou qualquer outro crime! Sempre haverão razões para pessoas em conjunto fazer o quê fazem, mas isso não as isenta de suas ações!&lt;br /&gt;Quem está na Universidade já deve ter ouvido a expressão “estado de natureza”. Será que aquele amontoado de estudantes da Uniban sabe o conceito? Prefiro Locke em detrimento de Hobbes, mas a meu ver este último descreve de maneira fiel o que venha a ser o estado de natureza. “Homem lobo do homem”, diz algo? Estado Leviatã talvez?! Deu pra sacar? Acho que não. Isso não é assunto desse texto. O vídeo de maneira verossímil retrata bem tal condição humana, melhor do que qualquer cursinho de Filosofia ou Ciência Política. Os alunos se valendo de sua moral e julgando por si a garota. Lei? Direitos da moça? Pra quê, não é?&lt;br /&gt;Outro aspecto que gostaria de tratar aqui é a idéia que temos de Universidade. É notória a noção de que o ensino superior, em especial o do nosso país, é um privilégio de poucos. O Ensino Médio virou uma preparação para o vestibular, logo, é no “terceiro grau” que quebraremos a barreira estudante/profissional. É razoável afirmar, que o status de universitário dá ao estudante oportunidade de ser... um ser humano melhor. Afinal, lá nos deparamos com o conhecimento científico. É na Universidade que iremos buscá-lo. Então, como o conhecimento é o objetivo, como também a ferramenta, pode-se concluir que estudantes universitários já superaram a aula de macinha e cola colorida e aprenderam a pensar com a... Cabeça! Com a razão! Acontece que os universitários da Uniban, aqueles macacos que fazem faculdade, estão aí para desmantelar meu pensamento. Aqueles que gritaram no vídeo que vos trago, destruíram minha construção lógica! Me mostraram que a moral deles está adormecida, bem naquele lugar sombrio, tenebroso, onde a luz não entra. E que Universidade não nos dá, nas palavras de Reinaldo Azevedo, “curso simultâneo de Educação Moral”.&lt;br /&gt;Eu gostaria que desconstruíssem minha conclusão! Ah sim! Agora eu quero ver! Para mim não resta dúvida, não há melhor lugar para a proliferação dos moralistas, do que no paraíso dos bundas... O Brasil.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400811582749828978" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 239px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SvOJhRCeZ3I/AAAAAAAAAi0/kl1fmqOiJ_U/s320/brasil33.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-4304086984090628375?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/4304086984090628375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=4304086984090628375' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/4304086984090628375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/4304086984090628375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/11/moralidade-no-paraiso-das-bundas.html' title='A Moralidade no Paraíso das Bundas'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SvOJhRCeZ3I/AAAAAAAAAi0/kl1fmqOiJ_U/s72-c/brasil33.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-630432068692388168</id><published>2009-10-04T11:45:00.003-03:00</published><updated>2009-10-04T11:54:35.016-03:00</updated><title type='text'>Elo Perdido de Darwin: Homo Neanderthalensis de Lagoa Santa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Ssi2YrshQ1I/AAAAAAAAAiA/2DboOTwfWuI/s1600-h/neandertal-familia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388757489311368018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Ssi2YrshQ1I/AAAAAAAAAiA/2DboOTwfWuI/s320/neandertal-familia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Festa com bebida liberada em Lagoa Santa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chame do que quiser! Mas eu considero homens bêbados, em especial os lagoa santenses, verdadeiros animais esquecidos pela seleção natural. Neandertais que não aprenderam a fazer seu foguinho, e ainda apelam para o coito somente por reprodução, afinal, existe cérebro ali? NÃO! Pra mim o quê deve haver dentro dessas cabeças diminutas é o vento. Isso mesmo! Ar. Só. Somente só.&lt;br /&gt;São notórias as confusões em festas de Lagoa Santa. Uma galerinha não gosta daquela ali, outra tem rixa com aquela. Ai fica aquele clima tenso, patético, com homens se juntando como se fosse uma guerra. Ocorre que uns podem assim considerar. Uma batalha a ser travada em prol de sua masculinidade não auto-afirmada. Sabe como eu os vejo? Esses ruminantes da palha podre? Machos com o complexo de Édipo mal resolvido. Foda-se a psicologia! Esses asnos são como um pervertido que só goza quando a mulher chora, ou grita. Só curte a parada quando está subjugando outro indivíduo. Isso é nojento! Uma lástima.&lt;br /&gt;Há também quem não considere uma guerra, mas se defenderá. Esse tipo de indivíduo, não chutaria alguém caído no chão. Não incitaria a balburdia! Não fomentaria o conflito. E provavelmente, essa pessoa está ali simplesmente para... Se divertir! Pasmem! Alguém vai em festa para se divertir! Incrível não? Já que o normal é ir para bater em alguém. A QUE PONTO CHEGAMOS? Conheço e sei apontar quem gosta disso. Cada indivíduo lagoa santense que curte uma confusão, eu sei quem são! É triste! Lastimável! Lamento do fundo do coração, porque somos seres humanos, com necessidades e desejos, e quando descemos ao patamar do animal, eu sofro. Chego a cogitar se eu não fosse hemofílico (limitação que carrego desde novo – não machuco porque quero! Viu?), eu já teria morrido. Sério! Sou tolerante por causa do meu corpo. Isso não é ruim. Isso é o certo. Contraditório não? Eu seria também um animal lutando por um pedaço de carne?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388757495459082738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Ssi2ZCmP8fI/AAAAAAAAAiI/WYI1agD4bG0/s320/2750938443_3022feeb3b.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Preguiça gigante de Lagoa Santa - extinta?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quero evitar minha cidade. Com tantos potenciais que ela tem. Linda lagoa, vistas exuberantes, bons bares, o clima de um domingo ensolarado é maravilhoso! A tonalidade baunilha toma conta das nuvens com ajuda do sol laranja que se despede todas as tardes. Adoro o céu dessa cidade! Não há nada melhor do que encontrar os amigos, “tomas umas”, e conversar sob ele. Mas não aqui. Não assim! Sempre reclamam de Lagoa Santa. E sinceramente, sempre vão reclamar. O quê estraga essa cidade são os próprios lagoa santenses. Somente os que aqui nasceram? Não. Somente os que aqui vandalizam, depredam e me fazem ter vergonha de ser humano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-630432068692388168?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/630432068692388168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=630432068692388168' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/630432068692388168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/630432068692388168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/10/elo-perdido-de-darwin-homo.html' title='Elo Perdido de Darwin: Homo Neanderthalensis de Lagoa Santa'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Ssi2YrshQ1I/AAAAAAAAAiA/2DboOTwfWuI/s72-c/neandertal-familia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-5551863063956236821</id><published>2009-10-02T11:33:00.002-03:00</published><updated>2009-10-02T11:39:27.285-03:00</updated><title type='text'>Não Existe Mulher Difícil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SsYQG1AzuPI/AAAAAAAAAh4/uAFesNvYkRw/s1600-h/d.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388011713691105522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 301px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SsYQG1AzuPI/AAAAAAAAAh4/uAFesNvYkRw/s320/d.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lá vai um texto sobre um livro interessante que ainda não li, mas tenho vontade de ler (nem tanto). O título (Não Existe Mulher Difícil) inquietante para as mulheres é quase auto-explicativo. Já podemos prever seu conteúdo, e ele é nas palavras do autor, André Aguiar Marques, &lt;em&gt;“o manual de todas elas está aqui, para a alegria de cafajestes iniciantes ou avançados. Se você ta na pista, esse livro é seu guia”&lt;/em&gt;. Deixo minha opinião bem clara a respeito de guias, manuais e auto-ajuda. Acredito ser uma sacolada besta de pseudo-experiências empíricas, falsas verdades psicológicas, enfim, jogue seu Augusto Cury no lixo e vá ler outro livro. Mas há quem precise. Há quem se divirta com isso (me incluo). Afinal, na ausência de um irmão mais velho, um amigo garanhão, um pai experiente, quem ensinará o pequeno a ser um cafajeste? A própria natureza masculina? Bem... Divaguei um pouco. Já tenho meu texto sobre isso, onde vendo tal necessidade eu desço ao patamar da auto-ajuda e faço meu próprio manual. Aqui quero enfocar a “dificuldade” das mulheres. Ela existe? Existe uma mulher difícil?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No livro o autor nos apresentará vários tipos de mulheres. Categorizadas por suas características específicas como gosto musical, tipo de alimentação, personalidade, etc. Pela lógica do livro cada tipo de mulher exige um tipo específico de técnica. Nos da um modus operandi para cada espécie do gênero feminino. Aqui discordo do autor, em meu próprio manual (gente como me sinto um pilantra) apresento uma forma de agir abstrata e geral, algo capaz de agradar a todos os tipos, uma vez que, a meu ver, o ponto crucial da conquista é você não deixar transparecer o quão babaca, inseguro, bobo, sentimental, você pode ser. Retomando o raciocínio do livro, temos: 1) a mulher Casada, a já encoleirada, com o bambolê dourado e coração conquistado; 2) a Cachorra, aquela com os atributos físicos colossais e que fizeram Adão ser expulso do paraíso, simplificando, a gostosa, a deliciosa, sintetizando &lt;em&gt;“um filé mignon ao ponto, sem nada de gordurinhas sobrando”&lt;/em&gt;; 3) a Inocente, a Sandy, a espécie antagônica à Cachorra (ciente de seus atributos, em outras palavras, que sabe que é gostosa!), a mocinha que se apaixona, que respeita os namorados alheios, em especial ao das amigas, que acredita na amizade sincera mesmo com sorrisos largos por parte do “amigo”; 4) a Namorada, a metade da laranja, o par perfeito, a peça do quebra cabeça que faltava, essa crê que vocês foram feitos um para o outro; 5) agora vos apresento a Patricinha, a mulher de nome pomposo e extenso, freqüentadora de lojas caras, vistosas, chiques, fácil de identificar pelo nariz empinado e o ar “superior” aos demais; 6) a Natureba, ou hippie moderna, depilada e perfumada, defensora de Gaia, amante dos sanduíches naturais e inimiga número um dos fabricantes de peles de animais; 7) a Papo-cabeça, a intelectual, a culta, não assiste filmes Blockbusters, não lê best sellers, por conseqüência abomina Crepúsculo, viciada em Tarantino, faz faculdade (Federal é claro!) e tem um blog (eu incluí o blog na caracterização, afinal...), ou Twitter, com textos complexos sobre política, filosofia, arte, ou algo que o massa comum da sociedade decadente considera chato; 8) a Descolada (essa com certeza tem um blog, um Facebook, um Twitter), é independente e não segue a moda, faz Design, é Dj nas horas vagas, freqüentadora assídua de brechós e ateliês; 9) por último, para a alegria de alguns encalhados, sim!, ela existe!, a Roqueira, mas cuidado ao procurá-la em meio ao emaranhado de cabelos grandes balançando de forma selvagem ao som de guitarras estridentes...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Apresentados os tipos possíveis de mulheres, e como esse texto não é um manual, não fique triste amigo solteirão, leia o texto Para os Homens – O quê precisa ser feito para não morrer encalhado, trago a incógnita deste texto: Existe uma mulher difícil? O quê é ser difícil? Um não dado de supetão pode caracterizar o difícil de uma mulher? Ou é aquele joguinho chove não molha, a isca para depois cortar? Eu acredito que mulher é um ser “difícil” por natureza! O motivo é simples. Vou fazer um paralelo com o universo masculino para facilitar o entendimento a certa do meu raciocínio. Homem possui um “tipo”? Uma espécie específica de mulher? Uma vontade foco? Para alguns, “óbvio Zé, gosto de mulher inteligente, baixinha, magra e carinhosa”. Então eu pergunto, você homem, dispensaria, por exemplos, me valendo da classificação do livro, uma Cachorra? Falaria, “não obrigado, você não faz meu tipo”. Você falaria? Com certeza absoluta, e a testosterona não me deixa mentir, você JAMAIS falaria não! Nem quando vacas voarem você falaria... NÃO! Bem, talvez exista uma namorada, um impedimento externo, algo que fuja a sua natureza animal e instintiva, mas sem isso, meu amigo, caso negue um flerte, hora de procurar a camisa do outro time e ir para o outro lado do campo. Com a mulher isso não acontece! Se ela não gosta de anabolizados, de nerds, ou de intelectuais, ela falará NÂO! Irá ponderar o quê você é, como se porta, como age, calculando as vantagens e desvantagens em deixar seus lábios tocarem o dela, ou até o privilégio de saber o seu nome. Mulheres querem algo específico. O objeto é denileado, analisado, estudado. Em um momento posterior ele é... Testado! Ou seja, a dificuldade das mulheres está em sabermos qual é sua vontade, algo complexo de pode se desmembrar em milhares de variáveis. E amigos, isso é fácil? Saber o quê uma mulher deseja. O quê ela quer, o quê almeja? “Estabilidade”, você responderia. Nem em sonho é só isso! Lhe darei uma mocinha com TPM e insegura... Faça a mágica do Indiana Jones e desvende o mistério dessa urna secreta, da Caixa de Pandora trancafiada por poderes progesterônicos de Afrodite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando escrevo ou lido sobre/com mulheres nunca tiro da mente o quão complexas elas podem ser. Simplificar é um erro. E o autor do livro cometerá erros. Não li o livro, como já disse, e claro que o objetivo dele não é construir uma ciência sobre o tema, ele quer que nos divertimos com isso! E também auxiliar em casos de inexperiência masculina, se possível. Posso ensinar um homem a ser melhor, dentro do universo que a ele e a mim pertence... O masculino. Mas aviso! Alerto a todos estimados leitores, jamais iremos compreender por completo o ser feminino. Por uma única razão. Não somos sensíveis o bastante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-5551863063956236821?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/5551863063956236821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=5551863063956236821' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/5551863063956236821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/5551863063956236821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/10/nao-existe-mulher-dificil.html' title='Não Existe Mulher Difícil'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SsYQG1AzuPI/AAAAAAAAAh4/uAFesNvYkRw/s72-c/d.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-6054145395344865922</id><published>2009-09-04T11:35:00.008-03:00</published><updated>2009-09-04T12:01:33.652-03:00</updated><title type='text'>O Porquinho e O Jatinho: Estudo Real e Prático Sobre a Natureza Feminina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SqEnd9c3oZI/AAAAAAAAAho/GU6umdtCo0E/s1600-h/cofrinho3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377622825722421650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SqEnd9c3oZI/AAAAAAAAAho/GU6umdtCo0E/s320/cofrinho3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imaginem a seguinte situação. Um cara, normal, pacato e gente boa. Um homem regular. Este rapaz te convida para jantar, e você entusiasmada aceita. Afinal, feio ele não é. Quem precisa de um Brad Pitt não é mesmo? O indivíduo fazia sempre seu pé de meia, sua reserva financeira, investindo todos os dias na bolsa de valores caseira e sem atualização monetária... O famoso cofrinho. Claro que você não sabia disso. Era um jantar, vocês ainda estavam se "conhecendo".&lt;br /&gt;O restaurante era bacana. Nada extravagante, ou copo sujo demais. O tão e desejado equilíbrio foi escolhido a dedo pelo homem. Tudo para agradar. A comida era boa. Você pode pedir tudo que quisesse! E você lá, à vontade, consumiu feliz, satisfeita, se sentiu importante e começou a gostar da beleza oculta do rapaz. Seu rosto era medíocre, mas a bondade tinha seu charme. Você solteira não tinha nada a perder... Pensa levemente em repetir a dose dessa noite...&lt;br /&gt;Pede-se a conta. Você abre sua bolsa, por educação. Ele ergue o braço e diz, “não, eu pago”. Um sorriso brota do seu rosto, a idéia te agradou quando viu a conta passar os dois dígitos antes da vírgula. Então, um porquinho de cerâmica brota em cima da mesa. Automaticamente você busca os rostos vizinhos, se pergunta se alguém está vendo aquilo. AQUILO! Deus! Não! O porco se quebra...&lt;br /&gt;Agora me respondam, se isso acontece com você. Sim senhorita! Você se sentiria envergonhada? Difícil? Eu ajudo com as seguintes opções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A) Claro! Existe cartão de crédito hoje em dia! Que vergonha!&lt;br /&gt;B) Depende. Se notas de cem saíssem do suíno porcelanado, tudo bem. Os bancos iam comer parte do dinheiro com juros, e outros gastos, poupar em casa é até uma idéia atraente. Mas se fossem moedinhas, tintilando ao se encostarem... Aí que vergonha!&lt;br /&gt;C) Jamais! O que realmente importa é o ato cavalheiro do homem. A gentileza que é tão escassa atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondam nos comentários. A cena foi retratada em uma propaganda de cartão de crédito, logo, o objetivo era denotar a vergonha por não possuir o dinheiro plastificado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vejamos outra hipótese. O mesmo jantar marcado. O mesmo homem. Só que ainda escolhendo seus milhares de sapatos, infinitas blusas e numerosas calças, sem contar os vestidos no armário de sua mãe, uma vez que o seu está abarrotado das já citadas vestimentas. Cabide por cabide, você quer ficar linda! O celular toca. O moço avisa, “meu vôo foi cancelado, teremos que cancelar o jantar”. Você não chega a ficar triste, desapontada um pouco, mas isso é fácil de resolver. Passam alguns minutos, a idéia de ligar para amigas é boa. O celular vibra ao som Joven Pan. O moço avisa, “meu bem, me encontre no aeroporto, fretei um jatinho e estou indo a tempo do jantar”.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377622826549591458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SqEneAiFPaI/AAAAAAAAAhw/NW65w98_Wbk/s320/23-gulfstream.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E assim acontece, lá está você na pista, o pequeno avião particular aponta no céu. É noite. O aeroporto iluminado faz o escuro parecer dia. Luzes brilhantes a sua volta colorem o céu. Os pneus do jato cantam ao encontrar o asfalto. Você descobre como um jatinho pode parecer grande. Ele para a poucos metros de você. A porta se abre. E quem desce? O Brad Pitt. É o mesmo homem? Sim. Ele está um pouco mais bonito? Não, e lá isso importa? Você pensava em namorá-lo? Não, só um &lt;em&gt;affair&lt;/em&gt;. E agora? Já é uma idéia. Um &lt;em&gt;plus&lt;/em&gt; significativo?&lt;br /&gt;Mais uma vez caros leitores, se isso acontece com você, é... Como se sentiriam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Uau! Minha mãe tem que saber disso! Aline também! Rebeca também! Patrícia! Sonia! Rose! Vou fazer questão de contar alto para Mirela... Ela vai morrer de inveja.&lt;br /&gt;b) Com certeza isso impressiona. Óbvio! Mas prefiro esperar pra ver como ele irá pagar o vôo. Vai que surge um porquinho ali, bem na pista, meu Deus!&lt;br /&gt;c) Ele ter ido cumprir o prometido, jantar comigo a qualquer custo. Isso é gentil. Não é o jatinho que impressiona... É ele querer me ver! E fazer de tudo pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutei esse caso durante a aula. Vamos admitir... Relações humanas são engraçadas. O quê funcionaria mais para conquistar: um sorvetinho atarde ou uma ida ao &lt;em&gt;Cirque de Soleil&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-6054145395344865922?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/6054145395344865922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=6054145395344865922' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/6054145395344865922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/6054145395344865922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/09/estudo-real-e-pratico-sobre-natureza.html' title='O Porquinho e O Jatinho: Estudo Real e Prático Sobre a Natureza Feminina'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SqEnd9c3oZI/AAAAAAAAAho/GU6umdtCo0E/s72-c/cofrinho3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-2079912289954817444</id><published>2009-09-02T10:32:00.002-03:00</published><updated>2009-09-02T10:40:43.275-03:00</updated><title type='text'>2 - Observações</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sp51rV82meI/AAAAAAAAAhg/McTSji8MKZg/s1600-h/PICT0053.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sp51rV82meI/AAAAAAAAAhg/McTSji8MKZg/s320/PICT0053.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376864392614156770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Quando era mais novo sempre gostava de tomar banho de chuva. Repare na expressão que utilizei. “Tomar banho”. Claro que não levava sabão e bucha vegetal para debaixo do céu nublado, mas todo o objetivo transmitido pela palavra “banho” poderia ser encontrado no meu ato de… tomar banho de chuva. Qual seria ele (o objetivo)? Me limpar de alguma maneira. Nem que fosse só por diversão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Além disso, e não distonando completamente do exposto acima, a chuva me lembra fim de ano. “Por ser época de chuva Zé”? Pela força do óbvio, claro!, mas também pelo final do ano representar de alguma maneira – além da nostalgia de praxe! – o corte do antigo para o novo, do já maculado para o puro, do sujo… Para o limpo.&lt;br /&gt;A chuva caí para todos! Mesmo com seus diversos significados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-2079912289954817444?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/2079912289954817444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=2079912289954817444' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/2079912289954817444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/2079912289954817444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/09/2-observacoes.html' title='2 - Observações'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sp51rV82meI/AAAAAAAAAhg/McTSji8MKZg/s72-c/PICT0053.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-8040830414417437773</id><published>2009-09-01T11:47:00.005-03:00</published><updated>2009-09-02T01:17:54.295-03:00</updated><title type='text'>O Homem Mais Forte do Mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376511419234377730" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 226px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sp00plpL4AI/AAAAAAAAAgw/XoyPwKznYVw/s320/You_fought_well_by_2dforever.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O trovão ressoa. A descarga de eletricidade corta o céu. A luz ilumina o campo em minha frente. Ventos furiosos moldam a vegetação à sua vontade, de um lado para outro os ramos dançam. O mesmo acontece com meu quimono. Agora indomável pela tempestade que chega. Ajeito a faixa vermelha em minha cabeça, aperto mais do que devo. Ela precisa estar firme. Repito com a faixa preta em minha cintura. Um relâmpago cai, silencioso por poucos segundos. A silhueta do homem mais forte do mundo surge no horizonte. Minhas mãos ainda agarram o tecido em minha cintura, firmo-o mais uma vez.&lt;br /&gt;É um monstro. Um verdadeiro gigante. Ele caminha lentamente em minha direção. O vento está a seu favor, os ramos deste campo também. Sinto o frescor da chuva que ainda não cai. Mais uma vez o céu negro é iluminado, assim posso ver com mais detalhes o homem. Colossal. Não há outra palavra. Dois metros, ou mais, de pura força bruta. O peitoral é imenso, assim como todos os outros músculos do corpo, em especial as pernas enormes. Sua arma. Os ventos mudam de direção. Mal notei que tinha segurado minha respiração. A terra parece tremer. Outro relâmpago. Suas faces são rudes. Ameaçadoras! O rosto com cicatrizes e um tapa olho. Seu olhar é de um caçador... Não! De um lutador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376511423479540050" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 256px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sp00p1dT6VI/AAAAAAAAAg4/687pBbuzngk/s320/SF_Tribby_Sagat_Closeup_by_joe_vriens.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não há necessidade de comprimentos. Nossos espíritos agora lutam. Permaneço firme, encarando-o sem desviar uma única vez. Como ele é grande! Com certeza o mais forte. O mais habilidoso. O único. Os céus entendem o que está acontecendo, esbravejam e tentam nos acalmar com seus ventos e gritos! Não vou fugir. Eu vivo por isso. Para isso! Gostaria que Ken estivesse aqui. Sua boca não se fecharia, o tempo todo lançaria piadas, faria graça do tamanho de meu oponente. Só para tentar aliviar a tensão. No fundo somos iguais... É aqui, na arena de luta, que somos verdadeiros. O raio demora um pouco mais, chega a parecer dia.&lt;br /&gt;Escurece novamente. As nuvens se encontram e a terra geme. Ele corre em minha direção! Suas pernas gigantescas dão uma velocidade fora do normal, seu tamanho e peso nem chegam a atrapalhar. Em poucos instantes o monstro está próximo. Ele salta! Arqueia o joelho para frente. Uso meus antebraços para me defender do poderoso golpe. O impacto quase parte meus ossos! Giro rapidamente e busco seu rosto com meu calcanhar! Acerto! O gigante nem ao menos sente o golpe, esperava ao menos atordoá-lo. Ele contra ataca. O peito do seu pé acerta minha cabeça. Antes de conseguir me recompor sua outra perna atinge meu abdômen. Escarro sangue. Um estrondo percorre as nuvens negras. Tento golpeá-lo com socos. Sua defesa é rápida. Não vejo buracos! Droga! Seu punho acerta minha face. A grande massa muscular de usa perna me acerta mais uma vez. Não! Lute! Vamos! Acerto sua barriga! É como bater em rochas. Seguro por um instante meu punho em seu abdômen, e forço-o para frente para aumentar a dor. Tenho que feri-lo por dentro! Maldição! Ele mal sentiu... Mal consegui enxergar o golpe... Cambaleio um pouco. O vento me lembra que estou sangrando. Sangue e suor refrescam meu rosto. O ogro avança, não há nada que eu possa fazer. Como um tigre, rápido e mortal, agora o homem está abaixo de mim, com o corpo quase agachado. Meu olhar encontra o seu. Peço força às minhas pernas... Em vão. O punho grotesco acerta meu queixo, de baixo para cima, me elevando às alturas! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sp00qDnsYkI/AAAAAAAAAhA/bARt7BN0nq4/s1600-h/Sagat_by_richardmichaud.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376511427281183298" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 266px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sp00qDnsYkI/AAAAAAAAAhA/bARt7BN0nq4/s320/Sagat_by_richardmichaud.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se apaguei foi por alguns segundos durante o vôo. Não sei quantos metros eu fui lançado ao ar. Acordei com o impacto de minhas costas no chão. O barulho foi oco, abafado por outro trovão. Os ramos me abraçam. Acariciam meu rosto aos mandos do vento. Tento respirar. Uma gota de chuva caí em minha face. Me levanto. Com dificuldade, admito. Um espasmo de dor me faz cair de joelhos, meus pés descalços e minhas mãos agora tocam o barro. Tento respirar. Peço forças. A risada do homem é cavernosa. Ele ri! Zomba da minha fraqueza, com a certeza que é mais... Forte.&lt;br /&gt;Algo pulsa em meu interior. Percorre todo meu corpo, até a ponta dos dedos. A mão que outrora tremia, agora não treme mais. Fecho-a com força. Firmo a perna e levanto. O ar entra com violência em meus pulmões. Ergo meu corpo, a dificuldade parece ter desaparecido. Eu vivo por isso! Com o rosto ferido, mas firme, fito o homem. A risada cessa. Um clarão. Eu avanço! Meus pés são ágeis, minha velocidade maior do que a dele. Salto! Preparo a voadora! Acerto seu rosto. Logo que caio, giro meu pé em rasteira, ele esquiva! O gigante também sangra. Chego a gostar desse momento. Parto para o ataque! Com violência! Com a brutalidade que o momento merece. Nossos golpes se encontram, o som é estrondoso. A cada ataque o vento é forçado a mudar seu caminho. O monstro passa a me tratar com respeito, mesmo ainda com a certeza de sua superioridade. Suas mãos agarram a gola de meu quimono! Sou erguido, não tenho mais o apoio da terra firme, o joelho maciço golpeia meu abdômen. Duas vezes! Três vezes! Quatro vezes! Perco a visão. Tudo embaça. Sou arremessado para longe! Quico no chão, arranco a folhagem com o atrito. Me levanto! E corro em direção ao monstro! Agora suas mãos são tomadas por um fogo amarelo fosco e brilhante, por mais contraditório que seja, é assim que vejo! A energia ilumina a escuridão. O plasma percorre seu braço de forma mágica, seu peito infla, e, repentinamente, seus punhos se unem e o fogo é disparado. Sinto o que emana do poder antes mesmo dele atingir meus braços, mais uma vez utilizados em minha defesa. A bola de energia explode! O ardor agora consome meus antebraços. Mas estou de pé. Aos poucos a fumaça amarela dispersa no ar. Encaro-o. Ele vacila. Corro! Dou um pequeno salto e giro! Como um helicóptero! O primeiro chute atinge sua defesa, o próximo também, na terceira vez seu braço magno fraqueja e atinjo seu rosto com violência. Quando ponho meus pés no chão, Sagat ainda está de pé. Mais uma vez o estranho pulso percorre meu corpo, agacho, firmo o braço direito, aperto meu punho... E subo! Ganho os céus! Após o clarão, me vejo em terra novamente...&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376512264561142994" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 256px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sp01ayuyrNI/AAAAAAAAAhQ/AsFW18MT29A/s320/SF_battle_royale_by_nefar007.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sagat geme, agora caído em meio à folhagem. Mal noto o sangue em minhas mãos. Vermelho intenso, como de minha faixa. Em todo meu braço! Sagat se levanta, com a mão no peito. Um corte em diagonal. Uma cicatriz agora desenha seu tronco monstruoso. A vergonha da derrota. Símbolo de que o homem mais forte do mundo pode ser ferido! Seu rosto agora denota raiva. Ódio! Desespero! Sagat urra! Ruge como um tigre. É isso que ele é agora... Um animal ferido. Aprecio o momento com uma crueldade incomum. O pulso agora é constante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376511436525496658" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 232px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sp00qmDtaVI/AAAAAAAAAhI/jRa5hR1TMK0/s320/ryu_by_spadjm.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Nos encaramos mais uma vez. Eu firme. Ele cambaleia. Os raios aumentam seu ritmo. As nuvens negras agora são contornadas pelo azul das descargas elétricas. Estou calmo. O vento deixa de bailar a esmo. Eu o comando agora. A minha volta a mata se distancia. Repelida pelo meu poder. Respiro fundo, como se tempo tivesse. Sagat ainda ruge, correndo em minha direção. Aproximo a palma de minhas mãos. Meus bíceps e demais músculos se enrijecem. A força começa a surgir. O fogo azul é atraído para a palma de minhas mãos. Ele surge. Como mágica! A bola de energia não se limita em meus dedos. As chamas azuis percorrem meu corpo. Canalizo o poder. Tento controlá-lo, agora mais selvagem. Mais incontrolável! Mais poderoso! Estou calmo. Sério. Paciente. Sagat avança... A energia pede para ser liberada. Exito um pouco. Apenas por um instante... E assim... Grito seu nome... Libero aquilo que vive em mim!&lt;br /&gt;- HADOUKEEENNNN!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376512272117953426" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 300px; height: 300px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sp01bO4ec5I/AAAAAAAAAhY/mJyST2j-JyU/s320/shakunetsu_hadouken__149_by_hoon.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-8040830414417437773?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/8040830414417437773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=8040830414417437773' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/8040830414417437773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/8040830414417437773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/09/o-homem-mais-forte-do-mundo.html' title='O Homem Mais Forte do Mundo'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sp00plpL4AI/AAAAAAAAAgw/XoyPwKznYVw/s72-c/You_fought_well_by_2dforever.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-5749983052471736958</id><published>2009-09-01T00:55:00.004-03:00</published><updated>2009-09-01T01:18:10.332-03:00</updated><title type='text'>1 - Observações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SpycLsGxPQI/AAAAAAAAAgo/PXnm8BlmN_k/s1600-h/PICT0009.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376343779805576450" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 240px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SpycLsGxPQI/AAAAAAAAAgo/PXnm8BlmN_k/s320/PICT0009.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vocês estão lendo uma nova categoria de textos. Eu a chamo de &lt;em&gt;“Observações”.&lt;/em&gt; É uma idéia que tive durante o ócio. Calma, não ando tão à toa assim. Foi durante o ócio proporcionado pelo transporte público, dentre solavancos e curvas inconseqüentes. Ou aquele momento maionesístico (perdoem o neologismo) no qual nos perdemos em pensamentos, enquanto nossos olhos buscam algum significado na paisagem que nos cativa. Credo! Me perdi! Não, não! Isso não tem nada haver com essa categoria! Puta merda. Ops! Desculpem o palavrão. O quê acham de mudarmos o parágrafo?&lt;br /&gt;Melhor! Bem melhor! Então... Essa classe específica de textos possui essa alcunha de modo proposital e auto-explicativo. Vide dicionário. Serão textos rápidos, curtos, reflexivos e pontuados. Um exercício narciso do meu eu pensador. Vulgo viadagem filosófica.&lt;br /&gt;Por falar em filosófico, vivo me perguntando da utilidade da nossa queridinha Filosofia. E olhem que eu adoro Filosofia. Posso me considerar um admirador infiel, duvidando da fidelidade prática da busca pela sabedoria, do amor pela mesma. Ao mesmo tempo, e acho que é de claro entendimento para quem leu mais de dois livros na vida (Pequeno Príncipe e nenhum do Augusto Cury contam, por favor!), que temos o mundo que temos (Ocidental, Democrático, com liberdades, etc.) graças aos grandes pensadores! Aqui tenho a obrigação de incluir toda a gama de &lt;em&gt;cientistas/filósofos&lt;/em&gt; que criaram os alicerces para deixarmos de lado, nem que seja um pouco, o nosso jeito animal de ser. Ou você acha que o homem criou a roda do nada? Ela brotou do chão? Presente divino? O ser humano deu um peido e caiu uma roda do céu!?&lt;br /&gt;Aqui coloco as invenções tecnológicas ao lado da filosofia por um motivo único, de fácil constatação e bem bacana de se pensar... A inquietação com o &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; vigente. Inquietação intelectual, no caso da filosofia, das ciências humanas em geral, da necessidade de explicar e, apresento aqui o marco diferencial com ciências de cunho &lt;em&gt;biológico/químico/matemático&lt;/em&gt;, de compreender os &lt;em&gt;fenômenos/fatos&lt;/em&gt; sociais e individuais que nos cercam. Queremos um celular como? Queremos um mais prático, simples e moderno. Em suma, ansiamos melhorar! Precisamos entender como funciona a psique humana porque é chique? Porque ninguém se conforma em ter fantasias inconscientes de pegar a sua mamãe? Édipo para os meninos, Elektra para as meninas? Não! Isso acontece pela razão de existirem matérias que não conseguimos explicar, isso gera um desconforto e dá-lhe neguinho pesquisando, chafurdando, refletindo, e quantos mais gerúndios você quiser. Gerúndio?&lt;br /&gt;Uma propaganda de certa Universidade, nos apresentava um rápido resumo da evolução, tinha música de fundo e voz grave de narrador (aquela misteriosa e confortante). Ao final, depois de expor Galileu, Einstein, a narrativa conclui que são as questões que movem o mundo. É a necessidade do homem em, aqui vou eu simplificar as coisas, perguntar é que nos trouxe tanto avanço e prosperidade. Bonito, não é? Mas não. Não penso assim. Perguntas por si só não saem do lugar. Nem pensamentos em si. Nada disso presta, ou fez o mundo ser o quê é. Perguntamos porque queremos saber a Verdade. De uma vida mais confortável, mais justa, mais... Humana. Somente questionar não considero nem ao menos o começo. Pensar não pressupõe necessariamente uma questão. Ela é necessária, como marco inicial? Tudo bem. Mas ao darmos importância em demasia para as questões, nos esquecemos das verdades (leia-se respostas) que elas nos dão. Deixamos escapar entre os dedos a finalidade... Disso tudo! Essas verdades temporárias. Sim, temporárias, e ainda verdades! São nossas certezas momentâneas que trazem o avanço, e delas posteriormente surgirá a inquietação. Qual a nossa verdade? &lt;em&gt;“Só sei que nada sei”&lt;/em&gt;, diria Sócrates. Não meu estimado e retórico amigo. Só sei que um dia saberei!!!&lt;br /&gt;Como primeira Observação não saiu como deveria. Grande em demasia. Muito prolixa, eu diria. Estava lendo Schopenhauher domingo. Era algo sobre tipos de escritor. Me encaixei em um dos três tipos que me foram apresentados, não lembro muito bem. Acredito que sou da trupe que pensa, depois escreve. Será?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-5749983052471736958?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/5749983052471736958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=5749983052471736958' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/5749983052471736958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/5749983052471736958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/09/observacoes.html' title='1 - Observações'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SpycLsGxPQI/AAAAAAAAAgo/PXnm8BlmN_k/s72-c/PICT0009.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-3714528284519150891</id><published>2009-08-25T11:12:00.003-03:00</published><updated>2009-08-25T11:22:42.392-03:00</updated><title type='text'>Experiência</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373904631216214914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SpPxyjh4E4I/AAAAAAAAAgQ/4uzdZCLB4bg/s320/PICT0014.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O final de semana foi demais! Incrível! Já tinha começado há umas duas semanas. Como? Você se pergunta. Com a expectativa é claro! A ansiedade inquietante bombeada por certos hormônios que desconheço. A fórmula era perfeita: amigos e festa! E afirmo, a festa foi algo secundário para alimentar esse meu entusiasmo. E mais, esse é outro daqueles textos sinceros, então, prepare-se para entrar um pouco mais na... Mente do Zé. “Uau”, você pensou.&lt;br /&gt;Xxxperience é o nome da festa. Não sou muito fá de &lt;em&gt;trance&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;rave&lt;/em&gt; e música eletrônica. Gosto de Metallica e só. O resto agente vai escutando, mas sou fiel ao meu matrimônio musical. Mesmo não sendo um apreciador dos bpm’s, acho a festa uma experiência única. A decoração e o clima, vulgo &lt;em&gt;vibe&lt;/em&gt;, são realmente de outro mundo. A necessidade do uso de drogas é pra quem não está acostumado a ter certas experiências por conta própria, um atalho para o êxtase posso dizer assim. Tratarei o tópico “drogas” logo adiante. Continuemos. A música em si não é de qualidade, sejamos francos. Em todas que fui, poucos me agradaram... É aí meu amigo. Agora! Que faço a propaganda! Quando esses Dj’s agradam! Nossa! A empolgação toma conta do lugar, e todos batemos pé juntos, pulamos, tudo para acordar o capeta! Literalmente a adrenalina corre solta e nada mais importa! Somente se divertir. Pura e simples diversão. É quase como uma brincadeira de criança, ficar balançando como um bobo junto com seus amigos é muito... Emocionante!&lt;br /&gt;A Xxxperience não foi o melhor da noite. Perdoem a minha posição de narrador, o Deus, o Exterminador do Futuro das palavras, agora terei de voltar no tempo. Já falei que a expectativa era latente. Visível a olho nu em todos os rostos conhecidos. Como não queria que ninguém passasse o sábado roendo as unhas, com gastrite nervosa, marquei um &lt;em&gt;Warm-up&lt;/em&gt; (aquecimento) em minha casa. Foi ótimo! Pessoas queridas presentes, outras ausentes que fizeram enorme falta, e umas nem tão queridas assim. Nos divertimos ao som do Dj Cogu. Mandou bem demais! A farra estava garantida!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SpPxzZdB22I/AAAAAAAAAgg/3XY0S3spvZk/s1600-h/23082009120.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373904645691399010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SpPxzZdB22I/AAAAAAAAAgg/3XY0S3spvZk/s320/23082009120.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estávamos aquecidos! E sem alucinógenos, psicotrópicos, sintéticos ou não... Falo por mim. E por alguns perto de mim. É quase automático associar festas raves com drogas, em especial as sintéticas. Vulgarmente conhecidas como balas, doces, ácidos, tapetes do &lt;em&gt;Aladin&lt;/em&gt;, bicicletas e mais nomes ridículos, clichês, quando não nos lançam nomes pseudocientíficos com terminações em “inas”, “minas”. Sou totalmente, inteiramente, completamente contra esse tipo de experiência. Não me venha compará-las ao álcool! Uma coisa é uma empresa com CNPJ, funcionários de carteira assinada, pagando tributos e tendo que respeitar nossas leis, outra é boca de fumo! Me recuso a tentar debater argumentos anencefálicos como liberação da maconha, ou como a máfia cresceu nos Estados Unidos durante a Lei-seca. NÃO É A MESMA COISA! E NÃO! MACONHA NÃO DEVE SER LIBERADA. Questão de segurança pública meu chapa. Darei a vocês uma razão simples, rápida, irrefutável como a gravidade. Quem vende as parada? Quem vende compra de quem? Quem produz, produz onde? É produzida como? Pelas mãos de quem? Mulheres nuas usando espelhos como mesa? Laboratórios clandestinos na Europa Oriental? EU SEI! VOCÊ SABE! As drogas são o produto ilícito mais rentável do mundo! Mais do que o tráfico de mulheres! Mais do que o jogo ilegal! Mais do que o mercado negro de órgãos! E, pasmem!, ou não, do que o contrabando de armas.&lt;br /&gt;O dinheiro gasto, ao analisarmos a cadeia mafiosa que se segue, financia todos esses outros empreendimentos que citei. “Calma Zé”, um simpatizante fala com a voz rouca, enquanto pensa o tanto que sou careta. Tudo bem, não irei muito longe. Abra o jornal de qualidade duvidosa. Aqueles que podemos sujar os dedos de sangue. Pronto. Está aberto? Procure ai um cadáver. “Qual deles?”, sua voz rouca questiona. Qualquer um. Senão houver o dedo mortífero do tráfico... Parabéns! Isso sim é raridade. Jogue na loteria! Deu pra pescar onde vou chegar? Se não, tudo bem. O raciocínio não é complexo, e só não vê quem não quer. O USUÁRIO FINANCIA MORTES, DESGRAÇAS, DORES, CRIMES... Posso parar aqui? Lembram o porquê do filme Tropa de Elite ter sido uma polêmica? Pela violência é que não foi. Foi justamente por isso! Foi um tapa na cara da galerinha que tem a vida feita e não vê mal nenhum no &lt;em&gt;beckzinho&lt;/em&gt; que enrola pra fica na boa. É como aquela história do passarinho que tenta apagar o incêndio na floresta, vocês conhecem! Aprenderam no Mobral! Com a Titia! De pingo em pingo ele luta contra as chamas que se alastram pela floresta. Quando questionam sua evidente imbecilidade altruísta, ele responde, “estou fazendo minha parte, se todos fizessem...” e segue aquela liçãozinha de moral que nossas vovós ensinam. Apliquem a “lógica passarinha” de forma inversa. Imaginem o passarinho com um boné para trás, boca meio embicada (isso foi uma piada). Agora o visualizem botando fogo em uma folha. Ela se queima, diminui seu tamanho e se reduz a um objeto frágil, negro e sem vida. A folha não fará falta. O passarinho não está fazendo mau algum. Só que essa floresta é a porra de nossa sociedade! A folha que ele queima é um pedaço dela! E quantos mais queimam, mais o circo pega fogo, e todos acreditam que é... Normal. Não é nada grave. Todos? NÃO! É grave sim! A sociedade condena sim! Mesmo os brasileiros, e vários cidadãos ao redor do globo, sendo condizentes demais em minha opinião, a maioria condena, não aceita esse tipo de... Experiência. E vou mais longe, firmando minha posição reacionária, e meus princípios, QUEM GOSTA DISSO ESTÁ ACOSTUMADO A SUJAR AS PALMAS DAS MÃOS E OS JOELHOS NA HORA DE SE ALIMENTAR!&lt;br /&gt;É fácil associar, repito, drogas a &lt;em&gt;rave&lt;/em&gt;. Como era (e foi!) no &lt;em&gt;Woodstock&lt;/em&gt;, ou em qualquer outro lugar onde acham que ser livre... É fazer o quê quiser. Sim! Somos livres! Temos liberdade. E ainda lutamos por ela! E ELA NUNCA VAI SER... Uma vida sem regras.&lt;br /&gt;Minha experiência foi única. Meu final de semana foi perfeito. Ainda me orgulho de mim por pensar assim. Tenho forças para defender o quê eu acredito! E ainda me divertir com isso! Um obrigado sincero aos amigos! Foi incrível estar um pouco mais perto de cada um, a sua maneira, seu jeito... Emocionante. E quero mais! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SpPxzEjabWI/AAAAAAAAAgY/XQCqCt7AC3s/s1600-h/PICT0011.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373904640081030498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SpPxzEjabWI/AAAAAAAAAgY/XQCqCt7AC3s/s320/PICT0011.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-3714528284519150891?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/3714528284519150891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=3714528284519150891' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/3714528284519150891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/3714528284519150891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/08/experiencia.html' title='Experiência'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SpPxyjh4E4I/AAAAAAAAAgQ/4uzdZCLB4bg/s72-c/PICT0014.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-4997771805936441510</id><published>2009-08-17T11:19:00.005-03:00</published><updated>2009-08-17T11:41:31.413-03:00</updated><title type='text'>Um Pouco de Mim Para Você</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SolnjIhkvWI/AAAAAAAAAgI/ZwpcuR65aKA/s1600-h/PICT0002.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370937883897412962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SolnjIhkvWI/AAAAAAAAAgI/ZwpcuR65aKA/s320/PICT0002.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Descobri certas coisas que eu já sabia. Essa frase é um contra-senso. Um absurdo. O quê não retira dela a verdade substancial. Apenas a lógica matemática que foge, como uma criança que usa seu cobertor como escudo para fugir dos monstros em seu quarto. Ou será que a criança correria para a cama da mãe? Não me importo com coisas assim. Eu sei que fatos saltaram para cima de mim, assim não pude fazer nada, a não ser... Assistir de camarote aquilo que eu já sabia. Aquilo que eu sonhava, enquanto meu inconsciente tapeava este pobre escriba. Quais seriam tais fatos? Acompanhe-me.&lt;br /&gt;Pontos finais não são dados de um dia para o outro. Ele vai surgindo aos poucos, completando aquela frase que desejamos que acabe. Essa frase é minha vida. A sua também. Quando a escrevemos, podemos sim – óbvio, escolher as palavras, e – mais óbvio ainda – as escolhas. Elas ditam a história. A narrativa. Mas, e agora cuidado, as conseqüências chegam sem ser convidadas. Tentamos por um fim em certos fatos que não nos agradam. Em especial, aqueles que nos presenteiam com borboletas no estômago.&lt;br /&gt;Enquanto o fim não vem nos confortar, nós sofremos. Somos imbecis demais para simplesmente negar o sentimento. Seria mais fácil se houvesse um botão para desligar os hormônios. Aqueles lançados em nossa corrente sangüínea, fazendo o prazer virar dor. Isso não existe. E ao usar o plural nesse parágrafo, me refiro a mim. Não sou tão bom assim. Tão controlador de mim mesmo. Prefiro soluções circunstanciais. Dialogar com o inconsciente. Falar, “você está errado! Não quero isso”.&lt;br /&gt;Esse outro eu, no fundo acho que entende a minha vontade. Faz o quê faz de pirraça. Pois sabe que não preciso, não mereço, não devo! Claro que não sou santo, só que sou preocupado demais. Isso embola as coisas um pouco. Confesso. Já me aconselham, “não se preocupe tanto”. Farei isso. Mas assim deixarei de ser... Eu? O preocupado. O burro. O Zé. Tudo em mim, o quê me deixa inquieto, ou o quê me deixa orgulhoso, esse conjunto de defeitos e qualidades me transforma em indivíduo. Único. Autêntico. Só. Assim eu falo, os erros são meus. E só meus! Daí a visão que jamais irão ver... Meu dedo apontado. Sou melhor do que isso. Sou a burrice e a inteligência. Ambas vivem em harmonia ao som de Raul. Por mais piegas que isso possa parecer.&lt;br /&gt;A lógica acima se aplica ao ponto final. Aquele que só vem quando quer, lembram? O vagaroso. O lento. Paulatino e tão desejado. Opa! Desejado? Ao menos para mim. Tão querido como nunca. Acho que precisamos de um parêntese aqui. Algum problema com isso? Espero que não. Não sou do tipo cara valente. Maria Rita sabe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SolnicohGKI/AAAAAAAAAf4/O-sHAT5QwYg/s1600-h/z2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370937872115374242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SolnicohGKI/AAAAAAAAAf4/O-sHAT5QwYg/s320/z2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo dos Fatos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu namorava. Eu a amava. Nós terminamos. O ciclo comum. Problemas pré-conjugais, de praxe. Brigas. Discussões também como o seu namoro tem ou teve. Surgiram boatos, conversinhas ali, e aqui. Algumas decisivas (não para mim), outras não. Mas o interessante, e é mais comum do que se pode imaginar... O fim se deu sem nenhum senso de amizade ou carinho. Foi bruto e odioso. Não me conformei. Sei, não sou nenhum Zé em seu Mundinho de Polianna, que amizade pós-término é algo parecido com o tesouro no pé do arco-íris. Quando você chega lá, Murphy nos avisa que o tesouro está do outro lado. Enfim, ao menos eu esperava aquela consideração mínima, aí a parte egoísta de meu ser – esperar que seja como eu quero, de quem dividiu a vida com o outro por um ano. Não tive. Isso não me incomoda mais. Mentira. A falta de educação e a rudeza sim! São um incomodo. Motivos à parte, adiante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370937877286208386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Solniv5Vw4I/AAAAAAAAAgA/4aux7jn2s1E/s320/PICT0004.JPG" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Perdoem o excessivo grau de sinceridade. Isso é desconfortante para vocês. Pra mim é terapia. Confesso aqui que meu ponto final demorou a aparecer, justamente pela minha necessidade desse nível mínimo de consideração. Que, repito, não tive. Daí minha escolha pelo silêncio, pela ausência. Quando a presença não é querida, meu amigo, saia correndo e se esconda. É assim que venho agindo desde então.&lt;br /&gt;“Olha ele ainda gosta dela”. Não. Sinto muito, mas a psicologia é mais profunda e complexa do que esses tipos de conclusões simplistas. Algum nível de conexão eu desejava manter? Sim! Talvez porque meu antigo término, com uma outra estimada ex, tenha tido esse contato. E o ponto final veio, justamente de uma conversa, de um contato. Dessa vez ele veio da indiferença que recebo. Duas situações distintas. Em ambos eu dizia “eu te amo”. Em ambos eu de coração amei. Ambas tiveram seu ponto final.&lt;br /&gt;Triste não é? Um pouco, admito para não ser taxado de hipócrita. Mas não é o fim. Muito menos &lt;strong&gt;meu&lt;/strong&gt; ponto final. Continuo escrevendo a próxima frase, melhor e mais interessante do que a sua antecedente. Minha vontade? Eu espero que eu consiga escrevê-la de maneira perfeita... Nem que seja com uma palavra... Pois assim a vejo... Assim ela já é &lt;strong&gt;Perfeita&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-4997771805936441510?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/4997771805936441510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=4997771805936441510' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/4997771805936441510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/4997771805936441510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/08/um-pouco-de-mim-para-voce.html' title='Um Pouco de Mim Para Você'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SolnjIhkvWI/AAAAAAAAAgI/ZwpcuR65aKA/s72-c/PICT0002.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-1827682515212676190</id><published>2009-07-29T13:39:00.005-03:00</published><updated>2009-07-29T14:04:24.537-03:00</updated><title type='text'>A Visita - Fragmento de a "Guerra Silenciosa"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SnB9K8ENzUI/AAAAAAAAAfw/TCFjwB1f55Y/s1600-h/CarlosPalla2Foto06.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363924783074233666" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 206px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SnB9K8ENzUI/AAAAAAAAAfw/TCFjwB1f55Y/s320/CarlosPalla2Foto06.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;font-size:130%;" &gt;&lt;em&gt;É estranho não sentir nada. O torpor nem chega a me incomodar. Me lembro a última vez que fiquei assim. O calor era infernal, não ventava, e as árvores eram enormes! Mamãe e ele discutiam, eu corri até as árvores gigantes e sentei o pé de uma delas. Trovejava um pouco. Ninguém nunca me explicou porque era calor e chovia. Achava normal aquele ar abafado, sufocante, até vir para o Rio. Então... Mamãe gritava para ele ficar longe de mim. Para os homens de pele marrom não entrarem mais durante a noite. Doía. Disso eu me lembro.Mas não chegava a ficar triste, eu apenas olhava para o teto de madeira, contava as farpas e depois dormia. Ele ficava feliz. Mamãe não.&lt;br /&gt;A chuva era forte naquele dia. As árvores que arranhavam o céu balançavam, sem perigo de cair. Isso eu havia aprendido. Esse foi o único dia que lembro com clareza, o resto está guardado em algum lugar. E não quero saber onde! Resolvi correr para a mata. Os barulhos dos tapas que mamãe recebia me faziam chorar, achei que correr ajudaria. Não ajudou. Eu ainda chorava quando alcancei o rio.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: times new roman;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Tudo era enorme quando eu era criança. Aposto que ainda são. A mata era infinita. O verde dominava sem perguntar se podia ou não. E o rio, que nos fava alguns peixes, era muito bravo. Tinha vontade própria! Invadia as pequenas casas, e até o verde tombava a sua frente, quando ele cismava de expandir suas margens.&lt;br /&gt;Sentei no barro, abracei os joelhos. A posição me cansava, não conseguia respirar direito assim. Então comecei a brincar com os insetos. Duas araras, também enormes, voavam fugindo da chuva. Eram tão coloridas, que o verde parecia preto. O azul puro e o vermelho vivo. Ficava boquiaberta todos os dias que as via, eram um casal. Bem, eu fantasiava que eram. Deviam ter milhares de pequenas ararinhas, seria bom que tivessem. Eu quero ter filhos. Queria... Agora meu marido está morto. Só restam fotografias.&lt;br /&gt;Sem querer, volto para aquele dia. Ainda estou no barro negro, descido nadar. Não lembro o porquê. A chuva caia como uma cortina branca no rio negro, estava começando a ventar mais... Daí surgiu o torpor. Aquela indiferença, a falta de tato de costume. Eu não tinha parado de chorar.&lt;br /&gt;Gritei! Sem saber o motivo também. Corri para o rio. Tropecei, e cai de rosto na água. Engoli o líquido preto, me levantei e passei a bater os braços. Não sabia nadar. Isso não era problema. A correnteza fazia isso por mim, me levando de um lado para o outro. Não senti nada. Ignorei o rio. Até ele grande e majestoso não era nada perto do meu torpor. Fiquei feliz, não, não fiquei não. Mas sabia que eu não sofreria, jamais! Por qualquer mal que seja. Até o próprio rio negro não me fazia... Sentir dor. Aos oito anos, já tinha aprendido a não sentir.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: times new roman;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Em meio à água negra que brincava com meu corpinho frágil, pensei na mamãe. Sozinha com ele. Ele tinha a cara muito má, era bonzinho no começo da noite, mas eu sabia que era uma máscara. No fundo, rugia uma onça faminta.Mamãe! Lembro-me de como a água invadiu minha boca, engasguei, e o desespero tomou conta. Tentava ir para a superfície. Via por dentro do rio, a chuva caindo, não saia do lugar. Nem afundava, nem emergia. Voltei a sentir. Estava frio agora. Mamãe! “Reze para Nossa Senhora, menina”. Ela sempre dizia. Então coloquei minhas mãos juntas, me encolhi toda, e rezei enquanto tremia.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: times new roman;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Acordei boiando no rio negro, a chuva tinha ido embora e o sol ardia o rosto. Olhei a minha volta, senti o barro com os pés. Fiquei em pé. Nossa Senhora me salvou! Mamãe estava certa. Não chorei mais... Algo cutuca meus pés, me assustando. Me lembro até hoje... Do borrão rosa nadando a minha volta. Tentei alcançá-lo com meus braços, ele foi mais rápido, desviou e desapareceu na escuridão. O boto havia me salvado. Não Nossa Senhora.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: times new roman;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Por que ele empacotou os computadores? Ah. Os “homens” que viriam atrás de mim. Ando pela casa, como se tivesse algum lugar para ir. Não tenho. É aqui que pertenço. Abro a Bíblia, a foto do meu marido é bonita. O sorriso dele era gracioso, fico triste até hoje por não devolver o sorriso da mesma forma. Fecho o livro. Deixo em cima da mesa.&lt;br /&gt;O quarto ainda está desarrumado. Ainda tem o cheiro dele... É forte, mas não agressivo ao olfato. Mamãe, você faz falta. A bolsa da senhora ainda estava aqui, nem me lembrava. Minhas roupas mal couberam dentro dela, mas ele insistia.&lt;br /&gt;Eu em Minas! Chego a rir da idéia. Ia trabalhar onde? O quê ele falaria para a família? Me esforcei para não ter contato com ninguém, se eles fossem assim também. Chega de me sentir estranha. Já perdi marido, mãe e... Um dia eu o perderia também. Quando seus olhos são tomados pela fúria, sem sentido, sem motivo! Sei que ele tem uma razão... Não entendo qual. Mudar o mundo. Como se isso fosse capaz. Pessoas vivem e morrem, tudo além disso é besteira.&lt;br /&gt;Ele teme tanto a minha morte... Eu a desejo tanto às vezes. Quando caminho pela rua, avisto um carro rápido demais, seria muito fácil dar um só... Passo... E assim eu estaria livre. Do fantasma da minha mãe, que sofreu tanto por mim. Do meu marido que também sofreu tanto por mim... E hoje dele... Que sofre por mim.&lt;br /&gt;A porta se abre. Augusto. Por isso deixo destrancada, para reviver a cada dia a surpresa de ver seu rosto. Levanto da cama, ajeito rapidamente e como posso meu cabelo sem vida. Ele não está sozinho, são vários passos. Podem ser...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-1827682515212676190?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/1827682515212676190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=1827682515212676190' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/1827682515212676190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/1827682515212676190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/07/visita-fragmento-de-guerra-silenciosa.html' title='A Visita - Fragmento de a &quot;Guerra Silenciosa&quot;'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SnB9K8ENzUI/AAAAAAAAAfw/TCFjwB1f55Y/s72-c/CarlosPalla2Foto06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-431794418126319472</id><published>2009-07-22T17:59:00.005-03:00</published><updated>2009-07-22T18:28:54.502-03:00</updated><title type='text'>Fumaça Sobre Lagoa Santa ou Meu Apocalipse Particular</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Smd-ZEUzU3I/AAAAAAAAAfg/95keEfwSiTM/s1600-h/Nova+imagem5.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Smd-ZEUzU3I/AAAAAAAAAfg/95keEfwSiTM/s320/Nova+imagem5.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361392850530685810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Eu faço estágio no Juizado Especial Federal, na 3ª Turma Recursal. É de lá que faço minha pequena via sacra até a rodoviária. Entro no, vulgarmente denominado, vermelhão. E por fim, faço meu caminho para a casa. Atravesso a moderna Linha Verde, dando um tchauzinho para o novo e incompleto Centro Administrativo do Estado de Minas Gerais. Perco alguns instantes vendo os rotineiros motéis... A bateria do meu celular acaba. Bem na música "Quero Ver o Oco", de uns tais (quase) extintos Raimundos. Guardo o fone, sem ter o cuidado de dobrá-lo, uma vez que irão estar embolados na próxima vez que... CARALHO!&lt;br /&gt;Foi exatamente o quê o garotão aqui falou quando avistou uma enorme nuvem de fumaça, saindo furiosa e aparentemente imóvel, nos 20 km de distância entre meus olhos e as labaredas infernais. O carinha ao meu lado, com seu boné feio, e rosto de igual adjetivo chegou a não compreender minha reação. O casal ao meu lado discursando sobre a origem do nome Vespasiano, não o imperador romano, mas a cidadezinha com mais homens atoa por metro quadrado, sem nada de interessante para oferecer aos visitantes. Então! Caralho. Liguei para mamãe em busca de maiores esclarecimentos. Nada. Para amigos. Nada. Caralho! Um monstro colossal feito de fumaça negra estava sobre minha cidade e eu... NÃO SABIA NADA.&lt;br /&gt;Não fazia idéia, somente as especulações de sempre. Quando não temos nada... Especulamos. Cogitei uma aeronave em queda. Talvez uma indústria tomada por um acidente, com o incêndio como consequência. Mas sou mais imaginativo e criativo do que as simples e comuns tragédias humanas. Ao fazer a tal curva e encarar as trevas esfumaçadas me senti estranho. Os passageiros do ônibus só chegaram a denotar alguma curiosidade já em Lagoa Santa. Foi uma espécie de filme catastrofe particular, só meu. Cheguei na cidade, encontrei meu pai tirando as fotos que vos entrego. Esse pensamento, essa idéia de algo queimando, saindo da terra, tomando os céus sem pedir permissão... É idiota, eu sei. Fantasiosa. Queria que falassem isso para Nagazaki. Desculpe, exagerei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Smd-ZgGKy9I/AAAAAAAAAfo/UdzddUwcJTs/s1600-h/Nova+imagem7.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Smd-ZgGKy9I/AAAAAAAAAfo/UdzddUwcJTs/s320/Nova+imagem7.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361392857985502162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O fato é: eu não sabia de nada. A imagem era fenomenal, escondendo uma possível tragédia. Não havia efeitos especiais, pixels de computador, nem panos verdes e azuis para a mágia cinematográfica. Lagoa Santa escureceu mais cedo. A nuvem ainda está lá. O fogo também. Boa sorte aos bombeiros, irão precisar! Alguns veículos e um helicóptero? Como dizia a moça do jornal... Hunf. No fim, depois da fantasia e viagens na clara de ovo com margarina, a infraestrutura brasileira para tragédias é vergonhosa. Torçam para o mundo não acabar. Nós não estaremos prontos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NOTA:&lt;/span&gt; A fumaça vem de um incêndio na fabrica de plástico Atex.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-431794418126319472?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/431794418126319472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=431794418126319472' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/431794418126319472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/431794418126319472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/07/fumaca-sobre-lagoa-santa-ou-meu.html' title='Fumaça Sobre Lagoa Santa ou Meu Apocalipse Particular'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Smd-ZEUzU3I/AAAAAAAAAfg/95keEfwSiTM/s72-c/Nova+imagem5.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-562763522060272668</id><published>2009-07-14T01:31:00.002-03:00</published><updated>2009-07-14T01:37:19.700-03:00</updated><title type='text'>Eu Escrevi Um Livro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SlwK4_go3uI/AAAAAAAAAfY/kvTqeVV6MXc/s1600-h/PICT0023.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358169630901329634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SlwK4_go3uI/AAAAAAAAAfY/kvTqeVV6MXc/s320/PICT0023.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Preparem seus corações! Estou terminando meu primeiro livro. “E então Zé?”, você falaria. “Aahh, que... – pausa proposital. – Bacana”, seguindo um sorriso amarelo. É isso mesmo! O meu personagem – Jack Built – tomou uma proporção maior do que a esperada, e agora tenho quase trezentas páginas do nosso amigo &lt;em&gt;Office Word&lt;/em&gt;, muitas explosões, intrigas, drama, comédia e... Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Quando ficam sabendo de minhas influências quadrinescas muitos olham com aquele olhar desconfiado, com certo receio de começar a ler e um homem mascarado impede um assalto, aos moldes fantasiosos e toscos. Em minha obra você terá a máscara, terá o criminoso, mas os meios não são nada de teia ou um bumerangue em forma de morcego cortando o ar. É algo mais do que isso. Como também são os quadrinhos. O fim é comum, como também os meios para alcançá-lo, e não é muito diferente de outros meios literários. Sim! Quadrinho é um deles.&lt;br /&gt;O preconceito contra esse tipo de arte é totalmente justificável. Quem eu culpo? Os nerds e os virgens. Rapazes super anabolisados em colantes coloridos são um tanto quanto medonho demais, não acha? Se alguém falar sim, chamarei de pervertido. Piadas a parte, não há meio mais eficiente para testarmos a moral do que nos quadrinhos. Digo mais, aprendi muito mais lendo Batman do que Guimarães Rosa, Paulo Coelho, Augusto Cury, Dan Brown, Sthephanie Meyer! – Machado de Assis é muito bom, portanto escapou dessa pequena lista de best sellers de Leitura e aulinhas para vestibulares. Lembra de A Senhora? Credo. – São neles (quadrinhos de qualidade, excetuem os lixos por favor), e somente neles, que temos a obrigação do norte moral ser – apesar de contraditório muitas vezes – algo constante. Digo no caso de super-heróis. E até para o Garth Ennis, por mais sujo que esse irlandês gênio possa ser. Quer algo mais incoerente do que fazer a... Preparem-se. Agora é sério... Coisa certa? Pensem por alguns instantes, assim como Sócrates e Aristóteles fizerem lá na época que o bacanal ainda era uma persona do Olimpo. Nem esses dois mega stars dos pensamentos nos apresentaram uma solução satisfatória para o “fazer o certo”. Ambos recorreram a algo... Mais abstrato. Além do custo benefício terráqueo e mundano. É notório que ao achar uma carteira, a coisa certa a se fazer é: 1) Beber a grana; 2) Pegar a grana e deixar os documentos, porque senão “aí é paia né veio?”; 3) Gastar a grana com a patroa, tirando aquele atrasado, uma vez que o matel não agrada mais; 4) Levar para a delegacia, e deixar que seja o policial alvo de tal dilema; 5) Procurar a pessoa no &lt;em&gt;orkut&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;msn&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;twitter&lt;/em&gt;, anunciar no jornal e demais meios de comunicação em massa, afinal, aqueles seiscentos reais eram para o tratamento de uma doença rara e degenerativa do filhinho do pobre trabalhador, que briga no INSS por um auxílio doença, por ter... Parabéns quem marcou a alternativa quatro. Agora me responda, o quê você ganhou com isso?&lt;br /&gt;Se vocês têm algum tipo de trava moral, deixem comigo! Você NÃO GANHOU NADA! Talvez uma chamada no jornal da cidade, “cidadão exemplar”, a foto um sorriso triste e arrependido. Nesse exemplo imbecil e simplista que utilizei, não ganhasse nada em fazer a coisa certa, uma vez que, logicamente, seu patrimônio seria somado, acrescentado, acrescido, somente com a aquisição da &lt;em&gt;res delericta&lt;/em&gt;, no caso em tela, o capilé perdido. Mas ai você vem, com sua moral forte e bem solidificada em pilares de ensinamentos seculares... “Fiz pela minha consciência”. “Era pecado”. “É contra a lei” – não, não é. E por fim, “era a coisa certa a se fazer”. Alguém ai consegue matar a fome com consciência? Alguma entidade divina já desceu dos céus e botou papinha em nossa boquinha? Pragmaticamente falando. Alienígenas não contam.&lt;br /&gt;Eis aquilo que não se explica, a vantagem de seguir um código moral. A vantagem não é substancialmente, não é material, nem muito menos palpável. Calma, calma, não me joguem pedras. Podemos até ter a aceitação social e tudo mais, a boa imagem, mas ela pode ser lubridiada. O único que sente o gosto, o ganho de um ato moralmente correto, é o próprio agente do ato. Claro que o dono da carteira ficaria eternamente grato, quem sabe não lhe daria uns dez reais de consolação, mas falo aqui do gozo. Que por sinal é irracional, e tem como fundamento algo alheio ao nosso &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; animal sobrevivente. Seja a consciência, a fé, a ética, fatores supra racionais de alguma maneira. Não menos indispensáveis, e nem muito menos questionáveis.&lt;br /&gt;"O quê essa ladainha tem haver com seu livro? E com os quadrinhos? "Tudo haver! O quê levaria um homem a combater o crime, salvar vidas, sem ele ter perdidos os pais, sem ter sido picado por uma aranha radioativa, não ter vindo de outro planeta, sua família não foi assassinada por mafiosos, você não precisa vender brinquedos articulados? E ainda, sem receber salário para isso! A mesma fonte propulsora do ato de devolver a carteira. Fazer a coisa certa! Mesmo que não tenha uma tragédia para chancelar seus atos. - Coisa comum em nosso meio, à justificação através de desgraças, tanto para o bem quando para o mal. Não me valho dessa ferramenta. Justiça história é furada, imbecil e muito, muito, clichê.&lt;br /&gt;Isso pode parecer muito preto no branco, mas não é. E mostro isso em minha obra. E olha que tem muita ação hein? Aprender e se divertir. Voltando. Seres humanos são livros em potencial, todos eles! Cada um trás consigo um drama, uma aventura, uma pornogra... Então, né... Somos histórias e filmes. E sangramos. É essa a minha meta, e acho que de alguma maneira eu consegui. Tentei trazer o drama de ser brasileiro, de ter nascido em um país ainda capenga das perninhas e bundas grandes. O dilema do “porquê ser bom”. Cada personagem que trago é de alguma maneira verdadeiro, seja vilão ou... Herói. A história, a tal estória, era para ser um singelo conto. Como outro que escrevi, também sobre o mesmo personagem. Mas meus dedos se empolgaram um bocado, juro que me emocionei em alguns momentos. E saiu nisso...&lt;br /&gt;Acho que meus parágrafos estão perdendo um pouco da coerência. Não me importo. De verdade, que não dou a mínima para o português. Não vou fazer poemas sobre pedras, só quero que sintam primeiro, antes de serem obrigados a ler neologismos de caatinga. Afinal, um ano de minha vida passei articulando uma trama, com o cuidado de não parecer furada, fazendo pesquisas introspectivas e googlenais. Vida essa que teve momentos diversos, assim como o enredo que vos apresento. Era “obrigado” a escrever cenas de pura ação com o coração partido, momentos mais pesados rindo como criança de bobagens na internet. TUDO ISSO! Com um único propósito, apresentar um personagem que possa ser um exemplo, mesmo que torpe, extrematizado (perdoem o neologismo), do que é querer fazer o bem, não tendo a certeza do que ele seria. O Rio de Janeiro é o cenário perfeito, por seus próprios motivos. O Brasil também o é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Então... Eu escrevi um livro.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-562763522060272668?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/562763522060272668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=562763522060272668' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/562763522060272668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/562763522060272668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/07/eu-escrevi-um-livro_14.html' title='Eu Escrevi Um Livro'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SlwK4_go3uI/AAAAAAAAAfY/kvTqeVV6MXc/s72-c/PICT0023.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-9011646606581073927</id><published>2009-06-26T16:08:00.005-03:00</published><updated>2009-06-27T15:54:03.894-03:00</updated><title type='text'>A Crônica do Terno Branco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SkUdCfQFvYI/AAAAAAAAAeY/0h3Ah8AuhKQ/s1600-h/Smooth_Criminal_by_flamaster3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351715660785630594" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 240px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SkUdCfQFvYI/AAAAAAAAAeY/0h3Ah8AuhKQ/s320/Smooth_Criminal_by_flamaster3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O terno branco me incomoda. Fico muito visível. Devo confessar que o chapéu branco me deixa charmoso, escondo meus olhos com sua aba. Tento não desfilar enquanto ando, isso é muito anos cinqüenta para mim. A polícia me deu somente um nome... Annie. Filha de um milionário. Tem que ser. Para me chamarem com tanta urgência. Só me deram uma foto, a garota tem dezenove anos, loira dos cabelos dourados e pele rosa. A menina parece um anjo. Pura. Inocente. Foi seqüestrada. É tudo que preciso saber... Se o pai dela tem algum tipo de negócio ilegal, cuido disso depois. Ela está sozinha, com medo, temo pelo pior. Só me avisaram... “Não vá de uniforme, você precisa entrar naquele bar de luzes vermelhas, use esse disfarce”. Um terno branco! Tento amenizar o meu brilho natural com uma camisa azul... Não deu certo.&lt;br /&gt;Esse bar é um antro da escória de nossa sociedade. Falo de criminosos, viciados e putas. O lugar é grande, foi um bordel badalado no início do século, mesmo tendo a mesma clientela o lugar é cinza. Exala podridão e mete medo nos curiosos. A policia raramente vem aqui, quando aparecem é para pegar propina. Meus sapatos brilham sob a luz azul da cidade, estão bem engraxados e são desconfortáveis. Espero não ter que lutar.&lt;br /&gt;Venho pela calçada molhada ao&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt; relento, algumas cabeças curiosas me acompanham. Ignoro-as e caminho com elegância. “Entre, descubra onde Annie está e saia!”. Foram categóricos. Eu não dou a mínima, só saio do lugar com a loirinha comigo. Abro a porta de madeira velha, o letreiro escarlate me cumprimenta. Que tipo de estabelecimento tem sua entrada em um beco, que parece ter saído de filmes noir? Ajeito o palito branco. Meu sapato brilhoso entra em minha frente.&lt;br /&gt;O interior do bar ainda tem seu toque sinistro, mas não é cinza esfumaçado como seu exterior. A luz chega a incomodar meus olhos.&lt;br /&gt;Outra coisa me incomoda. Ou esse terno branco é realmente oitentista demais, ou tenho um magnetismo incrível exalando. Todos no bar em silêncio, nenhuma música, nada, nem sequer um bêbado cantarolando... Quietos demais! Todos sem exceção reparam minha chegada, até aquela prostituta oriental sendo lambida pelo pescoço. A falta de som me deixa nervoso, mordo meu lábio inferior e analiso o ambiente. O balcão do bar relativamente movimentado, garrafas ao fundo e copos manchando a madeira, enquanto o barman luta contra o suar dos vidros. A jukebox solitária e sem utilidade complementa meu visual, estou no passado. Nostalgia, essa é a palavra. Desfilo dentre as mesas, em direção a jukebox, preciso de alguma música ou foi perder a cabeça. Por falar em cabeça, todas me acompanham em uma coreografia sinistra. Eu jogaria a moeda de um real de longe... Se pudesse.&lt;br /&gt;A moeda tintila dando início a uma música velha. Ritmo dançante, agradável, tem seu charme admito. Sem perceber meus pés começam a seguir a melodia, os braços também. Dou um sorriso pelo canto da boca e parto para cima dos olhares curiosos. Hora de começar a... Entrevista.&lt;br /&gt;O quê eu sei? Primeiro, o homem entrou pela janela de seu apartamento. Sei disso pela mancha de sangue deixada em seu carpete. Segundo, ela o viu. Coitadinha, devia estar apavorada. Tentou se esconder sob a mesa, ele percebeu e quase partiu a madeira em sua cabeça. Em seguida, Annie correu para o quarto e foi golpeada. Foi o seu fim. O dia negro era domingo, faz uma semana. A lua era crescente.&lt;br /&gt;O seqüestrador deve ser forte, mesmo sendo mulher um homem sozinho não a dominaria tão facilmente. Annie você esta bem?&lt;br /&gt;A cortesã oriental vem me dar seu cumprimento, oferece seus serviços – não duvido de sua competência – e afirma que o preço é bom. Dou corda, sorrio e jogo meu charme, levantando de leve o chapéu. Ela se oferece de maneira educada para mostrar o bar, andamos em coreografia, passo a passo, ao som da canção.&lt;br /&gt;Suas mãos agarram nas minhas com vontade, e começamos a bailar. A escória a minha volta imita nossos movimentos, preciso ganhar espaço e confiança. Como se confiança fosse o nome do que quero... Como se isso existisse aqui.&lt;br /&gt;Homens discutem atrás de mim. Ignoro. O som da pistola disparando acontece junto com a batida da música, olho para ver melhor o que aconteceu... O terno bege do cara estirado no chão ganha detalhes vermelhos. Esse não é meu trabalho. A dança não para. A briga continua, socos e chutes são a sonoplastia agora. A cortesã oriental de cintura fina, deixa de rebolar comigo e vai apartar a luta. Outra não menos bela, mas mais formosa em seus atributos me agarra, e passamos a rebolar junto.&lt;br /&gt;Sem mais delongas, abandono-a e vou em direção às escadas. Seu rosto é triste, como se eu fosse o tesouro em meio a esse esgoto de apostadores, viciados e bêbados.&lt;br /&gt;O segundo andar é ainda mais podre. Jogos de cartas, dados, sinuca são os meios mais eficientes de ganhar algum dinheiro. A fumaça dos cigarros e charutos toma o lugar. O cinza da noite agora domina o ambiente interno, respirar é uma arte. O cara de fuinha se apressa em não me deixar subir, pego seu braço e faço-o rodopiar duas vezes do ar. Preciso achar Annie. Um negro do tamanho de urso me olha furioso. Os outros a seu lado compartilham o mesmo sentimento, espero que não sujem meu terno branco. Corro até a mesa de sinuca. Pego uma bola. Acho que era a sete. Jogo como um exímio arremessador, acerto a cabeça do careca ao lado do grandalhão. Pego o giz próximo a caçapa, amasso-o em minhas mãos. Dois deles correm com os tacos na mão, abaixo antes que a madeira rache meu crânio. Passo a rasteira nos dois ao mesmo tempo, não vão dar mais trabalho. A pele negra do homem agora está púrpura, deve ser raiva. Ele parte o taco, como se um graveto fosse. Abro a palma da minha mão e assopro todo o giz em sua cara! O pó arde em seus olhos. Continuo minha jornada pela cozinha do inferno.&lt;br /&gt;A luz azul da cidade ilumina os degraus, subo cautelosamente, meus pés ainda acompanham a batida dos anos oitenta. Ao fim da escada, uma mulher de beleza selvagem me agarra. A juntada chega a ser confortável, apesar de forte. Meu joelho agora roça a parte inferior de sua coxa macia. Agarro sua bunda, trago-a para perto. Ela arrepia com meu hálito de menta. Beijo seu pescoço, buscando o caminho para seu ouvido.&lt;br /&gt;- Onde está Annie? – pergunto com a voz charmosa.&lt;br /&gt;Escuto um tapa. Um homem, bem vestido até, se não fosse a cor salmão de sua camisa, começa a bater em uma das prostitutas. Não na minha frente garotão! Meus sapatos brilham, meu chute acerta o peito do homem, que alça vôo e cai até o primeiro andar.&lt;br /&gt;- Você está bem? – pego a mulher nos braços.&lt;br /&gt;Mais vozes e palavrões me amaldiçoam. Corro até elas e as calo com meus punhos. Um dos malditos tenta me acertar com um porrete, desvio e dou a ele um novo tipo de dor.&lt;br /&gt;As putas vêm até mim, preocupadas. Tento acalmá-las, passo por isso quase sempre... Um brilho reflete nos olhos verdes da cortesã. O reflexo de uma lâmina. Agarro o metal do revólver dentro do palito, sem ao menos olhar para trás, aperto o gatilho. Tudo que escuto é um urro. Faço meu algoz desaparecer. Me lembro de Annie. Pego a foto e mostro para as mulheres.&lt;br /&gt;Nenhuma soube me informar. Nenhuma quer falar!&lt;br /&gt;Desço pela escada a minha frente, direto para o primeiro andar, onde pessoas ainda dançam, apesar de algumas já terem notado o corpo estranho em seu organismo pútrido.&lt;br /&gt;Corro até o palco. Pego o microfone! Grito para chamar a atenção de todos. Ergo a foto de Annie! Quatro homens sentados na mesa ao centro parecem se incomodar, atravesso todo o salão, subo em sua mesa, jogo a foto na cara de um deles.&lt;br /&gt;- ONDE ESTÁ ANNIE? – faço o máximo para parecer um monstro. Forço o gutural, como se um demônio fosse.&lt;br /&gt;As luzes se apagam! A vidraça do teto estoura! Os cacos sibilam no ar, caindo como chuva. Somente o azul macabro da noite ilumina o bar. Não penso duas vezes. Faço o dente de um dos caras, estragar meu sapato engraxado. Parto para cima deles com tudo que tenho. São uns beberrões e não conseguem brigar direito. Quebro o braço de um deles tranquilamente, e o lanço de cabeça na jukebox. A música para. Teclas de piano soam quatro vezes. Notas solitárias aos gemidos na escuridão.&lt;br /&gt;Uma mulher grita! Não! Uma garota! O grito é juvenil! Minha visão ainda não se acostumou às trevas, tento segui-lo pela audição. Sou obrigado a machucar mais alguns imbecis. Empurro o último corajoso, largo sua carcaça mole em cima de uma garrafa de gim. Outro grito de Annie!&lt;br /&gt;- ANNIE VOCÊ ESTÁ BEM? – grito!&lt;br /&gt;As luzes de acendem! Minhas pupilas retraem. O salão agora está mais vazio, e mais homens vêm em minha direção. Cinco! Eles avançam juntos, são espertos. Tenho espaço livre o suficiente, esquivo de todas suas investidas. Passo uma rasteira em um deles. Um soco quase arranca meu chapéu branco, isso me deixou nervoso. Uso os cotovelos para causa mais estrago. Golpeio três deles ao mesmo tempo, de forma tão rápida que nem ao menos conseguem acompanhar. Deslizo com meus sapatos brilhantes, o chão encerado ajuda. Escapo ileso de mais uns golpes. Acerto as bolas do gordo a minha frente, isso o imobilizará. Pulo em um giro, rodando meu pé e acerto a orelha do último deles.&lt;br /&gt;Avisto Annie sendo levada para a saída do bar. Tento correr até ela, mas sou impedido por TODOS! Quando menos espero, me vejo batendo em cada ser vivo daquele lugar. Homem ou mulher. Todos que avançavam, armados ou não. Tinha que ser rápido! Causa o máximo de estrago, no menor tempo possível! Usava as penas e os braços com destreza. De algum modo o terno branco não atrapalhava meu bailar.&lt;br /&gt;Consigo escapar dos milhares de braços, e chego perto de Annie. O homem que a segura tem os traços fortes, e arranca uma metralhadora de não sei onde! Desarmo-o me valendo de golpes certeiros e fortes! Ele sente cada um deles. Faço esforço para isso! A garota está amedrontada.&lt;br /&gt;- Está tudo bem Annie. – tento tranqüilizá-la.&lt;br /&gt;As janelas que permitem a entrada do azul noturno, revelam silhuetas de pessoas... Fortemente armadas! Chamarão reforços! Pego a metralhadora do homem caído aos meus pés, e miro para as janelas. Colo do dedo no gatilho e tento controlar os coices da arma. Os vidros se partem, a chuva brilhante agora virou uma tempestade! Annie se esconde atrás de mim. Quando a arma para de cuspir as balas, largo-a no chão e falo para Annie.&lt;br /&gt;- Está tudo bem! – dou um pequeno sorriso. – Vamos embora.&lt;br /&gt;Com a respiração ofegante, partimos juntos para o cinza indiferente da noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;NOTA:&lt;/strong&gt; Essa crônica é uma homenagem ao grande e único... Michael Jackson!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assistam o video Smooth Criminal, caso não tenham entendido a homenagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PxPp5DovgA0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PxPp5DovgA0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-9011646606581073927?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/9011646606581073927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=9011646606581073927' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/9011646606581073927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/9011646606581073927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/06/cronica-do-terno-branco.html' title='A Crônica do Terno Branco'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SkUdCfQFvYI/AAAAAAAAAeY/0h3Ah8AuhKQ/s72-c/Smooth_Criminal_by_flamaster3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-3664578574496481357</id><published>2009-06-25T19:02:00.003-03:00</published><updated>2009-06-25T19:07:02.146-03:00</updated><title type='text'>Jack Built, o Louco - Perto de Cristo, Longe de Deus! Capítulo XXI: Néon</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SkP0Gkx8qOI/AAAAAAAAAeQ/s8BJtddGvS8/s1600-h/lagrimas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351389176035846370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 310px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SkP0Gkx8qOI/AAAAAAAAAeQ/s8BJtddGvS8/s320/lagrimas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 09 DE AGOSTO DE 2008&lt;br /&gt;13:58 PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sábado e o trânsito não ajuda. O ônibus não está tão cheio, isso alivia um pouco. Me da chance para respirar. Maria está pensativa olhando o céu. Eu, mais inquieto impossível. Fico apertando o ferro com minhas mãos. Mordo meus lábios a cada minuto que passa, além de ficar olhando para lá e para cá, sem nada para olhar. Não prestando atenção em nada. As nuvens tomaram conta do azul, o dia agora está cinza. Melancolicamente cinza.&lt;br /&gt;Um General doente prometeu me caçar. Fui morto por traficantes há quase uma semana... Suspiro, abaixo minha cabeça, na tentativa de aliviar a inquietação. Fecho os olhos. Eu sou um controlador. Preciso ter algum controle, e perdi todo o senso aqui no Rio de Janeiro. Minas Gerais é meu território. Belo Horizonte minha cidade! Lá eu mando! Apareço e todos sabem o que significa... Dor garantida para quem quiser brincar de bandido. Aqui não. Falta a sensação do preto no branco do meu trabalho. Vou ter que sair dando pancada em soldados e traficantes. Isso não é bom. Para o... Caralho! Você tem que se encontrar rapaz... Não está na idade de ficar bancando o viadinho. Trânsito da porra! Tudo parado. Soco a barra de ferro. Maria se assusta. Igualmente o passageiro a minha frente, um senhor com a face cansada. Olho para os lados tentando esconder a vergonha. Agora sim percebo onde estamos! Já chegamos perto da Rocinha, as casas empilhadas no que uma vez fora um morro já estão visíveis.&lt;br /&gt;O vidro do ônibus se quebra! Sons de estouros seguem vindos da favela.&lt;br /&gt;Agarro Maria e deito por cima de seu corpo no chão de metal frio. Alguns passageiros imitam o meu movimento. Nunca meu corpo esteve tão próximo do dela, sinto sua pele macia, rígida e... O aroma de seus cabelos seduz meu olfato. O som de um helicóptero passa por nosso ônibus, aguardo alguns instantes e ele aparece através da janela estilhaçada. Sirenes de polícia abafam as buzinas desesperadas. A adrenalina começa a fluir pelo meu corpo, minha pele sente falta do colante e meu peito da proteção do kevlar. Pessoas podem se ferir com... Um gemido de dor vem do outro lado do ônibus. O homem com uniforme azul, crachá no bolso, da um espasmo e revela o sangue em sua barriga.&lt;br /&gt;- Maria! Ligue para uma ambulância! – me levanto rápido e começo a correr para a saída do ônibus. – ABRA A PORTA MOTORISTA!&lt;br /&gt;- Onde você vai Augusto? – Maria questiona com a expressão de desespero.&lt;br /&gt;- Onde você acha? – respondo fitando seus olhos e os demais olhos naquele ônibus, que também fazem a mesma pergunta.&lt;br /&gt;Maria morde os lábios temendo o pior. Salto do ônibus assim que a porta se abre. Outro tiro acerta a lateral do veículo. Pessoas saem dos carros e se abaixam no asfalto sujo. Corro no labirinto de carros, pulo a barreira de aço que separa as casas da avenida. Pessoas gritam, e correm em minha direção. Não para mim... Para longe da guerra e dos tiros. Sou obrigado a dançar no meio delas, desviando de cara rosto amedrontado. Uma mãe corre com o filho dos braços. Uma rajada de metralhadora dá ao ambiente a trilha sonora adequada! Comércios fecham as portas. Duas Blazers da Polícia Militar cantam os pneus a minha frente, fechando a rua. Ignoro-as e sigo correndo o mais rápido que posso. O helicóptero é meu guia. Avisto um cadáver no meio da rua, passo por ele tentando obter alguma resposta. O corpo é gordo e está suado, segurando um fuzil. E é claro, um buraco no meio do peito minando sangue. A minha frente alguns policiais feridos se protegem atrás do poste, trocando tiros com as casas acima dos morros. O helicóptero está parado, uma arma aponta em sua lateral e começa a atirar. Os cartuchos usados caem como chuva dourada.&lt;br /&gt;- Sai daqui porra! – grita uma voz atrás de mim. Um policial. – Quer morrer caralho?&lt;br /&gt;Não respondo.&lt;br /&gt;- Sai pra lá seu imbecil! – o outro a seu lado também ofende. Ambos armados vão ao socorro dos companheiros.&lt;br /&gt;- Por que só duas viaturas? – pergunto com a voz calma e serena.&lt;br /&gt;- Não é da sua conta! – eles me empurram, e vão até a linha de tiro.&lt;br /&gt;Milícias. Não é um confronto com traficantes ou bandidos normais. A outra ferida infeccionada da pele do Rio de Janeiro. Milícias de ex-policiais civis, militares e até integrantes das forças armadas. Invadem as comunidades carentes, prometendo segurança e outras blasfêmias. Agem ao arrepio das leis. Os filhos da puta tem treinamento! Tem treinamento! Cobram por essa proteção, sem direito a constituir o devedor em mora... Fuzilam e expulsam os inadimplentes. É uma indústria e tanto. Envolve políticos corruptos, eleitos pelo medo e pela chantagem. Um animal difícil de se abater... Para os policiais comuns... Não para mim!&lt;br /&gt;Agarro o fuzil do miliciano morto e me esgueiro pelos becos apertados. Subo o morro na lateral do confronto. Tiro a blusa e a uso como máscara. Devo estar parecido com um palestino ou... um completo imbecil. Surge alguns garotos correndo, chorando. Se intimidam com minha presença e ficam paralisados a minha frente, acelero o passo em compaixão. Os tiros estão cada vez mais altos e claros. Armamento pesado. Não sei dizer qual. O helicóptero recua. Mais sirenes e gritos dão o som a essa guerra. Mal caibo no beco que se segue, os disparos estão mais próximos. Caminho vagarosamente, curvo meu corpo, apoio a parte de trás do fuzil do meu ombro. Chego ao fim do beco. Os disparos estão vindo de algum lugar próximo. O helicóptero retorna e metralha algo a minha direita. Viro para o lugar, com o fuzil apontado para frente... Uma casa! Homens pulam as janelas fugindo dos disparos. Aos berros um deles dá ordens para se espalharem. Todos estão armados, com metralhadoras e pistolas. O maior deles usa uma doze. Estão próximos... Muito... Meu dedo coça. Quase chego a apertar o gatilho... As balas sairiam nervosas e violariam com facilidade a carne dos milicianos... MERDA. Largo o fuzil e parto para cima deles. O som das hélices me da a furtividade que preciso. Os milicianos atiram a esmo. Balas perfurantes e desespero são um perigo... Ainda mais com casas tão próximas. Tenho que ser rápido. O maior deles, usa uma camisa pólo laranja, me vê, grita e atira com sua espingarda. Dou um salto, rolo no chão e a poeira do asfalto destruído pelo disparo suja meu corpo. Ele arma novamente a doze. Azar o dele estou perto demais. Dou um pequeno salto, e direciono meus pés para seus joelhos. Ambos se partem. Com direito a fratura exposta e muito sangue. O grandão esperneia como um bebê. Pego sua doze e miro na porta de ferro. Atiro. A porta cai! Outro miliciano me avista. O desgraçado atira freneticamente, com o dedo colado na Uzi. Me jogo para dentro da casa. CARALHO! Outros quatro aqui dentro! Desviam sua atenção do morro abaixo deles. Dos policiais. Se viram preparados para atirar. Mais uma vez sou obrigado a ganhar o ar e caio dentro de um pequeno banheiro, tudo atrás de mim vira pó com milhares de tiros! O homem fora da casa grita. Vítima de seus próprios companheiros. São quatro. Armo a doze atiro nos azulejos do banheiro minúsculo e fétido. Puxo mais uma vez a madeira da espingarda. Atiro na parede! Os milicianos recarregam suas armas. Jogo a doze no vazo, ainda amarelo pelo mijo. Respiro fundo. Lanço adrenalina para os músculos certos. O diafragma é bombeado. A energia é acumulada. Uso a lembrança de Costa Machado ao meu favor. O ódio é minha ferramenta agora!&lt;br /&gt;- RRRHHHUUUURRRRYYYYAAAAHHHH!!!! – exorcizo a besta dentro de mim.&lt;br /&gt;Meus pulsos destroem os tijolos vagabundos, mas somente após esmagar os azulejos beges e de extremo mal gosto. Atravesso a parede como se de papel fosse. Essa merda vai doer muito amanhã! A poeira e as migalhas batizam meu corpo. Os milicianos perdem preciosos segundos assustados com a cena. Tempo o suficiente para que eu os alcance. Primeiro passo é desarmá-los. Os dois primeiros foi fácil. Exagerei na força de meu chute, e um deles imita minha manobra, só que com a cabeça. Minha perna direita é mais rápida e mais forte, desmaio o outro com um só golpe. Os restantes ainda têm fôlego, terminam de recarregar suas pistolas e apontam para mim. Faço meu punho desviar a pontaria de um deles. O tiro acerta o teto. O mesmo punho desvia a pontaria do outro 38 que me ameaça. A bala acerta um televisor de 29 polegadas. Com facilidade ambos beijam a lona com os dentes da frente. Nada de cortar carne mais colegas.&lt;br /&gt;Silêncio. Respiro ofegante. Isso é muito bom. Mal reparei que estava sorrindo.&lt;br /&gt;O som das hélices está mais próximo. Passos apressados também se revelam. A polícia. Me preparo para ir embora, agarro um palito horroroso para o disfarce... Calma aí... Um computador. Quantas informações não podem estar aí... Abraço a torre como um bebê. Não vou deixar você ser destruído por incompetentes e corruptos. Parto me esgueirando pelo morro. E claro... Tiro a camisa da cara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 09 DE AGOSTO DE 2008&lt;br /&gt;15:48 PM&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segurança do hospital não resistiu nem dez segundos. A recepcionista de sorriso metálico grita eufórica às minhas costas. Ignoro-a. Sei que minha aparência suja de cinza pelo pó de cimento, de laranja pelas migalhas de tijolos, e o suor que não deixa meu cheiro o mais agradável... Não é das melhores. Pô! Mas tinha que chamar a segurança. Tsc, tsc. A porta automática do elevador se fecha, me lembro da mulher de Firmato. Ela fitava os números digitais vermelhos. As lágrimas tomavam seu rosto... E eu... Um completo idiota. Suspiro. Devia pensar mais nos sentimentos alheios. Será que não entendem que isso me enfraquece? Se eu parar pra pensar em minha mãe, ou no meu pai, não conseguirei fazer o que faço! É por isso que criminosos vencem. Sua família ou é sua arma ou seu escudo. Nunca um motivo para arriscar sua saga lucrativa que solapa leis. Eu TENHO que fazer isso! POR QUÊ NÃO ENTENDE QUE TIVE QUE IR EMBORA POR ISSO? Agora não é lugar para lembrar do passado... A porta automática saúda o corredor branco. Caminho até o quarto de Firmato.&lt;br /&gt;- O quê? – o delegado se assusta.&lt;br /&gt;- Um presente para você. Para incentivar a sua opinião contrária... – respiro um pouco. – Para me ajudar.&lt;br /&gt;Deixo a torre do computador ao lado das flores, que enfeitam uma mesa ao canto do quarto. O lugar cheira a hospital. Agora mais do que nunca as dores passam a aparecer.&lt;br /&gt;- Suas mãos homem... – Firmato comenta.&lt;br /&gt;Percebo o porquê do espanto. Estão feridas. Os calos não foram o bastante e a pele está um pouco rasgada. Nada fatal. Vasculho uma pequena prateleira. Encontro alguns analgésicos. Paracetamol, Tylex, Novalgina... Isso é um santuário. Tomo alguns comprimidos.&lt;br /&gt;- Qual o conteúdo desse HD? – questiona Firmato, olhando curioso para os remédios.&lt;br /&gt;- Acabei de espancar uns milicianos. Provavelmente “pés inchados”. – os que fazem o trabalho sujo. – Essa torre estava lá. Alguma senha de e-mail e pronto! Políticos e alguma galerinha do topo... – aponto para o céu com meu indicador. – Vão estar ligados a esses pés-rapados. O armamento era pesado. Mas dei conta... – um auto-elogio.&lt;br /&gt;O elevador apita no corredor. Passos apressados e duros caminham até o quarto.&lt;br /&gt;- Tenho que ir doutor! – sorrio. – Espero poder contar com você. Não te incomodarei mais...&lt;br /&gt;Apoio o pé e me preparo para sair pela janela.&lt;br /&gt;- Jack... Esse é o sétimo andar... – afirma o delegado, como se fosse o maior absurdo que aconteceu nessa sala.&lt;br /&gt;Dou uma piscadela e vou até o vento refrescante da altitude. Pensei ter ouvido um... “obrigado”.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 09 DE AGOSTO DE 2008&lt;br /&gt;17:52 PM&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maria! Você tem que trancar essa porta menina.&lt;br /&gt;Entro fazendo muito barulho, revelando minha presença. Ela não responde. Está vidrada nos monitores. Um verdadeiro oráculo da cidade maravilhosa. Chego a achar engraçado. Maria é muito eficiente. Talvez com um treinamento certo... NÃO! Você é um lobo solitário e maluco, nada de tragar inocentes para essa sandice sem sentido.&lt;br /&gt;- Tá... – ela é seca e direta, sem querer ser grossa.&lt;br /&gt;- Preciso de um banho. – retiro o palito, que não serviu muito bem como disfarce.&lt;br /&gt;- Tá... – mais uma vez.&lt;br /&gt;- Fez as malas? – pergunto.&lt;br /&gt;Agora sim tenho sua atenção! Ela se vira com os olhos saltando em minha direção. Tenta conter um sorriso sincero. Sua face brilha... Isso também me cativa. De alguma forma estamos sorrindo como bobos.&lt;br /&gt;- Você falou sério Augusto?&lt;br /&gt;- Claro! Chega de clima tropical o ano inteiro e funk. – sou sincero, apesar de reduzir o Rio a uma frase pejorativa.&lt;br /&gt;- Sua mãe... – Maria balança a mão, como se começasse a fazer uma contagem. – Seu...&lt;br /&gt;- Relaxa mulher... – tiro a camisa e a jogo no canto. – Somos bons de inventar mentirinhas!&lt;br /&gt;Ela sorri e se volta para os monitores.&lt;br /&gt;Demoro mais do que devia no chuveiro. O quê eu vou inventar para minha mãe? Puta merda! “Mãe, essa é a mulher que salvou minha vida no Rio de Janeiro. Como temo pela sua segurança, a trouxe para casa. E mais! Seu filho é o vigilante que recentemente morreu... Como pôde ver nos jornais. E...”. Estou completamente... Fudido! Maria pode ser minha namorada... Não! Deixo a água lavar minhas feridas. Abro e fecho as mãos para ter certeza que nada quebrou. Sei que faria Maria feliz ao levá-la comigo. Chega de sofrimento em sua vida, vou fazer o máximo para aliviar sua existência. Me lembro do dia em que estava com a arma de seu ex-marido nas mãos. O dia em que eu iria embora... Será que ela... Não. Ela tem depressão e eu aqui preocupado com bandidos. Traumas de infância e uma vida sofrida... O inimigo de Maria é maior e mais forte do que eu. Invencível. Impossíveis de se vencer na base da violência. Ah... Simples e fácil violência. Destrói mais não cura...&lt;br /&gt;Desligo o chuveiro. Enxugo as partes molhadas de meu corpo. As dores começam a surgir. Vou até o espelho. Caramba como estou feio! Vaidade foi a última coisa que tive por aqui. A barba está grande, coça um bocado. Como não notei antes. O cabelo despenteado, parece um louco. Enxugo-o com a toalha, piorando a aparência. Faço umas caretas. Puts!&lt;br /&gt;- Maria! – grito.&lt;br /&gt;- O quê Augusto? – ela devolve o grito.&lt;br /&gt;- Você tem alguma lâmina por aqui? – grito mais uma vez.&lt;br /&gt;- Tirando as suas armas? – parece que encontramos um novo meio de nos comunicarmos... Piadinhas e gritos!&lt;br /&gt;- Engraçadinha. – murmurei. – Preciso fazer essa barba. Estou parecendo um viking.&lt;br /&gt;Uns instantes se passam. Maria bate na porta do banheiro. Abro. Um braço surge tímido, com uma gilete rosa.&lt;br /&gt;- Isso servirá? – a voz mal sai de sua boca envergonhada.&lt;br /&gt;- Claro.&lt;br /&gt;A porta bate. Misturo a água no sabão para criar espuma e começo a desenhar o rosto. Brinco deixando um bigode francês. Costumava fazer isso na adolescência. O bigode me deixa com um ar mais maduro. Quem sabe... Não. Passo a lâmina e arranco os pelos que faltam.&lt;br /&gt;Chego no quarto e sou surpreendido por Maria... Minha pele aquece de maneira mágica, excitante e indevida... Somente de calcinha e sutiã. Dou um salto para fora do quarto. Ela não me notou, ainda bem. Tento usar a respiração para acalmar... Bem... Acho que entendemos bem o quê deve se acalmar. Estou somente de toalha. Maria tem o corpo tipicamente brasileiro, mais do que perfeito. Um metro e sessenta e poucos, ancas largas, coxas bem delineadas como se fosse atleta, a cintura é delicada, a gordura que ali insiste em ficar é um charme, boa para a pegada... Respeito homem! Seu rosto juvenil é só mais um adorno a esta perfeita obra de genes nacionais.&lt;br /&gt;Ela sai do quarto, perfumada e bem arrumada. Calça jeans e um salto que nunca a vi usar... Acho que ninguém nunca a viu usar. A bata que eu lhe dei de presente é mais bonita nela do que no manequim. Fico boquiaberto por alguns instantes... Noto que está envergonhada, seus ombros se fecham...&lt;br /&gt;- Por... – demoro a completar a frase. – que? – é tudo que falo.&lt;br /&gt;- Vamos sair hoje. – Maria sorri ousada. – Acabei de ver Joãozinho e seu irmão brutamontes indo para um clube noturno. Acho que era uma boate ou algo assim... – ela franze o cenho, como se pensasse. – Você disse que precisava pegá-los hoje.&lt;br /&gt;Isso me assusta. Essa eficiência! A primeira vez que a vi tudo era tão... Triste nessa casa. A foto do marido morto. O passado indecifrável. Agora isso. Preciso cortar suas asas, infelizmente.&lt;br /&gt;- Eu vou! – aponto para ela com o dedo indicado. – A senhorita vai dormir!&lt;br /&gt;- E se o General vir atrás de mim? – isso era para ser uma brincadeira.&lt;br /&gt;Fico sério. Gelado como o inverno russo. Olho de forma ameaçadora para Maria, a brincadeira não foi bem vinda. Suas mãos tocam meu rosto recém barbeado, acariciando-o. Não adianta. A inquietação voltou. Seguro-a pelos pulsos, retiro suas mãos.&lt;br /&gt;- Você conseguiu o que queria. – sou frio. – Você vai comigo.&lt;br /&gt;- Relaxe Augusto. Acha mesmo que o General faria algo de mal? – ela tenta argumentar. Costa Machado é um monstro manipulador... Algo em mim diz que ele não desceria a esse nível. Me tranqüilizo por um instante. – As conversas no bairro que me preocupam. Se cair algo no ouvido errado... É com os donos do morro que temos que nos preocupar.&lt;br /&gt;- Desde quando você foi de se preocupar com você mesmo. – bombardeio, me arrependendo logo depois.&lt;br /&gt;Maria engole seco, como se engolisse um pranto. Sai para a cozinha. Me visto. Olho para o armário que esconde meu uniforme. Meu colante. O toque de Maria ainda continua em meu rosto, não entendo bem minha ligação com ela, queria a máscara agora.&lt;br /&gt;- Vamos. – comando.&lt;br /&gt;Maria obedece, pega um papel com o endereço anotado, apaga as luzes, e vamos em direção ao ponto de ônibus.&lt;br /&gt;Curioso. A noite está amena, quase um friozinho elegante. As nuvens tomaram mais os céus. Um chuvisco impertinente cai sobre nossas cabeças, nem chega a nos molhar. Os postes são nossa companhia, todos estão em suas casas, aproveitando a programação de um sábado à noite. O bar ao longe convida os solitários e excêntricos. O samba é o som da vez. Ritmo constante, alegre e confuso. Olhares curiosos me atingem quando passamos em frente ao dito bar, isso me preocupa. Mais por Maria do que por mim. Continuo andando como se nada estivesse acontecendo, como se eu não fosse um estranho em meio ao sotaque chiado, como se eu não fosse jovem e bonito com a viúva puritana e evangélica do bairro!&lt;br /&gt;Entramos no primeiro ônibus e zarpamos rumo às luzes de néon da cidade maravilhosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 09 DE AGOSTO DE 2008&lt;br /&gt;21:05 PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os solavancos do ônibus não me incomodam mais. Acostumei, eu acho. Muito menos as curvas. Somente os garotos segurando armas me dão arrepios. Vejo alguns em uma esquina macabra. As coisas se confundem aos poucos, falo das casas mal acabadas das favelas e os prédios que se espremem para caber cada vez mais gente. O asfalto é a ligação de tudo. As veias do organismo vivo... A cidade dos homens. Se Deus fez uma coisa bem feita, foram os engenheiros. Meus dedos estão entrelaçados nos de Maria. Seus dedos são magros, mas a mão é graciosamente gordinha.&lt;br /&gt;- Vamos parar próximos a praia, de lá teremos que pegar um táxi. – sua face denota certo desconforto.&lt;br /&gt;- Maria, você está bem? – pergunto demonstrando preocupação.&lt;br /&gt;- Nunca sai. – sua resposta é tímida.&lt;br /&gt;Não quero prolongar esse assunto desconcertante.&lt;br /&gt;- Você está maravilhosa! Vamos dançar muito! – falo alegre.&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Os irmãos drogados? – me porto como alguém excessivamente confiante. – Deixo-os para o final da noite. – dou uma piscadela. Ganho um sorriso. – Vamos descer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 09 DE AGOSTO DE 2008&lt;br /&gt;21:35 PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O calçadão é movimentado. Turistas tiram fotos como se o mundo fosse acabar, tudo é novidade para eles. Jovens conversam em um volume alto demais nos quiosques, me lembro do chopp com Angélica. Procuro em vão por um rosto conhecido. Nenhum. Aonde estão os atores e atrizes? Agora que preciso de um apoio, um rosto conhecido... Maria e eu. Na balada. Ai, ai... Tenho que me segurar.&lt;br /&gt;- Augusto! Vamos! – Maria me chama ao para um táxi.&lt;br /&gt;Obedeço.&lt;br /&gt;A entrada do clube é movimentadíssima. Vários carros e indivíduos disputam um lugar na rua. A porta da boate é bem decorada, faz o que deve fazer, chamar atenção! Seguranças de preto, dois deles, cobertos de massa muscular e tatuagens, controlam a entrada. Os letreiros coloridos de roxo encantam um nome, não presto atenção. Ainda estou procurando um rosto conhecido, mas para esmagá-lo logo após. Eu e Maria estamos de mãos dadas, como um casal. Ela está espantada, chega a grudar o corpo em mim cada vez que um bêbado passa por nós gritando. Da entrada sinto as batidas eletrônicas, harmônicas com o piscar das luzes.&lt;br /&gt;Pegamos o cartão magnético de consumação. Moderno, muito bem. Drogas realmente dão muito dinheiro. O lugar é escuro, somente os balcões dos bares são devidamente iluminados. As luzes brancas refletem nas garrafas de bebidas alcoólicas, um repouso para quem não agüenta ver sua visão ser destruída pelos lasers frenéticos da pista de dança. O ritmo mecânico, meio industrial faz o pública dançar como uma massa única e disforme. O chão treme. Homens e mulheres brincam no mercado da conquista. Amigos se divertem se abraçando, e amigas mancomunam fofocas e estratégias. A música acelera. Um casal beija apaixonado no canto. Sem pudor, se amam sinceramente aos olhos invejosos. As batidas da caixa de som ditam o ritmo de nossos corações. Meus olhos ainda procuram os irmãos, e Maria ainda parece ser minha esposa, namorada, companheira.&lt;br /&gt;- Vamos dançar. – puxo-a, com a certeza de que ela não me ouviu.&lt;br /&gt;Embrenhamos nos indivíduos suados e perfumados. Todos produzidos adequadamente para a caça, convidativos com o olhar. Seguro as duas mãos de Maria e começo a mexer, para a esquerda e para direita. Tento aprender o balancear da canção... Se é que posso chamar essa caixa pulando de canção. O estroboscópio pisca raivoso. Agora danço, me movimento como todos os outros, deixo-me levar. Maria também! Isso a diverte. A voz metálica da vocalista remixada é irritante, mas de modo estranho... Adequado ao momento. A música acelera mais ainda, como se fosse explodir. Maria sorri! Eu também! Acho que nunca em sua vida tantas pessoas tiveram contato com ela, falo de empurrões e reboladas desengonçadas de algumas moças embriagadas.&lt;br /&gt;- Espere aqui. – tento me comunicar.&lt;br /&gt;- O QUÊ? – Maria grita.&lt;br /&gt;Chego até seu ouvido.&lt;br /&gt;- Vou comprar algo para bebermos. – falo alto.&lt;br /&gt;- NÃO ME DEIXE SOZINHA! – o grito dói em meus tímpanos.&lt;br /&gt;Faço uma careta e um sinal para ela relaxar. Vou para o bar.&lt;br /&gt;- Quem é o dono disso? – pergunto como quem não quer nada.&lt;br /&gt;O barman é negro, tem o cabelo esquisito, estilo Bob Marley. Imagino os piolhos.&lt;br /&gt;- Ele lá. – responde indiferente a minha pessoa, apontando uma massa de músculo em forma de gente ao lado do Dj. Bombinha!&lt;br /&gt;O touro humano dança travando seus enormes bíceps, chega a ser cômico. Vá cheirar pó seu anabolisado, dançar não é seu forte. Vejo que está de tapa olho, somente uma das marcas que vou deixar em você. Sorrio autoconfiante no balcão.&lt;br /&gt;- Vai querer o quê? – pergunta o barman rodopiando uma garrafa de gim.&lt;br /&gt;- Duas vodkas puras, com gelo e limão. – entrego meu cartão.&lt;br /&gt;- O irmão dele. – fala o barman neto do Bob, aponta novamente para o Bombinha. – Que curte saca? Esse aí é hétero.&lt;br /&gt;- Sério? – pergunto às gargalhadas, como se eu já não soubesse. Pensava que era um segredo.&lt;br /&gt;Pego os copos envoltos com guardanapos e vou até Maria. A música fica mais pesada! A melodia eletrônica se arrasta, demora mais para se fixar no ambiente. Gritos melódicos e artificiais dão um tom gótico ao lugar. Em seguida, sons mais delicados entram em cena. Maria está de olhos fechados e se liberta... Nem nota o homem que tenta se aproximar. Paro e fico observando, Maria graciosa dançando livre pela primeira vez. Me sinto orgulhoso. A música para. Olho para o Dj, e para o Bombinha que curte junto comigo, Maria e todos os outros a mesma música. Dou um gole na vodka, minha garganta esquenta. O outro copo é para Maria. O ritmo se torna repetitivo, dando graça a algumas coreografias possíveis.&lt;br /&gt;- ONDE VOCÊ ESTEVE? – Maria grita!&lt;br /&gt;Sorrio balançando a cabeça. Entrego o copo. Ela olha curiosa, da um gole, e recebo uma careta.&lt;br /&gt;- Vodka. – falo com os dentes a mostra.&lt;br /&gt;- O QUÊ? – outro grito. Novo meio de comunicação meu e dela, somente nosso.&lt;br /&gt;Fecho os olhos e danço também.&lt;br /&gt;Tudo passa muito rápido ao seu lado, até as músicas infinitas e chatas que nos agradam essa noite. O copo de vodka alegrou um pouco mais Maria, que esta realmente à vontade. Juntamos nossos corpos e bailamos como um só. No meio da tempestade de batidas, às vezes surgiam momentos calmos e tranqüilos. Eu aproveitava esses momentos, para ficar mais perto dela. Linda. Livre. Feliz.&lt;br /&gt;O funk estraga tudo. Bombinha pega o microfone e as putarias tomam conta. Letras ofensivas, ritmos mal construídos e palavrões! O público parece não ligar. A festa continua. Sento em um puff vermelho, junto com alguns casais, enquanto aguardo Maria voltar do banheiro. Com um sorriso no rosto, ela senta ao meu lado. Ficamos ali. Calados e alegres. Sem nenhum de nós dar um movimento sequer, aproveitando o pequeno contado de nossas coxas e braços. Estávamos pegando fogo!&lt;br /&gt;- Quantas horas? – Maria pergunta, quebrando o silêncio.&lt;br /&gt;- Não faço idéia.&lt;br /&gt;Viro para o bêbado no sofá, loiro e jovem. Exagerou nas bebidas, nada mais normal. Espero que seja somente... Suspiro.&lt;br /&gt;- Hei. – cutuco o moribundo.&lt;br /&gt;Ele murmura algo que não entendo. Pego seu braço e olho as horas que seu relógio me mostra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 10 DE AGOSTO DE 2008&lt;br /&gt;03:24 AM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Maria...&lt;br /&gt;- Oi?&lt;br /&gt;- São três e vinte quatro da manhã.&lt;br /&gt;- Já! – ela se surpreende. O sorriso é constante, agora é maior e mostra os dentes perfeitos. – Passou muito rápido. Adorei dançar! Nunca fiz isso sabia?&lt;br /&gt;- O quê? Dançar? – pergunto.&lt;br /&gt;- Não. Sair... Ficar de madrugada acordada. – sua cabeça pende para um lado, como se afirmasse o óbvio. – Muito menos dançando. – suas mãos pequenas ajeitam o cabelo ondulado. – Minha mãe não deixava. Se bem que... Eu não tinha amigos também. Talvez eu não tivesse, porque ela não me deixava sair. – Maria fica séria. – Ela só me liberou quando me casei, só que ele... – ela não disse seu nome, por quê?. – Era parecido com ela. Ambos me viam como alguém frágil, isso me incomoda um pouco. Eles não precisavam me segurar daquele modo. Minha mãe eu entendia... Tudo é culpa minha... – ela olha para seus pés, uma lágrima solitária atinge o chão. – Eu aqui, achando que perdi parte de minha vida, e eles... Mortos... – agora a gota desbrava suas bochechas, arrastando a maquiagem. – Mamãe largou tudo por mim... Eu não deveria nem existir. E você, tem sua missão seu objetivo e perde tempo...&lt;br /&gt;A música nefasta havia parado, pessoas se preparam para deixa o local, mas ainda a pista está cheia. Hora de agir.&lt;br /&gt;- Maria, me espere lá fora. - sou direto.&lt;br /&gt;Ela entende, enxuga as lágrimas, ajeita sua roupa, me olha com um olhar triste e vai em direção à pista de dança. É necessário cruzá-la para chegar à saída. Vejo-a entrando no meio da multidão dançante... Começo a caminha para a gaiola do Dj, onde Bombinha, e seu tapa olho, beija uma prostituta. Procuro Maria mais uma vez com o olhar... Acuada, um cara grita com ela. A mulher loira a seu lado ajuda, ambos pressionam Maria com a parede de pessoas. Sem querer, Maria esbarra em um grupo de mulheres às suas costas, que se viram e também partem para a ofensiva. Salto para a pista de dança. Empurro quem esteja em minha frente! Homem, mulher, homossexual, travesti. Jogo-os para longe. Não passam de gravetos para mim! As ofensas são muitas! E altas! Posso ouvi-las claramente sob a música que estupra minha orelha. Meus braços empurram o grupo de mulheres, como papel, voam para um canto. Entro na frente do grupo ofensivo e encaro o homem... De frente! Como igual... Não! Como superior... O bafo alcoólico me da nojo. Vontade de vomitar. A nuca formiga. O coração lateja, querendo sair. Me preparo...&lt;br /&gt;- Não Augusto! – Maria segura meus braços. – Eu derramei a cerveja dele, deixa pra lá. – seus olhos ainda estão vermelhos pelo choro.&lt;br /&gt;Pense nos sentimentos dela sua anta! Tiro uma nota de cinco reais... Viro para o homem que esbraveja xingamentos ininteligíveis.&lt;br /&gt;- Toma! – ofereço a nota. – Isso paga sua cerveja.&lt;br /&gt;- E... u... – tenta se comunicar o seqüelado. – Tenho cara de mendigo? – as palavras saem emboladas. A mulher ao seu lado o encoraja.&lt;br /&gt;- Esquece isso Augusto, vem. – Maria me puxa.&lt;br /&gt;Me deixo levar, ambos caminhamos para sair da pista.&lt;br /&gt;- Precisa da meninha pra te salvar? Hein? Machão? Colé! – ofende o maldito. Ignoro.&lt;br /&gt;Maria larga meu braço, e com a cólera em sua face parte para cima do homem.&lt;br /&gt;- NÃO QUERO DEIXAR QUE ELE ARRANQUE SUA CABEÇA! Eu deveria pedir para ele quebrar você em pedaços! Mas não quero que ele faça nada de errado, Augusto é um bom homem e cada vez que ele perde a cabeça ele... – Maria esbraveja como uma eficiente protetora. Me sinto orgulhoso.&lt;br /&gt;O bêbado da um safanão em Maria, ela caí no chão.&lt;br /&gt;- VEM CÁ ENTÃO RAPÁ! – ele me provoca.&lt;br /&gt;Todas as pessoas em minha volta se foram. Desapareceram. Ou quem sabe, são invisíveis. O ambiente se movimenta em câmera lenta. A única coisa veloz e animalesca aqui é meu sangue! Carregado de adrenalina! De ódio! De raiva! Por pessoas como esse desgraçado, ignorante, abjeto! Um coice. Meu coração da um... Único... E bruto coice. Meu punho atrita com o ar e só para quando esmigalha a mandíbula do imbecil. Ele cai como um tronco podre. Chega a tremer no chão. Convulsão? Sua companheira grita...&lt;br /&gt;- É ESSE CARA QUE TE FODE? – minha voz é demoníaca. Maria volta a chorar. – Vamos Maria. – parto para a saída.&lt;br /&gt;Dois seguranças. Dois armários vivos, vestidos de preto vem em minha direção. Pessoas se afastam, prudentes. Eles tomam posição de batalha, vão sofrer pela imprudência alheia. Torço para que sejam bem treinados, assim não causarei nenhum dano permanente. Um deles tenta agarrar meu braço, o outro vai para minhas costas e encaixa um mata leão. Clássico. Pego a caneta que está no bolso do gigante que me segura, e finco em sua perna. O segurança não chega a gritar, mas me larga e sente a dor. O outro me golpeia, tão forte quanto o Bombinha. MERDA! Eu precisava desses desgraçados presos hoje. Desconto à frustração revidando o golpe, o segurança cai quebrando a mesa de madeira. Clássico. Aquele que me segurava se prepara mais uma vez para atacar, olho para sua coxa com a caneta fincada, na esperança de que ele entenda o aviso... Não adiantou! Ele avança! Seu soco raspa em meus cabelos, o seguro pelo pescoço e com a perna acerto a caneta! Agora sim ele grita. Piso na caneta afundando-a em sua coxa! Sua pele morena fica pálida... Ele cai inútil no chão.&lt;br /&gt;Todos me olham amedrontados. Menos Maria, que corre para a saída. Corro atrás dela.&lt;br /&gt;- MARIA! – grito.&lt;br /&gt;Ela da sinal para um táxi. Entramos no primeiro que para.&lt;br /&gt;- Odeio isso. – sua voz engasga com o pranto.&lt;br /&gt;- Com o quê? Aquele idiota...&lt;br /&gt;- Você é o idiota! Isso não adianta... Por favor, de onde vem tanto ódio de alguém que quer salvar as pessoas? Isso me dá medo!&lt;br /&gt;O taxista nem se importa com o diálogo. Para ele somos mais um casal, perdendo o nosso tempo... Brigando.&lt;br /&gt;Me calo e passo a contar postes. Nenhum pensamento linear me vem. Maria encosta no meu peito e chora... Molhando minha camisa. Não me importo. Passo meu braço em sua volta. Ela chora com dor, algo que estava guardado presumo. Meus olhos também se enchem, me seguro, travo minha mandíbula e volto para os postes. Um deles pisca, se apaga e volta a brilhar. As mãos de Maria amassam minha blusa, me seguram firme como nunca assim o fizera...&lt;br /&gt;Eu vou consertar tudo! Eu tenho... Preciso...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-3664578574496481357?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/3664578574496481357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=3664578574496481357' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/3664578574496481357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/3664578574496481357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/06/jack-built-o-louco-perto-de-cristo_25.html' title='Jack Built, o Louco - Perto de Cristo, Longe de Deus! Capítulo XXI: Néon'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SkP0Gkx8qOI/AAAAAAAAAeQ/s8BJtddGvS8/s72-c/lagrimas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-1689488174281925446</id><published>2009-06-23T19:12:00.003-03:00</published><updated>2009-06-23T19:27:28.977-03:00</updated><title type='text'>Jack Built, o Louco - Perto de Cristo, Longe de Deus! Capítulo XX: Como Podemos Vencer?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SkFUaAL5g2I/AAAAAAAAAeI/PfK9sON1Ahc/s1600-h/ocelot.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350650637996098402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SkFUaAL5g2I/AAAAAAAAAeI/PfK9sON1Ahc/s320/ocelot.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 08 DE AGOSTO DE 2008&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;22:41 PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu pretendia ir direto até Maria, me desculpar e tentar explicar o quão covarde eu sou. Pretendia. Até agora continuo vagando como um espírito errante. Pensei em ir ver o Cristo. Também a idéia ficou na ceara dos pensamentos.&lt;br /&gt;Pela janela no táxi a cidade devolve meus insultos. Cada pessoa pra mim é um experimento em potencial. Em suas particularidades. Todas possuem sua...&lt;br /&gt;- Vai querer continuar seguindo aquele carro, patrão?&lt;br /&gt;O taxista. Jovem, veste uma camisa pólo cor musgo e um bigode ralo no rosto. Noto sua aliança dourada refletindo a luz do poste.&lt;br /&gt;- Eles estão indo pra uma parte mais afastada, acho que... – o taxista é hesitante.&lt;br /&gt;- Não se preocupe comigo. Quando eles pararem, você me deixa e pode ir embora. – entendo a preocupação do homem.&lt;br /&gt;Dois homens renderam um casal, obrigando-os a entrar no carro. Sorte do casal que assisti tudo de camarote. Esse tipo de ação é mais comum do que aparenta. É fácil, rápido. Seqüestro. Nesse tipo de situação sempre me preocupo mais com as mulheres. Homens armados se sentem poderosos e no controle, isso é excitante para alguns pervertidos. Perder os bens materiais é algo que se pode superar, ser violentada, ou assistir, no caso do companheiro, é traumatizante. Estou sem nenhum equipamento, somente a toca para esconder meu rosto. Vai ser o suficiente.&lt;br /&gt;Estalo meus dedos. Estou inquieto. O táxi segue o Corsa até uma estrada escura, subimos uma longa reta. A vista para o mar é linda. A água negra reflete a lua nova e algumas estrelas tímidas. Me concentro nos faroletes vermelhos a nossa frente. A seta do Corsa é acionada. Aqui parece ser um bom lugar para se namorar, perigosamente excitante. Eles param.&lt;br /&gt;- Siga em frente. – ordeno. O taxista obedece.&lt;br /&gt;- Mulher tem em todo lugar amigo. Se ela terminou com você... – o cara está tentando me consolar! – Deixe-a seguir em frente...&lt;br /&gt;- Você acha que estou seguindo... – gargalho. – Pode parar aqui. E relaxe não sou nenhum ex namorado ciumento, nenhum marido traído. – mas posso ser tão violento quanto.&lt;br /&gt;Dou-lhe o dinheiro e saio. Acelero meu passo, quando escuto gritos vindo do Corsa.&lt;br /&gt;- Isso ai! Agora pula! – ordena uma voz esganiçada.&lt;br /&gt;- Por favor... Agente já te deu tudo... Leva o carro... – implora o homem, temendo por sua segurança e de sua companheira.&lt;br /&gt;A mulher treme e chora. Seus cabelos negros sibilam junto com o vento, tornando nu o abismo às suas costas. Seus algozes nem se preocupam em esconder o rosto. A crueldade alimenta a besta dentro de mim.&lt;br /&gt;- Quero vê pulando porra! Anda logo! – grita o outro apontando seu revolver.&lt;br /&gt;Estão se sentindo poderosos.&lt;br /&gt;- Mas... – agora o homem também chora, pela primeira vez em anos creio. Aparentar ter quarenta e poucos. Deve ter uma vida simples e pacata. E agora isso...&lt;br /&gt;- Já vamos levar tudo seu mermão! Quero ver se você sabe voar. – os dois riem juntos.&lt;br /&gt;Visto a toca. Meu capuz. Começo a rosnar como o próprio demônio.&lt;br /&gt;- Que isso? – questiona uma de minhas presas.&lt;br /&gt;- Deve ser um bicho ai, relaxa rapá! – seu rosto percorre a escuridão, voltando para o casal. – PULA CARALHO!&lt;br /&gt;O imbecil atira no chão. A mulher grita de susto, seu companheiro a abraça, na tentativa inútil de confortá-la. Meu rosnado aumenta.&lt;br /&gt;- Cacete. – o segundo busca enxergar algo na mata.&lt;br /&gt;Capto seus olhos. Avanço! Meu grito é gutural, vindo das profundezas! Eles se assustam, atiram a esmo, errando cada disparo. Amadores. Consigo abraçar os dois, que se debatem. A prioridade é desarmá-los. Com toda a força que meus músculos permitem, jogo ambos em direção a mata. Capotam no chão, embolando um no outro. Sem dar oportunidade de reação, parto para cima deles. Cada pancada, o som de ossos quebrando, do sangue jorrando de suas bocas, me satisfaz. Os dois são fortes, isso torna a batalha mais divertida. Não que tenham alguma chance... Só não quero que acabe agora. Não percebi, continuei rosnando o tempo todo. Um deles desmaia. O outro se arrasta pela poeira, amassando folhas secas, tentando fugir. O Corsa arranca cantando os pneus, os faróis, por um instante, iluminam a face amedrontada do homem. Agora ele sabe como o casal se sentiu. Agarro sua perna. Ele grita. Arrasto-o pelas folhas secas. Suas mãos buscam algo em que segurar. Inutilmente. A perna escapa das minhas mãos. Isso me irrita! E muito! Engatinhando como um bebê, ele se arrasta para fugir... Agarro-o pelas orelhas. Ainda solto sons ininteligíveis pela boca. Chego até a beira do barranco.Todo seu corpo batalha pela sobrevivência. Estou pronto para matá-lo! É fácil demais! Só lançar sua carcaça abjeta para frente, e assistir a cada quicada que o animal daria nas pedras. Fico sem ar. Derrubo o bandido no chão. Tento recuperar meu fôlego. Minha nuca gela, meu coração acelera. NÃO! Saio correndo em direção a estrada, na esperança de que o suor mande embora essa ânsia assassina dentro de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 09 DE AGOSTO DE 2008&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;00:11 PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Essa é a primeira regra do meu trabalho: não matar. Encosto minha cabeça no ferro gelado. O chacoalhar do ônibus impedi que eu durma. Cada buraco ou curva é um sofrimento. Demorei a achar o ponto correto, errei duas vezes e sempre acabava em um lugar ermo, desconhecido. Agora os muros são familiares, o caminho é conhecido.&lt;br /&gt;Ando vagarosamente, calculando cada passo e me perdendo mais uma vez. As ruas são escuras e mal iluminadas. Nem a lua quer aparecer por aqui, será vergonha? Viro a direita em um beco, avisto a escadaria e subo contando os degraus. Um casal troca ofensas, algo sobre dinheiro e bebida. Chego ao topo da escadaria. A rua está deserta, morbidamente quieta. O farol solitário de uma moto aponta no fim da rua, vindo vagarosamente em minha direção. Ao passar por mim avisto dois homens, sem capacete, não chego a olhar para seus rostos ou vestimentas. O Ar-15 nas mãos do carona e a Sig-Sauer em sua cintura roubam toda minha atenção. Armamento pesado. Internacional. A motocicleta continua seu caminho, como se eu não existisse. Eu deveria... É a rua de Maria. Nada de tiros aqui. Vou até a porta da casa.&lt;br /&gt;Está destrancada! Abro cautelosamente, tentando ouvir qualquer movimento, até uma mísera respiração. Tudo em paz. A sala está tomada pelas trevas, sendo iluminada pela luz dos monitores. Abaixo deles Maria dorme. Nas telas o satélite monitora a noite carioca. A coitada ficou aqui até agora. Seus braços separam seu rosto delicado da madeira, sua respiração é calma e tranqüila. Sem acordá-la, desligo os monitores, trazendo a escuridão para a sala. Com cuidado, pego Maria em meu colo. Instintivamente seus braços agora estão envoltos em meu pescoço, sua cabeça em meu peito. Sinto sua respiração calma e serena. Espero que esteja tendo um sonho bom. Caminho até o quarto.&lt;br /&gt;- Pai... – Maria sussurra. – Pai... Corte a corda pai. Me deixe correr... – suas mãos apertam minha camisa suada. – Corte pai... Ta machucando... – suas palavras soam tão penosas.&lt;br /&gt;Deito Maria na cama de forma delicada. Sua face demonstra inquietação. Pego um lençol no armário. Cubro todo seu corpo. Acaricio seu cabelo ondulado e com cheiro doce, beijo sua testa, levo meus lábios até seu ouvido, falando bem baixinho.&lt;br /&gt;- Eu corto pra você Maria. Descanse.&lt;br /&gt;Fico ali, sentado no chão, deslizando minhas mãos entre seus cabelos, aguardando o pesadelo ir embora. Ele se vai... O sono pacífico retorna. Beijo sua testa mais uma vez e saiu do quarto.&lt;br /&gt;Sento em frente os monitores e fito o colorido da noite. Agarro o mouse, vasculho as ruas, os becos e avenidas da Rocinha. Como é fácil trabalhar com uma ferramenta dessas. É de arrepiar os defensores da dita segurança nacional. Esse brinquedinho pode achar esconderijos de terroristas no Afeganistão, eu não vou encontrar uns bandidos em uma moto? É como procurar uma agulha no palheiro.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;♦ ♦ ♦&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O programa de auditório arranca a monotonia da noite. Sorridente e carismático o apresentador caminha pela platéia, que o cerca batendo palmas com o mesmo entusiasmo. Os convidados da noite: um professor universitário, com seus doutorados em História e Sociologia, catedrático da USP; uma modelo brasileira, destaque nas passarelas européias, atualmente namora um jogador de futebol – ou seria um ator famoso americano?; por fim, um cantor de uma banda, que toca uma espécie de rock meloso e sem graça.&lt;br /&gt;O apresentador.&lt;br /&gt;- Já tratamos da questão do Etanol. Não foi? – a platéia confirma. – Falamos sobre a amostra de filmes independentes que acontece aqui no Rio essa semana... Vamos ver... A nova peça... – várias pausas e caretas, enquanto segura o microfone com a mão direita e um papel com a esquerda. – Vamos falar sobre Jack Built. Você primeiro professor...&lt;br /&gt;O professor da USP.&lt;br /&gt;- Definitivamente um homem que decide colocar uma máscara e sair para esbofetar... Agora vamos com bastante cautela por favor... Ditos criminosos. Por que ditos? Porque não sabemos, e agora, jamais saberemos seus critérios para bater e torturar os pobres. Pobres sim meus amigos. É fato que as ações desse vigilante eram totalmente direcionadas para os oprimidos, os desprovidos, as minorias que sofrem já com o desmazelo da sociedade. Imaginem a sociedade como um conjunto de balões. Jack Built é um menino que acredita que os balões pretos – aqui como os bandidos. – são os criminosos, as demais cores somos nós, cidadãos comuns. Acontece que historicamente, devido às manipulações e correntes políticas, as cores mais escuras dos balões tendem a ficar mais na base desse conjunto. Jack Built, com uma agulha tenta limpar o conjunto de balões, estourando-os com uma agulha. E como menino, não consegue discernir com clareza as cores, uma vez que esses balões flutuam sobre sua cabeça, levando a luz do sol a ofuscar seu discernimento, então a cada salto e agulhada, ele acerta os balões pretos e os de cor escura, que ele, julga ser também da cor preta. Ele é definitivamente um risco político. Um reacionário. É doloroso dizer, mas no fundo creio que sua morte foi um benefício para a sociedade.&lt;br /&gt;A modelo. O professor franze a testa, momentos antes de a moça abrir a boca.&lt;br /&gt;- Reduzir o Jack a um risco político é errado. Ele não é uma força da natureza, um ente conspiratório que luta contra as classes menos desfavorecidas. Vejo como um homem indignado. Insatisfeito com o status quo que vivemos. É claro que a criminalidade atinge os mais... Pobres. Mas isso é culpa dele? Pelo que vejo, o homem salva vidas, e bate nas pessoas certas. Está bem! Temos a criminalidade crescente pela insuficiência de um Estado, que deixa pessoas a sua margem... Jack por outro lado, tenta trazer essas pessoas de volta para o caminho correto. Não como uma ONG que admite fazer acordos com donos de morro, por exemplo. Ele bate! Bate forte, como uma correção. No fundo ele desejaria que todos seguissem as leis, e respeitassem os direitos alheios. Bem... É o que eu penso.&lt;br /&gt;O cantor da banda que acreditar ser rock o que suas guitarras tocam.&lt;br /&gt;- Revolução brother! Falta isso, saca? Atitude!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;♦ ♦ ♦&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 09 DE AGOSTO DE 2008&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;02:01 PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os homens da moto são uma espécie de vigias do bairro. Cumprem uma rotina, um padrão fácil de ser aprendido. Estico a corda que roubei de um varal. Ela é grande o suficiente de ir de um lado a outro da rua, vai dar certo! Escolhi a rua mais escura por onde eles passam. Isso vai dificultar a percepção deles. Preciso saber onde guardam aquele tipo de arma, deve haver algum depósito, uma casa, alguma merda de lugar. Com sorte esses imbecis sabem quem é o fornecedor, para uma visita futura. Ai vem o farol. Solitário, iluminando a escuridão. Ambos estão sem capacete, vai ser uma queda e tanto. A moto acelera, mudando a marcha. Me escondo atrás do poste, fico imóvel, utilizando as trevas como camuflagem. Nada de uniforme hoje.&lt;br /&gt;Tudo ocorre como o previsto. A corda segura o condutor pelo peito, jogando ambos no chão, a motocicleta segue seu curso até perder o equilíbrio. Amarrei bem, a corda estava bem tencionada, não poderia correr riscos de ela arrebentar. A queda foi feia, nada fatal, nenhum ferimento sério para eles... Até o momento pelo menos.&lt;br /&gt;Enquanto eles esbravejam e xingam palavrões dignos de estádios de futebol, corro e chuto o Ar-15 para longe. A mão de um deles tenta pegar a Sig-sauer, piso e a seguro no chão. Os dois são jovens, sempre são. O que pilotava a motocicleta se levanta, dispara socos em minha direção. Danço um pouco, e acerto um cruzado em seu queixo, jogando no chão mais uma vez. Chego a achar engraçado, ao ver ele engasgar com o próprio sangue. O outro caído, agora tenta tirar meu pé da sua mão. O que também torna a situação cômica. Chuto sua cara. Este também engasga. O Brasil merece uma classe melhor de criminosos.&lt;br /&gt;Os dois gemem de dor, pego a Ar-15, e volto para perto deles. Aponto na cara de um, do que pilotava.&lt;br /&gt;- Onde vocês guardam suas armas? – falo de forma gutural.&lt;br /&gt;- Pô... – o verme cospe um catarro de sangue. – Qualé...&lt;br /&gt;Interrogar criminosos é um esporte delicioso. Você pode fazer qualquer tipo de merda, e simplesmente... A consciência não pesa. Dou um tiro com a Ar-15, bem ao lado de sua cabeça, o barulho é selvagem e alto! Seu tímpano deve ter estourado, ou agora ele passará a escutar sinos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 09 DE AGOSTO DE 2008&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;02:23 PM&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uns cagões! A vergonha pra trupe do crime. Só o tiro foi o bastante para eles me trazerem até o telhado dessa escola municipal. Esses desgraçados não têm escrúpulos mesmo! Guardam armas de calibre pesado, e até granadas, dentro da caixa de água da escola!&lt;br /&gt;Seguro a base da caixa azul, preparo minhas pernas e braços, de uma só vez levanto o recipiente de uns bons milhares de litros. A caixa de água tomba, derramando água por todo o lugar, um outro tipo de larva é revelado... Armas, dos mais variados tipos e tamanhos, todas amarradas em sacos plásticos para não enferrujarem. A Ar-15 ainda está comigo, miro nas armas e grudo meu dedo no gatilho. Gasto todo o pente atingindo as armas! Os plásticos e os pedaços de armas, pulam junto com água. Estilhaços são lançados no ar. Não paro nem por um segundo, até que tudo esteja destruído. Os coices contínuos acompanham as batidas do meu coração.&lt;br /&gt;Quando termino quebro a Ar-15 em dois pedaços. Inutilizo-a para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 09 DE AGOSTO DE 2008&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;02:43 PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A água quente cai sobre minhas costas. O vapor ganha todo o espaço do pequeno banheiro. Ensaboou meu rosto, deixando a á água batizá-lo e confortá-lo em seguida. É disso que eu estava precisando! Um bom banho quente para arrancar as sujeiras de mim.&lt;br /&gt;Mal deito no sofá e o sono ataca. Durmo tão fácil. Deve ser o cansaço, ou só a simples vontade de dormir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 09 DE AGOSTO DE 2008&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;08:00 PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O aroma do pão tostado é convidativo. A margarina da um toque ao sabor do queijo, que estala na frigideira. Acordei cedo para tentar surpreender Maria. Escolhi com cuidado, frutas, leite, pães e o queijo. Mineiro é claro! Maria ainda dorme, tranqüila e serena. Parece que o ontem jamais existiu. Sou um babaca mesmo! Preciso aprontar esse ambientei toda, só para tentar me desculpar. Retiro o queijo junto com a crosta escura que se fixa na superfície da frigideira. Corto os pães, passo manteiga, e ajeito o queijo para derretê-la. Aqueço o leite, até o ponto correto para não criar nata. Misturo o achocolatado. Abro um pacote de biscoitos. Uma maçã e uma banana para enfeitar a bandeja. Pronto! Tomará que dê certo.&lt;br /&gt;- Desculpa por ontem. – Maria aparece na cozinha, seu rosto ainda está amassado e inchado. Ela ainda é linda.&lt;br /&gt;Fico completamente sem jeito, segurando a bandeja do café, que era para ser um café na cama. Maria continua.&lt;br /&gt;- Eu vi a garota de batendo, não sabia o quê fazer. Se devia intervir ou... – seu rosto se envergonha, Maria olha para baixo enquanto gesticula. – Ela gritava... Desculpe mesmo. De verdade. Não queria invadir sua intimidade...&lt;br /&gt;- Deixa de bobagem Maria! – repreendo. – Vamos sente logo. Tome esse café que preparei com cuidado. Era para ser uma surpresa e você estragou tudo!&lt;br /&gt;- Descul... – interrompo-a.&lt;br /&gt;- Olha só! Mais uma desculpas e eu vou usar todos os meios de causar dor que aprendi em você. – discurso com um sorriso no rosto, indo em sua direção. Simulo uns socos. Maria entra na brincadeira. Agora somos duas crianças brincando de luta na cozinha. – Eu que tenho que pedir desculpas. – Meu rosto queima, não tenho para onde correr. – Você me aceita em sua casa, salva minha vida, e eu ainda te tratei como uma qualquer. Você não merece isso! Me desculpa.&lt;br /&gt;Seus lábios tocam minha bochecha. Não foi preciso dizer nada, eu estava desculpado.&lt;br /&gt;Devoramos todo o café da manhã. Maria elogiou o pão e o queijo, me fiz de bobo, como se não tivesse gostado do elogio. Nem café eu sei fazer. Conversamos sobre tudo! Mais uma vez. Maria me conta que dominou o programa no computador, que até foi ver como estava o consultório da doutora Janete. Passados alguns instantes de mastigação e risos, sua face denota seriedade. Correspondo a tal expressão.&lt;br /&gt;- As pessoas estão mesmo comentando. – Maria afirma.&lt;br /&gt;- Sobre mim?&lt;br /&gt;- Isso. – confirma.&lt;br /&gt;- Qual eu? – sorrio, sem obter outro em troca.&lt;br /&gt;- Sobre você mesmo. Um pessoal da igreja veio aqui ontem, perguntaram por que eu não vou mais ao culto. Os olhos de algumas delas secavam os computadores, o travesseiro no sofá e até a televisão que agora está no quarto. Fiquei sem saber onde me esconder. Fui bombardeada com perguntas. – Nunca vi Maria falar tanto. – Isso me incomodou sabe?&lt;br /&gt;- E aí?&lt;br /&gt;- Nem me lembro da desculpa que dei.&lt;br /&gt;- Não se preocupe...&lt;br /&gt;- Como não? – Maria se altera.&lt;br /&gt;- Não vou ficar por muito tempo.&lt;br /&gt;- Ah... – uma tristeza a atinge sem pedir permissão. – Outra coisa...&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- O baile funk. Que vai comemorar a sua morte não vai ser qualquer.&lt;br /&gt;- Como assim? – agora eu me altero.&lt;br /&gt;- O local mudou. Não vai ser mesmo onde costuma ser, naquele galpão na entrada do morro. Vão fazer na Acadêmicos da Rocinha, é uma escola de samba, o espaço é maior e mais... Acessível.&lt;br /&gt;- Acessível?&lt;br /&gt;- Foi o que me disseram ontem, também consegui escutar algumas conversas alheias. – Maria está ficando perigosamente boa nisso.&lt;br /&gt;- Entendi. Escolheram um lugar mais público, para diversificar mais o público, assim a polícia ou o General vão pensar duas vezes antes de qualquer movimento.&lt;br /&gt;Maria concorda com a cabeça, mordendo seus lábios perfeitamente desenhados.&lt;br /&gt;Levanto, coleto os pratos cheios de migalhas, deixo-os na pia. Faço o mesmo com os copos.&lt;br /&gt;- Pode deixar Augusto, eu cuido disso. – Sua mão segura meu ombro.&lt;br /&gt;- Não mesmo! Vá se aprontar. – me viro e dou um sorriso para amenizar o papo sério.&lt;br /&gt;- Aprontar? Pra quê?&lt;br /&gt;- Vamos visitar um colega meu.&lt;br /&gt;O rosto de Maria fica engraçado quando denota dúvida. Sua boca faz um pequeno bico, a sobrancelha esquerda se eleva delicadamente. Isso revela a menina que ainda existe em seu interior.&lt;br /&gt;- Bem senhorita, não é bem um dos melhores passeis que irá fazer na vida. Vamos ao hospital. – balanço as mãos, seco-as no pano de prato.&lt;br /&gt;- Ele é médico?&lt;br /&gt;- Não. – dou um sorriso malicioso.&lt;br /&gt;- Pode ir parando com o mistério senhor Augusto! – ela aponta o dedo. – Sei muito bem que você não conhece ninguém aqui no Rio. Com exceção daqueles militares que te sacanearam.&lt;br /&gt; Fico sério. Maria está levando tudo isso a sério demais. Normalmente... Ao menos nos primeiros dias ela era uma mulher tímida, reservada e quase sem atitude. Está manhã há algo estranho no ar. Será que as perguntas a incomodaram tanto assim? Nesses momentos que vejo quem é o mistério nesse pequeno barraco. Maria Aparecida.&lt;br /&gt;- O nome dele é Thiago Firmato. Você deve tê-lo visto nos jornais, eu salvei a vida dele e peguei os caras que tentavam matá-lo.&lt;br /&gt;Recolho o restante de louças da mesa, dobro o forro e coloco as frutas em uma cesta. Uma maçã cai. Maria se abaixa para pegá-la antes de mim. Suas vestimentas leves recuam em suas coxas, grossas e firmes. Sem que meu cérebro dê a ordem meus olhos percorrem todo seu corpo magnífico, o sangue corre quente em minhas veias. Ela se levanta. Agora está bem perto de mim. O sangue cavalga de forma selvagem, quase incontrolável. O castanho escuro de seus olhos é hipinotizante. Seu cheiro é puro, sem nenhuma usurpação de algum perfume.&lt;br /&gt;- Vou me aprontar... – seu rosto se abaixa e ela vai até seu quarto. Mais uma vez meus olhos masculinos percorrem seu corpo, travando em suas ancas magníficas.&lt;br /&gt;Homens são realmente engraçados. Não fujo a regra. Nem quero! Não há nada melhor do que uma mulher perfeita, nada mesmo! Uns verdadeiros animais, somos plenamente incapazes de racionar de forma plena diante de uma fêmea. A não ser que já não estejamos enfeitiçados por outra. Minha vontade de dominar Maria, jogá-la nesse chão batido e frio, fazendo-o esquentar com o calor de nossos corpos, é grande. Deus! Como essa mulher é gostosa. Mesmo assim, um dever inerente a minha vontade me domina. O dever de protegê-la! Dívida por ela ter salvo minha vida? Não... É um carinho protetor. Poucos homens devem ter se deitado com ela. Amor não é algo presente em sua vida. Por isso... Se contente em olhar seu pervertido!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 09 DE AGOSTO DE 2008&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;09:10 PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Você tem mãe? – Maria quebra o silêncio.&lt;br /&gt;Vamos de ônibus mais uma vez, com seus chacoalhares e freadas bruscas. Cheio! Entupido de pessoas. E como não pode faltar em uma lotação, crianças histéricas. Brincando de Homem-Aranha nos ferros. Dois irmãos, um magro bem loirinho e o outro gordo. Coitado, suas coxas podem ser divididas em camadas. Os dois lutam para saber quem é o Homem-Aranha. Todos querem ser ele. Fazem aquele movimento com os dois dedos, como um chifre de demônio, imaginam a teia saído e grudando no vidro. O magricelo salta, acreditando ter sido picado por uma aranha radioativa. Sua testa se choca com o apoio de ferro. Ele chora. O irmão gordo ri. Ou melhor, gargalha! A mãe intervém e repreende o momento super-heróico.&lt;br /&gt;- Tenho sim. Claro! – não percebi que tinha um sorriso no rosto.&lt;br /&gt;- Eu sei. Dã... – Maria faz uma careta. – Quer dizer... Sua mãe é viva? Sabe o quê você faz?&lt;br /&gt;- Minha mãe? Saber do meu trabalho. – gargalho. – Não mesmo! A velha me mataria, me acorrentaria. Ninguém da minha família sabe. Minha irmã de algum modo desconfia, porque ela sempre percebe quando chego tarde em casa.&lt;br /&gt;- Você tem uma irmã? – isso a surpreende.&lt;br /&gt;- Sim! Ela tem três anos. Uma graça de chatice.&lt;br /&gt;- Não fale assim dela. Deve ser linda. – agora seus olhos brilham.&lt;br /&gt;- E é. A pessoa mais pura e bela desse mundo. Não cheguei a ver seu nascimento, muito menos seu primeiro ano de vida. – uma tristeza mal educada fala por mim.&lt;br /&gt;- Onde você estava?&lt;br /&gt;- Pelo mundo.&lt;br /&gt;Maria aguarda o complemento.&lt;br /&gt;- Então... – dou uma risada sem graça e forçada. – Eu precisava de experiência. De vivência. Principalmente, eu tinha que saber se vale a pena fazer o quê faço. Eu precisava conhecer o mundo! Ver as pessoas que vivem nele. Suas diferentes culturas, seus ensinamentos... Eu tinha que aprender. Tudo! Era minha obrigação saber o máximo de coisas possíveis. Os primeiros anos como... Você sabe. Foram desastrosos. Não tinha um método, uma estratégia, nem mesmo um uniforme descente. Eu pulava na frente de armas acreditando que elas não me acertariam. Comprava qualquer briga, sem medir conseqüências. Apanhava! Fui salvo muitas vezes pelo vermelho rodopiante das viaturas. Minha única e verdadeira aliada era a sorte. Me dediquei ao meu corpo e artes marciais no Japão, Tailândia e China. Apanhei muito. – agora a risada é menos forçada. – Para minha mãe eu estava em uma viagem de mochileiro pela Europa. Gastando a poupança para a faculdade. Meu pai não ligou, de algum modo ele sentiu que eu precisava daquilo. Meu irmão... Também tenho um irmão, mais velho e insuportável. Quase me bateu... – faço a cara de quem é confiante, certo de que mesmo mais velho, ele não tinha nenhuma chance. Também tive ajuda do governo, por uns trabalhinhos, como essa furada em que me encontro. – Maria não gostou da última frase, desvia o olhar de mim e passa a olhar a cidade que passar por nós sem dizer oi. – Também deixei para traz um amor... Isso é história para outra hora! Fiquei cinco anos fora do Brasil, voltei tem um ano...&lt;br /&gt;Maria já não prestava atenção no que eu falava, parei sem que ela notasse. Imitei seu olhar e passei a namorar a cidade maravilhosa. Vendo o verde que rodeia a imensa lagoa, da qual não lembro o nome. O céu tem muitas nuvens, isso compromete a beleza da paisagem. Mas o sol é forte e o calor constante. Deve chover nos dias que virão...&lt;br /&gt;Descemos no ponto mais próximo do hospital. Maria conhece o lugar, já veio fazer alguns serviços para sua chefe nessa região. Trocamos algumas palavras, mais sobre medicina, assunto que não tenho o mínimo conhecimento. Maria entende bem, disse que seu sonho era ser médica. Nunca teve condições para tal, então o máximo que conseguiu se aproximar de um jaleco branco foi o curso inacabado de enfermagem que freqüentava. Não há frustração em sua breve narrativa. Sua história é indiferente, como se seu sonho fosse uma bobagem. Eu diria que Maria está anestesiada. O sofrimento tem esse poder. De nos deixar adormecidos, para que não soframos mais com decepções. Alguns consideram isso algo bom, mesmo que inconscientemente, chamam de “ficar mais forte”. Não concordo! Não posso concordar. Sentimentos são para serem vividos, se há sofrimento, que siga em frente, agüente a pancada... Não fique indiferente a elas. Engraçado como podemos aprender vendo filmes.&lt;br /&gt;- É aqui. – Maria aponta para o prédio branco com janelas espelhadas, o letreiro verde é claro. Um hospital. – Como vamos nos identificar? Deve haver alguma segurança, afinal tentaram matar o homem. Você não poderia ligar para ele?&lt;br /&gt;- Preciso da ajuda de Firmato. Não confio em telefones.&lt;br /&gt;Entramos no prédio. O cheiro de álcool e desinfetante domina o lugar. Cheiro de hospital. Enfermeiras e médicos vão de lá para cá, em passos preguiçosos e calmos. Pacientes idosos sorriem com poucos dentes, uma menina de braço quebrado segura dois pirulitos como se fosse a melhor recompensa pela dor. O lugar é quieto. Os aparelhos da recepcionista chamam mais atenção do que seus olhos verdes.&lt;br /&gt;- Pois não senhor? – uma baba mínima se acumula no canto de sua boca. Mínima, mas ainda sim incomoda.&lt;br /&gt;- Vim visitar Thiago Firmato. – respondo com um sorriso.&lt;br /&gt;- Você é parente? – ela responde com um sorriso.&lt;br /&gt;- Não. – outro sorriso.&lt;br /&gt;- Você é policial? – mais um... sorriso.&lt;br /&gt;- Não. Sou... – minhas bochechas ficam levemente doloridas.&lt;br /&gt;- Sinto muito, não posso deixar que vá até o Sr. Firmato. Questões de segurança.&lt;br /&gt;- Mas... – tento argumentar, sou interrompido.&lt;br /&gt;- Você deve saber da situação delicada em que o Sr. Firmato se encontra, creio que entendera o procedimento para mantermos seguro e tranqüilo o ambiente para o Dr. Por isso, caso seja da imprensa, ou amigo, não estamos autorizados a deixar ninguém ir até o quarto do Sr. Firmato. – ela ainda sorri, sem ao menos tomar fôlego.&lt;br /&gt;Maria segura meu braço, seu olhar me questiona o que devemos fazer.&lt;br /&gt;- Sem correr meninos! Nada de pular em cima do pai de vocês como fizeram da última vez. Lembrem-se o ferimento infeccionou. – uma mulher magra e de aparência bondosa repreende dois garotos familiares.&lt;br /&gt;- Eu já vi aqueles garotos. – cochicho com Maria.&lt;br /&gt;- Onde? – ela questiona.&lt;br /&gt;Remexo minha memória. A mulher de mãos dadas com os meninos caminha até a recepcionista. Um dos garotos me olha, e desvia o rosto em seguida. Onde eu já vi esse menino?&lt;br /&gt;- Bom dia Sra. Firmato. – a moça dos dentes metálicos lança seu sorriso mais uma vez.&lt;br /&gt;Senhora? São os filhos do delegado! Isso! Eu dei a arma para o garoto segurar. Mandei vigiar os bandidos da motocicleta. Me lembro de suas mãos firmes, e olhar atento.&lt;br /&gt;- Ainda tem as mãos firmes garoto. – falo maliciosamente.&lt;br /&gt;- É comigo? – pergunta o garoto. É com você sim,&lt;br /&gt;- Tudo bem senhor? – pergunta a mãe, puxando o garoto para perto de si.&lt;br /&gt;Agacho para ficar da altura do garoto.&lt;br /&gt;- Você vigiou bem aqueles bandidos! Parabéns! Fez um bom trabalho. – faço um jóia com meu polegar. – Suas mãos ainda são firmes?&lt;br /&gt;O menino arregala os olhos, tenta falar algo, mas as palavras se recusam a sair.&lt;br /&gt;- Senhor... – a voz mansa da mãe tenta me repreender.&lt;br /&gt;- Mãe... – as pequenas mãos puxam a blusa de sua mãe.&lt;br /&gt;- Que foi filho? – ela atende o chamado.&lt;br /&gt;- É ele... – seu dedo indicador aponta para mim. O meu faz um sinal para ele ficar em silêncio.&lt;br /&gt;- Quem fi... – a mãe está vem informada. As lágrimas começam a escorrer em sua face magra.&lt;br /&gt;- Quer que eu chame a segurança Sra. Firmato? – agora o aparelho metálico é ocultado, e a recepcionista ameaça segurando o telefone.&lt;br /&gt;- Não... Não precisa Sabrina. Está tudo bem. – a mulher retira um lenço da bolsa, enxuga as lágrimas, respira fundo. – Obrigada por salvar meu marido. – ela engole o choro, enquanto abraça os filhos com seus braços magros e protetores.&lt;br /&gt;Me levanto.&lt;br /&gt;- Preciso falar com seu marido. – afirmo.&lt;br /&gt;- Claro. – ela passa o lenço mais uma vez no rosto. – Vamos suba comigo.&lt;br /&gt;- Mas Sra. Firmato, tenho ordens... – a recepcionista intervém.&lt;br /&gt;- Ele vai comigo Sabrina, se precisar de qualquer coisa eu aviso. – explica a Sra. Firmato.&lt;br /&gt;Maria e eu pegamos um crachá para cada. Todos em silêncio aguardamos o elevador, que range do outro lado da parede. A porta se abre automaticamente, como uma coreografia, entramos.&lt;br /&gt;- O que quer com meu marido? – a Sra. Firmato pergunta com o rosto fixo nos números de cada andar.&lt;br /&gt;- Preciso de sua ajuda.&lt;br /&gt;- Para quê? – o olhar ainda se prende aos números digitais em vermelho ao lado da porta.&lt;br /&gt;Maria e eu nos questionamos em silêncio.&lt;br /&gt;- Quero que saiba, ele está onde está por ser honesto! Já que você não morreu, confesso que fico mais aliviada, mas por gratidão. Vocês dois são parecidos na burrice... – a voz é mansa, mas não as palavras. – Já parou para pensar em quem sofreu quando os jornais noticiaram sua morte? Você não tem família? Uma namorada. Ela não sofreu? – agora se refere à Maria. – Não existem poderes nesse mundo. Você não é invencível. Eu não vou perder meu marido! – as lágrimas escorrem como um rio na chuva. – Acredito que exista alguém no mundo que não quer te perder também...&lt;br /&gt;- O que você está dizendo senhora? – sou desafiador. – Sim. Acredito que tenham sofrido com minha morte. Mas estou aqui, e seu marido também. E isso é sinal que estamos incomodando alguém! E esse alguém é mau. Morrerei quantas vezes precisar, e seu marido, como um bom homem também o faria. – Maria agarra meu braço, na tentativa de me calar. – Sei que ele faria falta, você teria que cuidar de seus filhos sozinha, você se sentiria sozinha! Entendo sua dor! É por isso que eles têm vencido... Porque temos sido omissos...&lt;br /&gt;O elevador se abre ao som de um apito digital. Caminhamos até o quarto em... Um conveniente silêncio.&lt;br /&gt;Thiago Firmato. Delegado. Honesto. Punido pela sua própria virtude. Sua aparência é fraca, mas viva. O soro pinga sem pressa ao seu lado. Os garotos não obedecem ao aviso da mãe e correm para abraçar o pai, que sorri ao vê-los. A senhora ajeita o travesseiro do marido, e lhe da um beijo. Deixo-os conversar por alguns instantes. O braço de Maria ainda segura o meu. O menino das mãos firmes está calado, mas seu irmão conta com empolgação como o Homem-Aranha... Ele de novo... Derrotou o Duende Verde. A senhora vai até a janela, abrindo as cortinas para que o sol amarelo entre no quarto. Firmato olha para mim e Maria, depois para sua esposa, aí sim fala com a voz um pouco rouca.&lt;br /&gt;- São seus amigos amor?&lt;br /&gt;A senhora fica em silêncio.&lt;br /&gt;- É o Jack Built pai. – responde o garoto.&lt;br /&gt;- O quê? – Firmato está surpreso e mexe o corpo de maneira imprudente.&lt;br /&gt;- Thiago! Não se levante. – a esposa corre para acalmar o marido.&lt;br /&gt;- Você? Mas tão jovem? – Firmato faz uma careta de dor. – Achei que tinha morrido.&lt;br /&gt;- Você e todos os jornais do Rio de Janeiro e do Brasil. – dou uma risada irônica.&lt;br /&gt;- Mas como? – Firmato está feliz com a notícia, demonstra entusiasmo.&lt;br /&gt;- O senhor que tem que me explicar como não se recuperou ainda. Enfrentei um bocado de meliante, levei tiros, e estou de pé. Você levou só um tirinho e está ai cheio das dores. – brinco.&lt;br /&gt;- O super-herói aqui é você. – Firmato me devolve a brincadeira, sua esposa não gostou e fecha a cara.&lt;br /&gt;- Ele precisa de sua ajuda Thiago.&lt;br /&gt;- Como eu... – o delegado aponta para si. – Posso te ajudar?&lt;br /&gt;- Preste bastante atenção homem. Preciso da ajuda de sua imagem. – afirmo.&lt;br /&gt;- Imagem? – ele questiona.&lt;br /&gt;- Você é quase um mártir essa semana. Para a imprensa. Eu te salvei, morri. Tentaram te matar porque você não é condizente com o crime e com a corrupção.&lt;br /&gt;- E o que isso tem haver?&lt;br /&gt;- Quero que vá para os jornais e televisões.&lt;br /&gt;- Pra quê?&lt;br /&gt;- Quero você contra a operação do General Costa Machado! – falo cada palavra com força e firmeza que merecem.&lt;br /&gt;- Não mesmo! Agora que temos a chance de limpar pelo menos a Rocinha, os desgraçados viram o que conseguiram fazer com você, não haverá mais limites se não... – interrompo seu discurso.&lt;br /&gt;- Não! O exército não pode subir o morro! Não assim! – quase grito.&lt;br /&gt;- Achei que era o que queríamos! – Firmato também se exalta.&lt;br /&gt;- Pense homem! Aquelas pessoas já vivem a margem, estão entregues à criminosos. Esses malditos virarão verdadeiros heróis se o exército comprar essa guerra! Um Estado de Sítio na Rocinha é a pior maneira de fazer isso...&lt;br /&gt;- Não mesmo! Isso é uma guerra. Você caiu. Eu caí! – Firmato não sabe o que fala, ele não conhece Costa Machado, nem quero explicar essa parte.&lt;br /&gt;- Cidadãos de bem serão esmagados! – argumento.&lt;br /&gt;- Sinto muito Jack, mas não se pode agradar a todos. Não devemos ser passiveis mais perante essa classe criminosa que toma nossa cidade! Porque isso agora?&lt;br /&gt;- Porque acredito na Democracia! E estão usando a minha morte para conquistar a opinião pública, e convencer os outros poderes a aceitarem essa medida extrema!&lt;br /&gt;- Democracia Jack? Você... – Firmato se cala. Eu também.&lt;br /&gt;- Peço... – engulo seco, nunca fui de fazer isso. – Como agradecimento por eu ter salvo sua vida! Faça isso. Confie em mim! Eu pegarei os irmãos que comandam o tráfico. Isso irá desestabilizá-los por um tempo...&lt;br /&gt;- E de nada adiantará. Virão outros em seu lugar. – ele está certo.&lt;br /&gt;- E continuaremos lutando! Eu peço... Por favor. Condene publicamente essa operação... – chego à beira de implorar.&lt;br /&gt;- Farei isso. Pagarei minha divida com você. Agora saia! – essa frase dói. O desprezo pode machucar. Muito.&lt;br /&gt;Obedeço. Maria e eu partimos sem dizer nada. No canto dos meus olhos vejo um pequeno tchau, do menino das mãos firmes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 09 DE AGOSTO DE 2008&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;12:42 PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sem perceber Maria me conduziu até um Shopping. Me fez olhar algumas vitrines coloridas, roupas, aparelhos eletrônicos, tudo para tentar me acalmar. Ela não parou de falar um segundo. Me contou como o norte do país pode ser belo, não mencionou sua infância sofrida, mas disse que se lembra de ter visto um boto cor de rosa uma vez. Não sabe se foi sonho, ou realidade. Sua mente parece ter esquecido de muita coisa que viveu, isso não é necessariamente ruim. O boto é constante em suas memórias, segundo ela. Não perguntei por quê. Nem tentei imagina o que esse animal raro representa pra ela. As letras luminosas dançam em minha visão, pessoas as acompanham com prazer. O braço de Maria ainda segura o meu. Seu ex-marido foi assunto pela primeira vez. Por apenas alguns segundos, quando vimos a camisa do Bota Fogo. Ele era botafoguense. Ofereci a Maria um presente, disso que poderia escolher algo pra ela. Com muita relutância a convenci, então ela escolheu uma bata, simples e barata. Não discuti. Sei que ela ficaria desconfortável em escolher algo caro, não que dinheiro fosse o problema. Esses cartões hackeados, os quais os chamo de coorporativos, descontam na conta diretamente de alguns deputados e senadores corruptos. Espero que os contribuintes não reclamem. Tem muito dinheiro invisível rondando o país. Não me sinto bem com isso, mas dou uma boa contraprestação social.&lt;br /&gt;- Não seria melhor mesmo, deixar isso por conta do exército? – questiona Maria, enquanto namora uma sandália com adornos de strass.&lt;br /&gt;- Não Maria. Não do jeito que está sendo. – respondo perdido em tantos brilhos.&lt;br /&gt;- Você tem que considerar que poderiam vir conseqüências benéficas... Ora. – ela argumenta.&lt;br /&gt;- Claro, Maria Aparecida! Desde que você esteja disposta a deixar alguns cadáveres inocentes no caminho...&lt;br /&gt;- É difícil de acreditar que... Isso aconteceria...&lt;br /&gt;- Eu também. Mas o meu foi só o primeiro. Não posso arriscar.&lt;br /&gt;- Você tem que deixar? – Maria me... desafia.&lt;br /&gt;- Não existe essa idéia de fazer a coisa certa pelo motivo errado! O motivo deve ser certo, e o que fazer também. Lembre-se disso.&lt;br /&gt;- Não sei se entendi, desculpa, não sou muito inteligente...&lt;br /&gt;- Assunto encerrado Maria.&lt;br /&gt;Caminhamos entre os corredores de lojas. As telas de plasma e lcd jorram informações para nós. E como bons receptores, perdemos alguns segundos com o colorido das explosões que acontecem no filme em suas telas.&lt;br /&gt;- Estou com fome. – comenta Maria.&lt;br /&gt;- Vamos para a praça de alimentação. Nada melhor do quê um bom fast-food, para nos sentirmos entalados. – sorrimos juntos.&lt;br /&gt;O cheiro de comida é delicioso! Percorre as narinas sem pudor, me lembrando que estava com fome. Minha boca é tomara por saliva, já imagino o tamanho do sanduíche que vou querer. Vasculho os letreiros. Maria puxa meu braço.&lt;br /&gt;- Vamos comer em outro lugar. – ela sorri sem jeito.&lt;br /&gt;- Por quê? – questiono surpreso.&lt;br /&gt;- Estou sem fome. – ela olha para frente e segue me puxando.&lt;br /&gt;- Então pra que comer em outro lugar? Você mente muito mal Maria. O quê foi?&lt;br /&gt;- Nada.&lt;br /&gt;Viro a cabeça para tentar ver o que, ou quem, incomodou Maria desse jeito. Aperto os olhos. E nada. Ninguém olhando para nós, nenhum rosto ameaçador... Meu coração bate uma única só vez. Um coice firme e solitário. Em seguida para. A nuca formiga novamente. Meus olhos travam em Costa Machado! Mesmo sem o uniforme militar o homem transmite sensações de poder e autoridade. O braço frágil de Maria tenta me segurar, inutilmente deixo-a de lado e caminho até a mesa do General, que come tranquilamente sua refeição, acompanhado de um único homem de costas para mim. O caminho até a mesa é mais distante do que pensava, tentei ordenar meus pensamentos, decidindo se quebraria sua cara ali mesmo ou... Sento sem pedir permissão. Bem de frente para o General Costa Machado. Ele larga os talheres, e sem nem ao menos picas uma vez, olha dentro de meus olhos. Ficamos ali, não sei dizer por quanto tempo, travando uma luta psíquica, disputando quem de nós é o mais firme. Costa Machado ainda mastiga a última garfada, sem pressa, como se eu não estivesse ali. O homem viu meu rosto de longe dias atrás, jamais me reconheceria, mas isso não é necessário quando o espírito marca o ambiente com sua presença. Ele sabe quem sou! O mais estranho aqui é que estou... Calmo. Ao sentar meu coração voltou a bater de maneira ordenada e calma. Isso não vai ser uma luta. Definitivamente, não vai ser em um Shopping que terei de enfrentar o General Costa Machado.&lt;br /&gt;- Vá comprar um suco para mim Rogério, e não tenha pressa. – toda e qualquer palavra soa como uma ordem. O homem, que agora vejo é um simples jovem de alguns vinte anos de idade, rosto familiar, obedece sem pestanejar. - Estou no exército a mais de quarenta anos. – a frase tem o peso de uma montanha. – Nunca fitei olhos como os seus. Há uma fibra nesse olhar. Ódio também, mas agora ele não o controla. Você é o tipo de homem que deveria usar uma arma. Ela não o dominaria, jamais. – suas mãos acariciam o bigode branco. - Nesses quarenta anos, é fácil imaginar, vendo a história de nosso país, o que enfrentei. Vi esse país crescer em cinco anos, assisti a sua modernização e participei dela. Queríamos ser fortes! Ansiávamos a alcunha de potência sul-americana. Tínhamos ordem, vivíamos em paz. Mas, os jovens, ah os jovens, queriam mais. Fome insaciável. Insatisfação infinita. Desejos que levariam a desordem. Esse demônio que se disfarça de liberdade, que adentra em nossas entranhas como verme... Era isso que queriam? Um país entregue aos corruptos e assassinos. – o General põe os dois braços na mesa, até essa cadeira de metal é um trono para esse homem. – Eu li a Constituição antes de 1988, eu previ. Eu sabia! Nós não queremos isso. Não estamos prontos. E agora veja... – seu braço me mostra o invisível. – Drogas, prostituição, tráfico de armas, assassinatos, estupros... Todos os dias.&lt;br /&gt;- Isso não vai funcionar comigo General. – afirmo.&lt;br /&gt;- Você quer o mesmo que eu garoto. – sua voz é como aço.&lt;br /&gt;- Não, não quero General. Você me deixou para morrer. Poderíamos ter capturado vários daqueles malditos de uma só vez.&lt;br /&gt;- Belotto foi claro. Você avançou porque quis. – nem ao menos uma vez, o desgraçado fraqueja.&lt;br /&gt;- Eu tinha que salvar aqueles garotos!&lt;br /&gt;- Tinha? – a pergunta fica no ar. – Ir a mídia foi uma idéia interessante, no princípio achei aquilo sujo demais. Mas o jeito que os meios te tratavam, em menos de uma semana você estava estrelando em todos os canais e revistas! Eu sabia... O garoto fez a decisão certa. Você não precisava ter salvo aqueles garotos, imagine, filhos de políticos assassinados pelo tráfico.&lt;br /&gt;- Está querendo dizer... – denoto nojo. – Que eu não deveria ter salvo aqueles garotos?&lt;br /&gt;- Não precisamos de viciados. Aliás, alcançaríamos os jovens nesse intento. - mais uma vez suas mãos acariciam o bigode.&lt;br /&gt;- Seu...&lt;br /&gt;- Você irá me ofender garoto? Só porque consigo ver através de olhos do progresso, prevendo situações e... – o General toma fôlego. – Tudo isso foi culpa sua. Inclusive a sua morte. Me lembro bem de nossa primeira reunião, você quis a sua espetacularização. Eu me aproveitei dela. – o velho sorri.&lt;br /&gt;O jovem retorna com o suco enlatado.&lt;br /&gt;- Esse que você pediu vovô? – sua voz não me é estranha. Ele se vira para mim. – Quem é esse?&lt;br /&gt;A ira percorre meu peito, rasgando-o em seu interior! O fogueteiro! Aquele miserável que deixei... Eu caí em sua história... Ele disse que teria um filho! Eu aliviei para o filho da puta! ELE ATIROU EM MIM! Meu abdômen se contorce e me lembro da dor.  Costa Machado percebe a raiva. Entende que posso esmagar o maldito e subjugá-lo como um brinquedo.&lt;br /&gt;- Ele é Jack Built. – o jovem treme ao escutar as palavras do General, engasga com sua própria comida.&lt;br /&gt;- Você não só me deixou para morrer... – não tiro os olhos do jovem, que agora só consegue olhar para o prato. – VOCÊ MANDOU ME MATAR! – todo o a praça de alimentação agora tem nossa atenção.&lt;br /&gt;- O quê você queria que eu fizesse? – o velho volta a atenção para seu prato de comigo, enchendo sua boca dela, como se nada tivesse acontecido. – Eu tenho uma cidade para limpar. Encontrei a melhor maneira de fazer isso. Com força! Com eficiência! Graças a você... – ele ri novamente. Ele ri! – Agora parte da imprensa está do meu lado, a classe média em sua inteireza, algumas peças importantes do Judiciário... Agora as coisas serão do meu jeito! Não há lugar nessa cidade para traficantes, ladrões e assassinos. Não mais.&lt;br /&gt;- E você irá matar a todos, ou quem precisar para isso. – provoco.&lt;br /&gt;- É CLARO! – as migalhas de comida voam da sua boca. – Isso é preciso. Não vê? Acha que a polícia irá fazer esse trabalho? NÃO! Eles não têm colhões para isso.&lt;br /&gt;- E você tem? – provoco mais uma vez.&lt;br /&gt;- Tenho o quê você não tem. Soldados.&lt;br /&gt;Concordo levemente com a cabeça, retomamos a batalha com o olhar. Ele é velho, e isso definitivamente não é sinônimo de fraqueza. Seus músculos ainda são fortes, delineando a camisa social que veste. Sua presença me incomoda. Eu confiei nesse mentiroso! Nesse manipulador! NÃO! Ele não pode vencer.&lt;br /&gt;- Velho. Sem rodeios. Me poupe dessa sua retórica porca. Sentei nessa mesa só para te dar um único aviso... – Costa Machado controla seu humor com sua respiração, e está atento. – Se seus soldados entrarem em alguma casa onde uma família esteja almoçando em paz, ou se algum trabalhador for atingido por uma bala perdida sequer, não me importará quem a disparou, ou se alguma criança sujar o asfalto com sangue, eu irei atrás de você! E você estará comprando uma guerra que não poderá vencer.&lt;br /&gt;- Como ousa seu... - o jovem se exalta.&lt;br /&gt;Agarro seu antebraço com força com a mão direita, enquanto a mão esquerda agarra a faca de serra que o imbecil usa para se alimentar e cravo em sua mão!&lt;br /&gt;- AARRGG!! – o meu assassino grita de dor.&lt;br /&gt;A lâmina atravessa a carne de sua mão, usei força o suficiente para que a faca crave na madeira da mesa, deixando-a presa. O sangue começa a minar. Costa Machado não mexe um milímetro sequer. Engole o restante de comida em sua boca. Abre o suco, toma um gole e bate a lata com força na mesa. O líquido pula junto com os talheres e pratos, suja completamente a mesa.&lt;br /&gt;- Quem é aquela moça com rosto preocupado, logo ali atrás? – fala o General, escolhendo bem as palavras. – Muito bonita.&lt;br /&gt;- Fique longe dela. – ameaço.&lt;br /&gt;- Você é meu inimigo agora Jack. Irei te caçar se ficar em meu caminho. Deus sabe que irei te caçar como um animal se você ficar entre minha operação e a favela da Rocinha.&lt;br /&gt;Levanto de forma brusca, derrubo a cadeira e vou em direção a Maria. Agarro-a pelo braço. Ela treme, e está com a cara assustada.&lt;br /&gt;- Vamos embora! Chegando na sua casa, empacote suas coisas. – falo enquanto ando apressadamente pelo Shopping. – Você vai se mudar!&lt;br /&gt;- Pra onde? – Maria quase tropeça ao tentar acompanhar meu ritmo. Não largo seu braço.&lt;br /&gt;- Hoje à noite vou pegar os irmãos! Esse baile não vai acontecer. Depois você vai para Minas Gerais comigo! Amanhã é o meu último dia no Rio de Janeiro... – olho para ela. – E o seu também!&lt;br /&gt;Nos camuflamos em meio a multidão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-1689488174281925446?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/1689488174281925446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=1689488174281925446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/1689488174281925446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/1689488174281925446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/06/jack-built-o-louco-perto-de-cristo_23.html' title='Jack Built, o Louco - Perto de Cristo, Longe de Deus! Capítulo XX: Como Podemos Vencer?'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SkFUaAL5g2I/AAAAAAAAAeI/PfK9sON1Ahc/s72-c/ocelot.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-2185565602855100193</id><published>2009-06-20T14:29:00.005-03:00</published><updated>2009-06-20T15:45:04.783-03:00</updated><title type='text'>Arrepios: Idéias Mortas ou Como Se Alimentar de Capim e Ler Marx</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/47XB5R4XCow&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/47XB5R4XCow&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por que esse tipo de mentalidade retrograda só se perpetua nas Universidades Federais? Duvido que seja, digamos, uma ideologia majoritária nos campus e faculdades federais pelo Brasil. Mas com certeza é marca registrada de cursos de História, Geografia, Sociologia (Ciências Sociais), Filosofia, e - agora arrepiem-se - Direito. Em suma, a bobajada esquerdopata ronda e se mantêm de forma constante nas ciências humanas. Enfim, não sei o porquê da burrice endêmica. Tudo bem, temos que conviver com a bobagem. Lembram-se? Só que ninguém é obrigado a aturar violência! Essa bobagem não pode vir e esmagar meu direito, aquele básico que todos sabem, o clichê dos clichês, o de "ir e vir". É o que acontece na USP! Sim. Essa mesmo meu caro. Vejam o video, ele fala por si. Quem é contra a greve deve ser... Espancado e apedrejado. O motivo? Desejo de oprimir os oprimidos, aposto! Sigo em frente no texto, de forma geral e com fatos vividos por mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma das razões de meu arrepio a estudantes dessa trupe, é a famosa antropologia marxista de categorizar pessoas. Somos "trabalhadores", vulgo proletariado, categoria que traz a inata qualidade da honestidade, e o defeito de serem "oprimidos", ou então somos "burgueses", aqueles que exploram e toda a ladainha que aprendemos nas auletas de história. Chamo essa razão arrepiante de... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arranca Rabo de Classes&lt;/span&gt;. Quer coisa mais atrasada, imoral, manipuladora, e sem fundamento fático que isso? Para alguns essa besteira de séculos passados, esse motivo para derramamento de sangue, ainda existe. E vejam! É uma justificativa para... Burlar nossas leis. Ver USP. Ver MST.&lt;br /&gt;Dando continuidade, o parágrafo anterior nos mostra outro detalhe desprovido de sentido... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Causa&lt;/span&gt;. Notem, todo estudante das idéias mortas tem uma causa. Essa energia motivadora de suas bobagens fanáticas e radicais, sempre é justa! Sempre! Não importa quantas leis ou pessoas que tenham que esmagar. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Causa&lt;/span&gt; é sempre JUSTA! Ver Cuba. Ver Che Guevara. Ver qualquer facistóide latino-americano.&lt;br /&gt;Temos as categorias e a base, agora e quem for contra? Quem não concordar com o iluminismo santificador que essa galerinha propõe? De duas uma, ou é movido por interesses egoísticos, ou é alienado. Tente debater de qualquer forma com a trupe do radicalismo, você vai acabar sendo espancado ou ridicularizado por ter... A razão! E eles sempre contarão com  um argumento - liguem a Tecla Sap. - dogmático e real. "O socialismo real nunca foi implantado". Claro que não! Não tem como! Não presta! Existe uma brecha, como as pernas de uma puta de vermelho, para a ditadura! E aposto que até Marx ou Engels, nem fazem idéia do que era. São conceitos mortos e devem ser esquecidos. Em outros textos meus, só ir fuçando o arquivo, refuto com mais calma outras esquisitisses dessa galerinha. Com mais calma e detalhe. Até mais entusiasmo eu diria. Continuemos.&lt;br /&gt;No Encontro Mineiro dos Estudantes de Direito, lá estava o seu estimado amigo, tentando se divertir, e nas horas vagas aprender algo. Durante as pescadelas nas palestras, um dos temas era os 120 anos de nossa República. Bacana não? Uau! O interessante mesmo veio depois, no decorrer dos chamados Grupos de Trabalho. Nós tinhamos que assistir as palestras, e após a soneca, iriamos nos dirigir até salas de aula para debater o tema proposto. Friso, a República. Assim, com cara inchada e ressaca no sangue, lá fui. Me bateu uma certa saudade de 2007, em outro também Encontro Mineiro dos Estudantes de Direito, quando lembrei de uma discussão minha com uma aluna da UFMG, a respeito do tratamento desigual entre empregador-empregado. Dessa discussão eu previ... Lá vem mais um GT daqueles! Não foi diferente. Nem venha me perguntar como o assunto foi parar naquele famigerado programa assistencialista. Os detalhes me escapam, mas não a essência! O nome da bagaça: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bolsa Família&lt;/span&gt;. Alguém duvida que esse programa, essa assistência, mesmo que tenha uma consequência - argh! - nobre, é usado como moeda de troca eleitoral? Alguém em sã consciência acha mesmo que o governo atual faz jus ao ideário da "multiplicação dos peixes"? Sério! Convenhamos, é essa esmola dada a milhões que sustenta a imoralidade e a solapação das instituições democráticas! Essa porcaria alimenta o "povo" - arrepios! - alicerce dos populistas, aproveitadores e corruptos. Não é novidade. Então, não perdendo o foco, o responsável por conduzir o debate era um verdadeiro entusiasta da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Causa.&lt;/span&gt; Sua fala era apaixonada! Firme! Cheia de certezas! O dito cujo era professor universitário. Em meios aos comentários dos mais esdruxulos e imbecis, sem contar com os inúteis. O vingador solta, reproduzo literalmente, minha memória gravou essa frase, e passarei para a eternidade aqui: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Pelo menos o pobre come"&lt;/span&gt;. Conseguiram extrai a safadeza dessa frase? Que se fodam as leis! Que se fodam os princípios democráticos! Que se foda a tolerância! Que se foda o seu dinheiro! Que se foda a República! Desde que... O pobre coma. É bonito? É &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Causa&lt;/span&gt;! Quando o homem terminou a supra citada frase, levantei a mão e disse: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não. Não é assim. Pelo menos o pobre SÓ come"&lt;/span&gt;. Tenho outros exemplos fáticos que vivi, mas os deixarei para outra hora. Quem sabe você já não o tenha lido? Vou fazer uma relação dos meus xingos direcionados a essa trupe. Os links estarão disponíveis no fim do post.&lt;br /&gt;Vejam o video mais uma vez. Passeata? Manifestação? Deixo para os mortos e fanáticos. Se quero protestar, contestar, ou tentar, vá lá, fazer a diferença, eu escrevo! Sozinho? Que seja. Só não me peça para comer capim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Outros textos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mentedoze.blogspot.com/2006/10/um-desabafoparte-1-de-3.html"&gt;Um desabafo... &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mentedoze.blogspot.com/2006/10/depois-do-desabafo-uma-revoltaparte-2.html"&gt;Depois do desabafo, uma revolta...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mentedoze.blogspot.com/2006/10/depois-do-desabafo-depois-da-revolta.html"&gt;Depois do desabafo, uma revolta, uma conclusão!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mentedoze.blogspot.com/2008/04/fudendo-explicando-e-flertando-com.html"&gt;Fudendo, Explicando e Flertando com a Democracia - Parte 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mentedoze.blogspot.com/2008/04/fudendo-explicando-e-flertando-com_28.html"&gt;Fudendo, Explicando e Flertando com a Democracia - Parte 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mentedoze.blogspot.com/2008/05/fudendo-explicando-e-flertando-com.html"&gt;Fudendo, Explicando e Flertando com a Democracia - Parte 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mentedoze.blogspot.com/2008/08/retrica-das-falsas-verdades.html"&gt;A Retórica das Falsas Verdades&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mentedoze.blogspot.com/2008/08/eleies-2008-algumas-declaraes-e-um.html"&gt;Eleições 2008: Algumas declarações e um manual de "Como não ser feito de..."&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mentedoze.blogspot.com/2008/10/o-c-do-universo-um-lugar-chamado.html"&gt;O Cu do Universo: um lugar chamado planeta terra&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mentedoze.blogspot.com/2008/11/uma-conversa-com-reinaldo-azevedo.html"&gt;Uma Conversa Com Reinaldo Azevedo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mentedoze.blogspot.com/2008/12/as-massas.html"&gt;As Massas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-2185565602855100193?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/2185565602855100193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=2185565602855100193' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/2185565602855100193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/2185565602855100193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/06/ideias-mortas-ou-como-se-alimentar-de.html' title='Arrepios: Idéias Mortas ou Como Se Alimentar de Capim e Ler Marx'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-1805156873926507796</id><published>2009-06-12T12:36:00.005-03:00</published><updated>2009-06-12T21:29:53.437-03:00</updated><title type='text'>Clube do Anti-namoro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SjJ2bkHOWyI/AAAAAAAAAeA/a9RaBgT9Jao/s1600-h/orkut-hi5-teamo_%2899%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 298px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SjJ2bkHOWyI/AAAAAAAAAeA/a9RaBgT9Jao/s320/orkut-hi5-teamo_%2899%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346465923564722978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Existe algo mais estúpido do que namorar? Tá! Eu sei que existe. Ser comunista é um bom exemplo. Gostar de Caminho das Índias é outro. Sério! A instituição do namoro é ontologicamente uma hipocrisia. Antes deu explicar o porquê, vamos entender seu significado. Não há dia melhor do que hoje para escrever essas palavras, afinal... Feliz dia dos namorados. Não, não, não. Aos nervosinhos e defensores fervorosos das alianças de prata, relaxem, curtam o carinho e amor desses kbites gramáticos em formas de letras. Se não der. Tentem se divertir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Namoro, do latim, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;game almost over&lt;/span&gt;. É o nome que se da a uma relação mais íntima entre pessoas. O íntima inclui beijinhos e amaços. Se você possui um amigo ou amiga assim, devemos extrair outro requisito de tal instituto que é a exclusividade. Fazendo jus a Bíblia e outros livros religiosos do tempo em que jogar pedra nos outros era bacanissimo, e cagar, jogando as fezes pela janela era o máximo, chamaremos essa exclusividade de... Fidelidade. Essa é a hora que um arrepio percorre toda sua coluna, o pescoço aperta. Sim! A tão desejada coleira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Até aqui estamos entendidos? Para caracterizar um namoro, não basta passear de mãos dadas pela calçada. Você deve ter contato físico, além disso ser fiel. Quer dizer... Não necessariamente fiel... Bem... É... Que... Continuemos com a dissertação. A gênese de tal galenteio tem origem no olhar. Uma pessoa olha para a outra, seu peito da um coice, o desejo é o guia de suas ações. Se seguir todo o ritual mágico, aquela mentirada de ser gente boa, educado, limpo, você conseguirá partir do ficar, para o namorar. Essa passagem exige alguns ritos de iniciação. Como na máfia. Só que sem ter que segurar a Santa de madeira, enquanto ela pega fogo. Aquele que anseia aprofundar uma relação deve: 1) conhecer a família; 2) conhecer os amigos; 3) conhecer os animais de estimação. Depois disso, pronto! A pessoa é oficialmente namorado de alguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É claro que acima resumi grossamente, e de maneira mal educada, todo o galanteio, o romance, o tremor das mãos e a nervosia de cada um daqueles momentos. Mas lembre-se, sempre existe uma coragem líquida que se chama cachaça. Essa mesmo! Aquela que lhe deu coragem de conhecer seu namorado, naquela festa... Lembra? Adiante. Todos sabemos o que é um namoro! Na Índia não pode, sabia? Ainda dizem que lá é um lugar super descolado. Pelo amor de Jah! Não podemos nem comer um bom bife de vaca. Desculpe mais uma vez, espero não ter que pular para um próximo parágrafo. Outro fato notório é que todo namoro está fadado ao fim, do latim, the end. Isso te incomoda? Eu sei. É triste. Superável, completamente. O império romano acabou, ninguém chorou por ele. O muro de Berlim caiu, e ai? Agora você está abrindo o orkut do seu namorado, vendo as amigas lindas que deixaram recados para ele, o suicídio é tão legal nesses momentos. Mas o fim pode ser bom. Não. Não! A saída não é ir para farra. O casamento é um fim do namoro. Gostou agora né? Noivado é um namoro com aliança de ouro, e uma desculpa para o homem enrolar as mulheres. Tanto ser namorado(a) ou noivo(a) é um aquecimento para o casamento! Um treinamento. Um briefing. É nesse curso da vida que você aprenderá várias coisas super interessantes, ganhando uma experiência super descolada e sendo alguem... Maduro! Pessoas podem ser de várias maneiras, mas você aprenderá que - agora segue uma lista auto explicativa:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; De perto todo mundo é de alguma maneira... Pior. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Parentes são um tormento. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Amigos de homens sempre são contra o namoro do amigo. Amigas de mulheres sempre estão prontas para dar o - vulgo - pulão no namorado da amiga.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Traição é como a gripe. Não a suína, que, pasmem!, teve cerca de cinquenta casos no Brasil! Traição é uma dengue mais endêmica. Mais constante que as guerras dos homens cruéis e malvados, que assolam nosso planeta como uma chaga constante, seifando vidas, e mais vidas (lágrimas).&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O ciúme tem como fonte a insegurança.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A insegurança tem como fonte o passado, ou uns quilos a mais, ou uma cara feia, ou... Entenderam né?&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O passado tem como fonte uma infância sinistra, cheia de traumas, decepções, traições  - ver tópico acima - , que perpetuaram pela adolescência, e o perseguem na vida universitária.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Confiança é um tesouro! Tão frágil quanto precioso. Raro, muitíssimo, raro. Quase uma lenda. Um folclore urbano inventado para você comprar presentes e saciar seu consumo nessa sociedade nojenta e capitalista! Não, nada disso. Falando sério, confiança é mais parecida com os alienígenas... Todos conhecem alguma pessoa que já viu, e juram de pé junto que o Universo é grande demais para nossos caprichos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Maduros. Somos todos maduros o suficiente nesse instante. Namoro não é um mar de rosas, nem mesmo um mundo fantástico de Bob. Esse ensaio para o casamento, ou essa curtição compromissada, tem o destino fatal porque homens e mulheres, digo, pessoas - maldita Constituição que dá direito a todos indistintamente, agora tenho que considerar namoros gays. Nada contra, só estou me acostumando a falar de relacionamentos... Indistintamente. Isonomia saca? - não conseguem se entender! Discutir relação é algo totalmente desprovido de sentido (ler Ciclone e Aguaceiro, neste blog). Homens são burros por natureza. Inúteis e imbecis em seu âmago. Como vocês (mulheres) esperam que entendamos tudo que passa em seus neurônicos elétricos? Detalhe, mocinhas tem uns milhões a menos. É impossível, outrossim jamais as mulheres, que sentem demais, saberão entender a natureza masculina. Mulher não raciocina, mulher sente. Mulher não pensa, matuta. Mulher não discursa, ladainha. Mulher não sente... Tem TPM. Rapaz, tente ficar em silêncio por dois segundos com sua namorada. Aposto minha vida, que ela perguntará como não quer nada, utilizando daqueles olhos pidões, "o quê você está pensando amor?". Viu? Ganhei a aposta. E você senhorita, saiba que amigos do seu namorado são necessários. Matilha. Um lance animal e macho! Ele a descartará sem saber que faz isso, pois para ele é natural. Inconscientemente o homem é grosso, ausente, sacana e... Burro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SjJ2bcSQasI/AAAAAAAAAd4/pi0TldwuJbo/s1600-h/namoro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SjJ2bcSQasI/AAAAAAAAAd4/pi0TldwuJbo/s320/namoro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346465921463511746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dia doze de junho. Dia dos namorados. A data que comemora algo que irá acabar. Um instituto social fadado ao fim. A inexistência. Onde amor e respeito, dançam distintamente, sendo úteis somente unidos. No fim, só não queremos estar sozinhos, poder olhar para os olhos de outra pessoa e falar... Eu te amo. Sem medo, sem qualquer vergonha. E assim ter como resposta... Eu te amo. Por isso namoramos... Para sermos namorados de volta, independentemente de qualquer obstáculo! Ser amado e amar vale a pena! No mais, para os solteiros de plantão, vamos para a farra e brincar de amar o mundo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-1805156873926507796?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/1805156873926507796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=1805156873926507796' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/1805156873926507796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/1805156873926507796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/06/clube-do-anti-namoro.html' title='Clube do Anti-namoro'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SjJ2bkHOWyI/AAAAAAAAAeA/a9RaBgT9Jao/s72-c/orkut-hi5-teamo_%2899%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-8027248715004885874</id><published>2009-06-05T00:31:00.002-03:00</published><updated>2009-06-05T00:38:18.566-03:00</updated><title type='text'>Jack Built, o Louco - Perto de Cristo, Longe de Deus! Capítulo XIX: Guerra Contra O Crime</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SiiSF8ccb7I/AAAAAAAAAdw/nPJRIPHAxEA/s1600-h/d.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343681588697526194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SiiSF8ccb7I/AAAAAAAAAdw/nPJRIPHAxEA/s320/d.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;RIO DE JANEIRO – 08 DE AGOSTO DE 2008&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;10:21 AM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia está lindo! Poucas nuvens e um sol amarelo iluminando esse mundo sujo e podre. Como estão felizes. Afinal, é sexta. O dia do baile funk se aproxima, estão todos estonteantes e confiantes. Apoio o rifle em meu ombro com cuidado, o vento acaricia meu rosto com carinho. O calor não chega a me incomodar. Não de colante. Armo o rifle. Todos eles bebem felizes, cheiram e fumam suas drogas.&lt;br /&gt;- Eu sou o marinheiro da perna de... – cantarolo sozinho em cima do telhado, como um felino no cio. – Pau!&lt;br /&gt;A bala corta o ar com ferocidade. Ultrapassa a velocidade do som, com certeza. Seu rugido é abafado pelo silenciador, mas o som das chamas que lançam o Stillo prateado pelo ar não podem se calar. Seria fácil mirar na cabeça do Joãozinho. Seu cadáver ilustraria muitos jornais pelo Brasil. Pena que seria só mais um verme morto. Não, não, meu amigo. É hora de incutir terror! Minha mira foi perfeita, o carro explode sem pudor. Uma puta que adora gritar! Pessoas correm e gritam. Meu alvo mija nas calças de tanto medo, assim como seus comparsas. Todos correndo imitando baratas medrosas.&lt;br /&gt;Tenho três dias para prender os chefes do tráfico. Joãozinho e seu irmão, o maldito que me espancou dias atrás, Bombinha, como também Antonio Pereira. No meio do caminho o plano é tentar ferir o máximo de criminosos possíveis. Por três dias a Rocinha é minha! Não tenho outra alternativa, se a operação do General Costa Machado for mesmo concluída, não vai sobrar direito sobre direito do povo. Casas serão reviradas. Pessoas ficarão na linha de tiro dessa guerra. Isso vai virar um Estado de Sítio, e não vai ser nada bom. Preciso entregar esses malditos... Espero que seja o suficiente para saciar a fome do General.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desmonto o rifle em poucos segundos. Guardo-o na mochila. Coloco o boné do falecido marido de Maria, pulo do telhado, e me misturo à multidão em pânico.&lt;br /&gt;Envolver Maria Aparecida nisso é uma má idéia. Ontologicamente uma péssima idéia. Para não dizer covarde. Embora ela tenha gostado, não posso medir as conseqüências. É claro que Maria não vai estar na linha de frente, mas preciso de ajuda logística. Dei alguns cartões de crédito coorporativos, e sua missão é trazer dois computadores até o meio dia, com placa de vídeo e todas as frescuras necessárias para as máquinas serem eficientes. Ir a qualquer loja de operadora de celulares, e trazer internet móvel mais rápida que conseguir. Também dois aparelhos e chips novos. E por fim, juntar o máximo de informação possível da operação divulgada ontem pelo General, em jornais, revistas, e até na televisão.&lt;br /&gt;Preciso ser rápido e eficiente como nunca. Estudar em um dia o comportamento dos traficantes, e neutralizar o máximo possível, não vai ser fácil. Eles também devem ter visto o discurso ontem. Dou graças por esses malditos serem previsíveis. De duas uma, ou eles correrão como ratos, ou se armarão para a guerra. Como estão excessivamente confiantes por terem me matado, seria uma vergonha cancelar o baile.&lt;br /&gt;Me embrenho em becos e morros, não gosto de andar pelo solo. Esse emaranhado de casas parece um labirinto. Um campo de futebol surge a minha frente. Não há grama, natural ou sintética, apenas a poeira e a terra sendo levantadas, em meio aos gritos de crianças felizes. Do outro lado do campo um adolescente, magro e com olhar perverso, suas mãos frágeis seguram uma automática. Os óculos escuros apoiados em sua cabeça, tentam dar um ar de adulto a sua imagem. Não conseguem. Todos a sua volta o ignoram, como se fosse uma estatua de algum poeta morto, ou uma fonte. Seu celular toca. O jovem sai correndo. Chego a sorrir. Corro atrás, tentando ser o mais discreto possível.&lt;br /&gt;Sigo-o até um comércio de registro duvidoso. Um açougue. O fedor da carne se alastra pela rua. O jovem entra. Noto as várias motocicletas á porta. Sessão de terapia. Olho para o relógio. Penso em Maria. A coitada saiu cedo para buscar minhas encomendas, já é quase hora do almoço. Devo ou não me permitir? Foda-se. Isso vai ser interessante.&lt;br /&gt;A aparência é ordinária, comum. Carnes penduradas ainda sangrando, lingüiças e frangos sem cor enfeitam o freezer. O triturador geme ao moer a carne. O homem de branco e barba por fazer me olha curioso.&lt;br /&gt;- Vai querer maminha ou picanha? – pergunta com uma voz repugnante, assuando o nariz logo depois.&lt;br /&gt;Ignoro e tento olhar o que acontece por detrás da porta de metal.&lt;br /&gt;- Mermão! Vai querer o quê? – o homem insiste, agora apontando o facão.&lt;br /&gt;Sorrio. Perdão Maria, mas vou me atrasar um pouco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;RIO DE JANEIRO – 08 DE AGOSTO DE 2008&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;12:37 PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando o senhor falou em tocar o terror, não pensei que levaria ao pé da letra! – repreende Maria.&lt;br /&gt;- Do que você está falando? – ironizo, enquanto deixo a mochila no sofá, indo direto para as caixas ainda embaladas. – Muito bem soldado. Missão cumprida. – abro as caixas e começo a instalar os computadores. – E a internet?&lt;br /&gt;- Olha aqui super-herói, acabou de passar no jornal! Carro explodindo, uma refinaria de cocaína totalmente destruída e treze homens presos. – sinto uma pitada de diversão em suas palavras.&lt;br /&gt;- Você fez almoço?&lt;br /&gt;- Espere aí... Agora sou cozinheira também?&lt;br /&gt;- Isso! Precisamos ficar fortinhos... – ligo tudo onde deve ser ligado, cabo por cabo. – E você vai ter um curso intensivo de vigilância monótona via satélite.&lt;br /&gt;A comida de Maria é deliciosa. Tempera o feijão como se pintasse um quadro de arte, com cuidado e na medida certa. Conversamos bastante. Ambos diferentes, como se voltássemos a viver, deixando de lado aquele sentimento medíocre e depressivo. Morte acaba fazendo isso. Nos ronda silenciosa, e ataca quando menos espera. Sempre nos lembrando da finitude do ser humano. Ser limitado e frágil. Maria fica linda com uma roupa casual. Qualquer tipo de vestimenta cai bem em seu corpo brasileiro, suas curvas são dignas de uma deusa indígena. Seu sorriso é um imã ao sorriso alheio. Gosto de vê-la feliz.&lt;br /&gt;- Como você convenceu a doutora de me dar folga hoje? – não contei de meu papinho ontem à tarde com Janete.&lt;br /&gt;- Liguei e falei que você estava doente.&lt;br /&gt;- Só isso?&lt;br /&gt;Faço sim com a cabeça.&lt;br /&gt;- Temos que montar nossa mentirinha. – afinal, não sabemos o quão fofoqueiros são seus vizinhos.&lt;br /&gt;- Pra quê? – ela questiona, enquanto se levanta e começa a lavar as louças.&lt;br /&gt;- Uma viúva, do nada, agora tem um homem em sua casa. – levanto os braços entojando a voz.&lt;br /&gt;- Não vejo nenhum problema. Nem tenho que dar satisfação da minha vida... – Maria se irritou um pouco.&lt;br /&gt;- Eu vejo. Porque pessoas falam! E também porque pessoas escutam. E certas pessoas não podem escutar que um estranho... – enfatizo. – Milagrosamente apareceu na casa de uma viúva solitária.&lt;br /&gt;Maria agora está séria, com os olhos vidrados na água que cai da torneira.&lt;br /&gt;- Você é meu primo distante. Ponto final. Vou espalhar a notícia entre os vizinhos. – Maria é seca, direta.&lt;br /&gt;- Vamos para o computador. Chega de papo.&lt;br /&gt;- Só uma coisa... – ela me interrompe.&lt;br /&gt;- Pode falar.&lt;br /&gt;- Você não quer acabar com o crime?&lt;br /&gt;- Quero.&lt;br /&gt;- Então, qual o problema dessa operação do General? Vários soldados entraram aqui, vai ser complicado eu sei, mas limparão a Rocinha em menos de uma semana. É o que você quer.&lt;br /&gt;Paro um minuto, reflito... É complicado.&lt;br /&gt;- Maria... – ainda não encontro palavras. – Quando está nesse mundo, quando você sai de casa e decide fazer da sua vida... Quando tentamos fazer o certo! Ele substancialmente tem que ser o certo. O tráfico é só uma ponta de todo esse gênero crime. Não que eu esteja diminuindo... É maléfico, uma chaga...&lt;br /&gt;- Você não está chegando a lugar nenhum...&lt;br /&gt;- Limpar a sujeira não adiantará de nada. A não ser que aja uma melhor estruturação e projeção a longo prazo. O que o General fez foi aproveitar a espetacularização feita com minha morte, e transformou isso em uma tragédia, conquistando a opinião pública. Agora ele tem o aval da sociedade para suspender direitos fundamentais dos cidadãos daqui da Rocinha. Que vão ficar no meio da troca de tiros, e serão os únicos sofredores com tudo isso. O tráfico continuará existindo, pois conta com apoio de conglomerados mafiosos internacionais e da tolerância da sociedade, em enxergar o básico sobre qualquer mercado... Ele só sobrevive com o consumo. Temos sorte do crime aqui não ser organizado...&lt;br /&gt;- Então o que você faz também é inútil... Já que é uma luta perdida. – Maria é incisiva, ela compreende o dilema.&lt;br /&gt;- É o que quero fazer todas as noites.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;RIO DE JANEIRO – 08 DE AGOSTO DE 2008&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;15:00 PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria é uma mulher inteligente. Compreendeu que tenho um parafuso solto, de alguma forma isso a agrada. Me conectei por um link pirata aos satélites americanos da CIA, não tive tempo de explicar como isso funciona. Na verdade nem eu compreendo bem. Cortesia de um amigo meu. Em sua tentativa de elucidar o procedimento, o engraçadinho disse, “é como o Google Earth, só que ao vivo, e com um zoom descente”. Consegui localizar meus três alvos, e esse brinquedinho computadorizado tem a opção de marcá-los, fazendo o próprio programa segui-los. Seus rastros ficam marcados com uma linha levemente amarelada, à medida que o trajeto, a rotina se repete, essa linha rotineira fica mais forte, assim posso traçar... A rotina dos meus alvos. Esse é o papel de Maria Aparecida, ficar em frente o computador e me informar cada detalhe.&lt;br /&gt;Segundo ela, daqui duas semanas o exército ocupará a Rocinha, por sessenta dias, podendo ser prorrogados por mais sessenta se assim decidirem. Serão quinhentos soldados, contando com apoio aéreo e terrestre de carros blindados, caminhões e helicópteros.&lt;br /&gt;Já rodei todo o morro e nada relevante. O ataque da manhã surtiu algum efeito, apenas a policia finge que ronda o local, e o helicóptero da imprensa capta tudo. Tenho um plano para a noite... Acho que Maria merece uma distração. Disco para o único número salvo no celular.&lt;br /&gt;- Senhorita Aparecida?&lt;br /&gt;- Pois não senhor herói. – ela gargalha. – Os três estão quietos em casa. Nenhum ousou sair.&lt;br /&gt;- Digite automático no campo a sua direita.&lt;br /&gt;- Pra quê?&lt;br /&gt;- Mocinha curiosa você hein? – não dou tempo para a resposta e continuo. – Vamos para praia. O sol está me queimando aqui! Vamos nos divertir.&lt;br /&gt;- Pensei que...&lt;br /&gt;- Pensou errado! Me encontre no ponto de ônibus.&lt;br /&gt;Desligo para não ouvir mais protestos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;RIO DE JANEIRO – 08 DE AGOSTO DE 2008&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;16:20 PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante toda a pequena viagem até Copacabana, tive que ouvir protestos. Meus argumentos sendo jogados contra mim. Agora que percebi, três dias serão mais do que suficientes! Vou trabalhar durante a noite. Seus lábios se mechem, meu cérebro se desconecta como se desativasse minha audição. Mulheres gostam de falar. Interrompo seu discurso.&lt;br /&gt;- Vamos dançar amanhã à noite. – sorrio e olho para o mar azul e magnífico.&lt;br /&gt;- Que? – ela se surpreende.&lt;br /&gt;- O João...&lt;br /&gt;- O irmão daquele monstro musculoso...&lt;br /&gt;- Isso. É dono de uma boate, vamos fazer uma visitinha.&lt;br /&gt;Maria não comenta a idéia. Nem precisa, quanto menos souber melhor. Vou pegá-los onde menos esperam. Tenho o elemento surpresa, presumidamente morto do meu lado. Hoje vou assistir uma aula de Direito.&lt;br /&gt;Saltamos. Em todos esses dias no Rio, somente hoje me dou ao luxo de ver o mar. De observá-lo. Olho para o alto e avisto o Cristo. Nos vigiando, como um protetor silencioso e frio... Feito de cimento e ferro. Toco a areia com meus pés, o calor é confortável. Esse momento demora mais do que deveria, deixando Maria preocupada.&lt;br /&gt;- No que está pensando? – pergunta.&lt;br /&gt;Quando me viro meu queixo cai. Gravidade! Libido! Seja o que for. É inegável que Maria é maravilhosa. Com seu biquíni discreto e um pouco velho, como se jamais tivesse usado, Maria Aparecida é ainda mais bela. Suas curvas são perfeitas, modeladas por um talentoso escultor. Nenhum defeito, nenhum detalhe. Qualquer estria ou celulite que exista é insignificante. Ela repara o meu espanto, ruboriza. Tiro a blusa, deixando os raios solares atingirem meu corpo branco demais. De alguma forma ela também se espanta. Tiro o curativo do abdômen com cuidado, quase curado. Um pouco de água do mar fará bem.&lt;br /&gt;- Vamos? – convido para entrar no mar.&lt;br /&gt;- Não posso. – seu rosto ruboriza mais uma vez.&lt;br /&gt;- Por... – me calo. – Entendi.&lt;br /&gt;- Prefiro tomar sol. – Maria sorri, mostrando o sorriso perfeito.&lt;br /&gt;Alongo todos meus músculos. Estico os braços em busca de liberdade. Estalo a coluna. Caio na areia, e faço algumas flexões para aquecer. Os homens ao redor babam no corpo moreno de Maria, rio comigo mesmo. Em um pulo me levanto, e corro em direção ao azul infinito. Me sinto um moleque. Uma criança que vê pela primeira vez a sua insignificância perante a natureza. No caminho meus olhos se perdem em uma atriz mais ou menos famosa. Continuo e deixo o mar me banhar. O ferimento arde. Ignoro. Mergulho na água salgada. Deixo as ondas me acertarem. Me viro para a areia e aceno como um bobalhão para Maria, que me devolve outro daqueles sorrisos cativantes.&lt;br /&gt;Com a água em minha cintura, agora contemplo o Rio de Janeiro. Sua beleza, sua maravilha. Pessoas tentam sobreviver aqui, chegam a ignorar a podridão. Às vezes eu também consigo... Não enxergar. São momentos gostosos, fazem valer a pena viver.&lt;br /&gt;- Augusto? – uma voz familiar me arranca de meus pensamentos.&lt;br /&gt;Angélica! O coração não se sintoniza com o resto do corpo, chega a bater tão forte, parecendo que pularia de meu peito a qualquer momento. Disfarço a surpresa, entoando qualquer outra reação.&lt;br /&gt;- Angélica, como está? – por uma coincidência cruel, estamos a sós nessa pequena parte do Atlântico. Se não estamos, sinto como se estivéssemos.&lt;br /&gt;Um tapa acerta meu rosto. Como resposta instintiva meu corpo se prepara para o ataque. Respiro fundo e seguro a reação. Meu rosto ainda arde quando sou bombardeado pelas palavras de Angélica.&lt;br /&gt;- VOCÊ ESTAVA CERTO! Ele ia estuprá-la! O desgraçado admitiu para todos em uma mesa de bar. – sua voz é aguda, seu rosto meigo angelical sofre com algo que não entendo. – Ele ria Augusto! Ele ria, enquanto se vangloriava que estava prestes a comer minha amiga. E todos riam juntos! – lágrimas escorrem de seu rosto se misturando com a água do mar. – E você... – seus olhos claros atingem os meus, minhas pernas chegam a tremer. – VOCÊ TINHA QUE MORRER! – como? Me pergunto, enquanto mais uma vez meu queixo cai. – Acha que não ia perceber? – seu dedo agora está próximo do meu nariz. – UM CARA VINDO DE FORA, todo bonito, corpo sarado, e espancando drogados em uma festa. Seja lá qual for sua identidade, ESCOLHA UMA MÁSCARA MELHOR!&lt;br /&gt;- Angélica... – meus braços buscam seu corpo trêmulo.&lt;br /&gt;- NÃO ME TOCA! – recuo. – Eu chorei por você. Como se você fosse grande coisa para mim... – sua expressão agora é cínica. – Você só me comeu em uma porra de um dia! SÓ ISSO! E eu sofri por alguém que está se divertindo como um IDIOTA!&lt;br /&gt;Seu discurso se encerra. Suas lágrimas também. Queria concordar, contar tudo. Não posso.&lt;br /&gt;- Não sou quem você pensa que é. – sou frio.&lt;br /&gt;- Como não? – Angélica esbraveja.&lt;br /&gt;- Você fumou demais hoje. Vá para casa.&lt;br /&gt;Angélica arma outro tapa, agarro seu braço antes de acertar meu rosto. Ficamos ali, em meio às ondas, nos digladiando com o olhar. Como ela é linda. E frágil. Tão diferente de Maria. Largo seu braço, e sem dar nenhuma palavra, vou em direção à areia. Maria vem correndo em minha direção.&lt;br /&gt;- O que aconteceu?&lt;br /&gt;- Nada.&lt;br /&gt;- Quem era ela?&lt;br /&gt;- Ninguém.&lt;br /&gt;- Não vai me responder? O quê aconteceu?&lt;br /&gt;- Vamos embora.&lt;br /&gt;- Mal chegamos. – de alguma forma Maria protesta.&lt;br /&gt;- Pode ficar se quiser. Eu estou indo embora.&lt;br /&gt;Um babaca. Um ignorante. Nojento. Sujo! Grosso. Pego as roupas sujas de areia e parto. Não sei para onde, apenas ando, com a vontade de matar alguém. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 08 DE AGOSTO DE 2008&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;19:35 PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais cedo lembro de Maria me perguntar sobre o uniforme. Disse que sem a máscara ele não vale de nada. Arrumei uma toca vagabunda para esconder parte de meu rosto, não é muito eficiente, mas servirá.&lt;br /&gt;A Universidade está movimentada. Jovens em passos ensaiados vão de sala em sala, buscando um futuro decente. Me informo com o porteiro, e vou em direção a Faculdade de Ciências Humanas. Sou uma presença estranha, os demais universitários notam isso e cochicham entre si. Meu primeiro dia na escolinha. A segurança é débil. Meros enfeites. Adentro no prédio construído no século passado, com uma arquitetura dos anos quarenta se não me engano. Pelo corredor um professor se vangloria de seu doutarado, sobre algo claramente desinteressante. Papos sobre leis e provas permeiam o corredor. De porta em porta, busco pela pequena janela algum rosto conhecido. Na quarta tentativa eu avisto...&lt;br /&gt;Antônio Pereira. Ex-policial militar. Corrupto. Traficante. Cafetão. Minha presa. Minhas mãos agarram a toca com vontade, puxando para baixo, ocultando meu rosto. Ergo minha perda, e com um só golpe ponho a baixo a porta da sala de aula! Interrompo algo sobre Teoria Geral dos Contratos. Todos se assustam. Principalmente, uma loira que grita histericamente. Caminho até a carteira de Toninho, que assim como os outros alunos não entendem o que está acontecendo. Ninguém ousa me parar. Agarro o verme pelo colarinho! Como um brinquedo, levanto-o e o lanço em cima das carteiras. Chego a derrubar outros estudantes. Eles superam. Vejo o temor em sua face. Isso me anima. Chuto tudo que encontro em minha frente. Mochilas, carteiras, bolsas. Tudo que me separa do meu alvo.&lt;br /&gt;- Quê... Porra! – um palavrão, estava sentindo falta da boca suja desses filhos da puta.&lt;br /&gt;Toninho é gordo, como qualquer outro homem de quarenta anos. Seu rosto é enrugado, e eu faço questão de enrugá-lo ainda mais com um soco! Pego-o pelo cabelo e bato suas costa na parede! Protestos contra minha violência ecoam pela sala. Ignoro. Antonio tenta reagir, inutilmente. Cada tentativa é devolvida com uma pancada mais forte. Nenhuma palavra sai da minha boca. Ele entende o que está acontecendo.&lt;br /&gt;- Agente pode conversar... – soco sua nuca, o criminoso entende a mensagem.&lt;br /&gt;Arrasto-o como um troféu por toda a Universidade. Pessoas correm para saciar sua curiosidade. Toninho pede por ajuda. Ninguém ousa. Muito menos os seguranças. Caminhamos até seu carro. Uma passeata, uma verdadeira platéia nos segue em direção ao estacionamento. Chuto o saco de merda, fazendo-o catar cavaco até bater com a cabeça no farolete de seu Honda.&lt;br /&gt;- O quê... – não o deixo terminar e acerto mais uma vez seu rosto.&lt;br /&gt;Vasculho seus bolsos, suas mãos tentam impedir as minhas. Quebro seus dedos. Todos eles. O gordo grita! Encontro à chave do carro. Abro o porta malas, e lá está... Sacos cheios de comprimidos e cartelinhas de sintéticos. Pego um desses sacos, esfrego na cara de Antonio.&lt;br /&gt;- Sabia que isso é especialidade da máfia turca? – quase rosno.&lt;br /&gt;Estapeio seu rosto com as drogas, até o saco estourar e cartelas e comprimidos tomarem o chão. Parece que o homem percebe quem sou... Isso me irrita e acerto seu rosto com mais força. Ele chora. Mal escuto os protestos e esbravejos em minhas costas.&lt;br /&gt;O vermelho da polícia reflete nas árvores, e a sirene é estridente. Hora de ir. Largo a carcaça espancada de Antonio e parto, indo em direção aos estudantes, minha platéia, que se abrem como o mar para Moisés. Todos eles agora quietos, apenas murmúrios e cochichos. Estão intimidados.&lt;br /&gt;- Você pensa que isso ajuda? – uma jovem de óculos grandes pula em minha frente. – Acha que assim teremos justiça? Leis! – ela segura seu livro como um escudo. Temos leis! Não precisamos disso. Não destrua tudo que conquistamos com essa justiça torpe e suja. – a jovem é tão pequena, não é bonita, mas tem seu charme. – Eu sei que ficamos indignados, desacreditados, mas o que você fez é... – suas mãos trêmulas arrumam seus óculos desajeitados. ERRADO! Pare de destruir cem anos de teorias! Não assassine o nosso Estado de Direito!&lt;br /&gt;Fico ali parado. A respiração da jovem é ofegante. Os olhos nos ensinam muita coisa... Os dela me mostram a paixão. Seus colegas se juntam, todos com medo, mas preparados para defendê-la.&lt;br /&gt;- Desculpe... – a palavra mal sai da minha boca.&lt;br /&gt;Vou embora. Isso que preciso... Ir embora!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33390236-8027248715004885874?l=mentedoze.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mentedoze.blogspot.com/feeds/8027248715004885874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33390236&amp;postID=8027248715004885874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/8027248715004885874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33390236/posts/default/8027248715004885874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mentedoze.blogspot.com/2009/06/jack-built-o-louco-perto-de-cristo.html' title='Jack Built, o Louco - Perto de Cristo, Longe de Deus! Capítulo XIX: Guerra Contra O Crime'/><author><name>Pedro Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306886922937703828</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SO5HDDy78oI/AAAAAAAAATk/9vqtqOq83zs/S220/5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/SiiSF8ccb7I/AAAAAAAAAdw/nPJRIPHAxEA/s72-c/d.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33390236.post-8715175265753784672</id><published>2009-05-25T03:07:00.002-03:00</published><updated>2009-05-25T03:18:01.455-03:00</updated><title type='text'>Jack Built, o Louco - Perto de Cristo, Longe de Deus! Capítulo XVIII: Dúvida, Amor e Veneno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sho1-QcBKyI/AAAAAAAAAdo/C0bE-XupGSM/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339639651881790242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fc0aBSZUv9s/Sho1-QcBKyI/AAAAAAAAAdo/C0bE-XupGSM/s320/clip_image002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 07 DE AGOSTO DE 2008&lt;br /&gt;02:03 AM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não consigo dormir. Não é a dor. Deixei Aparecida em sua cama, a mesma que venho ocupando há dois dias. Vim até a janela. Para pensar, eu acho. Apenas vim. Apoio meus cotovelos e observo o emaranhado de casas. São milhares! Se amontoam, uma obra infantil. Como blocos de um quebra cabeça mal feito e desorganizado. Nenhuma peça se encaixa aqui. Mesmo durante a noite podemos contemplar a Rocinha, agora calada, dormindo.&lt;br /&gt;A chuva de dias atrás foi atípica, o clima tropical volta a me incomodar. Deixo a janela aberta e caminho até a cozinha. Um bom copo de água como companhia seria bom. Bebo rapidamente, ansiando outro. Chego a babar um pouco. É refrescante. Estou muito viadinho esses dias. Me lembra o começo de tudo. A infantilidade. A maldita inocência. Ser adolescente foi uma fase boa, agora preciso crescer. Dúvidas são para crianças. Se bem que... Todos são até o fim.&lt;br /&gt;Brasil. Ordem e progresso. Penso em nossa bandeira como uma meta. Na verdade acho que essa era a real intenção. Quantos anos de República nós temos? Quantos anos de país? Faltam aulas de história pra garotada. Não. Não faltam. Não há patriotismo nessa terra. Nem deveria. O maior ícone dessa barca é o futebol. Ou então aquele baixinho que inventou o relógio de pulso, e três dias depois de uns americanos inventou o avião. Eu deveria colocar a bandeira do Brasil em meu uniforme. Se é que vou vesti-lo novamente.&lt;br /&gt;Uma rajada de metralhadora perturba o silêncio. Meu coração acelera. A adrenalina programada para agir corre aceleradamente pelos braços e pernas. Sigo o som. Calculo a direção. O tempo para chegar até lá. Qual arma foi usada. Quantos tiros. Imagino todas as sete hipóteses do porquê do disparo. Cinco minutos. Esse seria o tempo para chegar até lá, desarmar e espancar o verme.&lt;br /&gt;Respiro fundo. Sento em uma cadeira. Dura e indiferente. Namoro o copo com a água pela metade. Bebo de gole em gole. Respiro fundo mais uma vez. Penso em minha irmã. Que tipo de mundo eu lhe dei? Penso nas drogas, nos políticos, nas imbecis boas intenções que permeiam isso tudo! Não temo guerras. Esse não é meu trabalho. Por Deus não temos que viver em uma sociedade tão beligerante quanto Ruanda ou Afeganistão. Isso não é menos preocupante. Nem um pouco. O Brasil é violento por natureza. Sua sociedade é autoritária! Reacionária e hipócrita! Passiva e indiferente. E o pior antidemocrática. Respiro fundo. Liberação da maconha! Rio sozinho. Como se isso fosse a solução. Bando de asnos que ainda não aprenderam a comer usando talheres. Marcha da maconha, como eu gostaria de sair descendo a pancada em todos! Me sinto tão infantil, esse é meu trabalho. Dar porrada! Não vejo outra solução. Estamos afogados em boas intenções e particularidades sendo reivindicadas. Uma crise está por vir. Sinto no ar. E o que farei?&lt;br /&gt;Crianças morrem no tráfico. Crianças! Eu me lembro de Ibiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Decoração de outro planeta, colorida, chamativa, cativante. Um pulso sonoro constante. Uma batida de coração. Um coração amante. Forte e vigoroso. Em seguida a melodia começa. Leve e romântica. E o coração pulsando sem parar. Barulhos indescritíveis e vozes metalizadas entram na dança. Enquanto estou parado, hipnotizado pela... Festa. A música para. O piano solitário toca uma nota por vez. Seguranças e capangas vêem em minha direção. Devem estar vindo pelo traficante de sintéticos espancado no banheiro, ou pela explosão de uma Van da máfia albanesa no estacionamento. Não! Pelas vinte mulheres escravizadas que entreguei à polícia semana passada. O coração pulsa novamente, as luzes acompanham freneticamente. Até parar mais uma vez. Ah o piano. Como é lindo. Quebro o braço do que aparenta ser o mais forte. Já sei! É isso. Estou de colante. Meu punho afunda o rosto do de rastafari. Antes que a música eletrônica passe a ficar entediante, todos os dez já estavam no chão.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim tudo é festa. Tudo é samba. E isso me deixa muito puto. A passividade do usuário. A tolerância da sociedade para com esse. Até a lei o trata com mel. NÃO! Isso não é diversão. É segurança pública.&lt;br /&gt;Passo a noite olhando para o resto de água.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 07 DE AGOSTO DE 2008&lt;br /&gt;06:03 AM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Augusto?&lt;br /&gt;Maria.&lt;br /&gt;- Você dormiu sentado na cozinha? – ela está brava! – Por que não me acordou? E o repouso?&lt;br /&gt;- Calma mamãe. – tento sorrir com a cara inchada e o corpo dolorido.&lt;br /&gt;Aparecida balança a cabeça negativamente, e faz seu caminho até o banheiro. Ela tem que trabalhar. E eu também. Hoje vou embora.&lt;br /&gt;Queria conhecê-la um pouco mais. Gratidão eu acho. Tomamos nosso café em silêncio. Aparecida coloca seu uniforme bege e sem sal. Isso não retira o ar carioca de sua beleza. Arruma sua bolsa, com todos os milhares de acessórios indispensáveis. Me troco também. Com roupas de seu marido. Caem bem, apesar de estarem largas e com cheiro de guardadas.&lt;br /&gt;- Estou indo. Vê se dorme direito agora, está bem? – preocupada como sempre. Sempre? O que é isso? Somos íntimos agora?&lt;br /&gt;- Vou te acompanhar até o ponto de ônibus.&lt;br /&gt;E assim o faço. São alguns quarteirões e uma escadaria até chegar no ponto mais próximo. Entre protestos sobre a questão repouso, falamos de coisas triviais. Desde novela, política e de como odiamos a Hebe. Trocamos algumas pinçadelas de teorias próprias a respeito de relacionamento. Maria é madura. Com seus vinte e seis anos. Já viúva. Como sempre – sempre! – nada sobre seu passado, e muito de mim. Falei por alto do Japão e dos Estados Unidos. As ruas estão bem movimentadas. Trabalhadores saem como formigas em direção ao trabalho. Sou um estranho aqui, e todos percebem isso. Uma gorda que anda com dificuldades, devido a suas coxas roçarem umas nas outras, pergunta quem eu era. Sem total discrição. Maria Aparecida envergonhada responde que sou um primo, lá do norte, de Roraima. Ela é de lá? Seu sotaque é tão chato, tão carioca. Continuamos a caminhada com a obesa inconveniente nos acompanhando. Chega duvidar da resposta, solto um “uai” sem querer. Força do hábito. A mentira agora é que estou morando em Minas Gerais. Seu rosto redondo sorri, acreditando. Avistamos o ponto. Um mar de gente aguarda o transporte. Todos com rostos cansados e inchados pelo sono. Todos indiferentes ao cadáver em um canto da calçada. O sangue já está coagulado. Vozes lamentam sem nenhum alarde. Aparecida segura meu braço. Paro e fico olhando para o corpo com quatro furos no peito e dois na cabeça. Um cartaz fixado no poste chama mais minha atenção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;BAILE FUNK – TÔMA TÔMA TÔMA JACK BUILT&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos da puta! Vão comemorar minha morte! Mc Bombinha? Maria segura ainda mais forte meu braço. Não sinto nada. Nem raiva. E a merda do baile é open bar. Olho para os lados. Lembro onde estou. O ônibus de Maria chega. A balofa a chama. Ela não quer ir. Não larga meu braço. Beijo sua testa.&lt;br /&gt;- Obrigado. Por tudo. – não espero resposta, começo a andar.&lt;br /&gt;Viro mais uma vez, ganho uma expressão triste da minha salvadora. Ela sabe que preciso ir embora. O cadáver. Um garoto de dezesseis anos morto. Sorri pra mim. Me esnoba.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 07 DE AGOSTO DE 2008&lt;br /&gt;09:43 AM&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pego uma mala velha. Maria não ligaria, eu sei. Coloco o uniforme, ou o que restou dele, dobrado sobre o kevlar perfurado. As lâminas eu embrulho no jornal, e as acomodo com cuidado. Escrevo uma carta, nada muito sentimental, apenas agradecendo. Bebo o último copo d’água. Percorro com o olhar todos os cômodos apertados, o coração aperta. Estou muito viadinho. Definitivamente.&lt;br /&gt;Hora de buscar minhas outras tralhas. No hotel e na base naval.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;RIO DE JANEIRO – 07 DE AGOSTO DE 2008&lt;br /&gt;11:13 AM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não presto atenção no caminho. Em nada. Apenas viajo em meus pensamentos. Para falar a verdade... Não lembro de nada que pensei até aqui. Dou o sinal, salto a alguns quarteirões da base
